Inovação Energética

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Brasília, 30 de abril de 2008 - Nº 20 - Ano 1

 

LEIA NESTA EDIÇÃO _____________________________________________________

1 - Aneel disponibiliza edital para leilão de reserva


2 - Nomeado secretário de Petróleo e Gás do MME


3 - PEC inclui etanol e biodiesel como monopólios da União


4 - Projeto de lei cria tarifa especial de energia para o setor têxtil


5 - BNDES assina contrato com Itaú no âmbito da eficiência energética 


6 - Fórum Global discute energias renováveis


7 - Brasil e Gana tornam-se parceiros na produção de biocombustíveis, mandioca e manejo florestal


8 - Governador da Bahia propõe programa de agroenergia familiar


9 - Cana-de-açúcar será utilizada na produção de novo diesel


10 - Aprovada criação de subcomissão para tratar de energia eólica no RS


11 - Fundação de Ciência e Tecnologia firma convênio para a geração de energia 

 

1 - Aneel disponibiliza edital para leilão de reserva

     A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) disponibilizou para consulta, no dia 23 de abril, a versão definitiva do edital, do cronograma e demais documentos do leilão de energia de reserva, previsto para os dias 20 e 21 de maio, via internet. Com prazo de 15 anos e início de suprimento em 2009 e 2010, o leilão terá preço-teto de R$ 56.
     Os interessados em participar deverão entregar o formulário “Cadastro do Participante”, juntamente com os documentos de Pré-qualificação, no dia 14 de maio. São eles: a regularidade da situação jurídica, a comprovação de regularidade fiscal e a regularidade da situação econômico financeira e de regularidade quanto aos encargos setoriais. Todos os documentos deverão ser entregues em duas vias, originais ou cópias autenticadas e assinados pelo representante legal, com firma reconhecida. No dia 15 de maio, será publicada a lista de vendedores aptos a participar do leilão.
     Poderão participar do leilão, como vendedores, pessoas jurídicas de direito privado, nacionais ou estrangeiras, isoladamente ou reunidas em consórcio, além de Fundos de Participação em Investimentos. Concessionárias ou permissionárias do serviço público de distribuição de energia elétrica ou sociedades por elas controladas direta ou indiretamente não poderão participar do leilão, como vendedoras. 
     Os participantes pré-qualificados serão habilitados após a validação pelo agente custodiante, instituição financeira responsável pelo recebimento, custódia e eventual execução das garantias financeiras depositadas pelos participantes.
     Na nova versão também foi modificado o limite de contratação, que passa, excepcionalmente nos anos de 2008 e 2009, de 1% para 5% da carga total contratada pelas distribuidoras. 
     Acesse o edital neste link
     (Com informações da Agência CanalEnergia e da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica)

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2 - Nomeado secretário de Petróleo e Gás do MME

     O engenheiro químico José Lima Andrade Neto foi confirmado como secretário de Petróleo, Gás Natural e Combustíveis Renováveis do Ministério de Minas e Energia (MME). A nomeação saiu no Diário Oficial da União no dia 11 de abril. Desde maio de 2006, José Lima é gerente executivo de Petroquímica e Fertilizantes e presidente da Petroquisa, parte petroquímica da Petrobras que administra as participações da companhia no segmento. Neste período, conduziu projetos como o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), Petroquímica Paulínia e Petroquímica Suape.
     O engenheiro, formado pela Universidade Federal de Sergipe, é mestre em Engenharia de Petróleo pela Colorado School Of Mines (EUA). Funcionário de carreira da Petrobras desde 1978, foi professor e coordenador dos programas de formação e desenvolvimento de engenheiros da Universidade Petrobras.
     Informações sobre o MME podem ser obtidas pelo site www.mme.gov.br
     (Com informações do MME)

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3 - PEC inclui etanol e biodiesel como monopólios da União

     A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 238/2008 da deputada Iriny Lopes (PT-ES) inclui a pesquisa, a produção e a distribuição de etanol e biodiesel entre os monopólios da União. A PEC, apresentada à Câmara no dia 18 de março, inclui um novo inciso no artigo 177 da Constituição, que define as fontes energéticas cujos direitos de exploração são exclusivos da União. Na prática, significa que etanol e biodiesel estarão no mesmo patamar das jazidas de petróleo, gás natural e dos minerais nucleares, só podendo ser explorados mediante concessão pública.
     Segundo o texto da proposta, o plantio de espécies destinadas à produção de etanol e biodiesel deverá levar em conta diversos preceitos constitucionais, como o respeito ao meio ambiente, o fomento à agricultura, a redução das desigualdades regionais e do desemprego e a preservação das terras indígenas, podendo ser realizado em terras públicas. Se não respeitados os preceitos, a PEC possibilita a interdição permanente ou dissolução por via judicial da atividade.
     De acordo com a justificativa da autora, o objetivo da proposta é garantir a soberania do Brasil em uma área energética fundamental nos tempos atuais. A deputada alerta que a corrida por terras agrícolas suficientes para dar conta da crescente demanda por combustíveis chamados limpos, poderá comprometer a produção de alimentos do País, reforçando os problemas sociais.
     O Brasil é o segundo maior produtor de etanol do mundo, com quase 18 bilhões de litros na safra passada (2006/07). No caso do biodiesel, o País tem vantagens comparativas, podendo plantar diversas espécies para a extração do óleo vegetal, como soja, babaçu, algodão, girassol, mamona e palma.
     A proposta será examinada preliminarmente pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania sobre a constitucionalidade e a técnica legislativa de uma proposta de emenda à Constituição. Se aprovada, a proposta será encaminhada a uma comissão especial criada para analisá-la. 
     Confira a íntegra da proposta neste link
     (Com informações da Agência Câmara e da União da Indústria de Cana-de-Açúcar)

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4 - Projeto de lei cria tarifa especial de energia para o setor têxtil

     O Projeto de Lei 2860/2008, do deputado José Carlos Machado (DEM-SP), cria tarifa especial de energia elétrica para o setor têxtil, com desconto de 90%. Segundo o texto, esse desconto incidirá em um período contínuo de 8h30 de duração, no horário das 21h30 às 6h do dia seguinte. O desconto deverá ser aplicado pela concessionária ou permissionária de distribuição de forma não cumulativa.
     A proposta prevê que os custos referentes à instalação dos equipamentos necessários para medição de controle da energia serão de responsabilidade do consumidor interessado, de acordo com as especificações e orientações da concessionária ou permissionária, cabendo a essas a fiscalização do uso da energia.
     Além disso, o valor financeiro resultante do desconto a ser registrado em conta específica que será estabelecida pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) passará a configurar direito da concessionária ou permissionária de distribuição a ser compensado no primeiro reajuste ou revisão tarifária, após correspondente apuração.
     Em sua proposta, o autor afirma que, nos últimos dois anos, a indústria têxtil tem suportado tempos difíceis, face ao baixo crescimento da economia e a forte valorização cambial, fruto, em grande parte, da prática continuada das mais altas taxas de juros no mundo. O deputado acrescenta que, enquanto isso, os principais concorrentes mundiais têm mantido suas moedas depreciadas, ao mesmo tempo em que concedem vantagens aos seus produtores e têm uma visão estratégica do setor têxtil para seu desenvolvimento e geração de emprego e renda.
     O parlamentar assinalou que o setor têxtil demanda, fundamentalmente, isonomia competitiva, legalidade no comércio e realização de acordos de acesso aos principais mercados consumidores mundiais. Segundo ele, hoje, os têxteis brasileiros não têm as vantagens macroeconômicas dos países asiáticos e nem o acesso preferencial aos grandes mercados, como têm países que concorrem com eles na América Latina e também na Europa.
     O autor acredita que essa proposta pode contribuir para a diminuição das dificuldades que o setor enfrenta, oferecer mais isonomia competitiva ao setor além de estabelecer um novo turno de trabalho, o que representa criação de mais novos postos de trabalho com geração de emprego e renda.
     O projeto segue em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio (CDEIC), de Minas e Energia (CME), de Finanças e Tributação (CFT) e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC).
     Veja a íntegra da proposta neste link
     (Com informações da Agência Câmara)



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5 - BNDES assina contrato com Itaú no âmbito da eficiência energética

     O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, e o presidente do Itaú, Roberto Setubal, assinaram no dia 28 de abril, na sede do Banco Itaú, em São Paulo, contrato que transforma a instituição em parceira para financiar projetos de eficiência energética. Até então, apenas o Banco do Brasil atuava em parceria com o BNDES no segmento.
     O Itaú se torna agora um agente financeiro mandatário dos recursos destinados ao programa criado pelo BNDES, em 2006, com o objetivo de promover a eficiência energética no país. O Programa de Apoio a Projetos de Eficiência Energética (Proesco), destinado a empresas públicas ou privadas que apresentem projetos de implantação de equipamentos e procedimentos que resultem em maior eficiência energética, apóia projetos de combate ao desperdício e de racionalização do uso de energia.
     A linha de financiamento a projetos do Proesco opera em três modalidades. São elas: risco compartilhado entre o BNDES e instituições financeiras mandatárias, operação indireta, quando o agente financeiro assume integralmente o valor financeiro e os riscos de crédito e operação direta, realizada diretamente com o BNDES.
     A modalidade contratada com o Banco Itaú é a de risco compartilhado, na qual o BNDES poderá se responsabilizar por até 80% do risco da operação. Neste caso, será cobrada do beneficiário uma remuneração especial por assunção de risco, de 3% a.a. Os agentes financeiros deverão, obrigatoriamente, exigir como garantia dos financiamentos a fiança dos controladores da Empresa de Serviços de Conservação de Energia (ESCO) e o penhor dos direitos creditórios decorrentes do contrato de prestação de serviços da ESCO com o seu cliente. A escolha da modalidade tem o fim de viabilizar o pagamento dos recursos disponibilizados para o desenvolvimento do projeto, devido ao fato do BNDES não possuir uma rede de agências em todos os Estados.
     O PROESCO financia estudos, obras e equipamentos com prazos de até seis anos, incluída a carência de até dois anos ao custo da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) mais uma porcentagem de remuneração.
     (Com informações do BNDES)

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6 - Fórum Global discute energias renováveis

     Nos dias 18 a 21 de maio, a cidade de Foz do Iguaçu (PR) sediará o Fórum Global de Energias Renováveis. O evento reunirá dirigentes, especialistas e empreendedores públicos e privados da área de energia de todo mundo com objetivo de discutir alternativas energéticas de desenvolvimento a partir de fontes limpas e renováveis na produção de energia elétrica (hidrelétricas, solar, eólicas e bioenergéticas). 
     As palestras terão como tema a energia solar, os biocombustíveis como alternativa viável para combustíveis fósseis e a energia eólica. O Fórum é uma iniciativa do Ministério das Minas e Energia (MME) e da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (Onudi). 
     Mais informações podem ser obtidas no site do evento www.renergybrazil2008.org

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7 - Brasil e Gana tornam-se parceiros na produção de biocombustíveis, mandioca e manejo florestal

     Brasil e Gana atuarão em conjunto no desenvolvimento de bioenergia no país africano. O acordo foi firmado no dia 18 de abril durante visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao país. A parceria prevê a transferência de tecnologia pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária na África (Embrapa África). Em texto da Agência Brasil, o embaixador de Gana, Kofi Dadey, afirmou que além dos biocombustíveis, as parcerias referem-se à produção de mandioca e manejo florestal.  
     A energia é tema prioritário na agenda do governo ganense. Grande parte da energia utilizada vem do carvão vegetal e da madeira, o que está acabando com as florestas. Além disso, o petróleo é um dos principais itens da pauta de importações do país africano.  Em dezembro de 2006, o presidente de Gana chegou a pedir ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que o Brasil ajude seu país a encontrar uma solução de longo prazo para a crise energética. A partir daí, segundo o embaixador africano, empresas brasileiras vêm analisando possibilidades de investimentos em Gana.
     Em texto da Embrapa, o chefe de assessoria de Relações Internacionais, Elísio Contini, afirmou que a Embrapa tem o domínio da tecnologia de agricultura tropical e esses países da África, em geral, têm um clima muito parecido com o do Brasil. Segundo Elísio, a produção de grãos de cerrados no Brasil, onde se corrige o solo e planta em grandes extensões, se adapta muito bem à África, por isso a Embrapa foi chamada para ajudar nesse processo. 
     Em Gana, a Embrapa já atua na transferência de tecnologia para produção de mandioca. De acordo com Elísio, algumas variedades de mandioca foram selecionadas e estão previstos mil hectares da planta, que, em sua opinião, é muito para um país relativamente pequeno. Segundo ele, a produção de mandioca em gana abrirá oportunidades para o Brasil exportar máquinas e equipamentos.   
     Segundo Contini, em texto da Agência Brasil, o primeiro projeto já está pronto e trata-se de um acordo entre Brasil, França e Moçambique para transferência de tecnologia na área de agricultura sustentável e conservacionista no país africano. Em parceria com a Agência Brasileira de Cooperação (ABC), ligada ao Ministério das Relações Exteriores (MRE), a Embrapa quer ampliar a atuação brasileira no continente africano para que a cooperação não se limite a ações pontuais. Elísio Contini ressalta que a maior necessidade da África é a segurança alimentar. Embora defenda que a agroenergia seja importante, recorda que muitos países têm problemas sérios e não têm garantia de produção de alimentos para seu povo. Elísio, no entanto, ressalta que a Embrapa está muito mais voltada para a garantia de alimentos. 
     (Com informações da Agência Brasil e da Embrapa)

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8 - Governador da Bahia propõe programa de agroenergia familiar

     Com o objetivo principal de promover o desenvolvimento econômico e social do Estado da Bahia, especialmente nas regiões que apresentam baixos índices de desenvolvimento humano, o governador do Estado, Jaques Wagner, encaminhou à Assembléia Legislativa, no dia 25 de abril, o projeto de lei que institui o Programa Estadual Agroenergia Familiar.
     Os beneficiários do programa serão as cooperativas ou associações de agricultores familiares, assentados da reforma agrária e pequenos produtores rurais. A agroenergia familiar será financiada com recursos do Estado, contribuições de pessoas jurídicas públicas ou privadas, que poderão ser deduzidas do imposto sobre circulação de mercadorias e prestação de serviços (ICMS) e outros recursos.  
     A agroenergia familiar vai inserir, segundo a mensagem do governador ao Poder Legislativo, a agricultura familiar na cadeia produtiva do biodiesel, fomentar a produção de oleaginosas, a instalação de unidades coletivas de produção de óleo vegetal, promover o aumento da capacitação tecnológica, da qualidade dos produtos e da produtividade. 
     O incentivo ao cooperativismo, associativismo, economia solidária e a promoção do acesso democrático ao financiamento de capital produtivo são outros objetivos do projeto de lei. A partir do programa, o governo pretende dotar a agricultura familiar de condições competitivas para atuar na produção de bioenergia, propiciando a elevação do nível de renda e emprego das regiões mais pobres do Estado. 
     As secretarias responsáveis pela execução do programa e suas respectivas ações são: da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária - com o cadastramento dos beneficiários; da Fazenda – com a definição do valor da contribuição e da dedução do saldo devedor do ICMS; e da Ciência, Tecnologia e Inovação - com a análise técnica dos projetos, das ações, dos empreendimentos e dos pleitos.
     Veja a íntegra do PL neste link.  
     (Com informações da Assembléia Legislativa da Bahia)

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9 - Cana-de-açúcar será utilizada na produção de novo diesel

     A cana-de-açúcar utilizada na produção de etanol e de eletricidade será também matéria-prima para novo diesel. O anúncio do plano para a comercialização do diesel fabricado a partir da cana-de-açúcar foi feito no dia 23 de abril pela Amyris, empresa americana especializada em desenvolvimento de biocombustíveis, e pela Crystalsev, uma das maiores comercializadoras de etanol do Brasil. 
     Está previsto para 2010 o lançamento do primeiro produto. Um diesel renovável para motores que já utilizados hoje. Segundo as empresas, as pesquisas indicam que o diesel de cana terá escala comercial mais rápida e econômica do que os biocombustíveis já disponíveis no mercado, com uma redução de 80% nas emissões em comparação com o diesel de petróleo.
     O consultor de emissões e meio ambiente da Única, Alfred Szwarc, explicou que a tecnologia inovadora se baseia na conversão de açúcares por bactérias em hidrocarbonetos, conforme noticiou a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica). Segundo ele, o processo está em fase de desenvolvimento e o combustível resultante poderá ser uma alternativa renovável para o óleo diesel, contribuindo para a sustentabilidade energética e ambiental dos sistemas de transporte. 
     A joint venture Amyris-Crystalsev trabalhará com produtores brasileiros de etanol para expandir a base de produção do diesel renovável. A segunda maior produtora de etanol e açúcar do Brasil, a Santelisa Vale, acionista majoritária da Crystalsev e associada à Unica, destinará dois milhões de toneladas de cana-de-açúcar para o projeto e adotará a nova tecnologia na usina Santa Elisa. O grupo também oferecerá a experiência técnica e industrial para acelerar o desenvolvimento e produzir o combustível da Amyris em escala comercial. A joint venture planeja envolver outros produtores de cana no empreendimento. 
     Como parte do processo de produção em escala, será aberto, em junho, um centro de pesquisa e desenvolvimento no Technopark, em Campinas, região conhecida por ser um pólo de inovação e pela sua localização estratégica, entre São Paulo e o principal centro sucroalcooleiro brasileiro, Ribeirão Preto. O mesmo local vai hospedar uma instalação piloto que deve começar a funcionar no início de 2009.
     Mais informações podem ser obtidas no site www.portalunica.com.br/portalunica/.
     (Com informações da Unica)

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10 - Aprovada criação de subcomissão para tratar de energia eólica no RS

     A Comissão de Assuntos Municipais aprovou, por unanimidade, em reunião ordinária do dia 29 de abril, coordenada pelo vice-presidente do órgão técnico, deputado Aloísio Classmann (PTB), a criação de uma subcomissão mista para acompanhar o estabelecimento, pelo governo federal, do marco regulatório nacional para energia eólica. A subcomissão funcionará no âmbito das comissões de Assuntos Municipais e de Economia e Desenvolvimento e terá 120 dias para desenvolver suas atividades.
     De acordo com o requerente, o deputado Alberto Oliveira (PMDB), o objetivo da criação da subcomissão é dar continuidade ao trabalho realizado pela Comissão de Representação Externa, que tratou do tema durante 30 dias. Segundo ele, a ausência de condições legais específicas e a existência de entraves burocráticos podem significar ao Rio Grande do Sul a desistência dos investimentos propostos na área de energia eólica.
     O deputado afirmou que o Executivo Federal não está dando a devida atenção ao assunto e que, para ele, o governo brasileiro precisa encarar a produção de energia eólica como um sinalizador internacional, mostrando que o Brasil está preocupado com as conseqüências do aquecimento global.
     O parlamentar lembrou que o Estado, por meio do Parque Eólico de Osório, é responsável pela produção de 75% deste tipo de energia no país. E, segundo ele, existem novos projetos previstos na região da Fronteira Oeste e nos Aparados da Serra. E justificou que o Estado tem a chance de se tornar um pólo gerador de energia eólica, mas a concretização dessa possibilidade depende não só da existência de grupos investidores, mas também da participação efetiva de todos os setores representativos em torno de um esforço coletivo para estabelecer o marco regulatório nacional para energia eólica.

     Outros requerimentos
     Os deputados também aprovaram requerimento da Associação Gaúcha de Áreas Emancipadas e Anexadas (Agaea) para a realização de audiência pública durante o “Encontro Assina Brasil”, que será realizado, em Brasília, nos dias 6 e 8 de maio. O objetivo é discutir a retomada da prerrogativa das Assembléias estaduais legislarem sobre alterações territoriais, conforme prevê o texto original da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 13/2003.
     A comissão também acatou requerimento de audiência pública, em Rio Grande, para tratar da regularização fundiária da área do bairro Getúlio Vargas. A solicitação foi apresentada pelo deputado Raul Carrion (PCdoB).   
     (Com informações da Assembléia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul)

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11 - Fundação de Ciência e Tecnologia firma convênio para a geração de energia

     A Fundação de Ciência e Tecnologia (Cientec) e a Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica (CGTEE), do Grupo Eletrobrás, firmaram, no dia 18 de abril, um convênio que tem como objetivo a execução do projeto de instalação de um combustor piloto de leito fluidizado circulante multicombustível (equipamento utilizado na realização de pesquisas na área de combustão). 
     Entre as vantagens da adoção deste processo como a otimização de geração de energia, estão a combustão altamente flexível, adequada ao processamento de carvões altas cinzas, abundantes na região sul, e o enquadramento na categoria de tecnologia limpa, uma vez que as emissões de poluentes na atmosfera são muito baixas. Em entrevista ao Inovação Energética, o gerente do departamento de engenharia de processos da Cientec, Jorge Luiz Castellan, os estudos devem durar dois anos e o valor do investimento está estimado em R$ 2 bilhões. 
     Luiz Castellan explicou que o projeto tem como principal finalidade a geração de energia elétrica por meio de uma tecnologia de combustão avançada.  
     Em texto da Cientec, o presidente Luiz Augusto Pereira, vê na iniciativa uma oportunidade de otimização no processo de geração de energia. Segundo ele, o projeto possibilitará a construção de pequenas centrais termelétricas em todo o Rio Grande do Sul, o que representa uma ajuda significativa para o desenvolvimento do Estado e melhoria na qualidade de vida da população.  
     A unidade que vai sediar o projeto deverá processar biomassa, turfa, que é um material orgânico natural, e carvão. A unidade será instalada no campus da Cientec, na cidade de Cachoeirinha (RS). Também integrarão o convênio outras empresas do grupo Eletrobrás, como a Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), Eletrosul Centrais Elétricas S.A, Centrais Elétricas do Norte (Eletronorte) e Furnas Centrais Elétricas S.A. 
     Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail castellan@cientec.rs.gov.br ou pelo telefone (51) 3470-2822.
     A Cientec é associada à ABIPTI
     (Com informações da Cientec)

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Agenda  . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

Fundação Fórum Campinas: Ciência, Tecnologia, Ambiente e Qualidade de Vida
• 20 de maio de 2008 
Local: Anfiteatro Otávio Tisselli Filho, do Instituto Agronômico de Campinas, na Avenida Barão de Itapura, 1481, bairro Guanabara, Campinas-SP.
Tema: Água
Horário: 8h às 17h.
Site: clique aqui

VIII Sinconee - Seminário Nacional da Gestão da Informação e do Conhecimento no Setor de Energia Elétrica e o IV Gedoc - Encontro Nacional da Documentação do Setor de Energia Elétrica
• 26, 27 e 28 de maio de 2008
Realização: Eletronorte
Informações: (61) 3244-2366 ou (61) 3443-5474
Site: www.sinconee.com.br
Local: Centro de Convenções Ulysses Guimarães - Brasília-DF

Congresso ABIPTI 2008
• 04 a 06 de junho de 2008
Realização: Associação Brasileira das Instituições de Pesquisa Tecnológica (ABIPTI)
Informações: www.congresso.abipti.org.br
E-mail: congresso@abipti.org.br
Fone: (61) 3348-3128 e 3348-3129
Local: Campina Grande - PB

3º Congresso Internacional de Bioenergia e BioTech Fair 2008 – Feira Internacional de Tecnologia em Bioenergia e Biodiesel
• 24 a 27 de junho de 2008
Realização: Remade
Informações: (41) 3072-3131
E-mails: assessoria@porthuseventos.com.br ou bioenergia@porthuseventos.com.br
Site: www.eventobioenergia.com.br ou www.porthuseventos.com.br
Local: Expotrade Convention Center em Pinhais (PR)

3° Congresso Brasileiro de Mamona
• 4 a 7 de agosto de 2008
Organizadores: Governo do Estado da Bahia, Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária da Bahia (Seagri) e Embrapa Algodão
Site do evento: www.cnpa.embrapa.br/cbm
E-mail: cbm@cnpa.embrapa.br
Telefone: (71) 3115 -2820
Local: Bahia Othon Palace Hotel, Salvador (BA) 

Feira e Congresso Internacional de Econegócios e Sustentabilidade
• 24 a 27 de novembro de 2008
Realização: Mes eventos
Informações: (11) 3083-2166/ 3061-9866
Site: www.ecobusinessshow.com/convite.htm
Local: Centro de Exposições Imigrantes em São Paulo (SP)

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Contato . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

   
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