
Brasília, 30
de janeiro de 2008 - Nº 14 - Ano 1
1 - Edison Lobão
acha necessário concentrar esforços no biodiesel, a exemplo do etanol na
década de 1970
2 -
ANP abre inscrições para financiar instituições de
P&D
3 - Projeto
em tramitação na Câmara aumenta a autonomia da ANP
4 - Chineses conhecem estudos sobre o
uso da mandioca açucarada na produção de etanol
5 - Unidades da Embrapa e UnB estudam fontes
alternativas para a produção de biocombustíveis
6 - PEC destina recursos da Cide-combustíveis
para reduzir impactos negativos dos biocombustíveis
7 - Embrapa Suínos e Aves disponibiliza
Kit Biogás
8 -
Pernambuco ganhará cinco turbinas de energia eólica
9 - Plantações de fontes de
biocombustível podem influenciar no preço dos alimentos
10 - Unesp oferece intercâmbio a
alunos de agronomia e engenharia florestal
11 - Linhas de pesquisa para mestrado em
bionergia foram definidas
12 - Assinados contratos entre o Lactec e quatro companhias de
energia elétrica
Agenda
1 - Edison Lobão acha
necessário concentrar esforços no biodiesel, a exemplo do etanol na década
de 1970
Empossado no dia 21 deste mês como
ministro de Minas e Energia, o senador Edison Lobão (PMDB-MA) falou sobre
o programa de biodiesel. “Da mesma forma que o etanol precisou de ajuda
para os seus primeiros passos na década de 1970, é necessário concentrar
esforços agora no biodiesel”, disse. De acordo com Lobão, a produção de
biodiesel quadruplicou de 2006 para 2007. Ele lembrou também do setor de
mineração, destacando a necessidade de serem feitos maiores investimentos,
além de ser reformulado o Código de Mineração, instituído em 1967.
Cerca de 300 pessoas estiveram presentes na
cerimônia, entre elas governadores, senadores e ministros. Na ocasião,
Lobão negou qualquer problema com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma
Rousseff. Segundo ele, ela é uma grande conhecedora do setor e, sempre que
necessário, irá ouvi-la. Mas ressaltou que ninguém pode tutelar o ministro
do MME, senão o presidente da República.
Críticas
Desde quando foi indicado, Lobão vem sendo alvo de críticas por não ter
experiência no setor. Em resposta, ele argumentou não ser o primeiro
político e não técnico a ocupar o cargo de ministro de Minas e Energia.
“Permitam-me lembrar que durante o tempo em que meu nome esteve apenas no
âmbito das cogitações, fez-se a observação de que sou um político e não um
técnico. Tal fato não me desfavorece. Ao contrário. Basta dizer-se que dos
22 titulares desta pasta ao longo da história, 12 são ou foram políticos”,
afirmou. Para minimizar a falta de proximidade do
novo ministro com o setor de energia, Lula argumentou que a história dele
é similar. O fato de ter sido um metalúrgico inspirava descrença de quem
não o queria como presidente do Brasil.
Energia
nuclear Lobão ressaltou que o Brasil tem
a sexta maior reserva de urânio do mundo e que já possui tecnologia
suficiente para produzir energia elétrica a partir desta fonte. “No
momento em que o aquecimento global ameaça o equilíbrio ambiental mundial,
as térmicas nucleares surgem como solução de curto prazo para também
mitigar as emissões de carbono”. Para o ministro, deve ser ampliada
a produção de energia nuclear. Atualmente, o parque de geração nuclear no
Brasil produz apenas 2% da capacidade instalada. As inovações no setor, de
acordo com Lobão, deve ter curso com a construção da usina nuclear Angra
III. “As usinas nucleares já se mostraram alternativas seguras de produção
de energia. Também geram a preços competitivos, dada a possibilidade de
serem construídas nas proximidades dos centros de carga, reduzindo os
custos de transmissão”, afirmou.
(Com informações da Agência Brasil)
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2 - ANP abre
inscrições para financiar instituições de P&D
No dia 28 deste mês, a Agência Nacional
do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) abriu as inscrições para
um processo de credenciamento de instituições de pesquisa e
desenvolvimento (P&D) tecnológico em petróleo, gás natural e
biocombustíveis, no qual as selecionadas receberão fomento de empresas que
atuam em campos de alta produção de petróleo e gás natural.
Entre os documentos exigidos para o cadastro estão:
uma carta de solicitação do credenciamento assinada pelo responsável da
instituição solicitante e pelo representante legal da entidade; catálogo
de serviços tecnológicos (ou similar) e materiais de divulgação da
instituição solicitante, relacionados com a prestação de serviços
tecnológicos ofertados; e a comprovação de inclusão do cadastro da
instituição e do curriculum vitae de seu responsável e de seus
principais especialistas na base nacional de informações em ciência e
tecnologia (Plataforma Lattes) ou outro cadastro que vier a ser
desenvolvido pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, mediante envio de
cópia impressa dos dados constantes no site do CNPq – www.cnpq.br.
Obrigatoriedade Previsto nos
contratos de Exploração e Produção ANP, é obrigatório que as empresas
concessionárias destinem 1% da receita bruta ao desenvolvimento de
pesquisas. Nos últimos dois anos, o valor dos projetos autorizados pela
ANP foi cerca de R$ 1 bilhão. Atualmente, 59 instituições, em 18 estados,
recebem recursos dos concessionários. Veja os
procedimentos para a solicitação de credenciamento na íntegra e todos os
documentos necessários neste link.
(Com informações da ANP)
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3 - Projeto em
tramitação na Câmara aumenta a autonomia da ANP
Um projeto de lei que dá mais autonomia à
Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis(ANP) está em
análise na Câmara dos Deputados. Se o projeto for aprovado, a ANP passa a
ter poderes para fiscalizar todas as etapas da cadeia produtiva dos
biocombustíveis. Sendo elas, as fases de produção, importação, exportação,
armazenagem, estocagem, revenda e certificação.
Controle na
produção O projeto também prevê que as
usinas de biocombustíveis sejam obrigadas a instalar medidores de vazão do
volume produzido, como medida para inibir a sonegação de impostos e o
desvio e fraude nos combustíveis. Isso porque, os medidores controlam a
quantidade de combustível produzido e é a partir deste número que a
Receita Federal e as secretarias estaduais de fazenda determinam os
impostos a serem pagos pelas usinas. Em caso de
falha do medidor, o projeto estabelece que a usina deva interromper a
produção do biocombustível e informar o problema, em até 24 horas, à
unidade mais próxima da Receita Federal. A
obrigatoriedade de interromper a produção, caso o medidor de vazão falhe,
não se aplica aos produtores de pequeno porte, desde que eles encontrem
outros meios de registrar o volume de produção. Meios esses não
especificados no projeto.
Tramitação Se
o projeto for aprovado nas comissões de Minas e Energia; de Finanças e
Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania, e se não houver
recurso de 51 deputados, o projeto não precisará ser votado pelo Plenário
da Câmara. Uma vez aprovado, ele segue para a análise das comissões do
Senado Federal. Veja o projeto na íntegra neste link.
(Com informações da Agência Câmara)
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4 - Chineses
conhecem estudos sobre o uso da mandioca açucarada na produção de
etanol
No dia 25, deste mês, pesquisadores da
Academia Chinesa de Ciências da Agricultura Tropical (Catas) visitaram o
banco de germoplasma de mandioca da Embrapa Cerrados (Planaltina-DF). Os
investimentos neste banco visam a produção de álcool a partir da mandioca,
o que resultou no interesse dos pesquisadores chineses, já que,
atualmente, a China possui uma área cultivada de mandioca de 500 mil
hectares, desses, 200 mil são destinados à produção de álcool usando o
processo convencional de hidrólise do amido para o açúcar. Agora, os
chineses querem utilizar mandioca açucarada na produção de etanol.
A visita indica uma cooperação técnica entre os
países. Na Embrapa Cerrados, a pesquisa é coordenada pelo doutor em
melhoramento vegetativo Eduardo Alano Vieira e pelo mestre em fitotecnia
Josefino Freitas Fialho. A mandioca não açucarada,
atualmente utilizada para a produção de álcool na China, via métodos
convencionais (hidrólise de amido em sacarose), possui maior produtividade
de raízes que a mandioca açucarada. Entretanto, a mandioca açucarada,
apesar de ser ainda menos produtiva, apresenta como grande vantagem o fato
de produzir sacarose naturalmente dispensando o processo de hidrólise do
amido. Em entrevista ao Inovação Energética,
Eduardo Alano Vieira esclarece que os pesquisadores chineses escolheram o
Brasil por ser a terra nativa da raiz. "A mandioca é de origem brasileira
e o Brasil tem uma grande variabilidade genética de mandioca". O
pesquisador também explica que as pesquisas com as mandiocas açúcaradas
estão centradas no melhoramento genético para que as variedades melhoradas
sejam cultivadas comercialmente. "Existem vários pontos a serem melhorados
como: produtividade, resistência a doenças e pragas, e também a tolerância
a seca", explica.
Outras vertentes
As pesquisas feitas no melhoramento da mandioca da
Embrapa Cerrados visam não somente a produção de etanol. Existem mais dois
pontos de estudos: as variedades de mandioca para mesa (alimentação
humana) e as para indústria (produção de farinha e fécula).
O pesquisador Eduardo Alano aponta que as pesquisas
com a mandioca estão elevando o teor nutritivo da mandioca para mesa,
sendo as amarelas relacionadas com maior teor de betacaroteno e as
vermelhas com licopeno. No caso da mandioca para indústria ou bravas as
pesquisas visam a obtenção de variedades com maior produtividade, elevado
teor de amido nas raízes e que apresentem película branca, detalha
Alano. As pesquisas desenvolvidas com mandioca
são financiadas pela Embrapa Cerrados, pela Fundação Banco do Brasil, pelo
CNPq e pelo Programa Biodiversidade Brasil-Itália.
Conheça a Embrapa Cerrados neste link.
(Basilia Rodrigues para o Inovação
Energética)
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5 - Unidades da
Embrapa e UnB estudam fontes alternativas para a produção de
biocombustíveis
Desde o fim do ano passado, uma equipe da
Embrapa Cerrados (Planaltina-DF) tem desenvolvido um estudo de caso da
cadeia produtiva da macaúba e do pequi, para avaliar o potencial
energético dessas oleaginosas na produção de biodiesel. O projeto tem
também a participação da Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas–MG), Embrapa
Meio Norte (Teresina-PI), Embrapa Soja (Londrina- PR), Embrapa Florestas
(Colombo- PR) e Universidade de Brasília (UnB), que abrangem pesquisas de
tucumã, babaçu e pinhão-manso. Uma das
pesquisadoras envolvidas, a mestranda em agronegócio Marivânia Garcia,
argumenta sobre a importância do estudo. “O Brasil é um país com muita
diversidade. Cada Estado tem um diferente clima e vegetação. A intenção da
pesquisa é aproveitar essa diversidade para descobrir a viabilidade de
produção de biodiesel de cada oleaginosa”, diz, em entrevista ao Inovação
Energética. A pesquisa também vai apontar os
impactos econômicos, sociais e ambientais do cultivo dessas oleginosas e
do direcionamento para a produção de biocombustível. A princípio o estudo
deve durar quatro anos. “Demora um tempo para que o cultivo dessas plantas
dê resultados”, justifica Marivânia.
Fontes
alternativas O projeto “Fontes alternativas
potenciais de matérias-primas para produção de agroenergia” faz parte de
um programa de estudos em agroenergia da Embrapa. “As pesquisas são
divididas em quatro partes: em etanol a partir da cana-de-açúcar; nos
cultivos tradicionais, como soja, mamona e dendê; nas florestas
energéticas; e nas fontes alternativas, que é o que estamos pesquisando
aqui, os casos da macaúba, pequi, entre outros”, pontua Marivânia.
Procedimento
Para que o projeto tenha curso, visitas são feitas nas plantações. No
última dia 17, por exemplo, os pesquisadores estiveram em áreas nativas de
macaúba para estimar a produtividade, período de colheita, quantidade,
forma e peso dos casos da planta. Em setembro do ano passado, houve a
coleta de frutos, folhas e flores de pequi, na região de Montes Claros
(MG). Conheça outras linhas de pesquisa da Embrapa
no site www.embrapa.br.
(Basilia Rodrigues para o Inovação Energética)
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6 - PEC destina
recursos da Cide-combustíveis para reduzir impactos negativos dos
biocombustíveis
De autoria do deputado Assis do Couto
(PT-PR), a proposta de emenda à Constituição (PEC) nº 159/07 destina
recursos da Cide-combustíveis para o financiamento de projetos de
mitigação dos impactos socioambientais negativos decorrentes da produção
de biocombustíveis. Em sua justificativa, o
deputado observa que a Constituição de 1988 não se refere à produção dos
biocombustíveis. “Posteriormente, a emenda constitucional nº 33, de 2001,
incluiu o álcool combustível como objeto de incidência da
Cide-combustível, criada por essa emenda, sem, no entanto prever o retorno
dos recursos às questões ligadas à sua produção”.
Ele destaca que, naquele momento, não se tinha clara a possibilidade de
introdução, na matriz energética, de outros biocombustíveis, como o
biodiesel. “Também não se observava a enorme ampliação das áreas de
cana-de-açúcar para produção de álcool, hoje um dos fenômenos mais
marcantes da economia brasileira, bem como as possibilidades de outras
formas de aproveitamento da biomassa para produção de
energia”. Para o deputado, inteligente foi o
legislador que fez incluir, em 2001, dispositivo, na constituição, que
prevê que a Cide-combustíveis destine recursos para o financiamento de
projetos ambientais relacionados à indústria do petróleo e do gás. “Cabe,
agora, o legislador atualizar a norma constitucional e, em seguida, a
legislação pertinente, ao novo momento da economia brasileira e de sua
nova matriz energética”. Assis Couto pede que, entre as destinações de
recursos da Cide-combustíveis, figure a mitigação dos efeitos
socioambientais decorrentes da produção dos biocombustíveis e dos efeitos
negativos sobre as atividades produtivas tradicionais e sobre o emprego
rural, afetados pela introdução de culturas destinadas à produção de
biomassa para combustíveis.
Tramitação A
Agência Câmara informa que a proposta será analisada pela Comissão de
Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) quanto à admissibilidade.
Caso seja aprovada, terá análise de uma comissão especial a ser criada
especificamente para esse fim. Depois, seguirá para o Plenário, onde
precisará ser votada em dois turnos. Veja a íntegra da proposta neste link.
Cide-combustíveis A Contribuição de
Intervenção no Domínio Econômico (Cide-combustíveis) foi instituída pela
lei 10.336/01 e incidente sobre a importação e a comercialização de
gasolina e suas correntes; diesel e suas correntes, querosene de aviação e
outros querosenes, óleos combustíveis (fuel-oil), gás liquefeito
de petróleo (GLP), inclusive o derivado de gás natural e de nafta, e
álcool etílico combustível. Veja a íntegra da lei neste link.
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7 - Embrapa Suínos e
Aves disponibiliza Kit Biogás
Foi divulgado, nesta semana, que a
Embrapa Suínos e Aves, localizada em Santa Catarina, já está
disponibilizando aos agricultores o Kit Biogás – equipamento que auxilia a
identificação da qualidade do biogás produzido nas propriedades rurais.
Segundo texto da instituição, o projeto é de baixo
custo e foi desenvolvido pela Embrapa Suínos em parceria com a empresa
Alfakit, por meio do pesquisador Aírton Kunz. O
pesquisador ressalta, em texto da Embrapa, a importância do kit
para controlar a qualidade do biogás e incentivar o uso do biodigestor e
outros processos anaeróbios para o mercado internacional de créditos de
carbono. Segundo ele, medir a qualidade do gás, é necessária por fatores
econômicos e ambientais. Kunz informa que para obter um maior
aproveitamento do biogás, o metano deve ter mais de 70% do volume total de
gases. Ainda segundo as explicações do pesquisador,
no caso da suinocultura, o biodigestor utiliza os dejetos dos animais para
produzir um combustível renovável para forma calor ou energia elétrica.
Dessa forma, o produtores eliminam corretamente os dejetos animais e
reduzem os custos na propriedade.
Contextualização Segundo
informações da Embrapa, o primeiro ciclo do biogás no Brasil aconteceu nos
anos 1980. Por conta de dificuldades enfrentadas, principalmente quanto
aos meteriais empregados e a má qualidade do gás, os biodigestores caíram
em desuso. Com o Protocolo de Kyoto - acordo internacional para reduzir as
emissões de gases-estufa dos países industrializados e para garantir um
modelo de desenvolvimento limpo aos países em desenvolvimento – que, em
fevereiro de 2005, regulamentou o comércio de créditos de carbono, os
biodigestores voltaram a ser utilizados.
Kit Segundo
informações da empresa Alfakit, o kit permite analisar, de forma
simples e rápida, a composição dos gases do biogás. A empresa informa que
o kit é recomendado para analisar a eficiência dos
biodigestores quanto a produção de gás metano (calor, energia e créditos
de carbono), de gás sulfídrico (responsável pela corrosão dos
equipamentos) e de amônia (poluição do ar). Também
pode ser utilizado para análise de sistemas anaeróbios fechados, fossas
sépticas e gás de aterros sanitários. São
analisados, pelo kit, amônia (colorimétrico), gás carbônico
(mini-orsat), gás sulfídrico (colorimétrico), metano (estimado)
A faixa de análise dos parâmetros são as seguintes:
• Amônia: Cartela: 15 – 1310
ppmV Fotocolorímetro: 15 – 875 ppmV
• Gás
sulfídrico: Cartela: 20 – 1020
ppmV Fotocolorímetro: 20 - 380
• Gás
carbônico: 0-100 %
A empresa informa que acompanham o Kit de Análise de
Biogás: caixa para transporte; bag amostrador; seringas
coletoras; mini-orsat; e reagentes para 100 testes cada parâmetro.
O pedido de patente do kit foi depositado
em outubro de 2007. Informações adicionais na
Embrapa Suínos e Aves, pelo site www.cnpsa.embrapa.br ou pelo
telefone (49) 3441.0400. O site da Alfakit é www.alfakit.com.br.
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8 - Pernambuco
ganhará cinco turbinas de energia eólica
Está previsto, para o próximo mês, o início da
construção de cinco centrais para geração de energia eólica no Estado de
Pernambuco. O Ministério da Ciência e Tecnologia anunciou o investimento
de R$ 110 milhões no projeto, sendo R$ 20 milhões da Eólica Tecnologia
Ltda e R$ 80 milhões financiados pelo Banco do Nordeste.
Cada turbina tem uma torre de 80 metros de altura,
com rotor com pás de 41 metros de comprimento e corresponderá a uma
capacidade total de geração de energia de 22 Megawatts. Juntas, as cinco
turbinas eólicas abastecerão cerca de 150 mil habitantes. As obras devem
terminar em dezembro.
Memória Em
1995, foi construída no Brasil a primeira turbina de geração de energia
eólica. A unidade foi instalada em Olinda (PE), pela Universidade Federal
de Pernambuco (UFPE) com apoio do governo do Estado. A turbina funciona
até hoje, com potência de 300 kW. (Com informações
do MCT)
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9 - Plantações de
fontes de biocombustível podem influenciar no preço dos
alimentos
A Agência Brasil divulgou, no dia 15
deste mês, uma análise do economista Pedro Ramos, da Universidade Estadual
de Campinas (Unicamp), quanto ao preço dos alimentos, tendo em vista o
avanço de áreas agrícolas reservadas aos biocombustíveis. Para ele, o
redirecionamento de solo para biocombustível pode dar novos patamares ao
preço dos alimentos. Ramos diz que há muitas áreas
pelo Brasil que podem ser destinadas à agropecuária, mas que à medida que
parte dessas terras são usadas para a plantação de fontes de
biocombustíveis, os agricultores irão procurar por novos campos para a
plantação de alimentos e esses campos vão ficando cada vez mais distantes
dos centros das cidades, o que reflete no preço dos produtos.
Feijão O
economista, que é doutor em economia aplicada à administração pela
fundação Getúlio Vargas (FGV), explica que a safra de feijão do ano
passado pode ser um exemplo disso. Normalmente a saca de feijão custa de
R$ 60 a R$ 70, atualmente o preço chega a R$ 200. Ele esclarece que, mesmo
com os problemas climáticos enfrentados pela safra de feijão em 2007, o
que pode estar acontecendo é um redirecionamento do solo. Ramos acredita
que os Estados da Bahia e São Paulo, importantes produtores de feijão,
sejam os mais afetados. De acordo com uma coletiva
dada à imprensa, no dia 15, o ministro da agricultura, Reinhold Stephanes,
disse que o aumento dos preços do feijão se deve às mudanças climáticas. O
ministro afirma também que neste ano deve haver uma redução de preços, de
forma que, a saca de feijão passe a custar R$ 100. “Ele [o feijão] teve
problemas específicos e por isso houve essa grande explosão de preços, que
deve ser regularizada, possivelmente até março e abril deste ano, mas não
ficará mais nos patamares anteriores”, diz
Stephanes. (Com informações da Agência
Brasil)
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10 - Unesp oferece
intercâmbio a alunos de agronomia e engenharia
florestal
Até o dia 14 de março, alunos de
agronomia e engenharia florestal da Universidade Estadual Paulista (Unesp)
poderão se inscrever no Consórcio Internacional em Bioenergia Global, que
dá oportunidade de intercâmbio entre alunos brasileiros e
norte-americanos. O projeto permite que os estudantes brasileiros estudem
na Universidade de Arkansas, na Universidade de Oklahoma e no Carreer
Tech, e que as matérias cursadas nessas instituições sejam válidas também
no Brasil. O aluno vai receber a passagem aérea,
bolsa-auxílio, para alimentação e moradia, e seguro saúde. Já os
estudantes da Faculdade de Ciências Agronômicas (FCA) da Unesp, campus de
Botucatu, que estiverem interessados em participar do intercâmbio poderão
se inscrever pessoalmente com o professor Saulo Guerra, no Departamento de
Gestão e Tecnologia Agroindustrial da Faculdade. Os
alunos norte-americanos devem chegar ao país em maio ou junho. O interesse
dos Estados Unidos é pesquisar culturas viáveis economicamente para a
produção de biocombustíveis.
Requisitos
Para participar do processo seletivo, o aluno deve ter fluência em inglês
reconhecida pelo Toefl (uma prova que atesta os conhecimentos de língua
inglesa por parte dos estrangeiros), além de boas notas no histórico
escolar. Os pré-selecionados serão convocados para uma entrevista, ainda
sem data marcada. Estima-se que em abril sejam
divulgados os nomes de quatro a seis alunos para iniciar o intercâmbio no
segundo semestre deste ano. Conheça a Unesp neste
site www.unesp.br/index_portal.php
(Com informações da Unesp)
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11 - Linhas de
pesquisa para mestrado em bionergia foram definidas
Foram definidas, nesta semana, as linhas
de pesquisa do Mestrado Acadêmico em Bioenergia do Estado do Paraná. A
definição foi feita por representantes da Secretaria de Estado de C&T
e Ensino Superior (Seti), da Fundação Araucária e de instituições de
ensino superior e pesquisa, envolvidas no Programa de Elaboração da
Proposta do Mestrado Acadêmico em Bioenergia (PPGB).
As três linhas definidas são as seguintes:
tecnologias de produção de matérias primas para biocombustíveis;
desenvolvimento de processos para a produção de biocombustíveis e
co-produtos; caracterização e controle de matérias-primas e o uso dos
biocombustíveis. O curso tem como objetivo
principal o desenvolvimento de pesquisas e tecnologias para a produção de
bioenergia que preservem o ambiente e estimulem o desenvolvimento
auto-sustentável do Paraná e dos países do Mercosul.
O PPGB e um projeto básico serão finalizados pelo
grupo até o final do mês de fevereiro. Logo depois serão apresentados à
Coordenação de Pessoal de Nível Superior (Capes/MEC), para avaliação e
aprovação. A Capes recebe, até o dia 31 de março, propostas de novos
cursos. Segundo informações da Seti, durante os próximos encontros do
grupo haverá a definição da grade curricular, com as disciplinas e
atividades previstas. Estão envolvidas na
elaboração do novo curso de mestrado, além da Seti e da Fundação
Araucária, as seguintes universidades estaduais de Maringá (UEM), de
Londrina (UEL), do Oeste do Paraná (Unioeste), do Centro Oeste
(Unicentro), do Norte do Paraná (Uenp), de Ponta Grossa (UEPG); e federal
do Paraná (UFPR). Também compõem o grupo os institutos Agronômicos do
Paraná (Iapar), de Tecnologia do Paraná (Tecpar) e de Tecnologia para o
Desenvolvimento (Lactec). Além da Empresa Brasileira de Pesquisa
Agropecuária (Embrapa Soja) e Faculdade Assis Gurgacz
(FAG). O Lactec e o Tecpar são associados à
ABIPTI. Informações adicionais, no
site www.seti.pr.gov.br.
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12 - Assinados
contratos entre o Lactec e quatro companhias de energia elétrica
Foram assinados, neste mês de janeiro,
pelo Instituto de Tecnologia para o Desenvolvimento (Lactec), instituição
associada à ABIPTI, e quatro companhias de energia
elétrica oito contratos para prestação de serviços. Os recursos envolvidos
nos oito contratos somam o valor de R$ 4,2 milhões. A informação é da
Agência Paraná de Notícias e foi divulgada na semana passada.
As companhias são: Eletronorte, a Light Energia, a
Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) e a ATE-Transmissão de Energia.
Essas instituições encomendaram trabalhos aos laboratórios do instituto em
diversas áreas para preservação de acidentes, monitoramento e
equipamentos, além de melhorias nos sistemas de geração e distribuição de
eletricidade. Ainda segundo informações da Agência,
técnicos e pesquisadores dos departamentos de Recursos Ambientais,
Mecânica, Tecnologias em Materiais e Eletromecânica farão estudos de
impacto ambiental nas bacias dos rios que forma as represas; e farão
acompanhamento das tecnologias aplicadas nos equipamentos para otimização
dos recursos, desenvolvendo novos sistemas de segurança e criando
dispositivos eficientes para evitar problemas como os cortes de luz. Esses
trabalhos serão realizados para as quatro instituições.
Em texto da Agência, o diretor-superintendente do
instituto, Aldair Rizzi, que também é vice-presidente da ABIPTI pela
região Sul, disse que a instituição é referência nacional no
desenvolvimento de tecnologia para o setor energético. “O aprendizado com
o trabalho desenvolvido com sucesso junto à Copel [Companhia de Energia
Elétrica do PR] nos dá suporte técnico para ultrapassar os limites do
Paraná e contribuir para a melhoria da produção de energia elétrica no
Brasil”, disse. Para Aldair Rizzi, a manutenção de
grandes contratos é uma das metas constantes do Lactec. “Esses projetos
qualificam o instituto como importante produtor de pesquisa tecnológica em
nível nacional, o que nos dá mais confiança e credibilidade”. O
diretor-superintendente diz que é possível afirmar que o Paraná, hoje,
possui uma instituição de prestígio nacional, na qual as grandes empresas
do setor energético confiam e procuram ajuda para oferecer o melhor aos
consumidores. Para Rizzi, o equilíbrio orçamentário
alcançado pelo Lactec no ano passado foi fundamental para a garantia de
bons serviços que o instituto oferece às grandes concessionárias. Ele
afirma que a diversificação das fontes financeiras e a intensificação das
parcerias demonstram o empenho da equipe técnica em busca do aprimoramento
da pesquisa e do desenvolvimento tecnológico. Acesse
o site do instituto www.lactec.org.br.
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Agenda . . .
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VIII Sinconee - Seminário Nacional da Gestão da Informação e do
Conhecimento no Setor de Energia Elétrica e o IV Gedoc - Encontro Nacional
da Documentação do Setor de Energia Elétrica 26, 27, 28 de
maio Realização: Eletronorte Informações: (61) 32442366 ou (61)
34435474 Site: www.sinconee.com.br Local: Centro
de Convenções Ulysses Guimarães - Brasília-DF
Contato . . . . . . .
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Para assinar este informativo, envie
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O informativo quinzenal Inovação
Energética é um produto da Agência Gestão C&T de
Notícias elaborado por meio de parcerias entre as Unidade de Arranjos
Produtivos Locais (APLs) e de Tecnologia Industrial Básica (TIB) da
ABIPTI, juntamente com a Unidade de Informação e Gestão Tecnológica (IGT),
que é a responsável pela Agência. As notícias
veiculadas pelo informativo Inovação Energética podem ser reproduzidas
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Expediente . . .
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ABIPTI - Associação Brasileira das Instituições de
Pesquisa Tecnológica www.abipti.org.br
Presidente: Luis Fernando Ceribelli Madi
Vice-Presidentes: Aldair Rizzi, Alfredo Gontijo,
Aristides Monteiro Neto, Isa Assef dos Santos, Kepler Euclides Filho
Secretário Executivo: Lynaldo Cavalcanti de
Albuquerque
Unidade de Arranjos Produtivos Locais
(APLs) e de Tecnologia Industrial Básica (TIB)
Unidade de Informação e Gestão Tecnológica
(IGT)
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