Brasília, 18 de julho de 2007 - Nº 01


1 - Editorial


2 - Expedito Parente fala do passado, presente e futuro do biodiesel


3 - Território brasileiro possui vasta área florestal para a produção de energia


4 - MCT e ABIPTI realizam 2º Congresso da Rede Brasileira de Tecnologia de Biodiesel


5 - Banco do Nordeste recebe propostas para apoio a pesquisas sobre agroenergia


6 - PNA busca atingir a meta para que a agroenergia chegue a 32% da matriz energética brasileira


7 - GT de bioenergia do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social se reunirá em agosto


8 - Londrina sediará 2ª Conferência Internacional de Agroenergia


9 - FAO e UnB discutem parceria em bioenergia


10 - Município de Cariacica terá uma unidade de produção de biodiesel


11 - Diretor técnico da Tecpar anuncia inauguração da planta piloto de biodiesel


12 - Tecpar realiza Conferência biodieselBR 


Agenda

 

1 - Editorial

     A ABIPTI, com sua tradição de qualidade em publicações jornalísticas especializadas no âmbito do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, está lançando mais um informativo: Inovação Energética – Informação para o setor de energias alternativas. A iniciativa é fruto de uma demanda dirigida à ABIPTI de criação de um veículo de comunicação e informação para atender esse setor. Com isso, a Unidade de Arranjos Produtivos Locais (APLs) e de Tecnologia Industrial Básica (TIB) da ABIPTI, juntamente com a Unidade de Informação e Gestão Tecnológica (IGT), também da Associação, uniram-se para lançar o novo periódico. 
     O Inovação Energética será mais um dos produtos da Agência Gestão C&T de Notícias, vinculada à IGT. A Agência é responsável pela produção dos informativos Gestão C&T impresso e online; Informe ABIPTI – impresso; Informe TIB – impresso; Informativo Excelência na Gestão - impresso, entre outros. 
     As energias alternativas têm pautado cada vez mais a grande mídia por serem de grande relevância para o desenvolvimento econômico e social do país. A ABIPTI acredita que um dos fatores fundamentais na produção de novas energias é a possibilidade de promover o desenvolvimento regional - uma das bandeiras principais de atuação da Associação ao longo de seus 26 anos de existência. Com o desenvolvimento de energias alternativas, é possível utilizar, de modo sustentável, os recursos naturais, empregar a mão-de-obra de cada região e, com isso, fazer com que municípios, Estados e regiões, à margem da economia nacional, possam dar um salto em termos de desenvolvimento, contribuindo para a redução dos desníveis regionais, o que tem atrasado a economia do país ao longo de sua história.
     A informação e a comunicação são elementos essenciais para que políticas públicas e iniciativas privadas possam se tornar complementares. A ABIPTI acredita que, somente por meio de parcerias, será possível superar os desafios relacionados à pesquisa e ao desenvolvimento de novas energias alternativas no país. Assim, buscando atender a demanda de informações direcionadas e abrindo espaço para interlocução de possíveis parcerias, hoje (18), a ABIPTI lança o Inovação Energética, que será editado quinzenalmente e enviado por e-mail para os assinantes. Os interessados em receber o informativo devem enviar nome completo, instituição a que pertence, telefone e e-mail para inovacaoenergetica@abipti.org.br
     Boa leitura!

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2 - Expedito Parente fala do passado, presente e futuro do biodiesel

     Em entrevista realizada no dia 13 de junho, em Teresina (PI), após sua palestra realizada durante as atividades do Congresso Internacional de Agroenergia e Biocombustíveis, Expedito Parente, pioneiro na produção de biodiesel na década de 1970, falou, em entrevista ao Inovação Energética, sobre o passado, o presente e o futuro do biodiesel no Brasil. Confira a entrevista.

Inovação Energética – Na década de 1970, o senhor teve dificuldades em convencer o governo brasileiro de que produzir biodiesel era uma atividade importante para o país. O senhor acha que hoje o país superou 100% os problemas que atrasaram, em décadas, o desenvolvimento desse biocombustível?

Expedito Parente – O que existia antigamente era uma miopia cerebral, ou seja, você não enxergava o projeto. Ainda há muitas pessoas assim hoje, que possuem o que nós chamamos de astigmatismo cerebral, ou seja, uma visão deformada do objeto, uma visão errada do que seja o programa brasileiro de biodiesel. Você não pode pensar que o biodiesel é simplesmente um substituto do óleo diesel; é muito pouco pensar assim, é muito pequeno pensar assim. Eu acho que uma visão correta do programa do biodiesel é aquela que leva em conta a vocação regional. Nós temos que resolver os problemas ecológicos e os problemas sociais com a implementação do biodiesel. Então isso é que precisa ser feito, você não pode se conformar só em disponibilizar e ofertar para o mercado um produto energético.

Inovação Energética – Na visão do senhor, qual é o panorama atual do biodiesel no Brasil?

Expedito Parente – Como a própria ministra Dilma [Roussef] diz, o programa [Nacional de Produção e Uso de Biodiesel] é um programa de aprendizagem e que deverá ser aperfeiçoado. Todo programa grande é assim. E esse é enorme, vai envolver bilhões e bilhões de litros, por isso requer constantes aperfeiçoamentos. E nesse início nós estamos, realmente, pagando uma conta pelo pioneirismo. Existem dificuldades em algumas questões que, com certeza, deverão ser corrigidas ao longo do tempo. Uma das coisas interessantes é que há uma expectativa do grande público, de maneira geral, com relação ao biodiesel. Costumam dizer que o biodiesel está sendo implantado de uma maneira muito lenta, mas não é isso, considero o contrário. Hoje a capacidade de produção de biodiesel no Brasil já superou a marca dos 2% [mistura de 2% de biodiesel ao óleo diesel] que era aquele patamar inicial estabelecido em lei. Nós já atingimos uma marca expressiva muito antes do prazo, que estava prevista pra 2008. Em 2007 já temos mais de 800 milhões de litros com capacidade produtiva e, com relação à próxima meta, que é adicionar os 5% ao diesel, com certeza será antecipada também. 

Inovação Energética - E sobre as exportações do biodiesel?

Expedito Parente - É o desejável, principalmente para Europa, e logo se tornará uma realidade. Ainda não o é porque ainda não temos um volume considerável, como é o caso do álcool de cana, que já possui volumes considerados suficientes para exportar. Para fazer um navio movido a biodiesel [por exemplo] é necessário ter 30 milhões de litros de biodiesel. Nós ainda estamos construindo um mercado nacional interno, mas eu creio que logo, com esses investimentos que estão sendo feitos em todo o Brasil, de ponta a ponta, será possível propiciar ao país a condição de exportador de biodiesel.

Inovação Energética – Fale um pouco de como foi para o senhor não ter obtido reconhecimento pela criação do biodiesel, na década de 1970.

Expedito Parente – Eu trabalhava com pesquisa na área de álcool, eu fazia álcool inclusive, mas eu vi que o álcool combustível é muito solitário, é um combustível para veículo de passeio, você não tem álcool para ônibus nem caminhão. O Brasil e o mundo estavam precisando de um combustível coletivo, que tivesse uso coletivo, para ônibus, caminhão, trem, navios, tratores, para máquinas agrícolas, para geração de eletricidade etc. A minha motivação foi exatamente direcionada para isso. E, evidentemente, toda descoberta, toda concepção advém de um casamento entre uma necessidade e o acaso. Na minha mente, na minha cabeça eu tinha essa necessidade. Eu tinha consciência da necessidade que a humanidade tinha de obter um substitutivo ao óleo diesel. Daí é necessário que você esteja aberto para que uma inspiração aconteça. Bom, o fato é que eu cheguei à solução, mas foi muito ruim para mim no começo. Sentia-me, às vezes, muito só, muito só mesmo, quando se está sozinho, você não se sente dentro do contexto. É como se eu estivesse aqui e estivesse enxergando as carteiras vazias, é como se somente eu estivesse enxergando as pessoas nas carteiras. Eu me senti muito frustrado, todo mundo achava que eu era maluco, que eu estava vendo algo que ninguém enxergava. Então, como uma saída, eu desenvolvi um projeto que vocês devem ter conhecido: a vaca mecânica [uma máquina de fazer leite de soja] o nome que eu dei pra isso não era vaca mecânica, era cozinheira mecânica, ela fazia sopa, mingau, sucos e etc. Foi um projeto aparentemente bem-sucedido, ganhei bastante dinheiro com isso. No entanto, para mim foi um fracasso, uma coisa frustrante, porque não houve continuidade, um dos grandes erros que eu fiz foi colocar isso nas prefeituras e, quando se faz um projeto desses num município, ao mudar o prefeito, muda tudo. Então esse projeto acabou com o tempo. Esse foi o período que sucedeu à invenção do biodiesel, eu fiquei muito feliz, aparentemente, durante algum tempo quando conduzi esse projeto, mas depois veio a frustração e vemos que aquele trabalho não teve as conseqüências que a gente queria.

     Expedito Parente, atualmente, está implementando um novo projeto, por meio de sua empresa Tecbio. O projeto – Sistema Integrado para Produção de Energia e Alimentos com Base no Coco de Babaçu – será implantado nos Estados do Piauí, Maranhão e Tocantins. 
     Ele explicou que a proposta é a de que, nos próximos anos, existam fazendas que comercializarão biocombustível. Para implementação do programa, ele informou que serão promovidas a educação e a conscientização dos agricultores e que, em cada um dos três Estados, serão firmadas parcerias entre os governos estaduais, o Sebrae e a Embrapa, além do governo federal. Para saber mais sobre esse e outros projetos, acesse o site www.tecbio.com.br
     (Fabiana Santos para o Inovação Energética)

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3 - Território brasileiro possui vasta área florestal para a produção de energia

     Quase todos os Estados brasileiros possuem florestas que podem ser utilizadas para produção de energia. É o que informa o pesquisador Helton Damin da Silva, da Embrapa Florestas, em entrevista ao Inovação Energética. Segundo ele, as maiores demandas se concentram nos Estados mais industrializados, sendo que Minas Gerais e São Paulo possuem as maiores áreas plantadas. “Nota-se que nos Estados do Sul (PR, SC e RS), Mato Grosso, Bahia, Piauí, Tocantins e Maranhão existem fortes demandas e incentivos governamentais que estão propiciando um crescimento da área plantada”, explica o pesquisador.  
     Damin da Silva informou, ainda, que os eucaliptos, isoladamente, constituem o gênero “madeirável” de rápido crescimento e o mais plantado no Brasil e possui uma área de 2.965.880 hectares em todo o país. Apesar de dividir opiniões, o eucalipto tem seus pontos favoráveis, entre os quais se destacam a adaptação em diferentes regiões bioclimáticas, plasticidade, ciclo curto, produtividade, capacidade de rebrota, biomassa para múltiplos usos e principalmente a geração de empregos e renda. De acordo com o pesquisador, esses argumentos levam à conclusão de que o plantio em áreas degradadas, pastagens e áreas já desmatadas podem produzir matéria-prima homogênea em curto prazo e em quantidades suficientes para que não haja necessidade de madeira nativa para suprimento da demanda energética, quer seja industrial ou residencial. Isto significa que a produção de madeira em plantios florestais indiretamente evita o corte de matas nativas. Além disso, outro fator favorável ao eucalipto é que ele seqüestra o carbono da atmosfera, ajudando a combater o aquecimento global.

Eucalipto
     A cultura do eucalipto foi expandida nas décadas entre 1960 a 1980, em função dos incentivos fiscais para o plantio. Minas Gerais e São Paulo tornaram-se pólos florestais do país, mas com o fim dos incentivos, as empresas florestais começaram a fazer investimentos para manter a produção. Economicamente, o setor florestal no geral representa quase 3% do PIB do país. O setor de celulose contribui com 57,1%; móveis, 15,5%; o de siderurgia, 14,3%; e o de madeira sólida, 13,1%. Com isso, são gerados mais de 500 mil empregos diretos e dois milhões de empregos indiretos e as exportações atingem anualmente a cifra de US$ 3,35 bilhões. 
     Damin da Silva afirmou que esses números são pequenos quando considerado o movimento comercial internacional de produtos derivados da madeira. Segundo ele, no passado, houve erros de implantação e manejo que provocaram danos ambientais, o que não acontece hoje em dia, em função dos avanços nas técnicas de implantação e manejo, da legislação e, principalmente, das exigências da sociedade nacional e internacional que impõem barreiras ao mau uso do solo e da água.

Floresta Energética
     Floresta energética é um termo criado para identificar plantios florestais, seja com espécies nativas ou exóticas, cuja finalidade primordial é a produção de energia, principalmente eucaliptos e bracatingas, que substituem a madeira oriunda de florestas nativas. 
     (Vitor Rodrigues para o Inovação Energética)

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4 - MCT e ABIPTI realizam 2º Congresso da Rede Brasileira de Tecnologia de Biodiesel

     Nos dias 27, 28 e 29 de novembro deste ano, a ABIPTI, em parceria com o Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT), realizará, em Brasília, o 2º Congresso da Rede Brasileira de Tecnologia de Biodiesel. 
     O evento contará com a presença de pesquisadores, técnicos do setor público e privado, empresas da área de pesquisa e desenvolvimento do uso de biodiesel e estudantes. Serão abordados, durante os três dias do Congresso, os seguintes temas: Agricultura; Armazenamento; Caracterização e Controle da Qualidade; Co-Produtos; Produção; Uso de Biodiesel; e Desenvolvimento Sustentável. 
     Para cada um desses temas, serão apresentados quatro trabalhos selecionados pela comissão técnico-científica. 
     Outras informações sobre o Congresso, no link www.2congresso.rbtb.abipti.org.br.

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5 - Banco do Nordeste recebe propostas para apoio a pesquisas sobre agroenergia

     O Banco do Nordeste (BNB) está apoiando projetos de pesquisa na área de agroenergia da região por meio do Aviso Etene/Fundeci n° 02/2007. O Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene) receberá propostas até o dia 13 de agosto. Os recursos são do Fundo de Desenvolvimento Cientifico e Tecnológico (Fundeci). 
     As propostas deverão ser apresentadas ao BNB, exclusivamente, via internet
     Segundo o aviso, as propostas têm que se enquadrarem nos seguintes temas:

• Pesquisas e difusão tecnológicas com oleaginosas adaptadas às condições do Semi-Árido nordestino: exclusivas para pinhão manso, girassol e amendoim;
• Pesquisas e difusão tecnológica de cultivares de cana-de-açúcar tolerantes ao estresse hídrico;
• Produção de sementes pré-básicas e básicas de mamona;
• Pesquisas genéticas para novas variedades de mamona;
• Difusão de tecnologias sobre sistemas de produção de mamona;
• Pesquisa com biodiesel de babaçu no Estado do Maranhão;
• Pesquisas sobre exploração de pinhão manso em áreas degradadas no Nordeste Semi-Árido;
• Pesquisas sobre novas variedades de mamona e pinhão manso com baixa toxidade;
• Pesquisas sobre a viabilidade de expansão de florestas energéticas no Semi-Árido e Cerrado nordestino.

     Na análise dos projetos pré-selecionados, além dos itens anteriormente citados, serão examinadas a importância para o ativo operacional do Banco, a contribuição à inovação ou ao avanço e difusão do conhecimento, a equação da metodologia do projeto, a qualificação da equipe técnica, a equação da infra-estrutura dos proponentes, a adequação do processo de gestão do projeto, a adequação do orçamento. O resultado da pré-seleção será divulgado até o dia 14 de setembro. Após a aprovação do projeto pela Presidência do BNB, as entidades beneficiadas receberão as instruções necessárias para a assinatura dos convênios.
     Veja a íntegra do aviso Etene/Fundeci n° 02/2007 neste link.

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6 - PNA busca atingir a meta para que a agroenergia chegue a 32% da matriz energética brasileira

     A agroenergia deve chegar, em 2011, a ser responsável por 32% da matriz energética brasileira. É o que informa o coordenador geral de Agroenergia do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Frederique Abreu. Ele utiliza dados do Balanço Energético Nacional de 2006, que registram que a agroenergia (cana-de-açúcar, lenha e carvão vegetal e outros) é responsável por 26,8% das energias renováveis produzidas no Brasil. Hoje, segundo informações do Ministério de Minas e Energia, as energias renováveis (agroenergia, energia hidroelétrica e eólica, entre outras) são responsáveis por 45% da matriz energética no país.  
     Para Frederique, com o intuito de atender os anseios da sociedade e às demandas dos clientes, o Plano Nacional de Agroenergia (PNA), do governo federal, tem buscado realizar ações pontuais, como assegurar o aumento da participação de energias renováveis no Balanço Energético Nacional (BEN); criar oportunidades de expansão de emprego e de geração de renda no âmbito do agronegócio, com maior participação dos pequenos produtores; contribuir para o cumprimento do compromisso brasileiro no Protocolo de Quioto e possibilitar o aproveitamento das oportunidades que o acordo favorece para a captação de recursos de crédito de carbono.
     Segundo o coordenador, além dessas metas, o governo prevê ações no PNA que podem contribuir de fato para o desenvolvimento regional do Brasil, por meio da instalação de projetos de agroenergia em regiões com oferta abundante de solo, radiação solar e mão-de-obra. “A partir do momento em que se têm vantagens para o trabalho e para o capital, as culturas agrícolas têm também maior potencialidade”, diz Frederique.  
     Segundo dados do PNA, com relação à energia, a posição do Brasil em comparação a outros países, é relevante. Estimativas da International Energy Agency (IEA), apontam que a média de produção de energias renováveis em outros países é de 13,5%. Em alguns países como, por exemplo, a Argentina, esse valor é de 10,8%; na França, é de 8%; nos Estados Unidos, é de apenas 4,3%, e na Inglaterra, esse valor chega a somente 1,1%.
     Para Frederique, outras medidas adotadas pelo governo, como a criação do Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel; a regulamentação do carro flex; a compra de energia oriunda da co-geração e o incentivo ao uso do biogás também servem de impulso para o desenvolvimento da agroenergia. 
     (Gabriela Müller para o Inovação Energética)

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7 - GT de bioenergia do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social se reunirá em agosto

     A primeira reunião do grupo de trabalho de bioenergia do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) acontecerá no dia 16 de agosto. A informação foi divulgada ontem (17), após reunião do conselho realizada em Brasília, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A informação é da Agência Brasil.
     O objetivo do grupo é discutir a viabilização dos investimentos públicos e privados no setor, relações de trabalho, regulação governamental, problemas nas etapas de produção e o fortalecimento das cooperativas e da agricultura familiar.
     Durante o encontro, ainda segundo a Agência Brasil, o presidente Lula defendeu, novamente, o programa de biocombustíveis das críticas de que o “combustível verde” pode afetar a produção mundial de alimentos ou aumentar o desmatamento da Amazônia. Para ele o biocombustível será um acontecimento inexorável. “Podem chorar, podem brigar, podem contestar, podem contar mentiras contra o Brasil, podem inventar o que quiserem. Nos próximos 20 anos, o biocombustível será uma realidade no planeta Terra", afirmou o presidente.
     Informações sobre o CDES podem ser obtidas no site www.radiobras.gov.br.

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8 - Londrina sediará 2ª Conferência Internacional de Agroenergia

     Acontecerá em Londrina (PR), nos dias 20 a 22 de novembro deste ano, a 2ª Conferência Internacional de Agroenergia (Conae).
     A realização é da Federação dos Engenheiros Agrônomos do Paraná e da Associação dos Engenheiros Agrônomos de Londrina. O evento é direcionado, principalmente, a engenheiros, arquitetos, professores, pesquisadores, agricultores, entidades governamentais e não governamentais, fabricantes de máquinas e veículos, ecologistas, economistas e estudantes.
     Os trabalhos podem ser enviados até o dia 10 de outubro. Veja informações completas para inscrição de trabalhos neste link.
     Informações adicionais podem ser obtidas no site http://www.pjeventos.com.br/eventos/agroenergia/.

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9 - FAO e UnB discutem parceria em bioenergia

      O representante no Brasil da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), José Tubino, esteve na última segunda-feira (16), na Universidade de Brasília (UnB) para tratar de temas relacionados à bionergia. Segundo texto da UnB Agência, o interesse da ONU diz respeito à Usina de Craqueamento de Óleos Vegetais desenvolvida pela universidade.
     Por se tratar de um modelo de geração de fonte alternativa e barata para produção de biocombustíveis, a usina pode ser utilizada pela agricultura familiar. Ainda segundo a Agência, outro fator positivo na usina é que o seu projeto leva em consideração, além da produção de energia, a segurança alimentar.
     Segundo o texto, Tubino informou que a FAO está realmente interessada em firmar parceria com a universidade. “Acreditamos que essa será uma oportunidade de ação conjunta, estudos e atividades para um futuro imediato”, afirmou.
     Para o reitor da UnB, Timothy Mulholland, ainda com informações da Agência, a parceria seria uma forma de expandir os conhecimentos desenvolvidos na  universidade. “Além de contribuir com a situação energética global, estaríamos levando biocombustível a comunidades menores”. A UnB explica que, apesar de servir de modelo para a FAO, a usina ainda é um projeto-piloto e precisa ser aperfeiçoada.
     Informações sobre o assunto podem ser obtidas no site www.unb.br.

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10 - Município de Cariacica terá uma unidade de produção de biodiesel

     No dia 3 de julho, o secretário de Ciência e Tecnologia do Estado do Espírito Santo, Rogério Silveira de Queiroz, assinou termo de outorga para implantação de uma unidade de produção de biodiesel de óleos residuais de fritura, no município de Cariacica. Essa é uma das alternativas de aproveitamento do óleo. O objetivo, segundo texto da secretaria, é evitar que o óleo vá parar nas redes de esgoto e no solo. 
     O projeto é um dos selecionados pelo Programa de Apoio à Pesquisa na Empresa (Pappe), da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), em parceria com a Fundação de Apoio à Ciênca e Tecnologia do Espírito Santo (Fapes). 
     A iniciativa será conduzida pelo Centro Federal de Educação Tecnológica do Espírito Santo (Cefetes) e pela empresa Marca Ambiental. Os recursos iniciais são R$ 48,4 mil. Serão realizados estudos, para identificação de viabilidade econômica e de negócios. O projeto também prevê pesquisas com o biodiesel obtido. 
     Para obter mais informações, entre em contato com a secretaria, pelo telefone (27) 3380-3780.

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11 - Diretor técnico da Tecpar anuncia inauguração da planta piloto de biodiesel

     O diretor técnico do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), Bill Jorge Costa, informou que a planta de produção de biodiesel será inaugurada pelo instituto e pela  Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) no próximo dia 23 de julho, na Cidade Industrial de Curitiba. O projeto atende aos objetivos do Programa Paranaense de Bioenergia, criado em 2003 pelo governo do Estado para gerir e fomentar ações de pesquisa, desenvolvimento, aplicações e uso da biomassa e implantar no Paraná o biodiesel como um biocombustível adicional à matriz energética de gasolina, álcool e diesel utilizada atualmente. 
     Para obter mais informações, acesse o site do Tecpar, que é uma instituição associada à ABIPTI, www.tecpar.br.

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12 - Tecpar realiza Conferência biodieselBR

     No próximo dia 24 de agosto, o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), associado à ABIPTI, realizará, em Curitiba (PR), a Conferência biodieselBR. O objetivo é nortear os participantes a respeito da produção do biodiesel, bem como a escolha de sua melhor matéria-prima e os equipamentos adequados para extração do produto. 
     No evento, ocorrerão palestras e também visita à usina experimental de biodiesel do Tecpar. Entre os palestrantes, estão Donato Gomes Aranda, que abordará a inserção do biodiesel na matriz energética nacional, Univaldo Vedana, que falará sobre matérias-primas para produção de biodiesel. Na seqüência, Anderson Kurunczi Domingos tratará sobre tecnologias de produção de biodiesel. Já Luiz Pereira Ramos falará sobre uso de co-produtos e José Carlos Laurindo, sobre desempenho do biodiesel em motores. 
     Após as palestras e visita à usina, os participantes terão uma discussão a respeito dos temas abordados. 
     Inscrições e informações podem ser obtidas pelo site www.biodieselbr.com/conferencia/.

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Agenda ..............................................................................................................

Conferência Biodiesel BR
24 de agosto de 2007
Realização: Tecpar - Instituto de Tecnologia do Paraná
Informações: (41) 3013-1703
E-mail: conferencia@biodieselbr.com
Site: www.biodieselbr.com/conferencia/
Local: Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) – Curitiba (PR)

1º Seminário Científico, Industrial e Político sobre Biocombustíveis
01 e 02 de setembro de 2007
Realização: Instituto Brasileiro de Apoio Às Pesquisas Ambientais (Ibrapam)
Informações: www.funep.fcav.unesp.br/eventos/
Local: Centro de Convenções da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinária da Universidade Estadual Paulista - Jaboticabal, SP

ExpoBiocom 2007 (Feira Internacional de Combustíveis Alternativos & I Congresso Internacional de Energia Renovável
24 a 26 de outubro de 2007
Realização: Consórcio OUSAR – Biocombustíveis / Esphera Eventos
Informações: (19) 3206-0665
E-mail: info@expobiocom.com.br
Site: www.expobiocom.com.br
Local: Centro de Convenções do Hotel Mabu, Thermas & Resort - Foz do Iguaçu – (PR)

2º Congresso da Rede Brasileira Brasileira de Biodiesel 
27 a 29 de novembro de 2007
Realização: ABIPTI e MCT
Informações: (61) 3273-0469
Site: www.abipti.org.br/congressobiodiesel2006/
Local: Confederação Nacional dos Trabalhadores do Comércio (Cntc) – Brasília - DF

Feira e Congresso Internacional de Energias Alternativas, Renováveis, Limpas e Co-geração - Feira de BioCombustíveis
27 a 29 de novembro de 2007
Realização: ITM Expo Feiras e Convenções
Informações: (11)5521-6008
E-mail: energias@latinevent.com.br
Site: www.itmexpo.com.br/
Local: ITM - São Paulo SP

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Contato ..............................................................................................................

   
    Para assinar este informativo, envie e-mail com nome, cargo, instituição e telefone para inovacaoenergetica@abipti.org.br.

    Para solicitar sua saída da lista, também envie o pedido para o mesmo endereço.


Informações
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    O informativo quinzenal Inovação Energética é um produto da Agência Gestão C&T de Notícias elaborado por meio de parcerias entre as Unidade de Arranjos Produtivos Locais (APLs) e de Tecnologia Industrial Básica (TIB) da ABIPTI, juntamente com a Unidade de Informação e Gestão Tecnológica (IGT), que é a responsável pela Agência.

    As notícias veiculadas pelo informativo Inovação Energética podem ser reproduzidas mediante a citação da fonte.
   Para obter mais informações, encaminhe e-mail para inovacaoenergetica@abipti.org.br.
   Telefones: (61) 3348-3129 e (61) 3348-3113.


Expediente  ...............................................................................................................................


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www.abipti.org.br
 
Presidente:
Luis Fernando Ceribelli Madi
 
Vice-Presidentes:
Aldair Rizzi, Aristides Monteiro Neto, Isa Assef dos Santos, Kepler Euclides Filho
 
Secretário Executivo:
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Unidade de Arranjos Produtivos Locais (APLs) e de Tecnologia Industrial Básica (TIB)
 
Gerente:
Joaci Franklin de Medeiros
jfmedeiros@abipti.org.br
 
Unidade de Informação e Gestão Tecnológica (IGT)
 
Gerente:
Alceu Castello Branco
alceu@abipti.org.br
 
Edição:
Fabiana Santos
DF-7061/JP
fabiana@abipti.org.br
 
Colaborou na revisão:
Márcia Araújo
 
Web Designer:
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Estagiários de Comunicação:
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Gabriela Müller – gabriela@abipti.org.br