
Brasília, 19
de dezembro de 2007 - Nº 12 - Ano 1
DESTAQUES
_____________________________________________
1 - Inovação Energética volta a
circular em janeiro
2 - Seti forma grupo para elaborar curso de mestrado em
bioenergia
3 -
Pesquisadora da UFS fala sobre a diversidade do pinhão-manso
LEIA
TAMBÉM _____________________________________________
4 - Pesquisa apresentada em reunião da
ONU revela descrédito dos biocombustíveis
5 - Projeto que norteia a criação do Centro de
Pesquisa em Bioetanol está em curso
6 - MME anuncia medidas para complementar setor
energético do Nordeste
7 - Aneel licita usina hidrelétrica em Rondônia
8 - Novo
diretor-geral da ANP é nomeado
9 - Comissão da Câmara dos Deputados aprova uso do FAT para
investir em biocombustível
10 - Formas de suprir a demanda de gás natural são discutidas
na Câmara dos Deputados
11 - Audiência pública do Senado discute falhas do programa de
biocombustível
12
- Unicamp, em parceria com a Petrobras, inaugura laboratório de
geoquímica
13 - MME divulga novos leilões de energia para 2008
14 - ANP publica
resolução relativa ao fornecimento de biodiesel
15 - Estabelecidas diretrizes para
formação de estoques de biodiesel
1 - Inovação Energética volta
a circular em janeiro
Hoje (19), circula a última edição de
2007 do informativo Inovação Energética. O informativo foi publicado pela
primeira vez no dia no dia 18 de julho. Desde então, foram 12 edições. Com
o recesso de final de ano da ABIPTI, o informativo
voltará a ser veiculado no dia 16 de
janeiro. Já o informativo
Agronegócio & Inovação, produzido pela mesma equipe, teve sua última
edição do ano publicada na quarta-feira da semana passada (12). Ele volta
a circular no dia 9 de janeiro, com a oitava
edição. A equipe dos informativos
deseja a todos os leitores um feliz Natal e um 2008 produtivo e com ações
de sucessos.
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2 - Seti forma grupo
para elaborar curso de mestrado em bioenergia
A Secretaria de Estado da Ciência,
Tecnologia e Ensino Superior (Seti) começou, no dia 6 deste mês, a
discutir, com representantes de instituições de pesquisa e universidades,
metas, funcionamento, recursos, e linhas de estudo para formulação de um
curso de mestrado em bioenergia – área de concentração
Biocombustíveis. Além da Seti, o
grupo é formado pela Fundação Araucária, Faculdade Assis Gurgacz,
Universidade Estadual de Londrina (UEL), Universidade Estadual de Maringá
(UEM), Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), entre
outros. A secretaria
pretende com esse grupo criar um mestrado que elabore pesquisas e
tecnologias para a produção de bioenergia em prol da preservação do meio
ambiente e desenvolvimento do Paraná e dos países que compõem o Mercosul.
Também estão entre os objetivos, analisar os impactos gerados pela
produção de biocombustível, como empregos na agricultura familiar,
potencial econômico e infra-esturutura.
Ampliação Em
entrevista ao Inovação Energética, a diretora científica da Fundação
Araucária, Berenice Jordão, falou sobre os próximos passos a serem
seguidos. “A idéia ainda está sendo construída. No dia 10 de janeiro,
haverá um novo encontro do grupo. Dessa vez, virão outras instituições e
universidades que não puderam comparecer à reunião
inicial”. Entre as instituições que não
estiveram presentes, no dia 6, estão a Embrapa, a Universidade Federal do
Paraná (UFPR), Universidade Estadual de Ponta Grossa, Companhia Paranaense
de Energia (Copel) e o Instituto de Tecnologia para o Desenvolvimento
(Lactec). Também está entre as
ações: agrupar, até o dia 21 de janeiro, dados institucionais necessários
para embasar o plano de criação do mestrado, como acervo bibliográfico,
corpo doscente, espaço físico e número de
laboratórios. O Lactec e a Seti são
associados à
ABIPTI. Conheça a Seti
pelo site www.seti.pr.gov.br (Basilia
Rodrigues para o Inovação Energética, com informações da Seti)
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3 - Pesquisadora da
UFS fala sobre a diversidade do pinhão-manso
Em entrevista exclusiva ao Inovação
Energética, a coordenadora do Departamento de Engenharia Agronômica da
Universidade Federal do Sergipe (UFS), Renata Mann, falou sobre o
trabalho que desenvolve na área de produção da oleaginosa
pinhão-manso como fonte de biocombustível, chamado Diversidade genética
entre acessos de Jatropha sp. “O projeto consiste em um estudo de
diferentes procedências de Jatropha curcas, encontradas no Brasil
e no mundo. Iniciamos com alguns poucos acessos cedidos pela UFLA
[Universidade Federal de Lavras] e estamos aumentando nossa coleção. Este
estudo de diversidade permitirá identificar a proximidade genética entre
diferentes procedências e selecioná-las para uso em cruzamentos de
programas de melhoramento”, resume. O
projeto foi um dos trabalhos apresentados no 2º Congresso da Rede
Brasileira de Tecnologia de Biodiesel, realizado pela
ABIPTI e pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT),
em Brasília, nos dias 27 a 29 de novembro. Ele foi apresentado por Antônio
Carlos Fraga, especialista em Fitotecnia e professor da Universidade
Federal de Lavras (UFLA). Renata participou do projeto como orientadora da
estudante Andréa dos Santos Oliveira (UFLA), ex-bolsista do CNPq. Fizeram
parte do trabalho outros pesquisadores, como Itamara Bonfim Góis, da UFS,
e Alessandra de Jesus, da
Embrapa. Atualmente, o projeto é
financiado pela Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica do
Estado de Sergipe (Fapitec) e pela Financiadora de Estudos e Projetos
(Finep). Para que ele tenha continuidade estão sendo realizadas parcerias
com a Petrobras e o Sergipe Parque Tecnológico (Sergipetec). Além disso,
os pesquisadores iniciaram novos cruzamentos de pinhão-manso. Também
haverá plantio em áreas experimentais para verificar o desempenho destes
materiais. “Sabemos que o pinhão-manso não é a ‘salvação da lavoura’, mas
acreditamos que um dia teremos um material cultivado interessante para o
produtor”, conclui Renata Mann. A
Fapitec/SE é associada à ABIPTI. Os
projetos apresentados durante o congresso estarão, em breve, no portal www.biodiesel.gov.br. (Basilia
Rodrigues para o Inovação Energética)
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4 - Pesquisa
apresentada em reunião da ONU revela descrédito dos
biocombustíveis
A Organização Internacional União Mundial
pela Conservação (IUCN, sigla em inglês) divulgou, no dia 11 deste mês,
durante reunião da Convenção do Clima da ONU (UNFCCC, sigla em inglês),
uma pesquisa que demonstra baixo nível de confiabilidade nos
biocombustíveis, baseada na resposta de mil integrantes de governos, de
organizações não governamentais e do setor industrial de 105
países. De acordo com os dados
apontados na pesquisa, esses líderes não acreditam na real possibilidade
de o uso do biocombustível interferir na redução de emissões de gases
responsáveis pelo aquecimento global. Das fontes de biocombustível
apresentadas, as que obtiveram menor taxa de confiança foram
cana-de-açúcar, soja e milho. As grandes hidrelétricas, os veículos
movidos pela força humana, gás natural e tecnologia nuclear existente
também não inspiraram confiança. A produção a partir da celulose, que usa,
por exemplo, resto da colheita de alimentos, atingiu melhor
aceitação. Entre as soluções do
aquecimento global que despontaram como as mais confiáveis estão: energia
solar para aquecimento de água e geração de energia elétrica, produção de
energia eólica com moinhos no mar e com moinhos no
continente. A pesquisa da IUCN
também indicou pessimismo em relação a um provável acordo, até 2009, para
substituir o atual Protocolo de Kyoto, que vence em
2012. Veja resumo da pesquisa neste link. (Com
informações da IUCN)
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5 - Projeto que
norteia a criação do Centro de Pesquisa em Bioetanol está em
curso
Foi inserida, em outubro deste ano, no
contrato de gestão firmado entre o Ministério da Ciência e Tecnologia
(MCT) e o Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) a necessidade de
se elaborar uma proposta de criação do Centro de Pesquisas em Bioetanol. O
documento com o projeto deverá ser entregue ao ministro Sergio Rezende até
31 de dezembro. Segundo o CGEE,
atualmente, os Estados Unidos, lideram o mercado mundial de produção de
etanol – obtido a partir de milho. Os investimentos em um centro de
pesquisa contribuirão para concentrar os estudos no etanol vindo da
cana-de-açúcar. Até o momento, o
local onde será construído o centro já foi decidido. No início do mês
passado, o prefeito de Campinas (SP), Hélio Santos, assinou decreto que
desapropriará uma área de 25 mil metros quadrados, no Pólo de Alta
Tecnologia da cidade. Saiba mais sobre a
atuação do CGEE no site www.cgee.org.br/ (Com
informações do CGEE)
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6 - MME anuncia
medidas para complementar setor energético do Nordeste
No dia 12, deste mês, aconteceu a 46ª
Reunião Ordinária do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), que
indicou a necessidade de complementação da energia produzida no Nordeste,
já que a região apresenta baixo nível de armazenamento de água nos
reservatórios das
hidrelétricas. Para amenizar o
déficit, o CMSE determinou que fosse ampliada a carga de energia elétrica
transferida para o Nordeste e vinda das regiões Norte e
Sudeste/Centro-Oeste. Além disso, as usinas a óleo da região serão
acionadas. Todas essas ações servirão para, pelo menos, manter o nível
atual dos reservatórios hidrelétricos, que está em média 27% de sua
capacidade. De acordo com as normas
do setor, uma usina pode atuar se tiver até 10% de sua capacidade, com
menos do que isso, o processo torna-se inviável. A hidrelétrica de
Sobradinho, localizada no rio São Francisco, por exemplo, está atualmente
operando com somente
12,65%. A reunião foi
presidida pelo ministro interino do Ministério de Minas e Energia (MME),
Nelson Hubner, e teve a participação de representantes da Agência Nacional
de Energia Elétrica (Aneel), das secretarias Executiva, de Energia
Elétrica, de Planejamento e Desenvolvimento Energético e Petróleo, de Gás
Natural e Combustíveis Renováveis do MME. Também estavam presentes
representantes da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e
Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Participaram como convidadas
as empresas Centrais Elétricas do Norte do Brasil (Eletronorte), Companhia
Hidroelétrica do São Francisco (Chesf) e
Petrobras. Acesse a nota à imprensa do
MME sobre este assunto pelo link. (Com
informações do MME)
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7 - Aneel licita
usina hidrelétrica em Rondônia
No dia 10, o governo federal, por meio da
Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), licitou, ao preço de R$
78,87 por MWh (megawatt hora), a usina hidrelétrica Santo
Antônio, de 3150 MW. Ela está localizada no Complexo Hidrelétrico do Rio
Madeira, em Rondônia (RO), e é um dos empreendimentos do Programa de
Aceleração do Crescimento (PAC). A
usina possui baixa relação entre área inundada e potência instalada, pois
a média das hidrelétricas no país é de 0,52 km²/MW, enquanto em Santo
Antônio é de 0,09 km²/MW. O vencedor do
leilão foi o Consórcio Madeira Energia, composto pelas empresas Cemig
Geração e Transmissão S.A., Odebrecht Investimentos em Infra-estrutura
Ltda., Construtora Norberto Odebrecht S.A., Furnas Centrais Elétricas
S.A., Andrade Gutierrez Participações S.A., e Fundo de Investimentos e
Participações Amazônia Energia, formado pelos bancos Banif e
Santander. Está previsto que a
usina comece a funcionar em 2012. No momento, o consórcio tem que esperar
a liberação da Licença de Instalação (LI) dada pelo Instituto Brasileiro
do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para começar
as obras. De acordo com o Ministério de
Minas e Energia (MME), o Brasil tem atualmente a mais limpa e renovável
matriz energética do mundo, pois o país tem 44% de participação das fontes
renováveis na produção interna, enquanto a média é de 14%.
Novas
licitações O governo já definiu
o calendário de novas licitações para outras usinas. De acordo com a
Empresa de Pesquisa Energética (EPE), está previsto para o mês de maio do
próximo ano o leilão da Jirau (3300 MW), que assim como a de Santo Antônio
também está localizada no Rio Madeira (RO). No final de 2009 ou em 2010,
deverá ser licitada a usina Belo Monte (11000 MW), abastecida pelo rio
Xingu, Pará (PA); em 2010, a de Marabá (2160 MW), situada no rio
Tocantins, que corre pelo Pará e Maranhão (MA); e ainda sem previsão, mas
possivelmente para depois de 2010, a usina São Luiz do Tapajós, que fica
em um rio homônimo e também no PA. A EPE
admite que as datas previstas possam mudar, pois dependem do processo de
licenciamento ambiental de cada
empreendimento. Leia mais sobre os
leilões de energia neste link. (Com
informações do MME)
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8 - Novo
diretor-geral da ANP é nomeado
Por meio de decreto, publicado no dia 11,
deste mês, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, nomeou
para o cargo de diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural
e Biocombustíveis (ANP), o engenheiro eletricista, Haroldo Borges
Rodrigues Lima. Desde 2003, Haroldo já
desempenhava função na diretoria na ANP. E, de acordo com o decreto,
exercerá o mandato de diretor-geral até 11 de dezembro de
2011. Veja mais sobre o novo diretor da
ANP neste link. (Com
informações da ANP)
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9 - Comissão da
Câmara dos Deputados aprova uso do FAT para investir em
biocombustível
A Comissão de Minas e Energia aprovou,
no dia 12, deste mês, o projeto de lei n°1903/07, de autoria do deputado
Uldurico Pinto (PMN-BA), que direciona 3% dos recursos do Fundo de Amparo
ao Trabalhador (FAT) para financiar pequenas unidades de produção de
biocombustível. O maior objetivo do
projeto é atender, principalmente, municípios da região do Semi-Árido que
apresentem Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) inferior a
0,6. De acordo com o Atlas do Desenvolvimento Humano, do Programa das
Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), 836 dos 5.507 municípios
brasileiros pesquisados demonstraram IDH abaixo de 0,6, no ano 2000. Os
Estados com cidades de IDH mais baixo são Sergipe, Acre, Maranhão,
Paraíba, Alagoas, Bahia e Piauí.
Tramitação O
projeto passará, ainda, pelas comissões de Trabalho, de Administração e
Serviço Público; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e
de Cidadania. Caso o parecer das comissões não for divergente, e se, após
aprovado pelas comissões, o projeto não receber recurso de 51 deputados,
ele não necessitará de ser votado pelo Plenário da Casa. Uma vez aprovado,
ele segue para a análise do Senado. Veja
o projeto neste link. (Com
informações da Agência Câmara)
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10 - Formas de
suprir a demanda de gás natural são discutidas na Câmara dos
Deputados
Em audiência pública realizada no dia 12,
deste mês, pela Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e
Comércio, da Câmara dos Deputados, o presidente do Instituto Acende
Brasil, Cláudio Sales, declarou que o país corre grandes riscos de passar
por racionamento de energia nos próximos dois anos. A afirmativa está
baseada, principalmente, na escassez de gás natural que atenda o mercado
interno brasileiro. O secretário de
Petróleo e Gás do Ministério de Minas e Energia, João José de Nora Souto,
e o gerente-geral de Operação de Logística de Gás Natural da Petrobras,
Sérgio Abramant Guerbatin, destacaram algumas ações que deverão ser
desempenhadas para que a média de produção de gás natural passe de 70,6
milhões de m³/dia para 134 milhões de m³/dia, em 2012. Entre elas, o
investimento de 18,2 bilhões de dólares, o equivalente a cerca de R$ 32
bilhões, no setor de gás natural, até 2012; e de R$ 6,6 bilhões, até 2021,
na estrutura de transporte, para levar o combustível ao consumidor
final. Souto disse que existem no país
reservas comprovadas de 347 bilhões/m³ de gás natural, ele lembrou também
que a Petrobras optou por acelerar a produção, de 2010 para o próximo ano,
de campos recentemente descobertos. Veja
mais informações sobre a atuação da CDEIC neste link. (Com
informações da Agência Câmara)
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11 - Audiência
pública do Senado discute falhas do programa de biocombustível
No dia 5, deste mês, durante audiência na
Subcomissão Permanente dos Biocombustíveis, ligada à Comissão de
Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado Federal, produtores
apontaram algumas falhas do programa de
biocombustível. De acordo com a lei n°
11.097/05, a partir do próximo ano será obrigatória a mistura de 2% de
biocombustível no diesel. Entretanto, o presidente da União Brasileira do
Biodiesel (Ubrabio), Odacir Klein, declarou que os produtores possuem
condições de entregar um percentual acima do estabelecido, ainda que a
mesma lei defina 5%, de biodiesel na mistura, somente para o ano
2013. Além disso, Klein reclamou da
inexistência de incentivo, como a isenção do pagamento de impostos
federais e do ICMS, que é ofertado aos produtores de soja, mas aos de
biocombustível, não. Contudo, Klein reconheceu a participação do governo
na procura de soluções para sanar esses problemas.
Desigualdade Também
presente na audiência, o professor de economia da Universidade Federal do
Rio Grande do Norte (UFRN), Francisco Nabuco, defendeu a criação da
Empresa Brasileira de Biocombustível. Ele também identificou uma limitação
do programa, que prioriza a região Centro-Sul na distribuição dos
recursos. O Programa de Aceleração do
Crescimento (PAC) destinou R$ 19 bilhões para os biocombustíveis. Desses,
apenas R$ 52 milhões foram para o Norte, R$ 140 milhões para o Nordeste, e
mais de R$ 17 bilhões para o
Centro-Sul. Conheça mais sobre os
trabalhos Subcomissão Permanente dos Biocombustíveis neste link. (Com
informações do Jornal do Senado)
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12 - Unicamp, em
parceria com a Petrobras, inaugura laboratório de geoquímica
No dia 13, deste mês, foi inaugurado na
Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) o Laboratório de Geoquímica,
com investimentos da Petrobras. O local servirá para desenvolver novas
linhas de pesquisa na área de exploração do petróleo. Ele será composto
por 18 pesquisadores no campo de geoquímica orgânica, biocatálise e
metagenômica. Foram investidos R$ 3,5
milhões no empreendimento, e espera-se, com ele, dar continuidade ao
programa de redes temáticas da Petrobras, criado em maio do ano passado
para expandir a atuação da empresa nos setores de petróleo, gás e
energia. O laboratório da Unicamp é
o primeiro a ser instalado fora da Petrobras no contexto da rede temática
de geoquímica, e trabalhará em parceria com o Centro de Pesquisas e
Desenvolvimento da Petrobras (Cenpes), que é associado à
ABIPTI, no estudo de reservas de óleo biodegradável. O
principal objetivo do laboratório é estudar formas de controle a
biodegradação, como evitá-la, e como ela acontece em diferentes condições
geológicas. A biodegradação é a destruição feita pelos microorganismos de
uma parte economicamente importante do petróleo, o que prejudica a
produção.
Redes
temáticas O programa direciona
1% do faturamento dos campos de produção de petróleo da Petrobras à
pesquisa. Atualmente, a Unicamp desenvolve 19 das 38 linhas estabelecidas
pela companhia. Mais 75 instituições de ensino e pesquisa participam do
programa. Nesse contexto, serão investidos 0,5% dos recursos resultantes
dos poços de petróleo em pesquisa fora da empresa. Ao todo, serão
investidos cerca de R$ 1,5 bilhão até
2009. Conheça mais sobre o
laboratório de geoquímica da Unicamp neste link. (Com
informações da Unicamp)
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13 - MME divulga
novos leilões de energia para 2008
Foi anunciada, por meio de portaria do
Ministério de Minas e Energia (MME) publicada no Diário Oficial da União
(DOU), do dia 5 de dezembro, a realização de três leilões de energia para
o próximo ano. De acordo com o texto da portaria, esses e os demais
leilões, que futuramente terão as datas marcadas, serão de
responsabilidade da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que
formulará o edital. O primeiro
leilão definido deverá acontecer dia 15 de abril de 2008, para contratação
de energia reserva. Ele será específico para compra proveniente de
biomassa, para ser entregue a partir de
2010. Os outros dois serão para compra de
energia elétrica vinda de novos empreendimentos geradores. Um será
realizado no dia 17 de junho e o segundo, no dia 16 de julho do ano que
vem. Veja a íntegra da portaria n° 331
por este link. Lá, acesse a
página 88, da Seção 1, do DOU, do dia 5, deste mês.
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14 - ANP publica
resolução relativa ao fornecimento de biodiesel
Por meio de resolução publicada, no dia
12, deste mês, no Diário Oficial da União (DOU), a Agência Nacional do
Petróleo, Gás Natural e Biocombustível (ANP) define que os produtores de
óleo diesel, que após leilão feito pela ANP ganharam o direito de fornecer
biodiesel, deverão continuar o fornecimento aos distribuidores que,
independentemente, adquiram óleo diesel de outros produtores ou
importadores que não tenham passado pelos leilões públicos da
agência. Veja a resolução nº 44 na
íntegra neste link. Lá acesse
a página 63, da Seção 1, do DOU, do dia 12.
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15 - Estabelecidas
diretrizes para formação de estoques de biodiesel
Por meio de portaria
publicada no Diário Oficial da União (DOU), do dia 6 deste mês, o
Ministério de Minas e Energia (MME) estabeleceu normas para formação de
estoques de biodiesel, tendo como volume inicial definido o total de 100
milhões de litros. Será de
responsabilidade dos produtores e importadores de óleo diesel,
proporcionalmente a participação deles no mercado, a aquisição e estocagem
do biodiesel. A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustível
(ANP) poderá dispensar aqueles que tiverem menos de 1% de participação no
mercado. A ANP também será
encarregada de apontar os critérios de fiscalização, manutenção, renovação
e a posterior comercialização dos
estoques. De acordo com a portaria,
futuramente, serão marcadas as datas para a realização dos leilões e
entrega. Veja a íntegra da portaria
n° 338 por este link. No site,
acesse a página 66, da Seção 1, do DOU, do dia 6.
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Contato . . . . . . .
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