Brasília, 24 de outubro de 2007 - Nº 08 - ano 1


1 - Artigo exclusivo descreve aspectos tecnológicos e econômicos das microalgas para produção de biodiesel


2 - Eletrobrás lança Rede de Eficiência Energética em Edificações


3 - Audiência pública discute cartelização na área de transformadores de energia


4 - PL sobre o incentivo de lavouras que produzem biocombustível foi tema de debate 


5 - Biocombustível está garantido em 2008, afirma governo federal


6 - Primeira Conferência Nacional Popular sobre Agroenergia acontece em Curitiba


7 - Embrapa, FGV e Esalq abrem mestrado na área de agroenergia


8 - Fundação Bunge entrega prêmios nas áreas de agroenergia e ciências humanas e sociais


9 - APTA realiza 1º Seminário dos Programas Estratégicos sobre Bioenergia   


10 - Seminário sobre Etanol Celulósico acontece em São Paulo


11 - Primeiro terminal público de álcool do Brasil é inaugurado no Paraná


12 - Rio Grande do Sul terá 1ª Reunião Técnica Anual de Pesquisa de Agroenergia e Simpósio Estadual de Agroenergia   


Agenda

 

1 - Artigo exclusivo descreve aspectos tecnológicos e econômicos das microalgas para produção de biodiesel

     Em artigo escrito exclusivamente para o Inovação Energética, os pesquisadores Cláudia M. L. L. Teixeira, do Instituto Nacional de Tecnologia (INT), associado à ABIPTI, e Pedro Celso Nogueira Teixeira, da Fundação Mokiti Okada, falam das características do microalga para produção de biodiesel. 
     Segundo o texto, as microalgas apresentam vantagens em relação aos vegetais superiores, tais como maior eficiência fotossintética, rápido crescimento, maior produção de biomassa por área, produção com coleta diária (não segue regime de safras) e outras. 
     Confira o texto na íntegra:

     Microalga como matéria-prima para a produção de biodiesel 
     Aspectos tecnológicos e econômicos

     As microalgas têm sido propostas como matéria-prima para a produção de biocombustíveis. Em relação aos vegetais superiores, as microalgas apresentam várias vantagens, tais como maior eficiência fotossintética, rápido crescimento, maior produção de biomassa por área, a produção não segue regime de safras, sendo a coleta diária, cultivo em condições climatológicas e pedológicas não adequadas às culturas tradicionais, utilização de áreas desérticas, com baixo valor econômico para outros usos. No cultivo de microalgas pode ser usada água do mar, águas salobras e, como fontes de carbono, resíduos industriais, como por exemplo, efluentes orgânicos e CO2, sendo a captação deste último, pelas microalgas, bastante elevada. 
     No caso do aproveitamento do CO2 industrial nos cultivos e uso da biomassa de microalgas na produção de biocombustíveis, é possível o pleito de créditos de carbono. No que concerne à produção de biodiesel, justifica-se a utilização desses microorganismos fotossintéticos em razão do alto teor de lipídios que algumas espécies podem alcançar (20 a 68% de sua massa seca). 
     Existem trabalhos na literatura científica que demonstram a viabilidade técnica da produção de biodiesel a partir de óleo de microalgas. Os óleos contidos nas microalgas apresentam propriedades físicas e físico-químicas semelhantes aos óleos das oleaginosas. O percentual de lipídios na biomassa de microalgas é função das condições de cultivo, tais como salinidade do meio, concentração de nitrogênio, natureza da fonte de carbono; assim, é possível, com certa facilidade e com tempo de resposta relativamente curto, aumentar o teor de óleo nas microalgas, de forma a alcançar valores bastante expressivos. Em termos de triacilglicerídios (óleo), algumas microalgas apresentam teores de até 57% em relação à sua massa seca, como, por exemplo, Dunaliella tertiolecta, uma microalga marinha. 
     Em termos de produtividade em biomassa de microalgas, existe uma produção comercial de Chlorella (microalga de água doce) na Alemanha, realizada em fotobioreator (sistema de cultivo fechado) que alcança 140 t/ha.ano. Com base nesta produtividade em biomassa e considerando-se um percentual de 57% de óleo como aquele já obtido em Dunaliella, obter-se-ia cerca de 80 t/ha.ano em óleo, valor dezesseis vezes superior ao valor de produtividade em óleo de dendê, que é a oleaginosa de maior produtividade em óleo.
     Apesar dos vários aspectos positivos apresentados, existem problemas básicos a serem solucionados, como por exemplo, utilizando-se os fotobioreatores que são sistemas de mais alta produtividade em biomassa, têm-se custos de produção e de implantação extremamente altos, considerando-se os elevados volumes de cultura de microalgas necessários para atender à demanda de produção de biocombustíveis.
     Outras dificuldades: alto gasto com o CO2 (que é fonte de carbono para o crescimento das microalgas), estratégias que permitam alta produtividade em biomassa e altos percentuais em óleo na biomassa, mantidas ao longo do cultivo. O gasto com CO2 pode ser diminuído empregando-se CO2 residual oriundo de processos industriais. Quanto ao alcance e manutenção de altas produtividades em óleo, podem ser realizados cultivos em duas etapas, tendo a primeira, o objetivo de obtenção de altas produtividades em biomassa, e a segunda, indução de biossíntese de óleo. 
     No sentido de obter altas produtividades em biomassa com custos de implantação e produção reduzidos, os pesquisadores Cláudia M. L. L. Teixeira (Instituto Nacional de Tecnologia), Pedro Celso Nogueira Teixeira e José Aguiar Coelho Neto, ambos da Fundação Mokiti Okada, desenvolveram um novo sistema de agitação de culturas de microalgas para sistema de cultivo em tanque, o Sistema BBA (Bombeamento por Borbulhamento de Ar). Este sistema gerou resultados de produtividade três vezes superior àquela da produtividade comercial da microalga testada; desta forma, foi dada entrada num Depósito de Pedido de Patente para o mesmo. 
     Espera-se, em projeto que está sendo iniciado, utilizando-se o Sistema BBA e estratégias de indução de aumento no teor de óleo na biomassa de microalgas, alcançar uma viabilidade técnico-econômica para a produção de biodiesel a partir do óleo de microalgas.

     Pedro Celso Nogueira Teixeirafmopqrio@cpmo.org.br
     Possui graduação em Licenciatura Plena Em Física pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1984), mestrado em Ciências Biológicas (Biofísica) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1989) e doutorado em Ciências Biológicas (Biofísica) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1996). Atualmente, é pesquisador da Fundação Mokiti Okada e atua no Laboratório de Comunicação Celular (Fiocruz) como pesquisador colaborador. Tem experiência na área de Biofísica, com ênfase em Biofísica Molecular, principalmente nos temas modelagem molecular, biologia computacional. Atua em projetos de desenvolvimento tecnológico sobre sistemas de cultivo para microalgas (ênfase em produção de biomassa) e germinação de sementes.

     Cláudia Maria Luz Lapa Teixeira – claudiat@int.gov.br
     Possui graduação em Química pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1986), mestrado em Ciências Biológicas (Biofísica) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1990) e doutorado em Ciências Biológicas (Biofísica) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1996). Atualmente é tecnologista pleno 1 do Instituto Nacional de Tecnologia. Tem experiência na área de Microbiologia, com ênfase em Biologia e Fisiologia dos Microorganismos, atuando principalmente nos seguintes temas: biofixação de co2, cultivo de microalgas, produção de biodiesel.

voltar

2 - Eletrobrás lança Rede de Eficiência Energética em Edificações

     A Eletrobrás lançou, no último dia 10, a Rede de Eficiência Energética em Edificações (Rede EEE), durante reunião na Associação Nacional dos Diretores das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), em Brasília, onde reitores de 13 universidades federais receberam os diplomas de capacitação de 15 laboratórios de conforto ambiental e eficiência energética, custeados pela Eletrobrás,. 
     Em entrevista ao Inovação Energética, a equipe do Procel Edifica, que é formada por cinco especialistas, falou sobre o lançamento da Rede EEE e seus objetivos. 
     A Rede EEE foi formada a partir dos anseios do desenvolvimento tecnológico do Programa de Eficiência Energética em Edificações da Eletrobrás (Procel Edifica). A Rede atende também aos anseios dos coordenadores dos próprios laboratórios destas instituições, otimizando os esforços de produção científica e de intercâmbio de conhecimentos e de pessoal especializado. 
     De acordo com a equipe, a Rede EEE foi criada com objetivos de:

     • colaborar no desenvolvimento dos laboratórios de eficiência energética e conforto ambiental capacitados pela Eletrobrás; 
     • promover o intercâmbio da produção científica e didática entre as instituições; 
     • estimular o desenvolvimento de novas tecnologias de projeto e construção; e 
     • fomentar as parcerias nas atividades de ensino, pesquisa e extensão, entre seus participantes.

     A equipe do Procel Edifica disse que, com o lançamento da Rede EEE, foi criado seu escritório virtual no portal, o Procel Info  - Centro Brasileiro de Informação de Eficiência Energética. “Este escritório virtual proverá a professores e alunos de arquitetura e urbanismo e de engenharia e demais público, o ambiente computacional seguro para troca de arquivos, fóruns de discussão, conferências online e outros recursos em tempo real”, afirmam os especialistas, que preferiram responder por toda a equipe.
     Ainda este ano, a Eletrobrás/Procel firmará um convênio com um dos centros de pesquisa capacitados pela própria Eletrobrás. De acordo com os especialistas, este convênio delegará a função de estimular e promover o intercâmbio de informações entre as diferentes instituições pertencentes à Rede, a partir do escritório virtual Rede EEE.
     Os participantes da Rede poderão propor linhas para pesquisa e desenvolvimento, apresentar temas para discussão, solicitar apoio técnico e material, partilhando sempre os conhecimentos relacionados ao conforto ambiental e à eficiência energética. “Todas as propostas serão discutidas em grupo, visando serem selecionadas e organizadas para que seu desenvolvimento em um ambiente cooperativo”.

     Procel Edifica
     Desde 2003, o Procel Edifica da Eletrobrás já investiu mais de R$ 2,7 milhões em todas as regiões do país, capacitando laboratórios de sistemas térmicos e de eficiência energética e conforto ambiental em edificações, nas Universidades Federais do RS (UFPel e UFRGS), SC (Arquitetura e Engenharia), RJ (UFF e UFRJ), MG, DF, MS, BA, AL e RN, além da PUC do Paraná.
     A equipe explica que esse foi um passo decisivo na incorporação do tema Arquitetura Sustentável no currículo das instituições de ensino superior, os recursos também financiaram mais de 60 bolsas de estudo em graduação e mestrado nesta área. “Ao mesmo tempo, o apoio à didática e aos temas de pesquisa e de tecnologia, desenvolvidos nessas universidades beneficiadas pela Eletrobrás, só seria possível mediante o estabelecimento da Rede EEE, possibilitando o intercâmbio entre estes e outros centros de pesquisa que venham a se alinhar ao Plano de Ação do Edifica”, conclui.
     A equipe do Procel Edifica é formada por cinco especialistas, são eles: Anselmo Borba; Frederico Souto Maior de Castro; Jose Luiz Leduc; Patricia Zofoli Dorna e Rodrigo Casella. Para obter informações sobre a Rede, acesse o link.
     Informações sobre o escritório virtual Procel Info, pelo site www.eletrobras.com/pci/main.asp.
     (Gabriela Müller para o Inovação Energética)

voltar


3 - Audiência pública discute cartelização na área de transformadores de energia

     No último dia 10, foi realizada audiência pública na Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados sobre cartelização na área de transformadores de energia. A audiência foi proposta pelo deputado Eduardo Valverde (PT–RO), com base em investigação feita pela Secretaria de Direito Econômico (SDE) do Ministério da Justiça. A investigação colocou sob suspeita sete multinacionais que vendem no Brasil dois tipos de transformadores (a gás e a ar) que controlam os fluxos de energia elétrica entre geradoras e consumidores comerciais e residenciais.
     Segundo a Agência, em reportagem da Folha de S. Paulo, foi publicada a informação de que o cartel teria provocado prejuízo de R$ 1,7 bilhão entre 1988 e 2004.
     Valverde, em texto da Agência Câmara, disse que a comissão solicitará ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e ao Ministério Público o prosseguimento dos trabalhos de investigação conduzidos pela Secretaria de Direito Econômico do Ministério da Justiça. "Não podemos admitir uma situação que encarece o custo de energia para o consumidor", afirmou o deputado. 
     Informações adicionais, pelo site www.camara.gov.br.

voltar


4 - PL sobre o incentivo de lavouras que produzem biocombustível foi tema de debate

     No último dia 09, foi realizada audiência pública na Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados para debater, entre outros assuntos, o Projeto de Lei 1.056/2007, do deputado Eliene Lima (PP-MT). A audiência foi sugerida pelo deputado Jorginho Maluly (DEM-SP).
     Segundo a Agência Câmara, o PL visa o incentivo a lavouras que são destinadas a produção de biocombustíveis; têm ainda como objetivo beneficiar o proprietário rural que faça divisão na sua terra entre a pecuária intensiva e as lavouras para produção de biocombustível; e visa dar prioridade a esse produtor na obtenção de financiamento rural e de benefícios vinculados a programas de infra-estrutura rural, como energia e irrigação. 
     Em sua justificativa, o deputado Eliene diz que o projeto de lei, ao introduzir alteração na Lei nº 8.171, de 17 de janeiro de 1991, que dispõe sobre a Política Agrícola, pretende que sejam concedidos incentivos especiais aos proprietários rurais que desenvolverem projetos de pecuária intensiva associados ao cultivo de lavouras destinadas à produção de biocombustível. “Dessa forma, a pecuária sede parte de sua área para a produção de biocombustíveis, sem prejudicar a oferta de carnes. A proposta vai ao encontro da preocupação mundial de ofertar alimentos, de conter a elevação da temperatura global e de reduzir a dependência do petróleo”, afirma. 
     Informações sobre a tramitação e o texto completo da proposta podem ser obtidos neste link

voltar


5 - Biocombustível está garantido em 2008, afirma governo federal

     De acordo com o informtivo Em questão, editado pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, edição do dia 22 deste mês, o governo federal afirma que o Brasil está em um momento de plenas condições de garantir o suprimento da produção de biodiesel para mistura em combustível no próximo ano. 
     As previsões do consumo do biocombustível em 2008 são de 840 milhões de litros de biodiesel para fazer a mistura B2 (adição de 2% de biodiesel ao diesel mineral), uma média de 70 milhões de litros por mês. 
     Em 2005, segundo o informativo, havia quatro fábricas de biodiesel instaladas no Brasil e sete em 2006, aptas a operar e devidamente autorizadas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e pela Receita Federal do Brasil (RFB). Neste ano, mais 19 unidades foram concluídas, totalizando 30 em todo país habilitadas para produzir biodiesel. Outras 12 já estão prontas e autorizadas pela ANP, mas aguardam registro na RFB. Essas unidades representam uma capacidade instalada superior a 2 bilhões de litros anuais, mais do dobro da expectativa de mercado para 2008. Além dessas, outras 40 já protocolaram pedido de autorização na ANP. 
     O programa de biodiesel tem, ainda, um viés social voltado para a inclusão de pequenos agricultores na cadeia produtiva. Segundo informações do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), 91 mil famílias de pequenos agricultores estão diretamente envolvidas. 
     Os tributos federais incidentes sobre o biodiesel têm uma redução de quase 70% quando sua produção é feita a partir de matérias-primas adquiridas da agricultura familiar. Isso independe do tipo da oleaginosa e da região. Podem ser utilizados soja, mamona, girassol, palma, entre outras espécies. Essa redução fiscal pode chegar até 100% quando se usa mamona ou palma produzida por pequenos agricultores no Norte e Nordeste. Estas duas oleaginosas requerem notadamente muita mão-de-obra.
     Segundo o engenheiro florestal que atua na Embrapa Semi-Árido, Marcos Drumond, a informação mais recente que o espantou, por exemplo, foi que a plantação da oleaginosa pinhão-manso vem crescendo, apesar das dificuldades. “É espantoso o tamanho da área plantada com o pinhão manso de 2006 e 2007. São mais de 40.000 hectares, a maioria no Estado de São Paulo”.
     Informações adicionais, pelo site www.biodiesel.gov.br.

voltar


6 - Primeira Conferência Nacional Popular sobre Agroenergia acontece em Curitiba

     Nos dias 28 a 31 deste mês acontece, em Curitiba (PR), a primeira Conferência Nacional Popular sobre Agroenergia, uma iniciativa dos movimentos campesinos, ambientalistas e de trabalhadores, com o objetivo de criar um espaço popular e independente de debate e proposição sobre os rumos das políticas nacionais de promoção da agroenergia. Apóiam a iniciativa a Universidade Federal do Paraná (UFPR) e o governo do Estado do Paraná. 
     A Conferência propõe analisar o contexto internacional e nacional e as forças que impulsionam a expansão do modelo agroexportador, de energia e recursos naturais.
     Os organizadores esperam cerca de 700 pessoas de todo o país e da América Latina. O evento é voltado a dirigentes e representantes destes movimentos, formadores de opinião, formuladores de políticas públicas e atores que estão protagonizando a construção de alternativas energéticas descentralizadas e compatíveis com a construção de um modelo político de soberania popular sobre os territórios. 
     Entre os objetivos do evento estão o de popularizar as informações em torno da agroenergia, abrir espaço para debates, avaliar e buscar espaços para implementar as propostas existentes; realizar um balanço da atual situação, apontando as divergências e os desafios; elaborar um diagnóstico, o marco inicial das articulações, nacionais e internacionais (América Latina) sobre o tema, para facilitar a crítica do modelo atual e a construção de nossa proposta; diferenciar e disseminar a discussão na sociedade, apresentando propostas concretas, as alternativas encontradas, que podem ser introduzidas nas bases das organizações sociais buscando alcançar a autonomia. 
     A solicitação de inscrição deverá ser feita com Jakeline Pivato pelo e-mail jakeline@terradedireitos.org.br.
     Informações adicionais podem ser obtidas na secretaria do evento pelos telefones (41) 3232-4660 e (41) 9676-5239.

voltar


7 - Embrapa, FGV e Esalq abrem mestrado na área de agroenergia

     A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), entidade associada à ABIPTI, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) e a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) lançaram para 2008 o Mestrado Profissional em Agroenergia.  A data limite para se inscrever é o dia 30 de novembro. 
     Segundo a Embrapa, o mestrado é destinado a profissionais com experiência de trabalho que buscam aprimorar e aprofundar seus conhecimentos para gerir com competência o sistema de produção da energia da biomassa, além de qualificar-se para a administração de empresas ligadas à agroenergia. É indicado, principalmente, para graduados nas áreas de engenharia agronômica, economia e administração. A idéia é desenvolver habilidades nas áreas de gestão econômica, tecnologia agrícola e processos de produção de agroenergia.
     O programa foi elaborado pelas três instituições e cada uma vai se responsabilizar por uma área. As disciplinas voltadas para gestão empresarial serão ministradas pela FGV, as de caráter agronômico pela ESALQ e as tecnológicas pela Embrapa. 
     O curso terá início no primeiro semestre de 2008 e terá duração de no mínimo 2 anos.  As inscrições poderão ser feitas pela internet, no site www.eesp.fgv.br.

voltar


8 - Fundação Bunge entrega prêmios nas áreas de agroenergia e ciências humanas e sociais

     No último dia 10, a Fundação Bunge realizou, em São Paulo, a solenidade de entrega do 52º Prêmio Fundação Bunge e o 28º Prêmio Fundação Bunge Juventude. As premiações foram nas categorias: Ciências Agrárias – Agroenergia e Ciências Humanas e Sociais – Antropologia / Arqueologia. 
     O vencedor na categoria Ciências Agrárias foi o engenheiro agrônomo Luiz Carlos Corrêa Carvalho. Ele é um dos defensores da causa do etanol como energia renovável e atua na área de agroenergia, na estruturação de seu conceito, para desenvolvimento de políticas públicas setoriais e no aumento da visibilidade externa do etanol brasileiro. 
     O engenheiro Daniel Ibraim Pires Atala recebeu o 28º Prêmio Fundação Bunge Juventude. Na categoria Ciências Humanas e Sociais – Antropologia / Arqueologia, Niéde Guidon, que é formada em história natural e tem pós-doutorado em arqueologia pré-histórica. Ainda na mesma categoria, Joana Miller, que é graduada em Ciências Sociais, recebeu o 28º Prêmio Fundação Bunge Juventude. 
     Informações sobre a Fundação Bunge podem ser obtidas no site www.fundacaobunge.org.br.

voltar


9 - APTA realiza 1º Seminário dos Programas Estratégicos sobre Bioenergia

      No dia 13 de novembro, acontecerá em Campinas (SP), o “1º Seminário dos Programas Estratégicos da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA) – Bioenergia – Viva melhor com ela”. O encontro visa à exploração de tecnologias de culturas não alimentares para produção de biodiesel e a utilização de biomassa em geral, além de propor uma reflexão a respeito da expansão da produção da cana-de-açúcar e do etanol. 
     O evento é realizado pela APTA, que é vinculada a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, e é associada à ABIPTI, e conta com o apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa Agrícola (Fundag). O público alvo é composto por estudantes, pesquisadores, técnicos agrícolas, produtores, empresários, entre outros interessados no assunto. 
     No seminário ocorrerão apresentações das atividades de PD&I da Agência, destacando os aspectos atuais e potencialidades e tem como público alvo estudantes, pesquisadores, técnicos agrícolas, produtores, empresários, entre outros interessados no assunto. 
     Informações, pelo site www.apta.sp.gov.br/bioenergia.

voltar


10 - Seminário sobre Etanol Celulósico acontece em São Paulo

     No próximo dia 12 de novembro acontecerá o “1º Seminário de Etanol Celulósico - os novos limites do álcool”, em São Paulo. O evento tem como objetivo levar aos participantes o conhecimento do que há de mais moderno em tecnologia de etanol e em como ela pode reverter resíduos em maior produção, além de fazê-los entender por qual motivo essa tecnologia poderá ser o principal diferencial competitivo no mercado de biocombustíveis. 
     O encontro é realizado pela Caju Eventos e trará em sua programação os seguintes temas e palestrantes:

     • etanol celulósico e as vantagens competitivas do desenvolvimento desta tecnologia ao redor do mundo, com o gerente de Tecnologia para o Desenvolvimento da Petrobras, Mauro Silva;

     • o estágio atual da produção de etanol a partir de lignocelulose, com o pesquisador na área de biotecnologia da Faculdade de Engenharia Química de Lorena, Adilson Roberto Gonçalves;

     • o estado da arte e desafios tecnológicos para o aproveitamento do material lignocelulósico, com a pesquisadora na área de bioquímica da Universidade de Brasília (UnB), Lídia Maria Pepe de Moraes;

     • comparando a hidrólise ácida com a enzimática, com o pesquisador do Centro de Tecnologia Canavieira, Jaime Fingerut;

     • técnicas de processo para a viabilização econômica do processo de hidrólise, com o diretor da Bioenzima, Carlos Fernandes das Chagas;

     • microorganismos, enzimas e concentrações ótimas para o processo de hidrólise, com a doutora em engenharia química, responsável pela Enzitec, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Leda Maria Fortes Gottschalk;

     • case prático: Dedini Hidrólise Rápida (DHR), com o assessor da vice-presidência de tecnologia e desenvolvimento do Dedini, Paulo Soares; e

     • fontes de financiamento para P&D, com o analista de projetos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Murilo Azevedo.

     O público-alvo do seminário é composto por especialistas do ramo sucroalcooleiro e petroquímico das áreas de meio ambiente; além das áreas de sustentabilidade; também das associações; investidores entre outros profissionais do setor e demais interessados pelo assunto. 
     Informações, pelo site www.cajueventos.com.br.

voltar


11 - Primeiro terminal público de álcool do Brasil é inaugurado no Paraná

     Ontem (23), o ministro chefe da Secretaria Especial de Portos, Pedro Brito Nascimento, o governador do Paraná, Roberto Requião, e o superintendente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Eduardo Requião, inauguraram o primeiro terminal público de álcool do Brasil. Os investimentos, segundo a Agência Paraná de Notícias, são da ordem de R$ 13,7 milhões. “Equipamentos como este terminal são vitais para colocar o Brasil na liderança de produção e exportação de biocombustíveis. O primeiro terminal público de álcool do País engrandece o Brasil e a gestão portuária brasileira”, afirmou o ministro.
     O governador Roberto Requião destacou, durante seu discurso, que mais do que uma simples inauguração, o novo terminal público de álcool representa uma grande discussão entre Nação e mercado. “Este novo terminal vai mexer com o tarifário do país, não só o de Paranaguá”. 
     Segundo a agência, a nova estrutura servirá também como moderadora de preços do mercado. De acordo com o superintendente da Appa, Eduardo Requião, esta será uma das principais funções do novo terminal.
     Atualmente, três empresas privadas realizam operações de exportação de álcool em Paranaguá. Os produtores do setor sucroalcooleiro acreditam que conseguirão diminuir em até 50% os gastos operacionais com o novo terminal.
     Construído com recursos próprios da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), o primeiro terminal público de álcool do Brasil custou R$ 13,7 milhões e tem capacidade de armazenar 37,5 mil m3 de álcool, podendo atender 15 navios por mês. O terminal será uma alternativa pública aos exportadores de álcool que utilizam os serviços do Porto de Paranaguá.
     Dados da Associação dos Produtores de Álcool e Açúcar do Paraná (Alcoopar) mostram que na safra 2006-2007 as 29 indústrias de açúcar e álcool no Paraná exportaram 420 milhões de litros de álcool. Para a safra 2007-2008, a meta é chegar a 600 milhões de litros exportados. 
     A Agência Paraná de Notícias pode ser acessada pelo site www.agenciadenoticias.pr.gov.br.

voltar


12 - Rio Grande do Sul terá 1ª Reunião Técnica Anual de Pesquisa de Agroenergia e Simpósio Estadual de Agroenergia

     Nos dias 6 a 8 de novembro, acontecem, em Pelotas (RS), na Embrapa Clima Temperado, a 1ª Reunião Técnica Anual de Pesquisa de Agroenergia e o Simpósio Estadual de Agroenergia. As iniciativas são da Embrapa Clima Temperado, da Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro) e da Associação Riograndense de Empreendimentos de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-RS). Os dois eventos terão como escopo de discussão duas vertentes principais da agroenergia: a cadeia de produção de biodiesel e do etanol.
     Segundo texto da Embrapa, o desenvolvimento da agroenergia no Rio Grande do Sul deverá promover importante aumento de investimentos, empregos, renda e se constituir numa oportunidade para atender parte da crescente demanda regional por biocombustíveis.
     Ainda segundo informações da Embrapa, embora o Estado esteja protagonizando o desenvolvimento de espécies oleaginosas e processamento de biodiesel, em função de conjunturas políticas, tecnológicas e econômicas, o Rio Grande do Sul não acumulou experiência na produção de álcool combustível.
     Durante os três dias, serão discutidos os fatores políticos, tecnológicos, industriais e mercadológicos relacionados ao desenvolvimento da cadeia de biocombustiveis no Rio Grande do Sul; as propostas de políticas, métodos e processos mais eficientes para o estabelecimento da cadeia de agroenergia no Rio Grande do Sul; serão apresentadas, discutidas e propostas ações para o desenvolvimento e expressão do potencial produtivo de espécies agrícolas indicadas para produção de biocombustíveis; e, ainda, propostas para o desenvolvimento de tecnologias agrícolas e industriais poupadoras. 
     Confira a programação preliminar neste link.

voltar


Agenda ............................................................................................................

5° Workshop Internacional Brasil-Japão em biocombustível, meio ambiente e novos produtos da biomassa
29 de outubro a 01 de novembro de 2007
Realização: Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)
Informações: (19) 3521-2121
E-mail: andre@reitoria.unicamp.br
Site: http://www.cori.unicamp.br/centenario2008/evento1.htm
Local: Centro de Convenções da Unicamp, Campinas – SP

1º Seminário de Etanol Celulósico – os novos limites do álcool 
12 de novembro de 2007
Realização: Caju Eventos
Informações: (27) 3032-1449 / (27) 3289-8555
Site: www.cajueventos.com.br
E-mail: cajueventos@cajueventos.com.br
Local: Hotel Mercure Central Towers, São Paulo.


1º Seminário dos Programas Estratégicos da APTA
13 de novembro de 2007
Realização: Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA) 
Informações: (19) 3743-1699 / 1660
Site: www.apta.sp.gov.br/bioenergia
E-mail: rita@apta.sp.gov.br
Local: Instituto de Tecnologia dos Alimentos – Campinas (SP)

2º Congresso da Rede Brasileira de Tecnologia de Biodiesel 
27 a 29 de novembro de 2007
Realização: ABIPTI e MCT
Informações: (61) 3348-3129
Site: www.abipti.org.br/congressobiodiesel2006/
Local: Confederação Nacional dos Trabalhadores do Comércio (Cntc) – Brasília - DF

Feira e Congresso Internacional de Energias Alternativas, Renováveis, Limpas e Co-geração - Feira de BioCombustíveis
27 a 29 de novembro de 2007
Realização: ITM Expo Feiras e Convenções
Informações: (11) 5521-6008
E-mail: energias@latinevent.com.br
Site: www.itmexpo.com.br/
Local: ITM - São Paulo SP

voltar

 

Contato ..........................................................................................................

   
    Para assinar este informativo, envie e-mail com nome, cargo, instituição e telefone para inovacaoenergetica@abipti.org.br.

    Para solicitar sua saída da lista, também envie o pedido para o mesmo endereço.


Informações
..................................................................................................
   

    O informativo quinzenal Inovação Energética é um produto da Agência Gestão C&T de Notícias elaborado por meio de parcerias entre as Unidade de Arranjos Produtivos Locais (APLs) e de Tecnologia Industrial Básica (TIB) da ABIPTI, juntamente com a Unidade de Informação e Gestão Tecnológica (IGT), que é a responsável pela Agência.

    As notícias veiculadas pelo informativo Inovação Energética podem ser reproduzidas mediante a citação da fonte.
   Para obter mais informações, encaminhe e-mail para inovacaoenergetica@abipti.org.br.
   Telefones: (61) 3348-3129 e (61) 3348-3113.


Expediente  ...............................................................................................................................


ABIPTI - Associação Brasileira das Instituições de Pesquisa Tecnológica
www.abipti.org.br
 
Presidente:
Luis Fernando Ceribelli Madi
 
Vice-Presidentes:
Aldair Rizzi, Aristides Monteiro Neto, Isa Assef dos Santos, Kepler Euclides Filho
 
Secretário Executivo:
Lynaldo Cavalcanti de Albuquerque


Unidade de Arranjos Produtivos Locais (APLs) e de Tecnologia Industrial Básica (TIB)
 
Gerente:
Joaci Franklin de Medeiros
jfmedeiros@abipti.org.br
 
Unidade de Informação e Gestão Tecnológica (IGT)
 
Gerente:
Alceu Castello Branco
alceu@abipti.org.br
 
Edição:
Fabiana Santos
DF-7061/JP
fabiana@abipti.org.br
 
Diagramação: 
Eduardo Oliveira 
eduardo@abipti.org.br
 
Estagiários de Comunicação:
Gabriela Müller – gabriela@abipti.org.br