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Luxo
pode ser conciliado com sustentabilidade? Um dos destaques dessa edição
é a entrevista com a designer Kátia Faggiani, que nos explica em detalhes
essa e outras questões envolvendo a delicada alquimia entre o design
de jóias e o meio ambiente.
A participação do Brasil nesse competitivo e segmentado mercado e os desafios da extração mineral consciente são alguns dos tópicos abordados. Aproveitamos também para divulgar na seção Ecoleitura o resultado de suas pesquisas em torno dos produtos de luxo, hoje muito mais influenciados pelas representações dos símbolos culturais do que apenas pela mensuração quantitativa, o que eleva o design a elemento primordial nessa engrenagem. Leia também sobre o papel de amido, embalagem e contêiner retornáveis, tinta ecológica e releitura inteligente do jeans, dentre outras notas relevantes. Nosso calendário já demonstra que 2006 vem com mais gás rumo ao design que respeita o todo. Confira, anote e participe conosco dessa empreitada, seja projetando, disseminando ou simplesmente sendo um cidadão mais consciente. Boa leitura! voltar Kátia Faggiani Designer de jóias
A graduação em desenho industrial estimulou seu olhar voltado ao design de jóias ou foi um encantamento que se deu posteriormente? Na verdade, foi exatamente cursando desenho industrial que meu olhar se voltou para esta área, o que já faz 10 anos. Lembro-me que participamos do I Concurso de Design de Jóias do Distrito Federal, promovido pelo IBGM, e fui agraciada com o primeiro lugar na categoria Novos Talentos. Os objetivos desse concurso eram de incentivar o design de jóias, estimular a melhoria do produto, abrir o campo de trabalho para desenhistas de jóias e revelar novos designers. Essa premiação despertou o interesse em me aprofundar na área, pois é dinâmica e repleta de possibilidades de inovação. Apresentei como projeto de diplomação o CD-ROM "A Arte de Produzir Jóias". O desenvolvimento da mídia seguiu a procura de cursos de especialização na área utilizando os recursos do ensino não presencial. Com a dedicação cada vez mais intensiva, tive bons resultados em forma de prêmios, o que me estimulou a seguir a carreira acadêmica. Especializei-me em Marketing pela FGV-RJ e concluí o mestrado em Design pela PUC - RIO com o tema de dissertação: "Jóia contemporânea: aspectos ecológicos e a percepção do consumidor". A partir daí, passei a ministrar diversos cursos dentro da área e a orientar projetos de diplomação de pesquisas na área de Design de Jóias. Em sua dissertação de mestrado você aborda a função das jóias e seu significado nos dias atuais. Poderia falar a respeito? A indústria cultural usa imagens, signos e símbolos evocativos de sonhos, anseios, ambições e fantasias que sugerem uma identidade ao consumidor. Os produtos de luxo, incluindo a joalheria, são considerados ótimos meios de criação de identidade, em grande parte pelo design.
Que valores as jóias carregam consigo? Os indivíduos não são motivados a adquirir uma jóia pelos mesmos incentivos ou interesses. Existem fatores psicológicos, sociais, culturais e ambientais que implicam nessa escolha. Durante a pesquisa de mestrado verifiquei que o componente simbólico é cada vez mais determinante na escolha dos produtos de luxo e torna-se um diferencial, especialmente se tem as mesmas funções, materiais, qualidades e preços. Esse é o caso, por exemplo, da joalheria convencional. Dessa forma, o consumo de jóias, principalmente das feitas com materiais sem valor monetário, não deve ser considerado primordialmente como um consumo de valor intrínseco, mas um consumo de signos, onde o significado é determinado arbitrariamente por um sistema de significantes dados, sobretudo, pelo designer. Ainda se questiona o uso de materiais alternativos e não convencionais em jóias, devido à possibilidade de seu descarte. Se em uma época da história humana, peças confeccionadas de conchas e ossos tinham valor tanto quanto as de ouro atualmente, que novos materiais ou propostas de uso poderiam acrescentar valor a este produto hoje, independente do fator monetário? A principal questão abordada na pesquisa foi: ao se usar materiais sem relevância monetária na joalheria, o que acontece com o seu valor, que outros valores estão intrínsecos neste produto? Existe uma "marca tropical" nas jóias brasileiras? A exoticidade é um diferencial buscado ou é inerente a esse tipo de produto no Brasil? Neste sentido o Brasil tem um enorme potencial devido à criatividade de seus designers e à sua biodiversidade, única no mundo, permitindo a possibilidade de criar produtos a partir de madeira de manejo sustentável, sementes, couro vegetal, além de fibras e resinas naturais. Nosso país é o segundo maior produtor de esmeraldas e o único de topázio imperial e turmalina Paraíba. Também são extraídos, em larga escala, citrino, ágata, ametista turmalina, água-marinha, topázio e cristal de quartzo. Designers brasileiros estão propondo um novo caminho no uso de diferentes materiais na joalheria. Investindo diretamente em uma "cara brasileira", utilizam de materiais nacionais e exóticos como coco, sementes, madeira e flores secas, até os reciclados, fazendo coadjuvantes o ouro e outros materiais preciosos.
Outro exemplo registrado na elaboração de peças mais recentes é o uso da piaçava na joalheria. O material é produzido a partir de um tipo de palmeira nativa da região nordeste e norte do Brasil, encontrada principalmente na Bahia e no Pará. A fibra lisa e resistente é hoje utilizada na confecção de vassouras, na produção de coberturas em regiões turísticas e também em casa de pescadores. Sua exploração é extrativista e a colheita realizada apenas em plantas acima de três anos. Entendo como necessária a compreensão do bem simbólico como elemento importante na sedimentação da identidade do produto brasileiro dentro do mercado mundial. Simultaneamente observei, junto aos entrevistados da pesquisa, a necessidade de buscar, resgatar e perpetuar a cultura, as tradições e a identidade deste povo e sua história. Portanto um dos motivos que contribui para o ressurgimento do uso de materiais alternativos na joalheria é o nacionalismo. É fundamental valorizar essa matéria-prima pelo design, a fim de tornar o produto nacional competitivo e duradouro diante do desejo dos consumidores. O que a motivou a conciliar o universo de status das jóias à problemática ambiental? Aparentemente soa como um terreno minado. Houve dificuldades para abordar o tema? O interesse pelo tema da pesquisa surgiu da percepção de que tem havido um aumento constante do uso de materiais alternativos na joalheria e ao mesmo tempo um crescimento da preocupação ambiental por parte da sociedade. Presumi que uma pesquisa inédita com a união destes dois fatores poderia dar um bom resultado, já que é uma área ainda não muito desenvolvida dentro da joalheria e que vem sendo difundida e incentivada por diversos designers, com bons resultados. A relevância deste trabalho esteve em mostrar o valor da joalheria que usa materiais ecológicos, despertando a atenção para um problema ambiental não conhecido pelo consumidor e a utilização de outros materiais substitutos que causem menos impacto ambiental. O intuito foi compreender melhor como os consumidores percebem o uso de materiais alternativos na joalheria e como agregar novos valores a este produto, fazendo com que se prolongue no mercado brasileiro. Assim, verifiquei que a seleção dos materiais a serem utilizados nas jóias é um dos fatores que deve ter uma atenção especial. Não apenas é determinante para o desempenho técnico, como seguramente é um dos fatores que afetam o consumidor na sua decisão de compra, normalmente subjetiva, ao adquirir uma jóia. O designer tem papel relevante na escolha e aplicação de materiais em um produto. Todos os materiais determinam certo nível de impacto ambiental, portanto cabe ao designer levar em conta o seu contexto de produção e consumo, podendo utilizar materiais renováveis, reciclados ou que provenham de refugos, por exemplo. O tema causou algumas confusões com relação ao seu entendimento e grande polêmica quando demonstrei os impactos ambientais da extração do ouro (material comumente utilizado na joalheria convencional). Assim, por estes e outros motivos, me ative a abordar apenas a extração do ouro em garimpos, que é o caso de maior impacto ambiental dentro da extração aurífera. Todo produto causa de alguma forma um impacto sobre o meio ambiente. Esse impacto pode ocorrer durante a extração das matérias-primas utilizadas no processo de fabricação do produto, no próprio processo produtivo, na sua distribuição, no seu uso, ou na sua disposição final. No caso da joalheria convencional, seu ciclo de vida é bastante durável no que diz respeito à durabilidade de seu material, ao seu valor comercial, e mesmo com relação ao reuso ou reciclagem do produto. Uma mesma jóia em ouro pode ser reutilizada por diversas pessoas, pois é um objeto com baixo índice de rejeição. Os usuários não se importam em ter uma jóia "usada" devido a seu valor monetário e sua relação com durabilidade - sua textura e rigidez causam poucas marcas de uso. Ainda, um mesmo usuário pode reciclar uma peça pessoal e criar outra com o mesmo material. Portanto, o uso e a vida útil da joalheria remetem a baixo impacto devido a sua durabilidade e facilidade de recuperação, reuso e reciclagem de materiais e de seus componentes. Da mesma forma, por ser um objeto pequeno, sua embalagem e distribuição não afetam significativamente a natureza. Dessa forma, a preocupação com seu ciclo de vida ficou restrito ao uso de materiais e à sua extração e produção: conservação de recursos, materiais de menos impacto, minimização de resíduos, redução de riscos (prevenção e redução da poluição, redução de uso de substâncias tóxicas, redução da exposição a riscos crônicos, conversão de resíduos perigosos), prevenção de acidentes (saúde e higiene ocupacional, redução de materiais perigosos) e proteção ambiental (proteção do habitat e da biodiversidade, proteção da qualidade do ar, água e solo, conservação do solo e florestas). Posteriormente consegui deixar claro que meu intuito não era defender a "não utilização" do ouro na joalheria, mas mostrar que é possível extraí-lo de forma sustentável e, principalmente, mostrar o valor que envolve a joalheria com materiais ecológicos, atraindo inclusive o público cuja preocupação ambiental é determinante na hora da compra. Por fim, verifiquei que é necessário haver uma profunda mudança na cultura até aqui dominante para que os designers consigam demonstrar ao público que os novos materiais não diminuem os valores estéticos, de eficiência e de qualidade, pelo contrário, estão incorporados de valores simbólicos, psicológicos e ecológicos. Como você vê o Brasil como consumidor e produtor de jóias? Esse é um tipo de luxo que pode ser democratizado? Atualmente, estima-se que o país seja responsável pela produção de cerca de 1/3 do volume das gemas do mundo, exceto o diamante, rubi e safira. É considerado, ainda, um importante produtor de ouro. Em 2004 o Brasil alcançou 42 toneladas, o que lhe assegurou o 13º lugar no ranking mundial, segundo o GFMS (Gold Survey, 2005). No entanto, a demanda por jóias começou recentemente a demonstrar potencial de crescimento à medida que a economia se tornou mais estável e a procura por ouro como investimento se retraiu. Com isso o setor de joalheria no Brasil e no mundo se tornou o responsável pela maior parcela de consumo industrial de ouro. Hoje, a indústria de joalheria é responsável por cerca de 76% da demanda mundial deste metal. O mercado interno brasileiro é reduzido para o segmento de gemas, absorvendo apenas de 5 a 10% da produção. Já para jóias, o mercado interno adquire mais de 80% da produção interna, sendo que o setor de bijuteria absorve quase a totalidade da produção. Atualmente o mais promissor mercado de jóias é o de produtos fabricados em série, de baixo valor, para consumo de massa. A idéia de jóia como ostentação ou algo estritamente ligado ao "quanto se gastou para consumir" se torna muito deselegante num país com tanta desigualdade social como o nosso. A joalheria pode e deve ser democratizada, o que já se tornou uma tendência de mercado mundial. A comunicação do luxo como poder assume outras formas, em que sobressai a importância do simbólico. A jóia perde a obviedade do material nobre, mas ganha em capital cultural. O luxo se dá no design, na sofisticação tecnológica. E dentro de todo este discurso estão inseridas as jóias com materiais alternativos, mais acessíveis e não menos valiosos, pois se utilizam do design, do marketing, da criatividade e do apelo ecológico. Você acha que é possível haver uma certificação de origem das gemas e jóias, como deveria ocorrer com toda madeira comercializada? O público de alto poder aquisitivo seria sensível a essa preocupação na aquisição da jóia ou essa ênfase comprometeria a aura idílica que envolve esse tipo de produto? A extração do ouro em garimpos é o caso de maior impacto ambiental dentro da extração aurífera. Acho que é possível haver uma certificação sim, como foi feito com os diamantes após a implantação do Processo Kimberley no Brasil (agosto/2003). Desde então, a produção artesanal foi grandemente reduzida, porque poucos produtores possuem concessão minerária do governo. Sem este direito, a comercialização não pode ser legalizada.
No caso do ouro efetivamente produzido pelos garimpos, é preciso que seja feita uma distinção entre recursos naturais renováveis e os não-renováveis. De acordo com alguns pesquisadores da área, para que o capital natural, representado pelos recursos naturais renováveis, permaneça intacto, provisões deveriam ser feitas para cobrir a sua depreciação. Para recursos naturais renováveis, explorações sustentáveis podem ser calculadas, e uma exploração acima destas, deve ser considerada como depreciação. No Brasil, a grande maioria das empresas (76%) não desenvolve um programa de proteção ambiental, nem de controle de gases tóxicos no processo de purificação de metais, ourivesaria e fundição, devido ao baixo grau de compreensão e cooperação com órgãos de fiscalização e controle do meio ambiente. Ainda há muito a aprender e melhorar em algumas minas, mas, ainda assim, a produção formal tem mostrado alguns avanços. Tratando-se de atividade praticada pontualmente, sob concessão governamental, considera-se que a indústria mineral pode prover vias consistentes para o desenvolvimento sustentado da região. Merece, por isso, apoio e fortalecimento junto a acompanhamento e controle adequados. De fato, para as áreas degradadas, dispõem-se hoje de opções metodológicas e tecnológicas adequadas à recuperação ambiental e ao bom aproveitamento dos recursos existentes, desde que utilizadas em um novo modo de produção, devidamente ordenado e harmonizado com a utilização dos demais recursos naturais. Para tanto, cabe retomar o propósito de transformar a garimpagem em uma atividade rural sustentável e eqüitativa, através da integração de esforços entre a iniciativa privada, organismos governamentais e instituições de pesquisa, com possível apoio de entidades internacionais. Quais são os principais desafios para uma extração mineral responsável? Há inúmeros exemplos dos malefícios causados pela extração mineral desordenada, praticada no Brasil. A eles se contrapõem os benefícios possibilitados pela extração mineral criteriosa: afeta superfícies reduzidas; gera riquezas compatíveis com a implantação da infra-estrutura necessária e com a obrigação constitucional de recuperar a área após a lavra; permite qualificar expressivo contingente de trabalhadores; tem grande potencial multiplicador na economia local, regional e nacional. A qualidade de vida de seus habitantes e a conservação da sua biodiversidade não podem ser descuidadas. Em linhas gerais, estes são os principais desafios. Diante disso, um valor agregado que pode vir a ser reconhecido pelos consumidores de jóia, em longo prazo, é o valor ecológico. Cientes disto tudo, o público alvo ficaria mais sensibilizado e preocupado na compra e origem da jóia e de seus materiais. A preocupação com o meio ambiente não deve ser encarada com pânico, nem tampouco como moda, mas como uma forma de agregar valor a um produto. Um produto pode se tornar mais competitivo e valoroso através do posicionamento estratégico obtido graças a uma escolha distinta, considerando o modo de posicionar-se no mercado. Com base na sua experiência, como acha possível sensibilizar o consumidor da necessidade de escolhas conscientes na aquisição de bens de consumo? Para que cada consumidor em potencial faça escolhas compatíveis com as necessidades ambientais, podem-se observar três condições necessárias: que os indivíduos tenham feedbacks ambientais corretos, que sejam oferecidas alternativas sistêmicas socialmente aceitáveis e favoráveis ao ambiente e que se desenvolva uma cultura adequada para interpretar corretamente os feedbacks ambientais e reconhecer o valor das alternativas propostas. Porém, a transição para uma sociedade sustentável só poderá ter lugar se um grande número de pessoas reconhecer uma oportunidade para melhorar seu grau de bem estar. O designer pode e deve ajudar nesse cenário, dando existência concreta e autônoma a idéias abstratas e subjetivas vindas do ecodesign. Você pretende elaborar uma publicação relacionada ao tema? Como resultados das pesquisas feitas durante o mestrado e no decorrer de toda minha formação, foram desenvolvidos duas obras literárias. A primeira foca o luxo no Brasil e seus significados - que será lançada agora em fevereiro - e outra em fase de desenvolvimento, abordando apenas as questões ecológicas da joalheria. Aproveito inclusive a oportunidade para dizer que conto com o apoio de instituições que se interessem pelo tema, para que possamos viabilizar e difundir esse trabalho. Existe uma frase de Denis (1998) que diz: "(...) que tipo de cultura material pretendemos levar às gerações futuras como testamento da nossa época e da nossa sociedade?". A função do designer é embutir qualidade, criatividade, significados e viabilidade, principalmente no que diz respeito a questões ambientais. Esse é o novo papel do design na nossa cultura atual e nada melhor do que o objeto refletir a visão do nosso mundo, deixando para a posteridade significados duráveis que continuem a servir de referencial por vários anos. voltar O Poder do Design: da ostentação à emoção Kátia Faggiani
Com 136 páginas, o livro "O Poder do Design: da ostentação à emoção" é a primeira obra brasileira que aborda o luxo no Brasil e suas características associadas ao design. A obra trata de temas como o valor simbólico e características atribuídas pelo design a produtos que queiram se diferenciar no mercado. A designer Kátia Faggiani apresenta uma sociedade em que o desejo é de consumo, mas a realidade é de pobreza. Mostra que o design pode agregar valor a bens e transformá-los em "luxo", de forma que nossos produtos tornem-se dignos de exportação, num ideal de perfeição, requinte e esmero, concorrendo com o mercado internacional, aumentando seu valor e a quantidade de consumidores nacionais e internacionais. Esse processo implica no aumento de empregos diretos e indiretos e contribui para a melhor distribuição de renda no país. O livro destaca o luxo e o design como fatores essenciais para essa transformação social e econômica. Leia sobre o lançamento da obra em Calendário.
voltar Papel de amido Na
Finlândia, grupos de pesquisa das universidades de Helsinki e Joensuu
e do Centro Nacional de Pesquisas Técnicas criaram uma alternativa ao
uso do talco (silicato de magnésio) na produção das folhas de papel.
Eles desenvolveram uma substância a partir do amido da batata que, afirmam,
se comporta até melhor do que o mineral usado para aglutinar as fibras
de celulose na fabricação convencional.
Os testes mostraram que, com o amido, uma folha chega a ter até 30% menos de massa. De início, isso diminuiria o custo da distribuição do papel da fábrica para os revendedores e pontos de venda. Ainda segundo os cientistas, a falta de mineral nas folhas também faz com que as cores rendam mais durante a impressão. A grande vantagem do novo método está na questão ambiental. Com o amido no lugar do mineral, a reciclagem é facilitada. Isso porque todos os constituintes podem ser processados integralmente, o que não ocorre hoje. A expectativa, segundo o Centro Nacional de Pesquisas Técnicas, é de uma boa aceitação do novo produto. Além da utilização da substância à base de amido de batata no papel, outras aplicações também poderão ocorrer nas indústrias de plástico e tinta. Fonte: FAPESP. Leia na íntegra. Empresa economiza com exportação em embalagens retornáveis Há dois anos a empresa estadunidense MWM-International, sediada no Rio Grande do Sul e especializada em desenvolvimento e exportação de motores, iniciou um programa que utiliza embalagens retornáveis feitas de plástico para envio de cabeçotes para o exterior. Com a mudança, a empresa comemora um ganho econômico de US$ 900 mil quando comparado ao uso das embalagens tradicionais descartáveis, além do benefício ambiental. As embalagens retornáveis são usadas para acondicionar os cabeçotes I-6, que saem de Canoas, no Rio Grande do Sul, e vão para a planta da empresa em Melrose Park, nos Estados Unidos. Já foram exportados mais de 100 mil cabeçotes, com previsão de 60 mil em 2006. A taxa de retorno das embalagens vazias é bastante elevada, o que reduz os custos pela otimização no uso dos containers. "Para cada embalagem enviada, conseguimos trazer de volta quatro", diz Carlos Eduardo Panitz, gerente de Logística da empresa. Outro benefício é a garantia da integridade da carga, pois não há manuseio até o momento da utilização dos cabeçotes na linha. Fonte: ECOinforme. Leia na íntegra. Unipac lança Contêiner Retornável Colapsível
Fonte: Avicultura Industrial On-line. Leia na íntegra. Motocicletas emitem quantidades "desproporcionalmente elevadas" de poluentes Estudo de pesquisadores suíços foi publicado no jornal Environmental Science & Technology
Fonte:Inovação Tecnológica. Projeto Tranças da Terra
O trabalho iniciou-se com uma pesquisa da cultura e história local e teve como norte o projeto "O Associativismo Como Alternativa Para o Desenvolvimento Sustentável: Possibilidades e Desafios", que coloca a formação de uma rede de artesãos como alternativa de desenvolvimento da região, com resgate da cultura regional ancorada na produção tritícola. Segundo o site, o desafio da empresa foi "criar produtos em palha de trigo, que consolidasse o artesanato local, firmando uma identidade com a sua colonização e que se adequassem às linhas contemporâneas do mercado e fossem inovadores, tornando-se referência". A Gueto Ecodesign já foi tema da Ecodesign News. A empresa foi criada por Karin Wittmann Wilsmann, Arquiteta e Urbanista e designer da Gueto, que firmou sociedade com sua irmã, Solange Wittmann, diretora comercial. Fonte: Gueto Ecodesign. Leia na íntegra. Ecotinta Plus O Instituto para o Desenvolvimento da Habitação Ecológica - IDHEA está lançando a Ecotinta Plus. Segundo o site do instituto, é a primeira tinta ecológica produzida no Brasil com matérias-primas naturais, inteiramente isenta de substâncias derivadas de petróleo, sem cheiro e sem emissão de compostos orgânicos voláteis (COVs). Composta por elementos de origem mineral e vegetal, Ecotinta Plus é solúvel em água, sendo recomendada para interior e exterior, para aplicação em paredes de massa corrida e paredes e forros de gesso. A tinta ecológica pode ser utilizada para repintura em paredes já cobertas com tinta acrílica, látex ou PVA. Ainda segundo o IDHEA, os pigmentos que dão cor a Ecotinta Plus são naturais e/ou atóxicos, de alta qualidade, isentos de metais pesados (livres de chumbo e cádmio). O produto segue as normas européias voltadas à biopintura, que só credenciam tintas em cuja composição não haja mais do que 0,1% de insumos derivados de petróleo. Fonte: Idhea. Leia na íntegra. José Saramago lança primeiro livro com certificação florestal no Brasil
"Apesar do grande estímulo cultural que nos presta, a indústria editorial consome avidamente papel cuja produção estimula a destruição das florestas", disse Rebeca Lerer, uma das coordenadoras da campanha de Florestas do Greenpeace. "Isso representa uma perda irreparável para o mundo. O desaparecimento das florestas ameaça a biodiversidade - indispensável para garantir a manutenção das espécies e das culturas tradicionais que dependem destes ecossistemas para sobreviver. Iniciativas como a de José Saramago são provas de respeito, não apenas ao meio ambiente, como a todos nós". A Companhia das Letras, editora de Saramago no Brasil, cumpriu todas as recomendações do FSC, desde o cuidado com a escolha do papel até a gráfica certificada onde a obra foi impressa. "O lançamento deste primeiro livro com o selo FSC é uma evolução muito importante para o mercado editorial brasileiro. Pretendemos fazer mais lançamentos certificados e acredito que outras editoras farão o mesmo", afirmou Elisa Braga, diretora de produção da Companhia das Letras. O FSC é o único sistema de certificação independente que adota padrões socioambientais internacionalmente aceitos, incorporando de maneira equilibrada os interesses de grupos sociais, ambientais e econômicos. Atualmente, o FSC oferece a melhor garantia de que a atividade madeireira ocorre de maneira legal e não acarreta a destruição das florestas primárias como a Amazônia. Fonte: Greenpeace. Leia na íntegra. Reutilização de materiais pode ser alternativa de renda e cidadania A comunidade de Paraisópolis, no bairro do Morumbi, em São Paulo, está alinhavando um futuro melhor. Com o apoio de uma Organização Não-Governamental, a comunidade encontra oportunidades com a geração de empregos, renda e cidadania.
A entidade atende também a comunidade, com doações e cursos. "Ela foi criada para as crianças", diz Nádia Rubbio Bacchi, presidente e fundadora da Florescer. Há três anos a ONG mudou-se para uma sede maior, capaz de comportar o trabalho de reciclagem e torná-la auto-sustentável. A produção chegou inclusive ao exterior. Algumas peças foram exportadas para o Líbano e Portugal. Em 2005, a ONG participou da Feira Internacional de Moda de Madri, FIMM. Nádia espera poder participar da edição deste ano da feira, que será realizada no início de fevereiro. "Estamos com tudo pronto para ir", diz, antecipando, porém, que ainda faltam recursos para as passagens e estadia. O produto final é destinado à classe média alta. "É muito valor agregado", explica Nádia, falando das etapas da produção até o acabamento, com bordados, etc. A entidade possui uma loja própria situada num shopping da capital, e conta com uma franquia. Fonte: Ambiente Brasil, texto de Danielle Jordan. Fotos cedidas pela ONG Florescer - Recicla Jeans para o Ambiente Brasil. Leia na íntegra. Primeiro ônibus movido a biodiesel do país é apresentado no RJ O governo do estado do Rio de Janeiro apresentou no dia 25 de janeiro o primeiro ônibus comercial do país movido a biodiesel. O combustível para o veículo-piloto, composto por uma mistura de 95% de óleo diesel e 5% de óleo de soja, foi desenvolvido pelo Coppe/UFRJ - Instituto de Pós-Graduação e Pesquisa em Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro. De acordo com o pesquisador da entidade e um dos responsáveis pelo projeto, Luciano Basto, o óleo de soja é tratado com álcool e um líquido específico para acelerar as reações químicas. Segundo Bastos o combustível apresenta vantagens, como a redução na importação de óleo diesel e da poluição atmosférica. "O biodiesel é ambientalmente menos agressivo, porque tem menos enxofre, responsável por causar doenças respiratórias e a chuva ácida", explica. "Ele tem menos aromáticos, que são responsáveis por problemas cancerígenos. E também reduz a emissão de gases capazes de provocar o efeito estufa e o aquecimento global", acrescenta. O ônibus, que circulará normalmente pela cidade do Rio, faz parte do programa RioBiodiesel, da Secretaria Estadual de Ciência e Tecnologia. A intenção do governo é incentivar os empresários para que, nos Jogos Panamericanos do Rio, em 2007, todos os ônibus urbanos da capital estejam circulando com o biodiesel. Fonte: Agência Brasil, texto de Vitor Abdala. voltar Janeiro Prêmio ABILUX Inscrição e entrega dos produtos: 16 de janeiro a 10 de fevereiro
A cerimônia de premiação ocorrerá em data e local a serem definidos pela ABILUX. Os produtos premiados serão expostos em stand da X EXPOLUX - Feira Internacional de Iluminação, que ocorrerá de 04 a 08 de abril, em São Paulo. Informações: www.abilux.com.br. Fevereiro Lançamento do livro O Poder do design: da ostentação à emoção Evento: 10 de fevereiro A designer Kátia Faggiani convida a todos para o lançamento do seu livro no dia 10 de fevereiro, às 19 horas, no restaurante Carpe Diem: SCLS 104, BL. D, LOJA 01, Brasília, Distrito Federal. O livro será vendido a R$ 20,00 e após o lançamento a publicação poderá ser adquirida pelo valor de R$ 35,00 na Editora Thesaurus em Brasília e em livrarias de outros Estados ou com a própria autora. Leia também a Entrevista com a autora e a Ecoleitura. Congresso Plast 06 - Problemática e perspectiva da reciclagem de material plástico pré-pós consumo na Itália Evento: 17 de fevereiro Informações: www.matrec.it/temporaneo/plast06/plats06.htm. GPEC 2006 - Global Plastics Environmental Conference - Atlanta - EUA Evento: 28 de fevereiro a 02 de março
Informações: www.4spe.org/conf/0602gpec.php. Abril Bienal Brasileira do Design Evento: abril a junho de 2006
O evento reunirá trabalhos de diversas áreas do design: gráfico; produto; embalagem; tecnologia; ensino e artesanato. Também irá traçar um histórico do design no Brasil, homenageando Santos Dumont, ícone da inventividade brasileira A Bienal Brasileira de Design 2006 é uma realização do Movimento Brasil Competitivo - MBC, que conta com o apoio do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior - MDIC, no âmbito do Programa Brasileiro do Design - PBD. A expectativa dos organizadores é de que o evento se consolide como uma referência no cenário nacional e internacional como mostra do estado da arte do design no país. Informações: (61) 2109-7464/ 7858. www.designbrasil.org.br/portal/acoes/pbd_bienal.jhtml. E-mail: bienaldodesign@desenvolvimento.gov.br. I Feira Latino-Americana de Produtos Certificados FSC Evento: 18 a 20 de abril
O evento será no Frei Caneca Shopping e no Convention Center, em São Paulo. Serão 60 estandes de empresas e comunidades que trabalham com produtos certificados, fóruns e workshops de discussão. Informações: www.brasilcertificado.com.br. Congresso Nacional de Design e Responsabilidade Social - CONDERS Envio de trabalhos: até 6 de março Divulgação dos artigos selecionados: 10 de março Inscrição de trabalhos aprovados: até 22 de março Evento: 3 a 5 de abril de 2006
A interdisciplinaridade proposta pelo evento será contemplada por meio do envolvimento de áreas como: arquitetura, serviço social, sistemas de informação, publicidade, engenharia, ergonomia, fisioterapia, pedagogia, medicina, psicologia, educação física e educação especial. O 1º CONDERS será realizado na Universidade Luterana do Brasil no campus Carazinho, Rio Grande do Sul e tem na coordenação geral o Prof. Daniel Quintana Sperb (Coordenador do Curso de Design - ULBRA/Carazinho) e o Prof. Julio Cezar Colbeich dos Santos. Informações: www.designcarazinho.com.br/conders. Prêmio da Amazônia de Empreendedorismo Consciente Inscrição de trabalhos aprovados: até 30 de abril Premiação: 30 de junho Lançado
pelo Banco da Amazônia, o prêmio tem como objetivo o incentivo
a projetos de ecossistemas de negócios, mobilizando o maior número
possível de pessoas em todo o mundo na criação
de soluções concretas e viáveis para o desenvolvimento
econômico e social na região. O prêmio está aberto a todos os interessados do Brasil e de outros países, independente da faixa etária ou ocupação. A data de entrega dos trabalhos foi prorrogada e a inscrição individual deve ser feita até 30 de abril. O vencedor receberá US$ 100 mil, havendo prêmios extras para autores com até 30 anos, de 30 a 65 e acima de 65. Cada um receberá oito mil milhas de passagens aéreas para a região amazônica e 15 dias de hospedagem para duas pessoas. Informações: www.bancoamazonia.com.br/premio. Maio Feira Internacional de Ecologia e Meio Ambiente Evento: 3 a 6 de maio
A Feira Internacional de Ecologia e Meio Ambiente é promovida pela Associação Bento-Gonçalvense de Proteção ao Ambiente Natural (Abepan). A expectativa dos organizadores é reunir 300 expositores e um público de 16 mil visitantes. Podem participar empresas, instituições de pesquisa, ensino e fomento de projetos ambientais. Informações: www.fiema.com.br. Junho 8ª Bienal Brasileira de Design Gráfico ADG Brasil: inscrições prorrogadas Evento: junho Inscrições: até 17 de fevereiro
As categorias para inscrição de trabalhos são: design de publicações; design de identidade; design promocional; design em espaços; design em movimento; design digital; design de tipos; design de embalagens; design gráfico em produtos; design como tema de reflexão. Uma das principais novidades da Bienal é a criação da categoria "design como tema de reflexão", que também será um dos núcleos expositivos do evento. Além de serem julgados por suas qualidades visuais, os projetos inscritos nessa categoria também serão avaliados pela qualidade de sua reflexão a respeito da atividade. A idéia é estimular a inscrição de projetos de revistas, livros, sites, vídeos e outros produtos que tenham o design como tema principal e que estimulem o pensamento crítico sobre o assunto. Para maiores detalhes acesse www.8bienaladg.com.br. Agosto P&D Design 2006 - Congresso Brasileiro de Design Envio de resumos: até 07 de dezembro de 2005 Resultado da avaliação de resumos: 21 de dezembro de 2005 Envio de artigos para avaliação: até 07 de março Envio do resultado da 1º avaliação: até 07 de abril Recebimento de artigos corrigidos: até 07 de maio Publicação dos resultados no site: até 07 de julho Evento: 7 a 9 de agosto
Mais informações: www.design.ufpr.br/ped2006. voltar A newsletter Ecodesign News também pode ser acessada no portal Design Brasil, pelo link revistas e boletins. Para entrar em contato, ou para assinar este informativo, envie nome completo, e-mail e nome da entidade para o endereço gestaodesign@abipti.org.br Caso seja de seu interesse deixar de receber este informativo, basta responder este mail, com o título CANCELAR. Telefone: (61) 340-3103; Fax: (61) 273-3600 |
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