Brasília, 1º de agosto de 2007 - Nº 02


1 - CNI lança publicação sobre matriz energética brasileira


2 - Estudo da EPE indica que Brasil usará mais álcool e gás como fontes de energia em 2030


3 - FAO demonstra preocupação com o aumento no preço dos alimentos em função da expansão dos agrocombustíveis


4 - USP promove Conferência Nacional de Bioenergia em setembro


5 - PL propõe a criação de política nacional de energias alternativas


6 - Lula anuncia certificado para o biocombustível


7 - Biocombustíveis na América Latina terá apoio da OEA


8 - Cuba prioriza produção de alimentos e não de etanol, reitera economista cubano


9 - Engenheiro químico orienta a reutilização de óleo de cozinha como sabão e biodiesel


10 - Primeiro Encontro Regional de Biodiesel acontece em São Luís


11 - Sergipe apresenta modelo de gestão do biodiesel


12 - Lançado edital para área de biocombustíveis da Fapemig 


13 - Convênio financia produção de etanol no Estado de São Paulo


14 - Tecpar inaugura usina de biodiesel para desenvolver P&D de produção 


Agenda

 

1 - CNI lança publicação sobre Matriz Energética Brasileira

     Com o objetivo de explorar cenários de diversificação da matriz energética nacional, tendo como pano de fundo as tendências do mercado internacional e a evolução de preços dos principais insumos energéticos, a Confederação Nacional da Indústria (CNI), lançou no mês passado, a publicação Matriz Energética – Cenários, Oportunidades e Desafios. 
     O documento traça números e expectativas em vários níveis, avalia o cenário brasileiro quanto a ofertas, demandas, oportunidades e verifica quais são os desafios a suprir para haver um aproveitamento da riqueza natural do país para produção de energia renovável. 
     A publicação é dividida em capítulos: Panorama energético mundial; Perspectivas de suprimento a partir de 2007 até 2011; Energia no Brasil: Oportunidades; Energia no Brasil: Desafios; e Uma agenda energética para o Brasil. 
     Na agenda são explicitadas sugestões que buscam contribuir para a remoção dos principais obstáculos ao desenvolvimento dos recursos energéticos do país. Entre elas estão: a melhora das condições de financiamento. Segundo o texto, “as medidas de melhoria das condições de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) – redução de spread e maiores prazos - previstas no Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) permitirão redução significativa do custo da energia e devem ser implementadas o mais rapidamente possível”. 
     Outra sugestão é no âmbito da redução de tributos e encargos - “as medidas de redução do PIS/Cofins previstas no PAC são um exemplo positivo de desoneração fiscal e devem ser ampliadas na medida do possível”. Já no item sobre incentivo à eficiência energética o texto afirma que uma das únicas, “senão a única”, conseqüência benéfica do racionamento foi a evidência concreta da relevância da eficiência energética. “Devido à compra de equipamentos mais eficientes e outras medidas de racionalização, o consumo após o racionamento foi reduzido em cerca de 5 mil MW médios”. 
     Sobre os processos de licenciamento ambiental das usinas hidroelétricas a sugestão é sobre a proposta do PAC de regulamentar as competências da União e dos Estados para licenciamento ambiental. Para a CNI, isso representa avanço importante, mas ressalta que essa medida ainda é insuficiente. “Sugere-se levar à sociedade propostas adicionais de aperfeiçoamentos da lei ambiental”. 
     A Agenda também prevê ações para o gás natural e para a bioeletricidade. 
     De acordo com o documento, rumores da imprensa, mostram que em 2008 poderá haver novamente racionamento. No entanto, ressaltam que esse rumor tem como origem uma confusão conceitual entre o que significa não atender o balanço de energia firme e a probabilidade de ocorrer um racionamento. 
     Para ter acesso ao documento, acesse este link.

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2 - Estudo da EPE indica que Brasil usará mais álcool e gás como fontes de energia em 2030

     A Empresa de Pesquisa Energética (EPE), vinculada ao Ministério de Minas e Energia (MME), lançou, no dia 26 de junho, o Plano Nacional de Energia (PNE 2030). Para isso, foram consultados especialistas renomados nas diversas áreas do setor energético. O estudo buscou subsídios para a formulação de uma estratégia de expansão da oferta de energia econômica e sustentável no país, tendo em vista o aumento da demanda, segundo expectativas de longo prazo.  Apesar de ser bastante abrangente, o estudo foi concluído em pouco mais de um ano. 
     De acordo com o documento, em 25 anos, o consumo total de energia elétrica no Brasil terá uma expansão média de 4% ao ano, contada a partir de 2005. Estima-se que os investimentos necessários para a expansão da oferta de energia, considerada como referência no PNE 2030, giram em torno de US$ 800 bilhões, concentrados em mais de 80% nos setores de petróleo e energia elétrica. Em termos médios anuais, o investimento no setor energético ao longo dos próximos 25 anos será de US$ 32 bilhões e representará algo em torno de 2,2% do PIB. 
     O álcool e o gás ganharão mais relevância no conjunto de fontes de energia que abastece o país, é o que revela o PNE 2030. Segundo a EPE, o país dependerá, majoritariamente, de petróleo, energia hidráulica, álcool e gás no futuro. Isso vai mudar todo o histórico do país em relação a energia, pois na década de 1970, o Brasil dependia, principalmente, de petróleo e lenha, que eram 86% da energia. As estimativas mostram ainda que a energia hidrelétrica deverá perder espaço, passando de 91% para 78% até 2030.
     Para acessar o estudo, acesse este link.

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3 - FAO demonstra preocupação com o aumento no preço dos alimentos em função da expansão dos agrocombustíveis

     No mês julho, a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), em parceria com a Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), divulgou um estudo realizado em parceria pelas duas instituições. O documento trata do aumento significativo no preço dos alimentos em função da expansão dos agrocombustíveis no mundo. A informação foi divulgada pelo Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), vinculado à Presidência da República. 
     A FAO defende que o uso da terra para a produção de energia é uma opção econômica para todos os países e, principalmente, os da América Latina. 
     Segundo matéria divulgada no site do Consea, o informe Perspectivas Agrícolas 2007-2016 OCDE-FAO, divulgou que o uso crescente de cereais, cana de açúcar, sementes oleaginosas e óleos vegetais para produzir substitutos dos combustíveis fósseis está elevando os preços dos grãos. O que ocorre, segundo o estudo, é que embora o etanol, por exemplo, seja viável, a sustentabilidade sócio-ambiental não pode ser garantida. 
     Outras informações, pelo site www.planalto.gov.br/Consea/.

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4 - USP promove Conferência Nacional de Bioenergia em setembro

     Nos dias 26 a 28 de setembro, acontece no Maksoud Plaza, na Alameda Campinas, em São Paulo, a Conferência Nacional de Bioenergia, promovida pela Universidade de São Paulo (USP). 
     Entre os objetivos do evento estão analisar os impactos que poderão ser gerados pela produção em larga escala de biodiesel, etanol e energia elétrica, a partir de biomassa no mercado global, sobretudo na agricultura; discutir os dados referentes às previsões de expansão, incluindo a quantidade de terras necessária para tanto e as projeções de geração de empregos e renda; discutir as regulamentações necessárias para a criação de um mercado mundial de álcool combustível, incluindo padrões internacionais de qualidade e preços, os quais seriam regulamentados por uma nova entidade; expor as diferentes possibilidades de produção de biodiesel a partir de diversas matérias-primas, que podem ir desde a soja até o sebo de origem animal ou algas, passando pelo aproveitamento do óleo utilizado em restaurantes; expor ao público os impactos em algumas regiões brasileiras decorrentes de sua reorganização econômica e social em prol das cadeias produtivas da bioenergia. 
     Em texto de apresentação da conferência, Wanderley Messias da Costa, presidente da Conferência Nacional de Bioenergia, fala que muito se tem dito e pouco tem sido compreendido sobre a ampliação da utilização da bioenergia. “Quais são as condições necessárias para a criação e sustentabilidade de um mercado mundial de biocombustíveis? O que está ocorrendo nos outros países? Qual será o papel do Brasil nesse novo cenário? A produção de alimentos está ameaçada? O aquecimento global diminuirá com a maior utilização da bioenergia, no lugar do petróleo?”. 
     Para ele, discutir essas questões e traçar cenários, hipóteses e algumas respostas, além de aproximar a população do debate, são os principais objetivos da USP na realização dessa conferência.

     Programação
     O evento começa na quarta-feira (26), às 9h, com a abertura que será realizada pela reitora da USP, Suely Vilela, e autoridades convidadas. Haverá visita das autoridades e da imprensa à exposição de máquinas e demonstração de novas tecnologias. O tema políticas públicas e inovação para o desenvolvimento da bioenergia está previsto para ser tratado pelo diretor científico da Fapesp, Carlos Henrique de Brito Cruz. 
     No dia 27, serão debatidos os temas P&D Tecnológico para a produção da bioenergia; Perspectivas de investimentos em bioenergia e os seus impactos na economia brasileira; Bioenergia e meio ambiente; e Bioenergia e Indústria Automobilística no Brasil e no Mundo. 
     Veja a íntegra da programação da conferência no site www.matrizdeeventos.com.br/bioconfe. Informações podem ser obtidas pelo telefone/Fax (11) 3051-6121 ou pelo e-mail bioconfe@matrizdeeventos.com.br.

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5 - PL propõe a criação de política nacional de energias alternativas

     O Projeto de Lei 523/07, que tramita na Câmara dos Deputados desde o mês de março deste ano, propõe a instituição de uma política nacional de energias alternativas. O autor é o deputado Antonio Carlos Mendes Thame (PSDB/SP). Segundo o texto do PL, a proposta, além da política, estabelece as diretrizes nacionais para a ampliação, o desenvolvimento e a disseminação do uso das energias alternativas aos combustíveis fósseis, incentivos ao desenvolvimento tecnológico das fontes de energia alternativa e a consolidação da matriz energética limpa brasileira, bem como mecanismos financeiros, econômicos, tributários e creditícios para o setor. 
     A meta da proposta é que, até 2020, ao menos 25% da produção de eletricidade no Brasil seja a partir de fontes de energia alternativa. Em 2030, esse percentual deve subir para 35%. 
     De acordo com a Agência Câmara, o projeto tramita anexado ao PL 630/2003, que aguarda parecer na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática. As duas propostas ainda serão analisadas, em caráter conclusivo, ou seja, não precisam ser votadas pelo Plenário, apenas pelas comissões designadas para analisá-lo. As propostas tramitarão nas comissões de Minas e Energia; Finanças e Tributação ; e Constituição e Justiça e de Cidadania. 
     Para acessar a íntegra da proposta, consulte este link.

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6 - Lula anuncia certificado para o Biocombustível

     O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, no dia 5 de julho, que o biocombustível terá seu próprio certificado. De acordo com o presidente, o certificado servirá para que o mercado de biocombustíveis seja desenvolvido de modo responsável e sustentável. O anúncio foi feito na primeira Conferência Internacional sobre Biocombustível, em Bruxelas. 
     O certificado faz parte do Programa Brasileiro de Certificação Técnica, Ambiental e Social dos Biocombustíveis que está sendo desenvolvido pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro), associado à ABIPTI.
     (Com informações da Agência Brasil)

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7 - Biocombustíveis na América Latina terá apoio da OEA

     Em notícia publicada pela Agência Brasil, o secretário geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, disse, em entrevista coletiva, realizada no dia 12 de julho, que a OEA está disposta a apoiar a expansão da produção de biocombustíveis na América Latina. Segundo Insulza não há, entre os países membros da OEA, preocupação quanto à redução da produção de alimentos devido à expansão dos biocombustíveis. 
     Segundo o secretário, não existe nenhuma razão para considerar que a produção de energia com base biológica possa produzir uma redução da capacidade de produzir alimentos. “A agricultura mundial tem capacidade para ambas as coisas”, afirmou Insulza.
     (Com informações da Agência Brasil)

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8 - Cuba prioriza produção de alimentos e não de etanol, reitera economista cubano

                                                                           Notícia publicada no Gestão C&T online edição 629, dia 26 de julho

     O presidente da Associação dos Técnicos Açucareiros de Cuba (Atac), Tirso Sáenz Coopat, é taxativo quanto à participação do país caribenho no mercado internacional de etanol e reitera a posição do presidente Fidel Castro. “A prioridade não é etanol. Cuba não está em briga com a produção de etanol, mas com a produção interna de alimentos”. Sáenz fez uma visita à ABIPTI, em Brasília, nesta quarta-feira (25).
     Segundo o economista, a ilha dará prioridade à produção alimentícia, já que importa 80% do que consome. Essa é uma decisão do governo cubano, a despeito das projeções de crescimento do mercado internacional de etanol. Sáenz diz não acreditar que o açúcar deixou de ser alimento e se transformou em uma commodity energética. 
     A tradição do país na cultura da cana remonta ao século 16 e tem reconhecida competência técnica. No século 19, Cuba chegou a ser o maior produtor e exportador mundial de açúcar. Mas a capacidade e a perspectiva de agregar valor ao que já produzem parecem não ser suficientes para convencer as autoridades cubanas a investir em etanol.    

     Efeitos negativos
     Um dos argumentos do presidente da Atac é que a corrida internacional pelos biocombustíveis terá repercussão nos preços dos alimentos e trará danos ao meio ambiente. Além do que ocorre em Cuba, ele cita como exemplo os países africanos. Sáez ressalta que, caso decidam investir em biocombustíveis, a situação em muitos países será ainda mais trágica.    
     “Se você não tem assegurada a segurança alimentar de um país, eu acho que tem de pensar primeiro nisso e depois desenvolver os combustíveis. É preciso pensar tanto em alimentação humana, animal e em combustíveis, mas com um equilíbrio lógico. Não é que eu tenha briga com a produção de etanol nem de biodiesel. Eu sou contra as disparidades tecnológicas, ambientais, sociais, econômicas. Para resolver um problema energético, deixar as pessoas morrerem de fome? Não é lógico”, afirmou, em entrevista ao Gestão C&T online.     
     Ainda assim, o presidente da Atac lembra que a cana-de-açúcar tem potencial para resolver os três grandes problemas do mundo atual – alimentação, meio ambiente e energia. 

     Críticas naturais
     Sáez enxerga como naturais as declarações de países europeus de que não importarão etanol do Brasil caso não haja definição de normas internacionalmente aceitas de sustentabilidade ambiental, condições de trabalho e garantia de combustíveis de boa qualidade.
     “Com trabalho escravo não se pode produzir nada neste mundo de hoje e cumprir regras ambientais é lógico também. Mas a produção de biocombustível a partir de milho, cereais é muito mais cara”, ressaltou.  

     Parceria
     Durante a visita à ABIPTI, Sáenz falou sobre a evolução da agroindústria da cana-de-açúcar em Cuba. Ele veio ao Brasil participar da atualização do Manual dos Derivados da Cana-de-Açúcar, cuja primeira edição em português foi publicada pela ABIPTI, em 1999. O economista também fará uma série de visitas a instituições de pesquisa que trabalham nessa área. “A colaboração entre instituições brasileiras e cubanas sempre existiu. Neste momento, vou discutir a continuidade de um projeto muito interessante que é a segunda edição de um manual sobre os derivados da cana-de-açúcar”, afirmou.
     A Atac foi criada em 1927. O foco da associação é promover o desenvolvimento e a capacitação dos técnicos e implementar inovações na produção da cana. A instituição publica uma revista e um boletim eletrônico e conta com quatro sociedades científicas associadas.
     (Ramon Gusmão para o Gestão C&T online)

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9 - Engenheiro químico orienta a reutilização de óleo de cozinha como sabão e biodiesel

      O óleo de cozinha pode causar danos graves ao meio ambiente se jogado fora de maneira incorreta. É o que afirma o engenheiro químico e consultor da organização não governamental Vale Verde, Edson Fujita, em matéria publicada pela Agência Brasil, no dia 7 de julho. Ele explica que jogar diretamente o óleo ao solo é a pior das opções, pois existe uma dificuldade do óleo ser absorvido pelas plantas, animais ou pelo sistema. O resíduo forma uma película na água e isso impede a entrada de oxigênio e luz, diminuindo a capacidade dos seres metabolizarem bem esses poluentes. Uma das formas eficazes de aproveitamento do óleo usado é na produção de sabão veja a receita neste link.
     A matéria informa ainda que existem cooperativas de reciclagem do óleo de cozinha. A Disque Óleo é uma delas, situada no Rio de Janeiro, a empresa transforma o óleo usado em outro produto que seja aproveitado de maneira positiva pelo meio ambiente. A cooperativa tem uma equipe que busca o resíduo nas residências.
     Segundo a Agência, o óleo de cozinha reaproveitado de maneira correta, colabora para o não aquecimento global. Muitas vezes o produto vai para o ralo e acaba chegando ao oceano pelas redes de esgoto. De acordo com o professor do Centro de Estudos Integrados sobre Meio Ambiente e Mudanças Climáticas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Alexandre D’Avignon, o óleo de cozinha em contato com a água do mar, passa por reações químicas que resultam na emissão do metano para a atmosfera. E isso contribui e agrava o aquecimento global. 
     Outra saída para a utilização do óleo de cozinha é a produção de biodiesel. Essa é uma forma de reaproveitar o óleo utilizado. Com a transformação em biodiesel, o óleo acaba sendo um bom agente para o meio ambiente, na produção de energia renovável.

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10 - Primeiro Encontro Regional de Biodiesel acontece em São Luís

     Nos dias 30 e 31 de agosto, acontecerá o 1º Encontro Regional de Biodiesel em São Luís (MA), no Hotel Abbeville. A realização é do Núcleo de Biodiesel da Universidade Federal do Maranhão. O foco do evento é discutir toda a cadeia produtiva do biodiesel na região Nordeste.  
     No encontro, ocorrerão três mini-cursos, oferecidos por empresas, são eles: Culturas para a Produção de Biodiesel: Vantagens e Desvantagens, (Embrapa - Meio Norte); Controle e Qualidade do Biodiesel (Pensalab); e Processo de Produção de Biodiesel (Tecbio). Também serão apresentadas palestras por representantes do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT); Instituto Nacional de Tecnologia (INT); Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA); Confederação Nacional da Indústria (CNI); Agência de Desenvolvimento do Nordeste (Adene), Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e também pelos representantes dos Programas de Biodiesel dos Estados do Nordeste.    
     Apóiam o evento o governo do Estado, a Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (Fapema), a ABIPTI, a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). 
     O INT e a Fapema são instituições associadas à ABIPTI.
     Para se inscrever, é necessário ir ao Setor de Projetos da Fapema ou enviar e-mail para nucleodebiodieselufma@gmail.com. Outras informações, pelo site http://www.fapema.br/nucleodebiodiesel/encontro/.

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11 - Sergipe apresenta modelo de gestão do biodiesel

     A Secretaria Estadual de Planejamento (Seplan) e a Rede Sergipe de Biodiesel apresentaram, no dia 12 de julho, um modelo de gestão do biodiesel para que Sergipe possa fazer parte do Programa Nacional de Produção de Biodiesel. O modelo foi apresentado no auditório da Codise no Distrito Industrial de Aracaju. Trabalharam na criação desse projeto 36 instituições governamentais, privadas e da sociedade civil organizada. De acordo com seus representantes, o projeto tem o objetivo de implementar a produção e uso de combustível vegetal, visando à inclusão social e o desenvolvimento regional, gerando empregos e renda. 
     A presença de órgãos federais ligados à pesquisa como a Universidade Federal de Sergipe e a Embrapa se deve ao fato do modelo ter apresentado 35 ações para uma gestão que envolva a pesquisa e a produção. De acordo com a secretária de Estado do Planejamento, Lúcia Falcón, o projeto pretende ter um impacto positivo sobre a agricultura familiar. Segundo a secretaria, ainda não está definido qual o melhor tipo de oleaginosas para se plantar no Estado. Mas adianta que a intenção da Rede Sergipe de Biodiesel é escolher plantas que se adaptem bem à região do Semi-Árido, local que necessita de políticas públicas para o seu desenvolvimento. Os estudos feitos pela Rede apontam à possibilidade de se utilizar as sementes de girassol, o fruto da mamona, o algodão e o pinhão-roxo.
     Lúcia Falcón afirmou que o Programa de Biodiesel envolve principalmente o pequeno agricultor, com impacto positivo sobre a agricultura familiar e os assentamentos. Segundo a secretária, essa é uma maneira de gerar renda para os agricultores que vivem apenas da agricultura de subsistência.
     Informações adicionais, no site www.seplan.se.gov.br
     (com informações da Seplan)

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12 - Lançado edital para área de biocombustíveis da Fapemig

                                                                                    Notícia publicada no Gestão C&T online edição 627, 19 de julho

     Até o dia 17 de setembro, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), recebe propostas no âmbito do edital do “Programa mineiro de desenvolvimento tecnológico e produção de biocombustíveis”. No total, os projetos aprovados receberão R$ 4 milhões. A Fapemig é uma instituição associada à ABIPTI
     O objetivo da chamada é financiar projetos de desenvolvimento e transferência de tecnologias para a produção de biocombustíveis, em Minas Gerais, visando o apoio à estruturação de um Pólo de Excelência Setorial. O edital abrange sete linhas temáticas. Entre elas, constam as seguintes: sistemas e custo de produção de espécies vegetais destinadas à geração de bioenergia; avaliação de sistemas de produção, introdução e testes de cultivares de espécies oleaginosas para a região norte de Minas; e produção de sementes melhoradas, de espécies vegetais, destinadas à produção de bioenergia. 
     Em notícia publicada no site da Fapemig, o diretor científico da instituição, Mario Neto Borges, destaca que atualmente a questão das fontes renováveis é discutida no mundo inteiro e que o Brasil apresenta grande potencial para sua geração, produção e exportação. “Nesse contexto, Minas Gerais, por meio da FAPEMIG e da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, antecipa ações concretas lançado este edital com volume significativo de recursos para incentivar a pesquisa nessa área estratégica", afirma. 
     De acordo com a instituição, os interessados deverão apresentar as suas propostas, obrigatoriamente, em versão eletrônica, por meio do link www.fapemig.br/agilfap. Já as versões impressas deverão ser encaminhadas pelos correios. 
     Para ter acesso à íntegra do edital, acesse o link. Outras informações sobre a chamada podem ser obtidas pelo e-mail ci@fapemig.br

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13 - Convênio financia produção de etanol no Estado de São Paulo

     A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e a Dedini Indústria de Base firmaram, no dia 17 de julho, um convênio que tem o objetivo de financiar projetos de pesquisa tecnológica voltados para a produção de etanol de cana-de-açúcar. O acordo terá um apoio financeiro de R$ 100 milhões, com duração de cinco anos. O convênio foi anunciado no primeiro dia do 5º Simpósio Internacional e Mostra de Tecnologia da Agroindústria Sucroalcooleira (Simtec), que contou com a presença do governador, José Serra, e do vice-governador, Alberto Goldman. 
     O acordo apoiará projetos cooperativos que sejam estabelecidos entre pesquisadores da Dedini e de universidades, instituições de pesquisa, públicas ou privadas, do Estado de São Paulo.
     Veja a íntegra do texto do convênio neste link.



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14 - Tecpar inaugura usina de biodiesel para desenvolver P&D de produção

                                                                                  Notícia publicada no Gestão C&T online edição 629, dia 26 de julho

     O Instituto Tecnológico do Paraná (Tecpar), instituição sócio-fundadora da ABIPTI, inaugurou, no dia 24, a planta de usina de biodiesel Nilton Emilio Bührer.
     Em entrevista ao Gestão C&T online, o diretor técnico do Tecpar, Bill Jorge Costa, conta que a planta não terá fins comerciais. “Instalamos essa planta para a pesquisa e desenvolvimento da tecnologia de produção”.
     O trabalho desenvolvido no Tecpar é articulado com estudos desenvolvidos pelo Instituto Agronômico do Paraná (Iapar). Costa explica que a planta utilizará, em um primeiro momento, o óleo de girassol cedido pelo Iapar. Ele conta que o instituto faz toda a parte de estudos agronômicos e verificação das espécies para a obtenção do óleo.
     Segundo Costa, a idéia é começar com o girassol, mas outras plantas com potencial para a produção de biodiesel como nabo forrageiro e pinhão-manso também poderão ser utilizadas. “Toda a matéria-prima que o Iapar estudar e nos fornecer o óleo, vamos passar a desenvolver a P&D do processo de produção”, afirma.
     Costa conta ainda que existem vários grupos de pesquisa no país que estão estudando a produção de biodiesel, seja em institutos de pesquisa ou em universidades. Segundo o diretor, todas as pesquisas estão focadas nas potencialidades regionais. “Na Bahia, por exemplo, os estudos são focados no babaçu e dendê. A idéia é usar as características regionais para se produzir o biodiesel”.
     No Paraná, a nova planta do Tecpar também vai ajudar os pequenos produtores. Costa explica que há uma demanda do governo do Estado para que sejam instaladas plantas de pequena produção em alguns municípios para beneficiar os pequenos agricultores. “Então, além de estudarmos a produção de biodiesel, temos uma tarefa de formatar um programa no Estado para que o conhecimento de produção seja levado às outras regiões”, diz.
     A capacidade nominal de produção da nova usina do Tecpar é 300 L/h, em um regime de trabalho de oito horas, a planta de biodiesel poderá produzir entre 500 e 1000 litros por dia. Os investimentos foram de mais de R$ 1 milhão em recursos do Fundo do Paraná e do próprio Tecpar. A nova usina faz parte das ações do Programa Paraná Bioenergia, que foi criado em 2003, e que hoje está sob a coordenação de Biil Costa. O programa tem a finalidade de gerir e fomentar ações de P&D, aplicações e uso da biomassa no Estado com o foco inicial na produção e aplicação do biodiesel como biocombustível, adicionando-o na matriz energética estadual.
     Para o secretário executivo da ABIPTI, Lynaldo Cavalcanti de Albuquerque, os institutos de pesquisa tecnológica deveriam seguir o exemplo do Tecpar e implantar usinas de biodiesel, de acordo com os recursos existentes em suas regiões. “O Instituto Nacional do Semi-Árido, por exemplo, poderia ter uma usina de biodiesel à base de mamona”, sugeriu.
     Informações complementares sobre as ações do Tecpar podem ser obtidas no site www.tecpar.br.
     (Tatiana Fiuza para o Gestão C&T online) 

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Agenda ......................................................................................................................................

Conferência Biodiesel BR
24 de agosto de 2007
Realização: Tecpar - Instituto de Tecnologia do Paraná
Informações: (41) 3013-1703
E-mail: conferencia@biodieselbr.com
Site: www.biodieselbr.com/conferencia/
Local: Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) – Curitiba (PR)

I Encontro Regional de Biodiesel
30 e 31 de agosto de 2007
Realização: Núcleo de Biodiesel da Universidade Federal do Maranhão
Informações: (98)3235 -1458
E-mail: nucleodebiodieselufma@gmail.com
Site: www.fapema.br
Local: Hotel Abbeville, São Luís (MA)

1º Seminário Científico, Industrial e Político sobre Biocombustíveis
01 e 02 de setembro de 2007
Realização: Instituto Brasileiro de Apoio Às Pesquisas Ambientais (Ibrapam)
Informações: www.funep.fcav.unesp.br/eventos/
Local: Centro de Convenções da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinária da Universidade Estadual Paulista - Jaboticabal, SP

ExpoBiocom 2007 (Feira Internacional de Combustíveis Alternativos & I Congresso Internacional de Energia Renovável
24 a 26 de outubro de 2007
Realização: Consórcio OUSAR – Biocombustíveis / Esphera Eventos
Informações: (19) 3206-0665
E-mail: info@expobiocom.com.br
Site: www.expobiocom.com.br
Local: Centro de Convenções do Hotel Mabu, Thermas & Resort - Foz do Iguaçu – (PR)

2º Congresso da Rede Brasileira Brasileira de Biodiesel 
27 a 29 de novembro de 2007
Realização: ABIPTI e MCT
Informações: (61) 3273-0469
Site: www.abipti.org.br/congressobiodiesel2006/
Local: Confederação Nacional dos Trabalhadores do Comércio (Cntc) – Brasília - DF

Feira e Congresso Internacional de Energias Alternativas, Renováveis, Limpas e Co-geração - Feira de BioCombustíveis
27 a 29 de novembro de 2007
Realização: ITM Expo Feiras e Convenções
Informações: (11)5521-6008
E-mail: energias@latinevent.com.br
Site: www.itmexpo.com.br/
Local: ITM - São Paulo SP

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Contato ......................................................................................................................................

   
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    O informativo quinzenal Inovação Energética é um produto da Agência Gestão C&T de Notícias elaborado por meio de parcerias entre as Unidade de Arranjos Produtivos Locais (APLs) e de Tecnologia Industrial Básica (TIB) da ABIPTI, juntamente com a Unidade de Informação e Gestão Tecnológica (IGT), que é a responsável pela Agência.

    As notícias veiculadas pelo informativo Inovação Energética podem ser reproduzidas mediante a citação da fonte.
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Edição:
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Colaborou na revisão:
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Diagramação: 
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