|
Brasília, 1º
de agosto de 2007 - Nº 02
1 - CNI lança
publicação sobre matriz energética brasileira
2 - Estudo da EPE indica que Brasil usará mais
álcool e gás como fontes de energia em 2030
3 - FAO demonstra preocupação com o aumento no
preço dos alimentos em função da expansão dos agrocombustíveis
4 - USP promove
Conferência Nacional de Bioenergia em setembro
5 - PL propõe a criação de política nacional de
energias alternativas
6 - Lula anuncia certificado para o biocombustível
7 - Biocombustíveis
na América Latina terá apoio da OEA
8 - Cuba prioriza produção de alimentos e não
de etanol, reitera economista cubano
9 - Engenheiro químico orienta a reutilização
de óleo de cozinha como sabão e biodiesel
10 - Primeiro Encontro Regional de Biodiesel
acontece em São Luís
11 - Sergipe apresenta modelo de gestão do biodiesel
12 - Lançado
edital para área de biocombustíveis da Fapemig
13 - Convênio financia produção de
etanol no Estado de São Paulo
14 - Tecpar inaugura usina de biodiesel para
desenvolver P&D de produção
Agenda
1 - CNI lança publicação
sobre Matriz Energética Brasileira
Com o objetivo de explorar cenários de
diversificação da matriz energética nacional, tendo como pano de fundo as
tendências do mercado internacional e a evolução de preços dos principais
insumos energéticos, a Confederação Nacional da Indústria (CNI), lançou no
mês passado, a publicação Matriz Energética – Cenários, Oportunidades e
Desafios. O documento traça números
e expectativas em vários níveis, avalia o cenário brasileiro quanto a
ofertas, demandas, oportunidades e verifica quais são os desafios a suprir
para haver um aproveitamento da riqueza natural do país para produção de
energia renovável. A publicação é
dividida em capítulos: Panorama energético mundial; Perspectivas de
suprimento a partir de 2007 até 2011; Energia no Brasil: Oportunidades;
Energia no Brasil: Desafios; e Uma agenda energética para o
Brasil. Na agenda são explicitadas
sugestões que buscam contribuir para a remoção dos principais obstáculos
ao desenvolvimento dos recursos energéticos do país. Entre elas estão: a
melhora das condições de financiamento. Segundo o texto, “as medidas de
melhoria das condições de financiamento do Banco Nacional de
Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) – redução de spread e
maiores prazos - previstas no Plano de Aceleração do Crescimento (PAC)
permitirão redução significativa do custo da energia e devem ser
implementadas o mais rapidamente
possível”. Outra sugestão é no
âmbito da redução de tributos e encargos - “as medidas de redução do
PIS/Cofins previstas no PAC são um exemplo positivo de desoneração fiscal
e devem ser ampliadas na medida do possível”. Já no item sobre incentivo à
eficiência energética o texto afirma que uma das únicas, “senão a única”,
conseqüência benéfica do racionamento foi a evidência concreta da
relevância da eficiência energética. “Devido à compra de equipamentos mais
eficientes e outras medidas de racionalização, o consumo após o
racionamento foi reduzido em cerca de 5 mil MW
médios”. Sobre os processos de
licenciamento ambiental das usinas hidroelétricas a sugestão é sobre
a proposta do PAC de regulamentar as competências da União e dos Estados
para licenciamento ambiental. Para a CNI, isso representa avanço
importante, mas ressalta que essa medida ainda é insuficiente. “Sugere-se
levar à sociedade propostas adicionais de aperfeiçoamentos da lei
ambiental”. A Agenda também prevê
ações para o gás natural e para a
bioeletricidade. De acordo com o
documento, rumores da imprensa, mostram que em 2008 poderá haver novamente
racionamento. No entanto, ressaltam que esse rumor tem como origem uma
confusão conceitual entre o que significa não atender o balanço de energia
firme e a probabilidade de ocorrer um
racionamento. Para ter acesso ao
documento, acesse este link.
voltar
2 - Estudo da EPE
indica que Brasil usará mais álcool e gás como fontes de energia em
2030
A Empresa de Pesquisa Energética (EPE),
vinculada ao Ministério de Minas e Energia (MME), lançou, no dia 26 de
junho, o Plano Nacional de Energia (PNE 2030). Para isso, foram
consultados especialistas renomados nas diversas áreas do setor
energético. O estudo buscou subsídios para a formulação de uma estratégia
de expansão da oferta de energia econômica e sustentável no país, tendo em
vista o aumento da demanda, segundo expectativas de longo prazo.
Apesar de ser bastante abrangente, o estudo foi concluído em pouco mais de
um ano. De acordo com o documento,
em 25 anos, o consumo total de energia elétrica no Brasil terá uma
expansão média de 4% ao ano, contada a partir de 2005. Estima-se que os
investimentos necessários para a expansão da oferta de energia,
considerada como referência no PNE 2030, giram em torno de US$ 800
bilhões, concentrados em mais de 80% nos setores de petróleo e energia
elétrica. Em termos médios anuais, o investimento no setor energético ao
longo dos próximos 25 anos será de US$ 32 bilhões e representará algo em
torno de 2,2% do PIB. O álcool e o
gás ganharão mais relevância no conjunto de fontes de energia que abastece
o país, é o que revela o PNE 2030. Segundo a EPE, o país dependerá,
majoritariamente, de petróleo, energia hidráulica, álcool e gás no futuro.
Isso vai mudar todo o histórico do país em relação a energia, pois na
década de 1970, o Brasil dependia, principalmente, de petróleo e lenha,
que eram 86% da energia. As estimativas mostram ainda que a energia
hidrelétrica deverá perder espaço, passando de 91% para 78% até
2030. Para acessar o estudo, acesse este
link.
voltar
3 - FAO demonstra
preocupação com o aumento no preço dos alimentos em função da expansão dos
agrocombustíveis
No mês julho, a Organização das Nações
Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), em parceria com a Organização
de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), divulgou um estudo
realizado em parceria pelas duas instituições. O documento trata do
aumento significativo no preço dos alimentos em função da expansão dos
agrocombustíveis no mundo. A informação foi divulgada pelo Conselho
Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), vinculado à
Presidência da República. A FAO
defende que o uso da terra para a produção de energia é uma opção
econômica para todos os países e, principalmente, os da América
Latina. Segundo matéria divulgada
no site do Consea, o informe Perspectivas Agrícolas 2007-2016 OCDE-FAO,
divulgou que o uso crescente de cereais, cana de açúcar, sementes
oleaginosas e óleos vegetais para produzir substitutos dos combustíveis
fósseis está elevando os preços dos grãos. O que ocorre, segundo o estudo,
é que embora o etanol, por exemplo, seja viável, a sustentabilidade
sócio-ambiental não pode ser
garantida. Outras informações, pelo
site www.planalto.gov.br/Consea/.
voltar
4 - USP promove
Conferência Nacional de Bioenergia em setembro
Nos dias 26 a 28 de setembro, acontece no
Maksoud Plaza, na Alameda Campinas, em São Paulo, a Conferência Nacional
de Bioenergia, promovida pela Universidade de São Paulo
(USP). Entre os objetivos do evento
estão analisar os impactos que poderão ser gerados pela produção em larga
escala de biodiesel, etanol e energia elétrica, a partir de biomassa no
mercado global, sobretudo na agricultura; discutir os dados referentes às
previsões de expansão, incluindo a quantidade de terras necessária para
tanto e as projeções de geração de empregos e renda; discutir as
regulamentações necessárias para a criação de um mercado mundial de álcool
combustível, incluindo padrões internacionais de qualidade e preços, os
quais seriam regulamentados por uma nova entidade; expor as diferentes
possibilidades de produção de biodiesel a partir de diversas
matérias-primas, que podem ir desde a soja até o sebo de origem animal ou
algas, passando pelo aproveitamento do óleo utilizado em restaurantes;
expor ao público os impactos em algumas regiões brasileiras decorrentes de
sua reorganização econômica e social em prol das cadeias produtivas da
bioenergia. Em texto de
apresentação da conferência, Wanderley Messias da Costa, presidente da
Conferência Nacional de Bioenergia, fala que muito se tem dito e pouco tem
sido compreendido sobre a ampliação da utilização da bioenergia. “Quais
são as condições necessárias para a criação e sustentabilidade de um
mercado mundial de biocombustíveis? O que está ocorrendo nos outros
países? Qual será o papel do Brasil nesse novo cenário? A produção de
alimentos está ameaçada? O aquecimento global diminuirá com a maior
utilização da bioenergia, no lugar do
petróleo?”. Para ele, discutir
essas questões e traçar cenários, hipóteses e algumas respostas, além de
aproximar a população do debate, são os principais objetivos da USP na
realização dessa conferência.
Programação O
evento começa na quarta-feira (26), às 9h, com a abertura que será
realizada pela reitora da USP, Suely Vilela, e autoridades convidadas.
Haverá visita das autoridades e da imprensa à exposição de máquinas e
demonstração de novas tecnologias. O tema políticas públicas e inovação
para o desenvolvimento da bioenergia está previsto para ser tratado pelo
diretor científico da Fapesp, Carlos Henrique de Brito
Cruz. No dia 27, serão debatidos os
temas P&D Tecnológico para a produção da bioenergia; Perspectivas de
investimentos em bioenergia e os seus impactos na economia brasileira;
Bioenergia e meio ambiente; e Bioenergia e Indústria Automobilística no
Brasil e no Mundo. Veja a íntegra
da programação da conferência no site www.matrizdeeventos.com.br/bioconfe.
Informações podem ser obtidas pelo telefone/Fax (11) 3051-6121 ou pelo
e-mail bioconfe@matrizdeeventos.com.br.
voltar
5 - PL propõe a
criação de política nacional de energias alternativas
O Projeto de Lei 523/07, que tramita na
Câmara dos Deputados desde o mês de março deste ano, propõe a instituição
de uma política nacional de energias alternativas. O autor é o deputado
Antonio Carlos Mendes Thame (PSDB/SP). Segundo o texto do PL, a proposta,
além da política, estabelece as diretrizes nacionais para a ampliação, o
desenvolvimento e a disseminação do uso das energias alternativas aos
combustíveis fósseis, incentivos ao desenvolvimento tecnológico das fontes
de energia alternativa e a consolidação da matriz energética limpa
brasileira, bem como mecanismos financeiros, econômicos, tributários e
creditícios para o setor. A meta da
proposta é que, até 2020, ao menos 25% da produção de eletricidade no
Brasil seja a partir de fontes de energia alternativa. Em 2030, esse
percentual deve subir para 35%. De
acordo com a Agência Câmara, o projeto tramita anexado ao PL 630/2003, que
aguarda parecer na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e
Informática. As duas propostas ainda serão analisadas, em caráter
conclusivo, ou seja, não precisam ser votadas pelo Plenário, apenas pelas
comissões designadas para analisá-lo. As propostas tramitarão nas
comissões de Minas e Energia; Finanças e Tributação ; e Constituição e
Justiça e de Cidadania. Para
acessar a íntegra da proposta, consulte este link.
voltar
6 - Lula anuncia
certificado para o Biocombustível
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva
anunciou, no dia 5 de julho, que o biocombustível terá seu próprio
certificado. De acordo com o presidente, o certificado servirá para que o
mercado de biocombustíveis seja desenvolvido de modo responsável e
sustentável. O anúncio foi feito na primeira Conferência Internacional
sobre Biocombustível, em
Bruxelas. O certificado faz parte
do Programa Brasileiro de Certificação Técnica, Ambiental e Social dos
Biocombustíveis que está sendo desenvolvido pelo Instituto Nacional de
Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro), associado à
ABIPTI. (Com informações da
Agência Brasil)
voltar
7 - Biocombustíveis
na América Latina terá apoio da OEA
Em notícia publicada pela Agência Brasil,
o secretário geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José
Miguel Insulza, disse, em entrevista coletiva, realizada no dia 12 de
julho, que a OEA está disposta a apoiar a expansão da produção de
biocombustíveis na América Latina. Segundo Insulza não há, entre os países
membros da OEA, preocupação quanto à redução da produção de alimentos
devido à expansão dos
biocombustíveis. Segundo o
secretário, não existe nenhuma razão para considerar que a produção de
energia com base biológica possa produzir uma redução da capacidade de
produzir alimentos. “A agricultura mundial tem capacidade para ambas as
coisas”, afirmou Insulza. (Com informações da
Agência Brasil)
voltar
8 - Cuba prioriza
produção de alimentos e não de etanol, reitera economista
cubano
Notícia publicada no Gestão C&T online edição
629, dia 26 de julho
O presidente da Associação dos Técnicos
Açucareiros de Cuba (Atac), Tirso Sáenz Coopat, é taxativo quanto à
participação do país caribenho no mercado internacional de etanol e
reitera a posição do presidente Fidel Castro. “A prioridade não é etanol.
Cuba não está em briga com a produção de etanol, mas com a produção
interna de alimentos”. Sáenz fez uma visita à ABIPTI, em
Brasília, nesta quarta-feira (25). Segundo o
economista, a ilha dará prioridade à produção alimentícia, já que importa
80% do que consome. Essa é uma decisão do governo cubano, a despeito das
projeções de crescimento do mercado internacional de etanol. Sáenz diz não
acreditar que o açúcar deixou de ser alimento e se transformou em uma
commodity energética. A tradição do
país na cultura da cana remonta ao século 16 e tem reconhecida competência
técnica. No século 19, Cuba chegou a ser o maior produtor e exportador
mundial de açúcar. Mas a capacidade e a perspectiva de agregar valor ao
que já produzem parecem não ser suficientes para convencer as autoridades
cubanas a investir em etanol.
Efeitos
negativos Um dos argumentos do
presidente da Atac é que a corrida internacional pelos biocombustíveis
terá repercussão nos preços dos alimentos e trará danos ao meio ambiente.
Além do que ocorre em Cuba, ele cita como exemplo os países africanos.
Sáez ressalta que, caso decidam investir em biocombustíveis, a situação em
muitos países será ainda mais trágica.
“Se você não tem assegurada a segurança
alimentar de um país, eu acho que tem de pensar primeiro nisso e depois
desenvolver os combustíveis. É preciso pensar tanto em alimentação humana,
animal e em combustíveis, mas com um equilíbrio lógico. Não é que eu tenha
briga com a produção de etanol nem de biodiesel. Eu sou contra as
disparidades tecnológicas, ambientais, sociais, econômicas. Para resolver
um problema energético, deixar as pessoas morrerem de fome? Não é lógico”,
afirmou, em entrevista ao Gestão C&T
online. Ainda
assim, o presidente da Atac lembra que a cana-de-açúcar tem potencial para
resolver os três grandes problemas do mundo atual – alimentação, meio
ambiente e energia.
Críticas naturais Sáez
enxerga como naturais as declarações de países europeus de que não
importarão etanol do Brasil caso não haja definição de normas
internacionalmente aceitas de sustentabilidade ambiental, condições de
trabalho e garantia de combustíveis de boa
qualidade. “Com trabalho escravo não se pode
produzir nada neste mundo de hoje e cumprir regras ambientais é lógico
também. Mas a produção de biocombustível a partir de milho, cereais é
muito mais cara”, ressaltou.
Parceria Durante a visita à
ABIPTI, Sáenz falou sobre a evolução da agroindústria da cana-de-açúcar em
Cuba. Ele veio ao Brasil participar da atualização do Manual dos Derivados
da Cana-de-Açúcar, cuja primeira edição em português foi publicada pela
ABIPTI, em 1999. O economista também fará uma série de visitas a
instituições de pesquisa que trabalham nessa área. “A colaboração entre
instituições brasileiras e cubanas sempre existiu. Neste momento, vou
discutir a continuidade de um projeto muito interessante que é a segunda
edição de um manual sobre os derivados da cana-de-açúcar”, afirmou.
A Atac foi criada em 1927. O foco da
associação é promover o desenvolvimento e a capacitação dos técnicos e
implementar inovações na produção da cana. A instituição publica uma
revista e um boletim eletrônico e conta com quatro sociedades científicas
associadas. (Ramon Gusmão para o Gestão
C&T online)
voltar
9 - Engenheiro
químico orienta a reutilização de óleo de cozinha como sabão e
biodiesel
O óleo de cozinha pode causar danos
graves ao meio ambiente se jogado fora de maneira incorreta. É o que
afirma o engenheiro químico e consultor da organização não governamental
Vale Verde, Edson Fujita, em matéria publicada pela Agência Brasil, no dia
7 de julho. Ele explica que jogar diretamente o óleo ao solo é a pior das
opções, pois existe uma dificuldade do óleo ser absorvido pelas plantas,
animais ou pelo sistema. O resíduo forma uma película na água e isso
impede a entrada de oxigênio e luz, diminuindo a capacidade dos seres
metabolizarem bem esses poluentes. Uma das formas eficazes de
aproveitamento do óleo usado é na produção de sabão veja a receita neste
link. A
matéria informa ainda que existem cooperativas de reciclagem do óleo de
cozinha. A Disque Óleo é uma delas, situada no Rio de Janeiro, a empresa
transforma o óleo usado em outro produto que seja aproveitado de maneira
positiva pelo meio ambiente. A cooperativa tem uma equipe que busca o
resíduo nas residências. Segundo a Agência, o
óleo de cozinha reaproveitado de maneira correta, colabora para o não
aquecimento global. Muitas vezes o produto vai para o ralo e acaba
chegando ao oceano pelas redes de esgoto. De acordo com o professor do
Centro de Estudos Integrados sobre Meio Ambiente e Mudanças Climáticas da
Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Alexandre D’Avignon, o óleo
de cozinha em contato com a água do mar, passa por reações químicas que
resultam na emissão do metano para a atmosfera. E isso contribui e agrava
o aquecimento global. Outra saída
para a utilização do óleo de cozinha é a produção de biodiesel. Essa é uma
forma de reaproveitar o óleo utilizado. Com a transformação em biodiesel,
o óleo acaba sendo um bom agente para o meio ambiente, na produção de
energia renovável.
voltar
10 - Primeiro
Encontro Regional de Biodiesel acontece em São Luís
Nos dias 30 e 31 de agosto, acontecerá o
1º Encontro Regional de Biodiesel em São Luís (MA), no Hotel Abbeville. A
realização é do Núcleo de Biodiesel da Universidade Federal do Maranhão. O
foco do evento é discutir toda a cadeia produtiva do biodiesel na região
Nordeste. No encontro,
ocorrerão três mini-cursos, oferecidos por empresas, são eles: Culturas
para a Produção de Biodiesel: Vantagens e Desvantagens, (Embrapa - Meio
Norte); Controle e Qualidade do Biodiesel (Pensalab); e Processo de
Produção de Biodiesel (Tecbio). Também serão apresentadas palestras por
representantes do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT); Instituto
Nacional de Tecnologia (INT); Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA);
Confederação Nacional da Indústria (CNI); Agência de Desenvolvimento do
Nordeste (Adene), Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e
Biocombustíveis (ANP) e também pelos representantes dos Programas de
Biodiesel dos Estados do Nordeste.
Apóiam o evento o governo do Estado, a
Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e
Tecnológico do Maranhão (Fapema), a ABIPTI, a
Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e a Empresa Brasileira de
Pesquisa Agropecuária (Embrapa). O INT e
a Fapema são instituições associadas à
ABIPTI. Para se inscrever, é necessário
ir ao Setor de Projetos da Fapema ou enviar e-mail para nucleodebiodieselufma@gmail.com.
Outras informações, pelo site http://www.fapema.br/nucleodebiodiesel/encontro/.
voltar
11 - Sergipe
apresenta modelo de gestão do biodiesel
A Secretaria Estadual de Planejamento
(Seplan) e a Rede Sergipe de Biodiesel apresentaram, no dia 12 de julho,
um modelo de gestão do biodiesel para que Sergipe possa fazer parte do
Programa Nacional de Produção de Biodiesel. O modelo foi apresentado no
auditório da Codise no Distrito Industrial de Aracaju. Trabalharam na
criação desse projeto 36 instituições governamentais, privadas e da
sociedade civil organizada. De acordo com seus representantes, o projeto
tem o objetivo de implementar a produção e uso de combustível vegetal,
visando à inclusão social e o desenvolvimento regional, gerando empregos e
renda. A presença de órgãos
federais ligados à pesquisa como a Universidade Federal de Sergipe e a
Embrapa se deve ao fato do modelo ter apresentado 35 ações para uma gestão
que envolva a pesquisa e a produção. De acordo com a secretária de
Estado do Planejamento, Lúcia Falcón, o projeto pretende ter um impacto
positivo sobre a agricultura familiar. Segundo a secretaria, ainda não
está definido qual o melhor tipo de oleaginosas para se plantar no Estado.
Mas adianta que a intenção da Rede Sergipe de Biodiesel é escolher plantas
que se adaptem bem à região do Semi-Árido, local que necessita de
políticas públicas para o seu desenvolvimento. Os estudos feitos pela Rede
apontam à possibilidade de se utilizar as sementes de girassol, o fruto da
mamona, o algodão e o pinhão-roxo. Lúcia
Falcón afirmou que o Programa de Biodiesel envolve principalmente o
pequeno agricultor, com impacto positivo sobre a agricultura familiar e os
assentamentos. Segundo a secretária, essa é uma maneira de gerar renda
para os agricultores que vivem apenas da agricultura de
subsistência. Informações adicionais, no
site www.seplan.se.gov.br. (com
informações da Seplan)
voltar
12 - Lançado
edital para área de biocombustíveis da Fapemig
Notícia publicada no Gestão C&T online edição 627,
19 de julho
Até o dia 17 de setembro, a Fundação de
Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), recebe propostas no
âmbito do edital do “Programa mineiro de desenvolvimento tecnológico e
produção de biocombustíveis”. No total, os projetos aprovados receberão R$
4 milhões. A Fapemig é uma instituição associada à
ABIPTI. O objetivo
da chamada é financiar projetos de desenvolvimento e transferência de
tecnologias para a produção de biocombustíveis, em Minas Gerais, visando o
apoio à estruturação de um Pólo de Excelência Setorial. O edital abrange
sete linhas temáticas. Entre elas, constam as seguintes: sistemas e custo
de produção de espécies vegetais destinadas à geração de bioenergia;
avaliação de sistemas de produção, introdução e testes de cultivares de
espécies oleaginosas para a região norte de Minas; e produção de sementes
melhoradas, de espécies vegetais, destinadas à produção de
bioenergia. Em notícia publicada no
site da Fapemig, o diretor científico da instituição, Mario Neto Borges,
destaca que atualmente a questão das fontes renováveis é discutida no
mundo inteiro e que o Brasil apresenta grande potencial para sua geração,
produção e exportação. “Nesse contexto, Minas Gerais, por meio da FAPEMIG
e da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior,
antecipa ações concretas lançado este edital com volume significativo de
recursos para incentivar a pesquisa nessa área estratégica",
afirma. De acordo com a
instituição, os interessados deverão apresentar as suas propostas,
obrigatoriamente, em versão eletrônica, por meio do link www.fapemig.br/agilfap. Já as
versões impressas deverão ser encaminhadas pelos
correios. Para ter acesso à íntegra
do edital, acesse o link.
Outras informações sobre a chamada podem ser obtidas pelo e-mail
ci@fapemig.br
voltar
13 - Convênio
financia produção de etanol no Estado de São Paulo
A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado
de São Paulo (Fapesp) e a Dedini Indústria de Base firmaram, no dia 17 de
julho, um convênio que tem o objetivo de financiar projetos de pesquisa
tecnológica voltados para a produção de etanol de cana-de-açúcar. O acordo
terá um apoio financeiro de R$ 100 milhões, com duração de cinco anos. O
convênio foi anunciado no primeiro dia do 5º Simpósio Internacional e
Mostra de Tecnologia da Agroindústria Sucroalcooleira (Simtec), que contou
com a presença do governador, José Serra, e do vice-governador, Alberto
Goldman. O acordo apoiará projetos
cooperativos que sejam estabelecidos entre pesquisadores da Dedini e de
universidades, instituições de pesquisa, públicas ou privadas, do Estado
de São Paulo. Veja a íntegra do texto do
convênio neste link.
voltar
14 - Tecpar
inaugura usina de biodiesel para desenvolver P&D de produção
Notícia publicada no Gestão C&T online edição 629, dia 26 de
julho
O Instituto Tecnológico do Paraná (Tecpar),
instituição sócio-fundadora da ABIPTI, inaugurou, no dia
24, a planta de usina de biodiesel Nilton Emilio Bührer.
Em entrevista ao Gestão C&T online, o
diretor técnico do Tecpar, Bill Jorge Costa, conta que a planta não terá
fins comerciais. “Instalamos essa planta para a pesquisa e desenvolvimento
da tecnologia de produção”. O trabalho
desenvolvido no Tecpar é articulado com estudos desenvolvidos pelo
Instituto Agronômico do Paraná (Iapar). Costa explica que a planta
utilizará, em um primeiro momento, o óleo de girassol cedido pelo Iapar.
Ele conta que o instituto faz toda a parte de estudos agronômicos e
verificação das espécies para a obtenção do óleo.
Segundo Costa, a idéia é começar com o
girassol, mas outras plantas com potencial para a produção de biodiesel
como nabo forrageiro e pinhão-manso também poderão ser utilizadas. “Toda a
matéria-prima que o Iapar estudar e nos fornecer o óleo, vamos passar a
desenvolver a P&D do processo de produção”,
afirma. Costa conta ainda que existem vários
grupos de pesquisa no país que estão estudando a produção de biodiesel,
seja em institutos de pesquisa ou em universidades. Segundo o diretor,
todas as pesquisas estão focadas nas potencialidades regionais. “Na Bahia,
por exemplo, os estudos são focados no babaçu e dendê. A idéia é usar as
características regionais para se produzir o biodiesel”.
No Paraná, a nova planta do Tecpar também vai
ajudar os pequenos produtores. Costa explica que há uma demanda do governo
do Estado para que sejam instaladas plantas de pequena produção em alguns
municípios para beneficiar os pequenos agricultores. “Então, além de
estudarmos a produção de biodiesel, temos uma tarefa de formatar um
programa no Estado para que o conhecimento de produção seja levado às
outras regiões”, diz. A capacidade nominal de
produção da nova usina do Tecpar é 300 L/h, em um regime de trabalho de
oito horas, a planta de biodiesel poderá produzir entre 500 e 1000 litros
por dia. Os investimentos foram de mais de R$ 1 milhão em recursos do
Fundo do Paraná e do próprio Tecpar. A nova usina faz parte das ações do
Programa Paraná Bioenergia, que foi criado em 2003, e que hoje está sob a
coordenação de Biil Costa. O programa tem a finalidade de gerir e fomentar
ações de P&D, aplicações e uso da biomassa no Estado com o foco
inicial na produção e aplicação do biodiesel como biocombustível,
adicionando-o na matriz energética estadual.
Para o secretário executivo da ABIPTI, Lynaldo Cavalcanti de Albuquerque,
os institutos de pesquisa tecnológica deveriam seguir o exemplo do Tecpar
e implantar usinas de biodiesel, de acordo com os recursos existentes em
suas regiões. “O Instituto Nacional do Semi-Árido, por exemplo, poderia
ter uma usina de biodiesel à base de mamona”,
sugeriu. Informações complementares sobre as
ações do Tecpar podem ser obtidas no site www.tecpar.br.
(Tatiana Fiuza para o Gestão C&T
online)
voltar
Agenda ......................................................................................................................................
Conferência Biodiesel BR 24 de agosto de
2007 Realização: Tecpar - Instituto de Tecnologia do
Paraná Informações: (41) 3013-1703 E-mail: conferencia@biodieselbr.com Site:
www.biodieselbr.com/conferencia/ Local:
Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) – Curitiba
(PR)
I Encontro Regional de Biodiesel 30 e 31
de agosto de 2007 Realização: Núcleo de Biodiesel da Universidade
Federal do Maranhão Informações: (98)3235 -1458 E-mail: nucleodebiodieselufma@gmail.com Site:
www.fapema.br Local: Hotel
Abbeville, São Luís (MA)
1º Seminário Científico,
Industrial e Político sobre Biocombustíveis 01 e 02 de
setembro de 2007 Realização: Instituto Brasileiro de Apoio Às Pesquisas
Ambientais (Ibrapam) Informações: www.funep.fcav.unesp.br/eventos/ Local:
Centro de Convenções da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinária da
Universidade Estadual Paulista - Jaboticabal, SP
ExpoBiocom
2007 (Feira Internacional de Combustíveis Alternativos & I Congresso
Internacional de Energia Renovável 24 a 26 de outubro de
2007 Realização: Consórcio OUSAR – Biocombustíveis / Esphera
Eventos Informações: (19) 3206-0665 E-mail: info@expobiocom.com.br Site:
www.expobiocom.com.br Local:
Centro de Convenções do Hotel Mabu, Thermas & Resort - Foz do Iguaçu –
(PR)
2º Congresso da Rede Brasileira Brasileira de
Biodiesel 27 a 29 de novembro de 2007 Realização:
ABIPTI e MCT Informações: (61) 3273-0469 Site: www.abipti.org.br/congressobiodiesel2006/ Local:
Confederação Nacional dos Trabalhadores do Comércio (Cntc) – Brasília -
DF
Feira e Congresso Internacional de Energias
Alternativas, Renováveis, Limpas e Co-geração - Feira de
BioCombustíveis 27 a 29 de novembro de 2007 Realização: ITM
Expo Feiras e Convenções Informações: (11)5521-6008 E-mail: energias@latinevent.com.br
Site: www.itmexpo.com.br/ Local: ITM -
São Paulo SP
voltar
Contato
......................................................................................................................................
Para assinar este informativo, envie
e-mail com nome, cargo, instituição e telefone para inovacaoenergetica@abipti.org.br.
Para solicitar sua saída da lista, também envie
o pedido para o mesmo endereço. Informações
..............................................................................................................................
O informativo quinzenal Inovação
Energética é um produto da Agência Gestão C&T de
Notícias elaborado por meio de parcerias entre as Unidade de Arranjos
Produtivos Locais (APLs) e de Tecnologia Industrial Básica (TIB) da
ABIPTI, juntamente com a Unidade de Informação e Gestão Tecnológica (IGT),
que é a responsável pela Agência. As notícias
veiculadas pelo informativo Inovação Energética podem ser reproduzidas
mediante a citação da fonte. Para obter mais
informações, encaminhe e-mail para inovacaoenergetica@abipti.org.br.
Telefones: (61) 3348-3129 e (61) 3348-3113.
Expediente ...............................................................................................................................
ABIPTI - Associação Brasileira das
Instituições de Pesquisa Tecnológica www.abipti.org.br
Presidente: Luis Fernando Ceribelli Madi
Vice-Presidentes: Aldair Rizzi, Aristides
Monteiro Neto, Isa Assef dos Santos, Kepler Euclides Filho
Secretário Executivo: Lynaldo Cavalcanti de
Albuquerque
Unidade de Arranjos Produtivos Locais
(APLs) e de Tecnologia Industrial Básica (TIB)
Unidade de Informação e Gestão Tecnológica
(IGT)
Colaborou na revisão: Márcia Araújo
|