Inovação Energética
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Brasília, 19 de março de 2008 - Nº 17 - Ano 1

 

DESTAQUES ___________________________________________________

1 - Diesel terá mistura de 3% de biodiesel a partir de julho


2 - Projeto recolhe óleo de cozinha para a produção de biodiesel


3 - Governadora do Rio Grande do Sul oficializa programa estruturante de agroenergia


4 - Comissão de Minas e Energia formará grupo para acompanhar obras do PAC


LEIA TAMBÉM ___________________________________________

5 - Setor elétrico não será reestatizado


6 - MME participa de evento no Canadá


7 - Pesquisadores britânicos e brasileiros se reunirão novamente em maio


8 - Secretário do MCT participa de debate sobre energia renovável no Canadá


9 - Presidente da Câmara propõe inclusão da Suécia na discussão sobre energias alternativas


10 - Secretário do Mapa faz palestra em Presidente Prudente


11 - Brasil coordena Fórum Internacional dos Biocombustíveis


12 - Petrobras assina contratos com empresa japonesa 


13 - FAO realiza 30ª Conferência Regional para América Latina e Caribe


Agenda

 

1 - Diesel terá mistura de 3% de biodiesel a partir de julho

     A partir do dia 1º de julho deste ano, o percentual de mistura obrigatória de biodiesel ao óleo diesel comercializado em todo país vai aumentar de 2% para 3%. A decisão foi tomada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) e a resolução foi publicada no Diário Oficial da União no dia 14 de março.
     A medida do governo é mais um passo para antecipar, de 2013 para 2010, a obrigatoriedade de misturar 5% de biodiesel ao diesel comum. O biodiesel que será usado para cumprir a exigência de misturar 3% ao diesel comum será adquirido por meio de leilão a ser realizado em abril. 
     Com a decisão, a demanda atual de biodiesel deverá ser de 420 milhões de litros por ano. Hoje, a necessidade de biodiesel no mercado para atender à mistura de 2% é de aproximadamente 840 milhões de litros por ano. A previsão é de que, com 3% de mistura, haja uma economia neste ano de US$ 500 milhões na balança comercial. 
     Segundo informações da assessoria de imprensa do Ministério de Minas e Energia (MME), a adição de 3% de biodiesel ao diesel não exigirá modificações nos motores. A assessoria lembrou ainda que o biodiesel é um lubrificante melhor que o diesel de petróleo, pois tem mais viscosidade e desgasta menos o motor, e que os veículos que passarem a utilizar o biodiesel misturado nesta proporção têm garantia de fábrica assegurada pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).  
     Mais informações no site www.mme.gov.br
     A resolução do CNPE pode ser acessada neste link.

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2 - Projeto recolhe óleo de cozinha para a produção de biodiesel

     Desde o início do mês de fevereiro, o primeiro ônibus abastecido com a mistura de diesel com biodiesel produzido com óleo utilizado em cozinha está circulando nas ruas do município de Campos dos Goytacazes (RJ). A iniciativa é fruto de parceria entre a Prefeitura de Campos dos Goytacazes, a Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe-UFRJ), da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Estado do Rio de Janeiro (Pesagro-Rio), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) e da empresa de difusão de tecnologia ECO 100. 
     O combustível vem sendo testado na Unidade Piloto de Produção de Biodiesel da Uenf, instalada em área da Estação Experimental de Campos da Pesagro-Rio, que também mantém áreas experimentais de plantio de oleaginosas (girassol, pinhão manso, mamona e gergelim), cujos grãos são empregados na produção de óleos vegetais, matéria-prima para o biodiesel. 
     Em entrevista ao Inovação Energética, o professor titular e coordenador do Programa de Biodiesel da Uenf, Sérgio Neves, disse que o aproveitamento do óleo queimado para produzir o biodiesel é total, ou seja, a cada um litro de óleo se produz um litro de biodiesel. Neves lembrou que duas usinas de biodiesel já funcionam no município de Campos, uma na Pesagro e outra na Uenf, com capacidade de produção diária de 3 mil litros e de 2 mil litros, respectivamente. A meta é desenvolver um projeto social para beneficiar as comunidades que vão recolher o óleo de frituras para serem entregues à Secretaria de Promoção e Desenvolvimento Social de Campos dos Goytacazes que, em contrapartida, receberão incentivo pela matéria-prima oferecida. 
     O prefeito, Alexandre Mocaiber, e a secretária de Promoção e Desenvolvimento Social, Ana Regina Fernandes, responsável pelo programa de coleta do óleo residual de cozinha, junto às comunidades carentes, e os técnicos, fizeram um pequeno percurso de teste no ônibus, no início do mês de fevereiro. O prefeito elogiou o funcionamento do coletivo e anunciou que vai propor ao governador, Sérgio Cabral, que faça sugestões junto ao governo federal para levar o exemplo de Campos para outros municípios do Brasil. 
     A secretária Ana Regina Fernandes explica que a transformação do óleo de cozinha em energia renovável começa pela filtragem, que retira todo o resíduo deixado pela fritura, depois é retirado toda a água que está misturada a esse óleo. Dependendo do óleo, ele passará por uma purificação química que retirará os últimos resíduos. Esse óleo “limpo” recebe a adição de álcool e uma substância catalisadora. Colocado no reator e agitado a temperaturas específicas transforma-se em biocombustível e, após o refino, pode ser usado em motores capacitados para queimá-lo. 
     Informações adicionais na Prefeitura de Campos dos Goytacazes pelos telefones (22) 2726-1449 e (22) 2733-4462.
     Para entrar em contato com o coordenador do programa de biodiesel, utilize o e-mail sergio.neves@ig.com.br ou pelo telefone (22) 2726-1533.
     (Alessandra Braga para o Inovação Energética)

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3 - Governadora do Rio Grande do Sul oficializa programa estruturante de agroenergia

     A liberação de R$ 1,03 milhão pela governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius, em 31 de janeiro deste ano, junto com a liberação de R$ 1,84 milhão por parte da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) de um total de R$ 4,16 milhão, consolidou, no dia 4 de março, a formalização do início do programa estruturante de agroenergia do Rio Grande do Sul.
     Em solenidade realizada no auditório do Centro Administrativo Fernando Ferrari (Caff) foram assinados cinco termos de outorga pela Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (Fapergs), que vai coordenar a execução de trabalhos de 143 pesquisadores, divididos em 22 grupos e em 15 centros de pesquisas no Estado. As pesquisas vão resultar no desenvolvimento de tecnologias para o aproveitamento de culturas como canola, girassol, mamona, mandioca e cana-de-açúcar na geração de biocombustível. 
     Os principais propósitos do programa são: aumentar a competitividade da produção de biodiesel no Rio Grande do Sul, reduzir a dependência do Estado na importação de combustíveis utilizando tecnologias competitivas e, por fim, ampliar o mercado para os produtores rurais e o agronegócio gaúcho.  
     Em texto da Fapergs, a governadora disse que, no caso dos termos assinados, será valorizada a energia renovável produzida a partir do que o Estado planta. Segundo ela, o projeto, esperado durante um bom tempo, dispõe de condições das mais propícias nos meios acadêmico, científico, tecnológico, de inovação, e encontra resposta também dos pequenos agricultores para que se produza bioenergia nas diversas formas.  
     Acompanham a Fapergs neste trabalho a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), a Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) e a Fundação de Ciência e Tecnologia (Cientec).
     Também em texto da Fapergs, o secretário da Ciência e Tecnologia, Paulo Maciel, salientou que pesquisa, inovação tecnológia e empreendedorismo são tratados como questões de extrema relevância pela governadora Yeda Crusius. Ele afirmou que as pesquisas deste projeto vão desenvolver o conhecimento para aplicação de energias limpas e renováveis, possibilitando menor dependência energética ao Estado. 
     A Fundação Cientec é uma instituição associada à ABIPTI
     Mais informações, no site www.fepagro.rs.gov.br.   
     (Com informações da Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária - Fepagro)

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4 - Comissão de Minas e Energia formará grupo para acompanhar obras do PAC

     O novo presidente da Comissão de Minas e Energia (CME), deputado Luiz Fernando Faria (PP-MG), eleito no dia 4 de março, pretende formar um grupo de trabalho para acompanhar a execução das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Em texto da Agência Câmara, o deputado destacou que a comissão ganhou uma projeção muito grande, nos últimos anos, e tornou-se uma das mais importantes da Casa. Isso se deve, em especial, às recentes descobertas de grandes campos de petróleo e gás e às obras do PAC. 
     Outra questão relevante a ser discutida na comissão é a possibilidade de falta de energia, lembrou Luiz Fernando Faria. Além disso, o parlamentar gostaria de aprofundar a discussão sobre o tempo de liberação das licenças ambientais. 
     Faria destaca ainda a importância de Minas Gerais no setor de minérios. Segundo o parlamentar, o Estado responde por cerca de 80% de toda a produção mineral do País. Além disso, é considerado como a caixa d'água do Brasil, pois lá se encontram as grandes usinas hidrelétricas e reservatórios. 
     Como primeira vice-presidente, foi eleita a professora e jornalista Rose de Freitas (PMDB-ES). O segundo e o terceiro vice-presidentes serão escolhidos no dia 26 de fevereiro, às 9h. 
     Veja mais informações sobre a CME neste link.

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5 - Setor elétrico não será reestatizado

     Durante discurso na solenidade de posse de José Antonio Muniz na presidência da Eletrobrás, realizada no dia 10, no Rio de Janeiro, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, descartou a possibilidade de que o governo venha a reestatizar o setor elétrico. 
     O ministro afirmou que a Eletrobrás e suas empresas controladas vão participar, a partir de agora, de todas as licitações do setor elétrico a serem realizadas no país. Segundo noticiou a Agência Brasil, Edison Lobão garantiu uma redução no custo da energia ofertada nos leilões pelas empresas participantes. 
     O ministro assegurou não haver qualquer possibilidade de que a Eletrobrás venha comprar empresas privadas já estabelecidas no mercado. E disse que os investimentos serão feitos em energia nova, na maioria dos casos, em associação com as empresas privadas. Lobão afastou a possibilidade de que o grupo venha participar do leilão da Companhia Energética de São Paulo (Cesp), por meio de Furnas Centrais Elétricas.
     Mais uma vez, o ministro rebateu a idéia de que o país possa sofrer um novo apagão. “Não há a menor possibilidade de apagão, nem este ano, nem no seguinte e tão pouco nos próximos.” O ministro informou que o Brasil tem, hoje, capacidade instalada de cerca de cem mil megawatts e que, em 20 anos, a capacidade instalada saltará para 190 mil. Segundo ele, o país produzirá ainda mais energia a partir da fonte nuclear, e acredita na importância do país ter fontes de energias alternativas.

     Medida Provisória
     O Senado aprovou, na terça-feira (11), o Projeto de Lei de Conversão (PLV) 1/08, originário da Medida Provisória (MP) 396/07, que altera a Lei 10.841/2004, para autorizar a União a resgatar antecipadamente certificados financeiros do Tesouro Nacional (CFT) emitidos em favor dos Estados e autorizar a ampliação das atividades de mercado para as Centrais Elétricas Brasileiras S.A. (Eletrobrás). A MP, já em vigor, deveria ser votada até 31 de dezembro de 2007, mas teve seu prazo de vigência prorrogado em sessão do Congresso Nacional. O PLV vai agora à sanção.
     A autorização para que a Eletrobrás possa formar consórcios ou parcerias público privadas (PPPs) no Brasil e no exterior, inclusive como sócia majoritária, pode afastar os investimentos privados no setor de energia, de acordo com a avaliação do professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Adriano Pires, fundador do Centro Brasileiro de Infra-Estrutura (CBIE), empresa de consultoria na área da indústria de energia, segundo a Agência Brasil. O professor acredita que a reestruturação da Eletrobrás pode criar uma concorrência desleal entre o privado e o público e afirma que o investimento estatal não pode ser desprezado, mas não pode ser majoritário.
     Segundo Adriano Pires, o governo deveria reforçar o capital público em setores menos atrativos à esfera privada como educação, saúde e segurança, do que no energético, onde existem melhores condições de retorno. Ele também vê restrições na formação de parcerias entre o Brasil e países vizinhos para a construção de usinas hidrelétricas.
     Informações sobre a Eletrobrás podem ser obtidas no site www.eletrobras.gov.br.

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6 - MME participa de evento no Canadá

     O Ministério de Minas e Energia participou, nos dias 2 e 5 de março, em Toronto (Canadá), da International Convention & Trade Show, promovido pela Prospectors & Developers Association of Canadá (PDAC), considerada a maior feira de classe internacional da indústria mineral. A convenção, integrada a uma feira, reuniu neste ano mais de 400 expositores e cerca de 28 mil visitantes de diversos países produtores e exportadores de bens minerais. Desde 1932, o PDAC é líder mundial entre as convenções de negócios em pesquisa e prospecção mineral, tendo em sua programação técnica um foco voltado para oportunidades de investimentos na descoberta de jazidas.
     O evento reuniu representantes em prospecção e pesquisa geológica, exploração, desenvolvimento e processamento mineral, incluindo governos e órgãos de gestão mineral e serviços geológicos, além de investidores, empresas dos setores de serviços, associações da indústria mineira, executivos, gerentes de exploração de mineradoras, prospectores, engenheiros de minas, geólogos e dirigentes governamentais. E contou com a participação de mais de cem delegações governamentais de diversos países.
     O secretário executivo do MME, Márcio Zimmermann, representante do ministro Edison Lobão, foi o coordenador-geral da delegação brasileira. Além dele, integraram a delegação representantes da Secretaria de Geologia, Mineração e Transformação Mineral (SGM/MME), do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM/MME), do Serviço Geológico do Brasil (CPRM/MME), do Instituo Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e das Indústrias Nucleares do Brasil (INB) e deputados.
     Neste ano, além dos órgãos do governo, foram parceiros do estande mais 33 empresas brasileiras. O Brasil Pavilion foi resultado de um esforço conjunto entre os governos federal e estaduais (Minas Gerais, Piauí e Paraná), empresas privadas nacionais e estrangeiras, empresas estaduais de mineração, empresas prestadoras de serviços para prospecção e pesquisa mineral, consultorias e imprensa especializadas, além de entidades representativas do empresariado que, reunidas em um consórcio, trabalham para a construção de um espaço compartilhado, com o objetivo de promover organizadamente o setor mineral brasileiro.
     O Brasil Pavilion procurou apresentar a realidade da mineração brasileira no sentido de motivar os visitantes e congressistas da feira do PDAC a conhecerem melhor o setor mineral do país. Durante o evento, os dirigentes do governo brasileiro mantiveram encontros com investidores que sinalizaram interesse em investir em projetos de mineração do Brasil.
     A CPRM é associada à ABIPTI
     Informações adicionais no site www.mme.gov.br.
     (Com informações do MME)

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7 - Pesquisadores britânicos e brasileiros se reunirão novamente em maio

     No mês de maio, será realizada mais uma reunião entre pesquisadores brasileiros e britânicos sobre bioenergia. O local do encontro ainda não foi definido. A informação é do pesquisador da Embrapa Agroenergia, Esdras Sundseld. Segundo ele, a decisão de um novo encontro foi tomada durante o Workshop sobre Bioenergia, realizado no dia 12 de março, em Brasília. 
     Em entrevista ao Inovação Energética, Esdras Sundseld disse que o workshop foi uma oportunidade dos pesquisadores brasileiros e britânicos apontarem as competências do Brasil e de outros países no tema. Segundo o pesquisador, no workshop, foram apresentados seis módulos temáticos sobre bioenergia: produção da biomassa, incluindo, principalmente, o melhoramento da cana-de-açúcar para produção de energia, produção de etanol e outros produtos a partir de açúcares e celulose, novos processos em alcoolquímica, células a combustível com base em etanol, economia do etanol e produção de bioenergia e meio ambiente. “O evento não se referiu apenas ao etanol e sim à bioenergia de modo geral, mas a produção brasileira se concentra atualmente na produção de etanol”, afirmou o pesquisador. De acordo com ele, estão em vigor nos dois países, acordos com a Oxiteno na área de materiais lignocelulósicos, com a Braskem em alcoolquímica e com a Dedini na área de desenvolvimento de processos. 

     Novo encontro
     De acordo com Esdras Sundseld, no mês de maio os assuntos tratados serão sobre a transformação genética e genômica evolutiva e estrutural de cana-de-açúcar e outros vegetais, desenvolvimento de novos cultivares, prospecção de caracteres de interesse nos aspectos de bioquímica, fisiologia e agricultura.
     O encontro também terá foco no estudo de marcadores moleculares, no mapeamento físico, genético e molecular de genomas, em redes metabólicas da produção de carboidratos e, por último, o foco nos impactos será dado nas mudanças climáticas e nas questões de transferência de tecnologia e propriedade intelectual.
     Esdras destacou que o Brasil é um dos poucos países no mundo em que uma fração considerável de energia usada é proveniente de fontes renováveis, chegando perto de 50%. O pesquisador afirmou que o país produz hoje 42% do etanol no planeta. Para Esdras, o objetivo do encontro de promover oportunidades de colaboração mútua em bionergia foi atendido.  
     Informações adicionais podem ser obtidas (61) 3448-4113. 
     (Alessandra Braga para o Inovação Energética, com informações da Embrapa Agroenergia)

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8 - Secretário do MCT participa de debate sobre energia renovável no Canadá

     O secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), Guilherme Henrique Pereira, participou em Ottawa (Canadá), do seminário Acelerando a colaboração em P&D entre Canadá e Brasil em energias renováveis: de desenvolvimento e de políticas à implementação de projetos, realizado nos dias 3 e 4 de março. No evento foram debatidas questões de como utilizar energias que tenham bases renováveis, colaborando com a preservação do meio ambiente. 
     Com o seminário, Brasil e Canadá avançaram para uma cooperação científica e tecnológica entre os dois países. Essa parceria teve início em 1975 com a assinatura do Acordo de Cooperação Técnica e, nesse período, os dois países realizaram diversos encontros com o objetivo de construir um texto definitivo. 
     O principal entrave está na resistência dos canadenses em aceitar que seja incluído um artigo, contemplado na Convenção da Biodiversidade (CDB), que trata da propriedade intelectual. Eles querem que sejam adotados padrões mais elevados dos que os estabelecidos.
     Para o Brasil, a referência à Convenção de Biodiversidade é uma questão de princípios a que se somam interesses concretos, pois as áreas de interesse canadense para a cooperação e ciência e tecnologia incluem pesquisa em biotecnologia e bioenergia.
     (Com informações MCT)

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9 - Presidente da Câmara propõe inclusão da Suécia na discussão sobre energias alternativas

      Em encontro com parlamentares e diplomatas da Suécia, na terça-feira (18), o presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT-SP), anunciou que vai propor a inclusão de outros países em um evento sobre meio ambiente e energias alternativas, em negociação com os Estados Unidos. Chinaglia se reuniu com o presidente do Parlamento da Suécia, Per Westerberg, que está no Brasil para intensificar a cooperação entre os dois países, principalmente nas áreas de energia e meio ambiente.
      O presidente da Casa lembrou que a defesa do meio ambiente é ponto de interesse comum nas relações entre Brasil e Suécia. Ele citou como exemplo projetos para o desenvolvimento de alternativas energéticas, como o etanol. Outras duas áreas que os dois países podem atuar conjuntamente, segundo Chinaglia, são a promoção da paz e a reformulação da Organização das Nações Unidas.
      Informações sobre a Câmara dos Deputados, no site www.camara.gov.br.
      (Com informações da Agência Câmara)

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10 - Secretário do Mapa faz palestra em Presidente Prudente

     O secretário de Produção e Agroenergia do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Manoel Bertone, fará palestra amanhã (20), às 19h, no encerramento da 3ª Jornada do Curso Superior de Tecnologia em Produção Sucroalcooleira da Universidade do Oeste Paulista (Unoeste), que acontece em Presidente Prudente (SP). Políticas públicas para cana-de-açúcar e biodiesel serão assuntos da palestra.
     O evento, com tema “Panorama das unidades industriais e políticas públicas do setor agroenergético”, começou na segunda-feira (17) com o objetivo de discutir questões regionais e promover uma aproximação com as usinas, os empregadores e os alunos. De acordo com a coordenação do curso, estão inscritos acadêmicos, profissionais da área, usineiros e interessados no setor sucroalcooleiro.
     Informações, no site www.mapa.gov.br.
     (Com informação do Mapa)

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11 - Brasil coordena Fórum Internacional dos Biocombustíveis

     O Brasil coordenou o Fórum Internacional dos Biocombustíveis, realizado em Washington de 3 a 7 deste mês, do qual também fazem parte Estados Unidos, União Européia, África do Sul, Índia e China. No encontro foram discutidas as estratégias internacionais para o etanol, como a padronização, o acesso a mercados e a transferência de tecnologia. O fórum foi criado em março do ano passado com o objetivo de consolidar o mercado internacional de biocombustíveis, especialmente o etanol.
     O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) foi representado nas reuniões e em outros eventos do fórum pelo secretário de Produção e Agroenergia, Manoel Bertone, e pelo diretor do Departamento de Cana-de-açúcar e Agroenergia, Alexandre Strapasson. 
     Na sede do Departamento de Agricultura de Estado Americano (USDA, sigla em inglês), a delegação brasileira deu continuidade à elaboração do Memorando de Entendimento entre Brasil e Estados Unidos na área de biocombustíveis. A iniciativa privada também esteve presente. Segundo noticiou o Mapa, o diretor do Departamento de Cana-de-açúcar afirmou que já existem uma série de cooperações técnicas e de apoio a outros países no âmbito desse memorando. Ainda segundo o Mapa, “Brasil e Estados Unidos são líderes mundiais na produção e no consumo de etanol e trabalham juntos na criação de um grande mercado internacional para esse combustível”, informou Alexandre Strapasson. O secretário e o diretor também se reuniram com o subsecretário da USDA, Mark Keenum, para tratar da comercialização de etanol entre Brasil e EUA. 

     Outros eventos 
     Na Conferência Internacional de Energias Renováveis de Washington (Wirec 2008, sigla em inglês), realizada nos dias 4 e 6, Manoel Bertone falou sobre a sustentabilidade dos biocombustíveis e sobre a liderança brasileira na área de energia renováveis. O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, entre outras autoridades, participou da conferência.
     Os eventos, paralelos à conferência e à feira de negócios, tiveram participação intensa do setor privado brasileiro. Já os representantes do Itamaraty, Mapa, Ministério da Ciência e Tecnologia e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) também participaram do encontro da Parceria Global de Bioenergia (GBEP, sigla em inglês), realizado nos dias 6 e 7. Um dos temas abordados do GBEP foi os biocombustíveis como alternativa aos combustíveis fósseis no combate ao aquecimento global.
     (Com informações do Mapa) 

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12 - Petrobras assina contratos com empresa japonesa

     A Petrobras e a Mitsui assinaram, na quarta-feira (12), contratos para a constituição de uma empresa no Brasil, ainda sem data prevista, para investimentos em projetos de bioenergia, principalmente na produção de etanol para o mercado japonês, além de geração de energia elétrica a partir do bagaço de cana-de-açúcar. 
     A implantação dos projetos visa atender às exigências socioambientais e de eficiência energética relacionadas à produção de biocombustíveis em unidades denominadas Complexos Bioenergéticos (CBio).
     A nova empresa se chamará Participações Nippo Brasileira em Complexos Bioenergéticos S.A. e terá 50% de participação da Petrobras e outros 50% da Mitsui.
     Mais informações, no site www.agenciapetrobrasdenoticias.com.br.

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13 - FAO realiza 30ª Conferência Regional para América Latina e Caribe

     A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) realizará a 30ª Conferência Regional para América Latina e Caribe: “Bioenergia para a segurança alimentar e o meio ambiente”, de 14 a 18 de abril de 2008, em Brasília. O evento será divido em duas partes, o Comitê Técnico, que acontecerá nos dias 14 e 15 e a Sessão Plenária nos dias 16 e 18. O encontro é a principal instância de debate oficial entre os 33 países que integram a organização na região. Participarão do evento as delegações dos 33 países-membros da região, Agências das Nações Unidas, organismos intergovernamentais e não-governamentais.
     Segundo noticiou a FAO, o diretor-geral da organização, Jacques Diouf, participará da sessão plenária, onde serão revisadas as ações da FAO nos últimos dois anos. Assim, os países-membros definirão as áreas prioritárias de trabalho para o próximo biênio.
     Além dos riscos e oportunidades na produção de bioenergia, serão discutidos temas como as ações dos atores públicos e privados no desenvolvimento rural; prevenção, controle e erradicação de doenças transfronteiriças e a iniciativa América Latina e Caribe sem fome. Durante a conferência serão debatidas também as atividades da FAO na região em prol dos objetivos de desenvolvimento do milênio e serão divulgados os informes da Comissão Florestal para América Latina e Caribe (Coflac) e da Comissão de Desenvolvimento da Pecuária (Codegalac).  
     Mais informações no site www.fao.org.br.
     (Com informações da FAO)

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Agenda  . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

VIII Sinconee - Seminário Nacional da Gestão da Informação e do Conhecimento no Setor de Energia Elétrica e o IV Gedoc - Encontro Nacional da Documentação do Setor de Energia Elétrica
• 26, 27, 28 de maio
Realização: Eletronorte
Informações: (61) 32442366 ou (61) 34435474
Site: www.sinconee.com.br
Local: Centro de Convenções Ulysses Guimarães - Brasília-DF

Congresso ABIPTI 2008
• 04 a 06 de junho
Realização: Assossiação Brasileira das Instituições de Pesquisa Tecnológica (ABIPTI)
Informações: www.congresso.abipti.org.br
E-mail: congresso@abipti.org.br
Fone: (61) 3348-3128 e 3348-3129
Local: Campina Grande - PB

Feira e Congresso Internacional de Econegócios e Sustentabilidade
24 a 27 de novembro de 2008
Realização Mes eventos
Informações: (11) 3083-2166/ 3061-9866
Site: www.ecobusinessshow.com/convite.htm
Local: Centro de Exposições Imigrantes em São Paulo (SP)

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Contato . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

   
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    O informativo quinzenal Inovação Energética é um produto da Agência Gestão C&T de Notícias elaborado por meio de parcerias entre as Unidade de Arranjos Produtivos Locais (APLs) e de Tecnologia Industrial Básica (TIB) da ABIPTI, juntamente com a Unidade de Informação e Gestão Tecnológica (IGT), que é a responsável pela Agência.

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