
Brasília, 7
de novembro de 2007 - Nº 09 - ano 1
1 - Mini-usina
comunitária é alternativa para pequenos agricultores produzirem energia
2 - Temas
estratégicos do setor de energia são debatidos em workshop da
Aneel
3 - Aberta
audiência pública que estabelece alterações no Manual para Elaboração do
Programa de Eficiência Energética
4 - MAPA aceita inscrição do pinhão-manso no
Registro Nacional de Cultivares
5 - Comissão de Agricultura aprova PL que prevê
produção biodiesel a ser adicionado ao óleo diesel pelas
indústrias do N, NE e CO
6 - ANP divulga empresas que já estão habilitadas para Nona
Rodada de Licitações
7 - Audiência Pública sobre regras do uso de biodiesel será
realizada pela ANP
8 - Estudo internacional traz sugestões sobre fontes energéticas
mais sustentáveis
9
- Lançada Rede Petro Rio
10 - Comissão Mista realiza seminário sobre consumo e produção
sustentável de energia
Agenda
1 - Mini-usina comunitária é
alternativa para pequenos agricultores produzirem
energia
As mini-usinas comunitárias de óleo
vegetal podem ser uma boa alternativa para os pequenos agricultores
produzirem energia. A Cooperativa Produção Industrial e Comércio de
Mini-Usinas Compacta (CooperbioBrasil) está desenvolvendo há um ano e meio
uma iniciativa que beneficia os pequenos agricultores, na cidade de
Pinhais (PR). A idéia é instalar mini-usinas de
processamento de óleo vegetal que possam atender aos pequenos
agricultores. Em entrevista ao Inovação Energética, Mariana Rocha,
pesquisadora da CooberbioBrasil, conta que a mini-usina utiliza toda a
matéria-prima da oleoginosa processada. Se o grão
utilizado for a soja, por exemplo, a mini-usina faz a separação da casca,
o gérmen da soja retirado pode ser vendido para a indústria farmacêutica,
que utiliza o material na produção de cosméticos; a primeira filtragem do
grão rende o óleo de soja comestível; e a segunda filtragem o óleo vegetal
para combustível Já a torta, que também é extraída
do grão, pode ser utilizada ou como ração para animais, ou ainda para a
produção de farinha comestível. “A farinha para alimentos é diferenciada,
pois não tem o gérmen. Toda a farinha de soja tem um gosto e um odor
forte, essa não tem por conta do gérmen. A farinha fica com um sabor
agradável”, explica Rocha. Segundo a pesquisadora,
outra vantagem da mini-usina é que todo o processo de extração é a frio,
ou seja, não utiliza nenhuma reação química para se fazer o óleo. Rocha
conta que o óleo extraído, nesse tipo de processamento a frio, é
considerado virgem pelo Ministério da Saúde.
Produção A
mini-usina produz 5,5 litros de óleo em uma hora, processando 50 Kg de
soja. Na produção, ainda podem ser utilizadas outros tipos de oleogionas,
vai depender do potencial de óleo que cada vegetal possui.
A maior rentabilidade é da mamona em que é possível
extrair cerca de 20 litros de óleo, a partir de 50 Kg da semente.
O técnico em meio ambiente, Marco André, explica,
ao Inovação Energética, que, em breve, a prensa utilizada pela mini-usina
será substituída. “A idéia é melhorar a extração e produzir mais óleo”.
O custo da mini-usina é de R$ 150 mil. Segundo
André, o custo benefício é compensador. Ele conta que além da venda do
gérmem e da farinha, o óleo comestível possui alto valor agregado. O
técnico avalia que 500 ml de óleo custa ao produtor cerca de 1 real e
o mesmo óleo pode ser vendido do mercado a 2 reais.
Transporte Já
o óleo vegetal produzido pode ser utilizado como combustível em
automóveis. De acordo com o André, o governo do Estado, por meio do
Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), cedeu uma camionete à
cooperativa. O Tecpar é uma instituição associada à
ABIPTI. No carro, é utilizado cerca de 20% de óleo
vegetal. “Ele já rodou 22 mil km e está tudo certo com o motor”, salienta
André. O técnico conta ainda que está em fase de
teste um carro que funciona a 100% de óleo vegetal. Ele explica que o
motor sofre uma pequena adaptação com uma bomba injetora que aquece o óleo
a 180°C e lança como combustível. “Então, não é uma mudança drástica no
motor, é uma mudança pequena. Mas, no Brasil ainda não há legislação que
permita que um motor seja utilizado com 100% desse tipo de óleo”, observa.
A CooperbioBrasil cuida ainda da parte de
assistência técnica aos pequenos produtores. André lembra que é feito um
acompanhamento desde o momento da instalação da usina até que a comunidade
esteja preparada para comercializar o produto. A
iniciativa conta ainda com o apoio do Ministério do Desenvolvimento
Agrário e da Rede Evangélica Paranaense de Assistência Social (Repas). Os
agricultores interessados em conhecer a mini-usina podem agendar uma vista
pelo telefone (41) 3022-8453. (Tatiana Fiuza para o
Inovação Energética)
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2 - Temas
estratégicos do setor de energia são debatidos em workshop da
Aneel
No dia 25 de outubro, foi realizado
workshop sobre Temas Estratégicos em Pesquisa e Desenvolvimento
Tecnológico no Setor de Energia Elétrica, na Agência Nacional de Energia
Elétrica (Aneel), em Brasília. O superintendente de
Pesquisa, Desenvolvimento e Eficiência Energética, Máximo Luiz
Pompermayer, fez palestra mostrando os aspectos gerais sobre a nova
regulamentação para avaliação de programas de P&D e disse que a idéia
do workshop foi a de nortear e verificar o que as empresas e os
pesquisadores têm feito. Durante o encontro, foram discutidos os futuros
projetos e os já existentes na área energética. O
objetivo do encontro foi reunir consultoria especializada para auxiliar
nos temas prioritários para investimentos em projetos no setor energético.
Foram convidados especialistas, representantes de empresas e instituições.
Participou do evento, representando a ABIPTI, o
secretário executivo adjunto da Associação, Zuhair Warwar.
Prioridades O
professor e consultor do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento
(Pnud), José Galizia Tundisi, ressaltou, em sua palestra, as prioridades
estratégicas do setor e falou sobre a possível construção de hidrelétricas
na Amazônia, para se manter a matriz energética. Já
o professor Petr Ekel, também consultor do Pnud, falou sobre as áreas de
investimento em energia, mas com ênfase em planejamento estratégico com
foco no meio ambiente e, principalmente, na segurança dos meios elétricos.
Ekel falou da importância de estudos de impacto no desenvolvimento de
sistemas de monitoramento de máquinas e centros energéticos em tempo real
para aumentar a segurança dos equipamentos. Ele disse que as empresas do
setor devem analisar a gestão dos riscos e traçar um planejamento
estratégico, a exemplo dos planos plurianuais de investimento.
Desafios
O professor Carlos Pérez, da Universidade Federal
do Rio Grande do Sul (UFRGS), iniciou sua apresentação ressaltando que as
instituições do setor de energia só lembram de agir quando acontece algum
problema. Como exemplo, o professor falou sobre a questão ambiental,
já que esta é responsável por grande parte da degradação dos materiais e
equipamentos do setor de energia.
Algumas das sugestões do professor para melhoria das empresas do setor
são: realizar inovação; melhorar a capacitação dos profissionais da
empresa; ampliar as parcerias em P&D; realizar a criação de centros de
excelência para desenvolver tecnologia.
Perdas Para o
gestor da Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia (Coelba), Pedro
Roberto Paiva Dantas, o mercado cresceu e as perdas também. “Em todos os
países as perdas existem, esse fato não é exclusivo de países em
desenvolvimento”. Ele explicou que as perdas elétricas são divididas
em: perdas não-técnicas e perdas técnicas. Entre as
perdas técnicas estão as seguintes: risco de acidentes na empresa (morte
de funcionário); concorrência desleal; fraude e a impunidade. Já a perda
não-técnica é quando o consumidor consumiu e a empresa não faturou,
explica Dantas. Sobre as fraudes, Dantas explicou
que elas ocorrem em todas as localidades brasileiras, principalmente em
favelas, onde muitas vezes a companhia de energia não consegue entrar
devido ao difícil acesso e a maioria das pessoas que ali moram recebem a
energia por meio de ligações clandestinas, sem pagar qualquer custo.
Ele sugeriu que as empresas avaliem as perdas
técnicas; aumentem a qualidade dos serviços para diminuir perdas; e
realizem inovações tecnológicas. Como exemplo, Pedro citou os de empresas
que já possuem tecnologias que evitam e também captam fraudes pelo menos
de usuários cadastrados. Ele explica que, nesses casos, o consumidor, ao
fraudar, por exemplo, enviando um sinal para mais cinco pontos, envia, sem
saber, uma “mensagem” que imediatamente transmite sinal que faz queimar
seu aparelho de energia. Outra sugestão de Dantas para redução das fraudes
é realizar campanhas publicitárias, com esclarecimentos para a população.
Informações sobre a Aneel podem ser obtidas pelo
site www.aneel.gov.br.
(Gabriela Müller para o Inovação Energética)
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3 - Aberta audiência
pública que estabelece alterações no Manual para Elaboração do Programa de
Eficiência Energética
No dia 1º de novembro, foi publicado no
Diário Oficial da União (DOU) comunicado do superintendente de Mediação
Administrativa Setorial, substituto da Agência Nacional de Energia
Elétrica (Aneel), Alex Sandro Feil, aos consumidores e agentes do setor de
energia elétrica, sobre a abertura de Audiência Pública nº 039/2007, que
estabelece mudanças no Manual para Elaboração do Programa de Eficiência
Energética. O objetivo é obter subsídios para o
aprimoramento, que deverá ser expedido pela Aneel. A documentação da
Audiência Pública e o modelo para envio de contribuições estão à
disposição no site da Aneel, por meio deste link.
O prazo para envio das contribuições é até o dia 15 deste mês.
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4 - MAPA aceita
inscrição do pinhão-manso no Registro Nacional de
Cultivares
Em entrevista ao Inovação Energética, o
pesquisador da Embrapa Semi-Árido, Marcos Drumond, falou sobre a
legalização do plantio do pinhão-manso, que teve sua inscrição aceita pelo
Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) no Registro
Nacional de Cultivares (RNC). Devido à maior procura na produção do
biodiesel, vários agricultores e produtores estão optando por essa
oleaginosa. Um dos problemas, até então enfrentado, é quanto ao
transporte da planta. Muitas vezes o produtor tinha sua carga apreendida
por ainda não haver registro da oleaginosa no RNC. Por isso os produtores
fizeram pressão ao governo para legalizar o
pinhão-manso. Marcos Drumond explicou que os
empresários se organizaram e até criaram uma associação, a Associação
Brasileira dos Produtores de Pinhão Manso (ABPPM), sediada em São Paulo. O
site da associação é www.abppm.com.br,.
Em reunião realizada nos dias 16 e 17 de outubro no Mapa, o presidente da
ABPPM, Mike Lu, informou que a área plantada com pinhão-manso já
ultrapassou 40 mil hectares. Drumond informou que perguntou a Mike Lu qual
era a idade do plantio mais velho e ele respondeu que tinha pouco mais de
um ano. “Por aí se nota que tudo é muito recente e muito rápido”, afirma
Drumond. O pesquisador disse que por conta do
crescimento do plantio da oleaginosa o Mapa se alertou para o registro do
pinhão manso no RNC. “Essa decisão foi resultado de um consenso entre os
técnicos que participaram da reunião e mostraram que ainda não há material
que possa ser caracterizado como uma cultivar, o que não impede,
entretanto, a inscrição da espécie Jatropha curcas (pinhão-manso)
no RNC, uma vez que a mesma já possui descrição botânica e existe previsão
legal para este procedimento”, explica. De acordo
com o pesquisador, a Embrapa continua desenvolvendo seus trabalhos na
busca de um sistema de produção consistente para produção do
pinhão-manso. Informações sobre o Registro Nacional
de Cultivares, pelo site www.agricultura.gov.br.
(Gabriela Müller para o Inovação Energética)
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5 - Comissão de
Agricultura aprova PL que prevê produção biodiesel a ser adicionado ao
óleo diesel pelas indústrias do N, NE e CO
No dia 31 de outubro, foi aprovada pela
Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural
(CAPADR) da Câmara dos Deputados a preferência de produção do biodiesel
necessário ao fornecimento dentro dos percentuais a serem adicionados ao
óleo diesel, pelas indústrias localizadas nas regiões Norte, Nordeste e
Centro-Oeste. O texto aprovado é o
substitutivo do relator, deputado Homero Pereira (PR-MT), ao projeto de
lei 5.690/05, que prevê essa ação e tem como autor o deputado Betinho
Rosado (PFL-RN), e ao PL 6.220/05, do deputado Rubens Otoni (PT-GO),
apensado. As duas propostas alteram a lei 11.097/05, que trata da
introdução do biodiesel na matriz energética. O
projeto 5.690/05 tramita na Câmara desde agosto de 2005 e prevê que o
biodiesel produzido deverá ser originado, também preferencialmente, de
matérias-primas produzidas por agricultores familiares, inclusive as
resultantes de atividade extrativista. Segundo a
Agência Câmara, o projeto original previa a obrigatoriedade de que pelo
menos 20% do volume de biodiesel necessário para cumprir o percentual
mínimo de adição ao diesel fossem fabricados nas regiões Norte e Nordeste,
a partir de matérias-primas produzidas pela agricultura familiar. Também
estabelece que, após oito anos da publicação da lei, deverão ser
adicionados 5%, em volume, de biodiesel no óleo diesel comercializado no
País. E, ainda, um percentual intermediário de 2% de adição, do 3º ao 8º
ano, contados da mesma data. O projeto apensado sugere a obrigatoriedade
de que pelo menos 25% do volume de biodiesel que será adicionado ao diesel
sejam fabricados na região Centro-Oeste, a partir de, no mínimo, 50% de
matérias-primas produzidas pela agricultura
familiar. A justificativa é devido à produção de
biodiesel que é estratégica para o Brasil e pode significar uma revolução
no campo, gerando emprego, renda e desenvolvimento para todo o país, para
também erradicar ou diminuir a miséria no campo. O
projeto passará ainda por análise em caráter conclusivo, pelas comissões
da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional; de Minas e
Energia; e de Constituição e Justiça e de
Cidadania. Acesse o PL pelo link.
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6 - ANP divulga
empresas que já estão habilitadas para Nona Rodada de
Licitações
No dia 26 de outubro, a Agência Nacional
do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgou nota à imprensa
sobre a Nona Rodada de Licitações, que foi marcada para os dias 27 e 28 de
novembro, no Rio de Janeiro. Até a última nota divulgada, a ANP já havia
habilitado 33, das 72 empresas que se interessaram em participar da Nona
Rodada. Por enquanto, são 16 empresas brasileiras e 17 estrangeiras.
De acordo com a ANP, as empresas brasileiras que
obtiveram habilitação até o momento são: Brasoil; Comp E&P; Companhia
Vale do Rio Doce; Construtora Cowan; Eaglestar Petróleo; Odebrecht; OGX
Petróleo e Gás; Orteng Equipamentos; Petrobras; PetroRecôncavo; Queiroz
Galvão; RAL Engenharia; Starfish; UTC Engenharia; Vitória Ambiental e W.
Washington. As demais empresas estrangeiras são das
localidades: Estados Unidos (5) - Anadarko, Chevron Corporation, Devon
Energy, El Paso e Hess Corporation; Reino Unido (3) - British Gas, Shell e
British Petroleum; Dinamarca - Maersk; Índia - Ongc Videsh; Bahamas -
Perenco; Espanha - Repsol; Canadá - a Rich Minerals; Angola - Somoil;
Noruega - Statoil; Turquia - Türkiye Petrolleri e, da Austrália -
Woodside. A Comissão Especial de Licitação da ANP
ainda está analisando documentos de empresas que estão em processo de
habilitação. Entre elas, há representantes da Argentina, Cingapura,
Colômbia, França, Itália, Japão, Panamá, Portugal e
Vietnã. Acesse a página da Nona rodada por este link.
Informações adicionais, pelo site www.anp.gov.br.
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7 - Audiência
Pública sobre regras do uso de biodiesel será realizada pela
ANP
Foi publicado no Diário Oficial da União
(DOU), no dia 17 de outubro, aviso de Consulta Pública e Audiência
Pública de nº 21/2007, que pode ser acessada por este link,
sobre regras do uso de biodiesel a ser realizada no dia 11 de
dezembro, às 14h30, no Escritório Central da ANP, no Rio de Janeiro. A
consulta pública está aberta desde o dia 17, sobre o mesmo assunto.
A audiência pública tratará da minuta de resolução
que estabelece as regras para concessão de autorização para o uso
específico de b100 (100% biodiesel sem mistura com diesel mineral) e
misturas bx (misturas de biodiesel com o diesel fóssil), em teores de
biodiesel superiores a 2%. O comunicado é para os
consumidores e agentes do setor de produção, distribuição e revenda de
derivados de petróleo, gás natural e biocombustíveis. Um dos objetivos é
dar publicidade, transparência e legitimidade às ações da ANP. Os
expositores que desejarem participar da audiência pública deverão se
inscrever até o dia 7 de dezembro diretamente na ANP ou por este link.
O prazo para participar da consulta pública vai até o dia 17 novembro.
Informações sobre a ANP, pelo site www.anp.gov.br.
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8 - Estudo
internacional traz sugestões sobre fontes energéticas mais
sustentáveis
No dia 16 de outubro, o secretário do Meio
Ambiente de São Paulo, José Goldemberg, entregou ao ministro da Ciência e
Tecnologia (MCT), Sergio Rezende, a versão final do estudo que traz
sugestões sobre fontes energéticas mais sustentáveis. O estudo foi
realizado a pedido da InterAcademy Council (IAC), uma entidade que
congrega 15 academias de ciências de vários
países. De acordo com texto do MCT, este
documento, denominado Iluminando o Caminho: em direção a um futuro
sustentável para a energia, faz um levantamento de fontes energéticas
utilizadas pelo homem e que causaram impactos negativos ao meio ambiente,
exemplo disso é a emissão de gases poluentes e tóxicos na atmosfera. O
documento ainda aponta ações que devem ser feitas, como a captura do
carbono de origem fóssil. O estudo do IAC começou a ser elaborado em 2005,
foi liderado pelo Brasil e pela China e custou US$ 1
milhão. Em entrevista ao Inovação
Energética, o secretário Goldemberg explicou como se iniciou o estudo. Há
cerca de dois anos, o conselho das academias de ciências de vários países
realizaram dois estudos. O primeiro estudo realizado foi sobre
agricultura, na África, e o segundo é este que foi entregue ao MCT mês
passado. “A Academia da China e do Brasil [Academia Brasileira de Ciências
- ABC] sugeriram que houvesse nos países um sistema sustentável, essa é
nossa estratégia”, afirma Goldemberg. O
diretor da organização governamental americana Lawrence Berkeley National
Laboratory, Steven Chu, e o secretário Goldemberg são co-presidentes do
grupo que congrega as 15 academias.
Goldemberg disse que viajou junto ao companheiro Chu pelo mundo em visita
às academias de ciências de vários países em busca de subsídios para a
realização desse segundo estudo. A apresentação internacional do documento
foi realizada no dia 22 de outubro por meio de teleconferência a partir de
Beijing, na China. O secretário disse que haverá uma conferência
internacional com os representantes das academias, mas o evento ainda não
tem data marcada. O estudo envolve ainda
cientistas dos países: Estados Unidos, Egito, Suécia, Quênia, Canadá,
Áustria, Reino Unido, Irã, Rússia, Japão e
Índia. Goldemberg contou que as
previsões do documento quanto às expectativas e soluções para o setor
energético são até 2030. Concluiu afirmando que o estudo é muito
interessante e “traz sugestões de como o sistema atual energético pode se
tornar sustentável”. Informações sobre a IAC,
pelo site www.interacademycouncil.net.
O site da ABC é www.abc.org.br.
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9 - Lançada Rede
Petro Rio
A Rede Petro Rio foi lançada no dia 30
de outubro. O lançamento ocorreu durante apresentação de resultados do
Projeto Inserção Competitiva de Micro e Pequenas Empresas na Cadeia de
Suprimentos do Centro de Pesquisa da Petrobras (Cenpes). Empresários,
gestores e representantes do Sebrae/RJ, da Rede de Tecnologia do Rio de
Janeiro (Redetec) e da Petrobras estiveram presentes no evento.
Segundo informações da Redetec, a Rede Petro Rio,
criada no dia 3 de abril deste ano, é uma associação de empresas
fornecedoras e instituições participantes da cadeia produtiva de petróleo,
gás e energia, do Rio de Janeiro. A Rede atua em conjunto visando obter
algumas facilidades no mercado de Petróleo, Gás e Energia.
A Rede Petro Rio tem por objetivo principal
fortalecer a articulação entre a oferta e a demanda de produtos e serviços
para o setor, buscando o aumento da competitividade, melhoria da qualidade
dos seus produtos e serviços para um melhor posicionamento frente ao
mercado. São finalidades da Rede:
• realizar acordos junto aos fornecedores,
fabricantes e clientes; • estimular a promoção
da difusão de conhecimentos científicos e tecnológicos nas diversas áreas
dos serviços das empresas participantes; e
• apoiar as empresas associadas para certificação segundo normas
reconhecidas nacional e internacionalmente e/ou realizar credenciamento
junto aos órgãos fiscalizadores.
Associação
Para se associarem à Rede Petro Rio, as empresas, deverão estar
habilitadas para atender ao setor de Petróleo, Gás e Energia, nos
critérios de qualidade estabelecidos pela própria Rede Petro Rio, ou seja,
devem possuir pelo menos uma das qualificações reconhecidas pelo setor,
como por exemplo: ISO 9001; Certificado de Registro e Classificação
Cadastral da Petrobras (CRCC); Certificado de Capacitação de Fornecedores
do Sebrae e Petrobras; e ter Certificado da Organização Nacional da
Indústria do Petróleo (Onip), ou ainda, estar participando do projeto
Sebrae de Capacitação de Fornecedores e já ter recebido auditoria.
A Redetec é uma instituição associada à
ABIPTI. Informações sobre a
Redetec, pelo site www.redetec.org.br.
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10 - Comissão
Mista realiza seminário sobre consumo e produção sustentável de
energia
No dia 8 de novembro, será realizado
seminário pela Comissão Mista Especial de Mudanças Climáticas do Congresso
Nacional, que é composta de seis senadores e seis deputados, sobre Consumo
e Produção Sustentável de Energia Elétrica no Brasil. O evento
acontece na sede do Interlegis - Comunidade Virtual do Senado Federal
- em Brasília. O objetivo do evento é
ressaltar a eficiência energética e as potencialidades do Brasil e
identificar oportunidades para a produção de energia renovável.
A comissão contará com a participação e apoio da
Frente Parlamentar Ambientalista e da organização não-governamental
WWF-Brasil no seminário. Para se inscrever, acesse este link.
Informações sobre a Interlegis, pelo site www.interlegis.gov.br.
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Agenda . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1º Seminário de Etanol Celulósico – os novos limites do
álcool 12 de novembro de 2007 Realização: Caju
Eventos Informações: (27) 3032-1449 / (27) 3289-8555 Site: www.cajueventos.com.br E-mail:
cajueventos@cajueventos.com.br Local:
Hotel Mercure Central Towers, São Paulo.
1º Seminário dos
Programas Estratégicos da APTA 13 de novembro de
2007 Realização: Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios
(APTA) Informações: (19) 3743-1699 / 1660 Site: www.apta.sp.gov.br/bioenergia E-mail:
rita@apta.sp.gov.br Local:
Instituto de Tecnologia dos Alimentos – Campinas (SP)
2º
Congresso da Rede Brasileira de Tecnologia de
Biodiesel 27 a 29 de novembro de 2007 Realização:
ABIPTI e MCT Informações: (61) 3348-3129 Site: www.abipti.org.br/congressobiodiesel2006/ Local:
Confederação Nacional dos Trabalhadores do Comércio (Cntc) – Brasília -
DF
Feira e Congresso Internacional de Energias
Alternativas, Renováveis, Limpas e Co-geração - Feira de
BioCombustíveis 27 a 29 de novembro de 2007 Realização: ITM
Expo Feiras e Convenções Informações: (11) 5521-6008 E-mail: energias@latinevent.com.br
Site: www.itmexpo.com.br/ Local: ITM -
São Paulo SP
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Contato
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