Brasília, 12 de setembro de 2007 - Nº 05 - ano 1


1 - Biodiesel de óleo de mamona é vantajoso, mas ainda é pouco aproveitado


2 - Lei Orçamentária Anual indica cerca de R$ 43 milhões para o desenvolvimento da Agroenergia


3 - Orçamento 2008 prevê R$ 3,1 milhões para Energia Alternativa Renovável


4 - Délcio Rodrigues fala das características e do uso da energia solar no Brasil


5 - Criado grupo de trabalho para consolidar modelo de mineração brasileira


6 - Percentuais para a coleta de óleo de lubrificante são regionalizados por ministérios


7 - Portaria define regras para o leilão de energia elétrica A-5


8 - Brasil realiza cooperação energética com o Peru


9 - Artigo publicado pela Agência Ibase mostra a transição dos agrocombustíveis e seus mitos


10 - Unicamp organiza o evento internacional Brasil-Japão em biocombustível


11 - Convênio visa implantação de usina de biodiesel em Limoeiro


12 - Paraíba recebe o 1º Seminário Interdisciplinar de Políticas de Energia Solar


13 - Governo de São Paulo e Fiesp assinam convênio para a co-geração de energia por meio da biomassa


14 - Engenheiro alemão fará palestra na USP sobre uso da energia solar


15 - Simpósio de Agroenergia e Biocombustível acontece este mês


16 - Aepac assina convênio e protocolo de intenções com a Eletrosul e Petrobras


Agenda

 

1 - Biodiesel de óleo de mamona é vantajoso, mas ainda é pouco aproveitado

     O óleo da mamona é uma boa alternativa para a produção de biodiesel no Brasil. A mamona em si pode ser cultivada praticamente em todo o país, pois se adapta facilmente a diferentes condições climáticas. “No entanto, sua grande vantagem competitiva aparece ao ser cultivada na região semi-árida, pois sua grande tolerância à seca permite o cultivo de forma economicamente viável em locais onde há poucas alternativas de cultivo. Por essa razão, a mamona pode ser considerada uma alternativa de produção de óleo para todo o país, mas no Semi-Árido tem recebido maior destaque porque é praticamente a única opção”, disse, em entrevista ao Inovação Energética, o pesquisador da Embrapa Algodão, Liv Soares.
     Em relação à produtividade, o Brasil ainda está um pouco abaixo da média do que pode produzir. “Embora a produtividade média no Brasil esteja muito baixa, na faixa de 600 a 800 kg/ha, com um pouco de tecnologia é possível atingir produtividades na faixa de 1.500 a 2.200 kg/ha”, explicou o pesquisador. Os custos da produção de mamona giram em torno de R$ 500 a R$ 1.000, dependendo do nível tecnológico da lavoura onde esteja sendo cultivada. Essa produção está concentrada no Estado da Bahia, com cerca de 80% a 90% de todo o país e em outros Estados do Nordeste e no Rio Grande do Sul, o plantio da mamona está sendo iniciado.
     De acordo com o pesquisador, “pouco biodiesel está sendo feito de óleo de mamona, mesmo nas usinas instaladas na região Nordeste, por falta de matéria prima. Estima-se que apenas 5% do biodiesel produzido nas usinas do Nordeste utilizem óleo de mamona, sendo o restante de óleo de soja e de algodão”.  
     Liv Soares diz que a produção de mamona já vem sendo incentivada há vários anos, mas houve pouco aumento da área plantada. Apesar disso ele acredita que a produção de mamona no país irá aumentar. “Agora que as fábricas de biodiesel já estão instaladas e o preço de todos os óleos vegetais está muito elevado, com possibilidade de permanecerem altos definitivamente, acredito que a produção de mamona crescerá significativamente nos próximos anos e terá uma participação maior na produção de biodiesel”.
     Já o pesquisador da Embrapa Algodão e especialista em mamona, Napoleão Esberard de Macêdo Beltrão, em entrevista ao Inovação Energética,  disse também esperar um aumento na produção. “Atualmente é crescente a busca por combustíveis renováveis e menos poluentes. Neste contexto, o biodiesel a partir da mamoneira é uma alternativa importantíssima para agregação e sustentabilidade do agronegócio do Brasil. Podemos esperar um aumento significativo da demanda de combustíveis vegetais e que garantam a fixação do agricultor no campo, desde que se tenham políticas que garantam a flexibilidade de custo e gerem retorno ao produtor, como preço mínimo, pagos por kg de semente.
     (Vitor Rodrigues para o Inovação Energética)

voltar


2 - Lei Orçamentária Anual indica cerca de R$ 43 milhões para o desenvolvimento da Agroenergia

     O programa de Agroenergia, desenvolvido pelo governo federal, receberá cerca de R$ 43 milhões para as ações no próximo ano. É o que prevê a proposta de Lei Orçamentária Anual (LOA) para 2008 (PLN 30/2007), que está tramitando no Congresso Nacional. 
     O programa será executado pelos ministérios de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e da Ciência e Tecnologia (MCT). 
     Mais da metade dos recursos do programa serão investidos em P&D para a competitividade e sustentabilidade da pesquisa desenvolvida em agroenergia. A meta é apoiar 80 projetos e investir mais de R$ 27 milhões.
     A LOA prevê ainda R$ 8 milhões para a nova sede da Embrapa Agroenergia, os recursos serão para a implantação física e laboratorial da unidade. Já para a implantação do Centro Nacional de Tecnologia do Etanol (CNTE) o orçamento destina R$ 1,5 milhão. 
     Outras ações, que serão desenvolvidas no âmbito do programa, têm como meta a inspeção e certificação de 30 unidades produtoras de açúcar e álcool. O investimento será de R$ 100 mil.

     Setor de Energia
     Outro programa contemplado na proposta do orçamento é o de número 0476 que trata do desenvolvimento tecnológico do setor de energia. Os recursos previstos são de R$ 330 mil.
     O governo espera apoiar, com esses recursos, dois projetos aplicativos de tecnologias de energia. A ação será executada pelo Ministério de Minas e Energia (MME). 
     Os programas 1409 e 0476 podem ser conferidos neste link.  
     (Vitor Rodrigues para o Inovação Energética)

voltar


3 - Orçamento 2008 prevê R$ 3,1 milhões para Energia Alternativa Renovável

     O projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA) para 2008 (PLN 30/2007), que tramita no Congresso Nacional, prevê R$ 3,1 milhões para o programa Energia Alternativa Renovável. 
     A ação será desenvolvida pelo Ministério de Minas e Energia (MME) e tem como objetivo ampliar a oferta de energia em base auto-sustentável, minimizando os impactos ambientais. A proposta é realizar ações de implantação de plantas demonstrativas de fontes de energia renovável e de valorização energética de resíduos, sendo que a primeira terá como suporte, R$ 2,1 milhões e a segunda R$ 1 milhão.

     Atividades Nucleares 
     Ainda na área de energia o projeto da LOA prevê recursos R$ 950,7 mil o para programa 1113, que dispõe sobre Atividades Nucleares. As ações serão coordenadas pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) e têm como objetivo assegurar o uso pacífico e seguro da energia nuclear e, também, desenvolver a ciência nuclear para diversos segmentos do país, como medicina, indústria, agricultura, entre outros. 
     Para fomentar a P&D de tecnologia nuclear o governo federal reservou R$ 2,9 milhões. Outros R$ 2,5 milhões serão investidos para o desenvolvimento e fornecimento dos produtos e serviços tecnológicos inseridos no programa. A proposta ainda prevê a destinação de R$ 308 mil para a fabricação do combustível nuclear. 
     Para acessar esses e outros programas da LOA de 2008, clique no link
     (Gabriela Müller para o Inovação Energética)

voltar


4 - Délcio Rodrigues fala das características e do uso da energia solar no Brasil

     Em entrevista ao Inovação Energética, realizada no início deste mês, o coordenador da iniciativa Cidade Solares, Délcio Rodrigues,  fala sobre energia solar, como se dá o processo e demonstra seus benefícios. Rodrigues ainda fala sobre a situação atual do Brasil e de outros países com relação a essa energia.
     O Brasil é um país privilegiado para utilização da energia solar, por conta do clima tropical, favorável ao aproveitamento dessa fonte energética. Délcio Rodrigues explica que, até mesmo na produção de etanol e biodiesel, o aquecimento solar também é importante, por meio da fotossíntese das plantas que servem de produção para esses biocombustíveis.
     Com relação às fontes de energia fósseis, como petróleo, gás natural e o carvão a energia solar sai ganhando, porque o impacto ambiental que se tem devido a sua utilização é bem menor. Quanto à emissão de gases poluentes na atmosfera, utilizando a energia solar, esse fator é praticamente nulo.
     O aproveitamento da energia solar pode reduzir em 30%, por exemplo, o gasto de energia de uma residência.

     Confira a entrevista:

     Inovação Energética - Exemplifique dados que mostrem a economia obtida por meio da energia solar? E dados que comparem a energia solar com fontes tradicionais de elétrica.

     Délcio Rodrigues - As instalações comerciais de sistemas solares de aquecimento de água existentes no Brasil são projetadas, em geral, para substituir 70% da energia elétrica utilizada. Como exemplo, uma avaliação recente do potencial de conservação de eletricidade no Brasil feita pela Unicamp e publicada pelo WWF - “Agenda Elétrica Sustentável 2020: estudo de cenários para um setor elétrico brasileiro eficiente, seguro e competitivo” -, mostrou que o potencial de economia de energia pela substituição de chuveiros elétricos por aquecedores solares no setor residencial seria de 27.110 GWh no ano 2020.

     Inovação Energética - De que maneira, na opinião do senhor, o governo pode incentivar políticas públicas de utilização da energia solar?
 
     Délcio Rodrigues - O Inmetro [Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial] já criou sistemas de certificação da qualidade e da performance dos equipamentos e o BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econcômico e Social] criou uma linha de financiamento para ESCOs (Energy Service Companies) que pode vir a facilitar, e muito, a criação de empresas fornecedoras de equipamentos que utilizam de energia solar para aquecimento da água. Entretanto, visto que os custos iniciais para a instalação destes equipamentos são, em geral, mais elevados que os de instalação para aquecedores de água convencionais, ainda é importante a construção de sistemas de financiamento especiais, principalmente para as populações de mais baixa renda, que podem ter benefícios econômicos significativos com a tecnologia, mas que têm dificuldades para sua aquisição. Este seria o papel do Ministério das Cidades e da Caixa Econômica Federal.

     Inovação Energética - Países como a Espanha servem de modelo. Como eles aplicam o processo da energia solar? E no Brasil, o que já foi feito com relação a projetos de lei?

     Délcio Rodrigues - A Espanha, assim como Israel, obriga a instalação de sistemas de aquecimento solar de água em novas edificações e em reformas de porte. Na Espanha, este processo começou em 1999, com a aprovação da Ordenanza Solar e seguiu com grande sucesso até que, em 2005, o governo daquele país criou um novo Código Nacional de Edificações, transformando a idéia de Barcelona numa obrigação nacional. Em Israel o uso de sistemas solares de aquecimento é obrigatório desde os anos 1980. No Brasil, a iniciativa Cidades Solares, por mim coordenada, já conseguiu a aprovação de legislações de incentivo ou de obrigatoriedade do uso de aquecimento solar nas cidades de Porto Alegre, São Paulo, Birigui e Belo Horizonte. Conseguimos também colocar projetos em tramitação nas Câmaras Municipais do Rio de Janeiro, Salvador, Curitiba, Campo Grande, Campinas, Londrina e Piracicaba, entre outras.

     Inovação Energética – Falando em energias alternativas, gostaria que o senhor fizesse um breve comentário sobre os biocombustíveis.

     Délcio Rodrigues - Os biocombustíveis serão durante muito tempo uma das melhores alternativas para a mitigação das emissões de gases de efeito estufa e o Brasil tem as melhores condições mundiais para sua produção. Entretanto, esta oportunidade gera, ao mesmo tempo, uma enorme responsabilidade para produtores e governos de ação para o controle social e ambiental da expansão da produção da bioenergia, dadas as ameaças aos biomas naturais e às populações afetadas pela atividade. Infelizmente, os órgãos ambientais tanto estaduais quanto federal não estão ainda preparados para o desafio, sendo que fazem falta até legislações adequadas para planejamento territorial. É um grande desafio que temos pela frente.

     Délcio Rodrigues coordenou a iniciativa do Cidades Solares e é diretor de projetos da Ekos Brasil, em São Paulo. Também presta consultoria à organização Vitae Civilis. Para saber mais sobre energia solar, acesse www.cidadessolares.org.br.

     Cidade Solar
     Uma Cidade Solar é uma área urbana com programas pró-ativos pelo aumento do número de sistemas solares instalados nas edificações. Os objetivos são: aumentar a energia gerada por fontes renováveis, sustentáveis e descentralizadas; reduzir as emissões de carbono e as emissões de poluentes locais geradas por estas edificações; e reduzir a dependência das cidades de fontes de energia externas.
     (Gabriela Müller para o Inovação Energética)



voltar


5 - Criado grupo de trabalho para consolidar modelo de mineração brasileira

     Em portaria publicada no Diário Oficial da União, na última segunda-feira (10), foi divulgada resolução do Ministério de Minas e Energia (MME), assinada pelo secretário de Geologia, Mineração e Transformação Mineral, Cláudio Scliar. O texto cria um grupo de trabalho para discutir e consolidar contribuições relevantes para o modelo institucional de gestão e de regulação da mineração brasileira, atribuindo-lhe a responsabilidade de apresentar minuta de projeto de lei ao Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) e sugerir adaptações do Código de Mineração para aproveitamento dos bens minerais. 
     O grupo de trabalho será composto pelo Ministério de Minas e Energia, tendo como coordenação a Secretaria de Geologia, Mineração e Transformação Mineral (SGM), farão parte do grupo: Carlos Nogueira da Costa Junior (coordenador do grupo de trabalho), da SGM; Marco Antônio da Fonseca e André Luiz Alves Silveira Martins, também da SGM; Denilvo Morais, da SE; Marcelino Ribeiro da Silva Filho e José Antônio Alves do Santos do DNPM. Poderão ser convidados novos membros para integrar o grupo, a critério do mesmo.
      A conclusão e apresentação dos trabalhos realizados pelo grupo de trabalho terão o prazo de 120 dias, a contar da data publicação. Para obter a portaria completa, consulte o Diário Oficial da União, Seção 2, página 32, pelo site www.in.gov.br.

voltar


6 - Percentuais para a coleta de óleo de lubrificante são regionalizados por ministérios

     Em portaria interministerial publicada no dia 30 de agosto, no Diário Oficial da União, pelos ministérios de Minas e Energia e de Meio Ambiente, foi regionalizado percentuais obrigatórios para a coleta de óleo lubrificante, usado ou contaminado. 
     O objetivo é a uniformização futura da coleta no país. De acordo com a portaria, os produtores e os importadores de óleo lubrificante acabado são responsáveis pela coleta de todo o óleo lubrificante usado ou contaminado, ou alternativamente, pelo correspondente custeio de coleta efetivamente realizada, bem como sua destinação final de forma adequada. 
     Os produtores devem, ainda, atender aos percentuais mínimos de coleta de óleo lubrificante, de acordo com participações no mercado de óleo lubrificante acabado, por região e país. 
     Os percentuais são os seguintes:

     • 2008: 19% para a região Nordeste; 17% para a região Norte; 27% para a região Centro-Oeste; 42% para a região Sudeste; 33% para a região Sul, para o Brasil 33,4%;

     • 2009: 21% para a região Nordeste; 20% para a região Norte; 29% para a região Centro-Oeste; 42% para a região Sudeste; 34% para a região Sul; para o Brasil 34,2%;

     • 2010: 23% para a região Nordeste; 23% para a região Norte; 31% para a região Centro-Oeste; 42% para a região Sudeste; 35% para a região Sul; para o Brasil 35%;

     • 2011: 25% para a região Nordeste; 24% para a região Norte; 31% para a região Centro-Oeste; 42% para a região Sudeste; 35% para a região Sul; para o Brasil 35,9%;

     A portaria entrou em vigor na data de sua publicação e ficou revogada a portaria Interministerial n° 1, de 29 de julho de 1999, dos ministérios de Minas e Energia e do Meio Ambiente. Para obter a portaria, acesse este link.

voltar


7 - Portaria define regras para o leilão de energia elétrica A-5

     Em portaria publicada no ultimo dia 06, no Diário Oficial da União, o Ministério de Minas e Energia definiu regras para leilão de energia elétrica A-5.
     Até o dia 14 de setembro de 2007, poderão apresentar novos valores relativos ao fator de conversão, os empreendimentos de geração termelétrica movidos a gás natural e habilitados tecnicamente pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), que utilizarão como combustível Gás Natural Liquefeito (GNL) e os empreendimentos de geração termelétrica movidos a coque e habilitados EPE.
     Os empreendimentos de geração movidos a gás natural deverão apresentar termo de compromisso celebrado entre o agente, a concessionária local de gás canalizado e o efetivo fornecedor do insumo, quando for o caso, contendo cláusula onde se garanta o suprimento requerido de combustível, caso o empreendimento seja o vencedor do leilão.
     Somente para os empreendimentos de geração termelétrica movidos a gás natural, que não tenham entrado em operação comercial até a data prevista para entrega dos documentos, deverá ser apresentado contrato firme ou termo de compromisso de suprimento de combustível, que poderá estabelecer condição de sua extinção, caso o agente não se sagre vencedor do leilão A-5.
     A portaria entrou em vigor na data de sua publicação. Para obter a portaria, acesse este link
     (Com informações do MME)

voltar


8 - Brasil realiza cooperação energética com o Peru

     No dia 28 de agosto, foi realizada a primeira reunião da Comissão Mista Permanente em Matéria Energética, Geologia e Mineração em Lima (Peru), com as delegações do Ministério de Minas e Energia (MME) do Brasil e o Ministério de Energia e Minas daquele país. O objetivo foi o de realizar cooperação técnica na área de energia e tratar da criação de um Grupo de Trabalho de Integração Energética.
     De acordo com a assessoria de imprensa do MME, o objetivo da criação do Grupo, é desenvolver proposta de convênio bilateral para realização de estudos sobre o potencial de integração energética, principalmente projetos hidrelétricos de exportação de energia do Peru para o Brasil. A primeira reunião do Grupo de Trabalho para andamento das atividades será realizada nos dias 22 a 26 de outubro próximo. As delegações irão examinar os aspectos regulatórios e normativos de cada país. A segunda reunião terá como tema, a mineração e ocorrerá em Brasília, no segundo trimestre do ano que vem.
     Outras informações, pelo site www.mme.gov.br.

voltar


9 - Artigo publicado pela Agência Ibase mostra a transição dos agrocombustíveis e seus mitos

      Um artigo publicado no ultimo dia 06, pela Agência do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase), escrito pelo americano Eric Holt-Giménez, diretor-executivo do Food First/Institute for Food and Development Policy de Oakland, na Califórnia, relatou a transição dos agrocombustíveis e seus cinco mitos. 
     O autor começa o artigo dizendo que os biocombustíveis invocam uma imagem de renovação e abundância. Que seria uma garantia limpa, verde, sustentável em tecnologia e de progresso. Ele mostra que o aumento dos agrocombustíveis é rápido, principalmente nos países industrializados, por meio de ambiciosos planos de metas para os combustíveis renováveis.
     De acordo com o autor, os combustíveis renováveis devem suprir 5,75% de todo combustível de transporte na Europa até 2010, e 10% até 2020. Os Estados Unidos esperam obter 35 milhões de galões ao ano. Os países do sul também estão agindo, Indonésia e Malásia estão expandindo rapidamente as suas plantações de óleo de palma para suprir até 20% do mercado de biodiesel da UE. No Brasil, a área ocupada por combustíveis já ocupa uma área de terra equivalente ao tamanho da Holanda, Bélgica, Luxemburgo e Reino Unido juntos.  O governo está planejando um aumento cinco vezes maior na produção de cana-de-açúcar. A meta é repor 10% da gasolina mundial até 2025.
     Os principais produtores de agrocombustíveis garantem que as sementes usadas são renováveis, são ambientalmente corretas, podem reduzir o aquecimento global e irão promover o desenvolvimento rural. Entretanto, o poder de mercado das corporações de agrocombustíveis aliados a uma vontade política fraca, por parte dos governos, para regulamentar as suas atividades, gera dúvidas entorno do futuro feliz dos agrocombustíveis. Giménez relata no artigo os mitos sobre os agrocombustíveis.

     Os cinco mitos
     O primeiro mito seria o de que os agrocombustíveis são limpos e verdes. Problemas ambientais derrubam essa informação, o autor cita o exemplo de que para produzir um litro de etanol, é necessário de três a cinco litros de água para irrigação, produzindo até 13 litros de água suja.
     Os agrocombustíveis não irão causar desmatamento. Esse seria o segundo mito. Para deixar claro, ele mostra que a Malásia, que é a maior produtora de óleo de palma do mundo, já perdeu 87% de suas florestas tropicais e continua desmatando num índice de 7% ao ano.
     Terceiro mito: os agrocombustíveis irão gerar desenvolvimento rural. De acordo com Eric Holt-Giménez, nos trópicos, 100 hectares dedicados à agricultura familiar geram 35 empregos, já o óleo de palma e a cana-de-açúcar criam 10 empregos, o eucalipto dois, e a soja apenas meio emprego por 100 hectares, todos mal-remunerados.
     O quarto mito envolve a fome: “dizem que os agrocombustíveis não causarão fome”. O autor revela que a tendência dos custos dos alimentos e dos combustíveis é aumentar com o crescimento da produção de agrocombustíveis. Ele diz que a cada 1% de aumento no custo dos alimentos, 16 milhões de pessoas perdem a sua segurança alimentar. Se as atuais tendências continuarem, 1,2 bilhões de pessoas poderiam estar cronicamente famintos em 2025.
     Para terminar os mitos, o autor fala que a “segunda geração de agrocombustíveis aperfeiçoados já está a caminho”. Para ele, a fé imposta nessa onda de agrocombustíveis, teria que ser colocada em tecnologias mais presentes hoje em dia, como as solares, vento ou de conservação.
     Giménez ainda fala que os agrocombustíveis geram um colapso na ligação entre alimento e combustível. Ele afirma que o combustível não vai subsidiar a agricultura com energia barata, ao contrário, o combustível irá competir com os alimentos pelo acesso a terra, à água e aos recursos. Ele termina seu artigo com uma critica a velocidade da transição dos agrocombustíveis. “Precisamos de tempo para forjar uma transição melhor, uma transição agrária para soberania alimentar e de combustíveis”.
     O artigo foi publicado pela Agência Ibase, que faz parte do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase). Criado em 1981, é uma instituição de utilidade pública federal, sem fins lucrativos, sem vinculação religiosa e a partido político. Os objetivos do Ibase é democratizar, combater desigualdades  e estimular a participação cidadã.
     Para acessar a íntegra do artigo, acesse este link.  
     (Com informações da Agência Ibase)

voltar


10 - Unicamp organiza o evento internacional Brasil-Japão em biocombustível

     A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) realizará de 29 de outubro a 1º de novembro, o 5° Workshop Internacional Brasil-Japão em biocombustível, meio ambiente e novos produtos da biomassa. O evento acontece no centro de convenções da Unicamp.
     O workshop visa estimular a discussão de informações atuais dos programas governamentais, da iniciativa privada e universidade, na área de energia, biomassa, meio ambiente, sustentabilidade, tratamento de resíduos sólidos e líquidos e novas tecnologias aliados ao intercâmbio da pesquisa e perspectivas de abrir novos canais de cooperação internacional de interesse estratégico entre instituições japonesas e brasileiras.
     O evento contará com a participação de várias autoridades. Entre eles estão: José Tadeu Jorge, reitor da Unicamp; Sergio Rezende, ministro da C&T; Hélio de Oliveira Santos, prefeito de Campinas; Toshio Kuroki, reitor Gifu University; Ken Shimanouchi, embaixador do Japão no Brasil; Carlos Suzuki, presidente do 5º Workshop Brasil-Japão; e Romeu Santini, secretário Municipal de Cooperação Internacional de Campinas.
     As inscrições para o workshop devem ser feitas neste link. Informações podem ser obtidas acessando este link.

voltar


11 - Convênio visa implantação de usina de biodiesel em Limoeiro

     O Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós Graduação e Pesquisa em Engenharia (Coppe/UFRJ) e o Instituto Centro de Ensino Tecnológico (Centec) assinarão, em breve, um convênio para a implantação de uma usina integrada de biodiesel e álcool e de tratamento de resíduos e lixo urbano em Limoeiro do Norte (CE). A Coppe e o Centec são associados à ABIPTI.
     Carlos Aragão, professor do Instituto de Física da UFRJ e ex-diretor da Finep, e Maurício Arouca, do Programa de Planejamento Energético da Coppe, estão à frente das ações do convênio. Em entrevista ao Inovação Energética, Carlos Aragão afirmou que o acordo brevemente devera ser acertado. “Há intenção de assinar um convênio guarda-chuva e convênios específicos. O diretor da Coppe, Luiz Pinguelli Rosa, receberá em breve uma solicitação formal para celebração dos convênios”, disse Aragão.
     O acordo ainda prevê a implantação de cursos de pós-graduação, projeto-piloto de mini-usinas de etanol, projetos em energias alternativas e estudos sobre o desenvolvimento socioeconômico das regiões do Jaguaribe e Apodi, que ficam no Estado do Ceará.
     O professor da UFRJ demonstra grandes expectativas em relação a esse convênio. “Trata-se de excelente oportunidade de realizar um projeto de desenvolvimento regional, adaptado às vocações locais e com forte conteúdo científico-tecnológico”. Ele ainda afirmou que o deputado Francisco Ariosto Holanda (PSB-CE), conversou com o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, que se mostrou interessado no estudo a ser desenvolvido e sobre as perspectivas das regiões cobertas pelo convênio. De acordo com Aragão, assim que firmado, deverão ser montadas equipes para começar os trabalhos. 
     (Vitor Rodrigues para o Inovação Energética)

voltar


12 - Paraíba recebe o 1º Seminário Interdisciplinar de Políticas de Energia Solar

     A Paraíba vai sediar nesta sexta-feira (14) o 1º Seminário Interdisciplinar de Políticas de Energia Solar. O evento será promovido pela União Nordestina de Prefeitos, no auditório do hotel Tambaú em João Pessoa (PB).
     Entre os temas do seminário, está: As mudanças da matriz energética nacional, com base no Projeto de Lei 523/07, de autoria do deputado federal Antonio Carlos Mendes Thame (PSDB-SP), que estabelece os princípios e diretrizes nacionais para a ampliação e o desenvolvimento de energias alternativas como o biocombustível, a biomassa, a energia eólica e a energia solar.
     Entre os palestrantes já confirmados para o evento estão: Roberto Zilles, da Universidade de São Paulo (USP), e Ricardo Ruther, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC); Newmark Carvalho, do Sesi da Paraíba, Roberto Daviene, da ONG Renove; e o deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP).
     As inscrições para o seminário devem ser feitas neste link. Outras informações podem ser obtidas neste link.

voltar


13 - Governo de São Paulo e Fiesp assinam convênio para a co-geração de energia por meio da biomassa

     No último dia 5, o presidente da Federação da Indústria do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, e o governador do Estado de São Paulo, José Serra, assinaram convênio para lançamento do Programa Paulista de Co-geração de Energia. O objetivo é obter um consumo limpo e mais eficiente de energia e, na produção, viabilizar a geração a partir de matrizes renováveis. 
     De acordo com a Agência Indusnet Fiesp, Paulo Skaf disse que a parceria entre a empresa e o governo “é um importante passo no sentido de suprir as necessidades energéticas do Estado de São Paulo”. O governador concordou com Skaf e disse que o governo de São Paulo está disposto a dar todo apoio à co-geração de energia. Serra ainda acrescentou que o Estado tem grande potencial na geração de eletricidade a partir da biomassa, por ser líder na produção da cana-de-açúcar e na pesquisa tecnológica do setor.
     Outras informações, pelo link.

voltar


14 - Engenheiro alemão fará palestra na USP sobre uso da energia solar

     No próximo dia 14, o engenheiro e diretor da empresa alemã Solvis Ltda., Thomas Krause, fará palestra no departamento de Engenharia Mecânica da Universidade de São Paulo (USP). Segundo a universidade, o encontro visa mostrar as novidades e tendências do uso de fontes alternativas para aquecimento, por meio da energia solar, e também apresentar meios de como se tornar 100% independente do uso de combustíveis não renováveis. 
     O engenheiro alemão apresentará projeto da sede administrativa e industrial de sua empresa, que recebeu vários prêmios por ter “Emissão Nula”.
     Outras informações, pelo site www.pme.poli.usp.br.

voltar


15 - Simpósio de Agroenergia e Biocombustível acontece este mês

     Nos dias 25 e 26 deste mês, acontece em Piracicaba (SP) o Simpósio de Agroenergia e Biocombustível, que tem como objetivo mostrar oportunidades para um novo modelo energético. O evento é coordenado pela Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz (Fealq) e será realizado na Escola Superior de Agricultura “Luiz Queiroz”, na Universidade de São Paulo (USP). 
     A programação dos dois dias do encontro já está pronta. No primeiro dia, o evento será iniciado com o tema: Cenário e Contexto da Agroenergia no Brasil e no Mundo, depois segue com Matérias-Primas. O segundo dia começa com a abordagem do tema Pesquisa e Inovações Tecnológicas e termina com Sustentabilidade e Políticas públicas. 
     Outras informações, pelo site www.fealq.org.br.

voltar


16 - Aepac assina convênio e protocolo de intenções com a Eletrosul e Petrobras

     No dia 27 de agosto, a Associação Estadual dos Pequenos Agricultores Catarinenses (Aepac), assinou em São Miguel do Oeste, município de Santa Catarina, um convênio com a Eletrosul e um protocolo de intenções com a Petrobras.  As parceiras têm como objetivo realizar estudos para a viabilização de usinas para produção de biocombustíveis. 
     De acordo com a Assembléia Legislativa do Estado de Santa Catarina (Alesc), este é um projeto que já vem sendo pensado pela Associação e pelo Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) e só foi possível iniciá-lo graças às parcerias da Aepac com a Eletrosul e a Petrobrás. À frente do projeto está o deputado Padre Pedro Baldissera (PT) e o coordenador do MPA, Charles Reginatto, que disse, segundo o texto, que o estudo de viabilidade apontará as variedades que serão utilizadas para a fabricação do biodiesel e que, no início do trabalho, a proposta é industrializar o girassol, a mamona e a soja. 
     Segundo a assessoria do gabinete do deputado Padre Pedro, o projeto é constituído por dois estudos. Um visa estudar o cultivo, principalmente por conta das plantações do local, e o outro a implantação da industrialização. Tudo isso para verificar a viabilidade técnica e da criação de usinas na região Oeste do Estado. A Eletrosul disponibilizou R$ 100 mil como recursos para os estudos.
     Com isso, poderão ser levantados dados quantitativos e principalmente, qualitativos referentes às produções de oleaginosas e sobre unidades de produção de biodiesel.  A parceria com a estatal Petrobras resultou em um protocolo de intenções para analisar a implantação de agroindústrias voltadas pra a produção do mesmo biocombustível. 
     Outras informações, pelo site www.alesc.sc.gov.br

voltar


Agenda  . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

USP realiza palestra com engenheiro alemão
14 de setembro
Realização: Escola Politécnica e Departamento de Engenharia Mecânica da USP
Informações: (11) 3091-5561 / (11) 3091-5355
Site: www.pme.poli.usp.br
Local: Escola Politécnica da USP, Departamento de Engenharia Mecânica (SP)

1º Seminário Interdisciplinar de Políticas de Energia Solar.
14 de setembro de 2007
Realização: União Nordestina de Prefeitos (UNEP)
Informações: (83) 3247-1959 / 3247-1059
Site: http://www.portalunep.com.br/
Local: Auditório do hotel Tambaú em João Pessoa – PB

Simpósio de Agroenergia e Biocombustível
25 e 26 de setembro
Realização: Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz (Fealq) / USP
Informações: (19) 3417 6604
E-mail: cdt@fealq.org.br
Site: www.fealq.org.br
Local: Anfiteatro do Pavilhão da Engenharia da Esalq/USP, em  Piracicaba (SP)

ExpoBiocom 2007 (Feira Internacional de Combustíveis Alternativos & I Congresso Internacional de Energia Renovável
24 a 26 de outubro de 2007
Realização: Consórcio OUSAR – Biocombustíveis / Esphera Eventos
Informações: (19) 3206-0665
E-mail: info@expobiocom.com.br
Site: www.expobiocom.com.br
Local: Centro de Convenções do Hotel Mabu, Thermas & Resort - Foz do Iguaçu – (PR)

5° Workshop Internacional Brasil-Japão em biocombustível, meio ambiente e novos produtos da biomassa
29 de outubro a 01 de novembro de 2007
Realização: Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)
Informações: (19) 3521-2121
E-mail: andre@reitoria.unicamp.br
Site: http://www.cori.unicamp.br/centenario2008/evento1.htm
Local: Centro de Convenções da Unicamp, Campinas – SP

2º Congresso da Rede Brasileira Brasileira de Biodiesel 
27 a 29 de novembro de 2007
Realização: ABIPTI e MCT
Informações: (61) 3273-0469
Site: www.abipti.org.br/congressobiodiesel2006/
Local: Confederação Nacional dos Trabalhadores do Comércio (Cntc) – Brasília - DF

Feira e Congresso Internacional de Energias Alternativas, Renováveis, Limpas e Co-geração - Feira de BioCombustíveis
27 a 29 de novembro de 2007
Realização: ITM Expo Feiras e Convenções
Informações: (11)5521-6008
E-mail: energias@latinevent.com.br
Site: www.itmexpo.com.br/
Local: ITM - São Paulo SP

voltar

 

Contato  . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

   
    Para assinar este informativo, envie e-mail com nome, cargo, instituição e telefone para inovacaoenergetica@abipti.org.br.

    Para solicitar sua saída da lista, também envie o pedido para o mesmo endereço.


Informações  . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

   
    O informativo quinzenal Inovação Energética é um produto da Agência Gestão C&T de Notícias elaborado por meio de parcerias entre as Unidade de Arranjos Produtivos Locais (APLs) e de Tecnologia Industrial Básica (TIB) da ABIPTI, juntamente com a Unidade de Informação e Gestão Tecnológica (IGT), que é a responsável pela Agência. 

    As notícias veiculadas pelo informativo Inovação Energética podem ser reproduzidas mediante a citação da fonte.
   Para obter mais informações, encaminhe e-mail para inovacaoenergetica@abipti.org.br.
   Telefones: (61) 3348-3129 e (61) 3348-3113.


Expediente   . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

ABIPTI - Associação Brasileira das Instituições de Pesquisa Tecnológica
www.abipti.org.br
 
Presidente:
Luis Fernando Ceribelli Madi
 
Vice-Presidentes:
Aldair Rizzi, Aristides Monteiro Neto, Isa Assef dos Santos, Kepler Euclides Filho
 
Secretário Executivo:
Lynaldo Cavalcanti de Albuquerque


Unidade de Arranjos Produtivos Locais (APLs) e de Tecnologia Industrial Básica (TIB)
 
Gerente:
Joaci Franklin de Medeiros
jfmedeiros@abipti.org.br
 
Unidade de Informação e Gestão Tecnológica (IGT)
 
Gerente:
Alceu Castello Branco
alceu@abipti.org.br
 
Edição:
Fabiana Santos
DF-7061/JP
fabiana@abipti.org.br

Colaborou com esta edição:
Tatiana Fiuza
tatiana@abipti.org.br
 
Diagramação: 
Eduardo Oliveira 
eduardo@abipti.org.br

Ilustração:
Carlos Henrique Neri
carlos@grifodesign.com.br

Estagiários de Comunicação:
Vitor Rodrigues – vitor@abipti.org.br
Gabriela Müller – gabriela@abipti.org.br