CONTEÚDO

Entrevista
Reidson Pereira Gouvinhas - Instituto Fábrica do Milênio

Ecolink
ecoinforme.com.br

Matéria
Reaproveitamento é palavra de ordem no campo

Boas Práticas
DaimlerChrysler

Notas
Ecodesign-News foi tema de palestras

Viagem em garrafas recicladas

Emergência para o tratamento dos resíduos urbanos

Embrapa Agrobiologia investe na pesquisa de adubos verdes

Novas madeiras em antigos esportes

Fibra de coco perde espaço no Pará

Fora do carro, dentro da moda

Nova tecnologia para embalagem longa vida

Prêmio CEMPRE "+ Design - Resíduo"


Calendário
Prêmio CNI 2005: Inscrições prorrogadas

Prêmio para reportagens sobre meio ambiente: inscrições prorrogadas

Seminário Nacional de Energia e Responsabilidade Social Ambiental

17º Salão Internacional do Natural

Prêmio Ford de Conservação Ambiental

Resíduos sólidos urbanos em discussão

2ª Conferência Internacional de Gestão do Ciclo de Vida

1º Concurso Bienal Internacional Rikrea

I Seminário de Design Sustentável do Rio de Janeiro

Concurso Internacional de Design Osaka 2005

II Prêmio CEBDS de Desenvolvimento Sustentável

Mercado Floresta

8º Encontro Nacional sobre Gestão Empresarial e Meio Ambiente

Encontro da Sociedade Brasileira de Economia Ecológica

IV Assembléia Geral Internacional FSC

EcoDesign 2005: 4th International Symposium on Environmentally Conscious

Prêmio da Amazônia de Empreendedorismo Consciente

Comunidade Ecodesign net

 
Editorial     

Uma discussão pouco abordada no Ecodesign-News, até então, é o tema da Entrevista do mês: os resíduos dos equipamentos eletroeletrônicos (REEE), alvos de um projeto liderado pelo Instituto Fábrica do Milênio, de Alagoas. A idéia é reunir em um cluster diversos pesquisadores e instituições para encaminhar formas de se lidar com a questão no Brasil, como por exemplo, a criação de um marco regulatório. Vale lembrar que o País está muito aquém de iniciativas que eclodem no mundo inteiro nessa direção. A discussão é levantada pelos professores Reidson Pereira Gouvinhas e Américo Guelere Filho.

O Ecolink apresenta o site da agência de notícias ECOinforme. Ali, não faltam informação e assuntos que interessam a profissionais e estudantes ligados na conservação dos recursos naturais. Eles são abordados em tópicos como Água, Ar, Resíduos, Políticas Ambientais, Indústria e outros. As Boas Práticas mostram as iniciativas da multinacional DaimlerChrysler para ficar em dia com a responsabilidade sócio-ambiental exigida atualmente, não apenas pelo próprio mercado, mas pelo consumidor cada vez mais incentivado a agir conscientemente.

A matéria do mês mostra como agricultores familiares, muitas vezes privados de boa informação, têm feito sua parte quando o assunto é reciclar ou reutilizar materiais. Eles participaram do Concurso Inventor Rural, em São Paulo, que teve ainda uma categoria voltada às experiências de instituições de ensino superior, entidades de pesquisa, escolas técnicas, cooperativas e organizações não-governamentais.

Na seção Notas o leitor já sabe que vai dar um giro pelas principais notícias e acontecimentos do mês em assuntos que envolvem meio ambiente, ecodesign e o surgimento de novas tecnologias que favorecem essas temáticas.

Vale analisar atentamente o Calendário. Há opções de eventos bastante concorridos no Brasil e fora dele, como o 17º Salão Internacional do Natural, que acontece na Itália, em setembro. O SANA abordará os temas: alimentação, saúde e ambiente. Por aqui, a novidade é que as inscrições para o Prêmio CNI 2005 foram prorrogadas até o dia 9.

Tem muita coisa boa aguardando por você nessa edição. Boa leitura!

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Entrevista     

Reidson Pereira Gouvinhas
Instituto Fábrica do Milênio


Com colaboração de Américo Guelere Filho.

 
A discussão sobre os resíduos de equipamentos eletroeletrônicos (REEE) é de máxima importância em um período de rápido crescimento da produção, inclusive no Brasil, cujo avanço em relação a 2004 é de 18%. Convidamos para nos falar sobre esse assunto o professor adjunto do Departamento de Engenharia de Produção e Têxtil da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Reidson Pereira Gouvinhas. Participante do Workshop Bases para o Adensamento Tecnológico da Cadeia Produtiva dos Recicláveis, apoiado pela ABIPTI, ele possui graduação e mestrado em Engenharia Mecânica pela PUC/Rio, além de ser Auditor da Qualidade pela ANSI-RAB NAP. Desde 1994 vem trabalhando na área de design, atuando em consultoria, treinamento, pesquisa e publicando artigos em revistas científicas.

Gouvinhas concluiu o doutorado na Cranfield University, Inglaterra, onde investigou o uso de métodos e metodologias de design na indústria de bens de capital do Reino Unido. Atualmente seus principais focos de pesquisa incluem o desenvolvimento de novas técnicas principalmente nas áreas do Ecodesign, da Engenharia Concorrente, da Gestão do Conhecimento e do Marketing de Novos Produtos.

O professor é também coordenador local do projeto de pesquisa “Instituto Fábrica do Milênio/UFRN” (IFM), onde desenvolve um trabalho de pesquisa para implementar a aplicação das estratégias de ecodesign nas micros e pequenas empresas brasileiras.

Juntamente com o pesquisador Américo Guelere Filho, do Núcleo de Manufatura Avançada - NUMA da Escola de Engenharia de São Carlos – EESC/USP, ele nos relata como surgiu a idéia de se montar um cluster* de pesquisas na área de manufatura sustentável, e quais os benefícios que se pode esperar do projeto, como criar competência na área de Engenharia de Ciclo de Vida no Brasil. Os entrevistados também retratam a problemática dos REEE e a emergência de aprovação da Política Nacional de Resíduos Sólidos, ressaltando-se que a responsabilidade deve ser dividida pelos consumidores, fabricantes, governo e sociedade em geral.

* O pesquisador utiliza o termo "cluster" para definir um grupo de núcleos de pesquisas que desenvolvem projetos atuando nas diversas etapas do ciclo de vida de um produto, com o intuito de reduzir e/ou eliminar seu impacto ambiental.

Como teve início a idéia de se criar um cluster de pesquisas para a gestão de resíduos sólidos de equipamentos eletroeletrônicos e quem o coordena?
Como membros do Instituto Fábrica do Milênio (IFM), o Grupo Millennium Design, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), o Grupo de Adequação Ambiental em Manufatura (AMA), do Núcleo de Manufatura Avançada (NUMA) da Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo (EESC/USP) e a Sociedade Educacional de Santa Catarina (Sociesc) se uniram em caráter pioneiro para atuar conjuntamente em projetos de pesquisa e extensão na área de gestão ambiental. Primeiro surgiu a idéia de se montar um cluster de pesquisas na área de manufatura sustentável que levasse em conta as competências dos parceiros inicialmente envolvidos, ou seja, desenvolvimento e fabricação de produtos que externassem o mínimo de impacto ambiental negativo utilizando-se, para isso, técnicas de produção mais limpa e ecodesign.

Devido à colaboração previamente estabelecida entre AMA/NUMA e a Universidade Técnica de Berlim (TUB), o pesquisador Carsten Franke passou um período de três messes em São Carlos como pesquisador convidado, justamente quando essa iniciativa dava seus primeiros passos, tendo também visitado e ministrado curso na UFRN durante essa passagem pelo Brasil. E foi dessa colaboração com a TUB que o escopo do cluster passou a abarcar também as demais fases do ciclo de vida de um produto, incorporando tendências como facilidade na manutenção desmontagem, reuso, remanufatura, reciclagem e valorização de resíduos (como por exemplo, para geração de energia).

Como você avalia a questão dos resíduos de equipamentos eletroeletrônicos (REEE) no Brasil?
No Brasil os REEE são conhecidos como lixo tecnológico. É um tema que vem sendo discutido já há alguns anos na comunidade européia, onde conta com amplo marco regulatório, formado pela Política Integrada Relativa aos Produtos (IPP) e com uma diretiva que trata especificamente desse tipo de resíduo (WEEE). A visão expressa pela IPP é a da gestão ambiental pelo ciclo de vida dos produtos, onde todos os impactos ambientais causados em todas as suas fases (de sua concepção mercadológica até sua disposição final) são levadas em consideração. Além disso, tem na participação de todos os envolvidos ao longo do CVP (stakeholders) elemento-chave para o seu sucesso.

Dentro desse contexto, os REEE foram escolhidos como ponto de partida para aplicação da IPP dada, entre outros, à crescente geração desse resíduo (devido a diminuição brusca da vida útil desse tipo de produto), ao seu potencial de poluição (notadamente marcada pela presença de metais pesados) e a necessidade de uma busca conjunta entre governo, sociedade civil e empresas para uma solução que leve em conta as diferentes visões sobre o mesmo tema.

Atualmente a proposta de criação desse cluster faz parte da renovação do cluster de pesquisa Instituto Fábrica do Milênio, a qual foi encaminhada ao Ministério da Ciência e Tecnologia, que se posicionará até o final desse mês sobre uma possível renovação do IFM.

O IFM é coordenado pelo professor titular do Departamento de Engenharia de Produção da EESC/USP, João Fernando Gomes de Oliveira.

Então, é ainda uma proposta...
É uma proposta que foi submetida à FINEP, mas que infelizmente não foi aprovada. Apesar deste projeto atualmente ser parte integrante das propostas para a nova fase do IFM, os recursos alocados não são suficientes e, por conseguinte, seria interessante que o Governo Federal, por meio de seus órgãos de fomento, se sensibilizassem da necessidade de o País dominar estratégias de reciclagem, reuso e remanufatura de produtos. Esta é a nova tendência mundial, principalmente nos países mais desenvolvidos.

Quais foram os critérios usados para se buscar os parceiros?
O ponto de partida para a seleção das instituições envolvidas no projeto foi o Instituto Fábrica do Milênio (IFM). Através da parceria inicial do IFM é que se pôde construir a base fundamental para a estruturação do cluster de pesquisadores. Entretanto, nada impede que outras instituições interessadas no projeto venham a se agregar futuramente. Os critérios usados foram a experiência e competência de instituições brasileiras de ensino e pesquisa nas áreas correlatas da gestão ambiental, as quais são indispensáveis para fazer frente a um desafio multidimensional como esse.

Em relação ao que acontece em outros países como se pode falar da atuação do Brasil na gestão dos REEE?
No Brasil sequer temos um marco regulatório quanto à questão dos resíduos sólidos como um todo. Esperava-se que em 2005 a Política Nacional de Resíduos Sólidos fosse enfim colocada na pauta do Congresso Nacional para a sua votação e aprovação. Entretanto, devido aos atuais acontecimentos políticos, mais uma vez a votação deste importante projeto foi adiada.

A gestão de resíduos no Brasil de uma forma geral encontra-se dispersa. Apesar de alguns resultados bastante positivos como o reaproveitamento de latas de alumínio, observa-se que ainda há muito o que se fazer nesta área. Mais especificamente no setor eletroeletrônico há somente uma experiência observada que é a Fabrica de Reciclagem de Computadores Itautec Philco, em Tatuapé/SP.

Essa experiência de cluster de pesquisa já acontece em outros países também? Eles serão parceiros do Brasil?
A colaboração institucional é um processo que avança rapidamente em todo o mundo. Mais especificamente com relação a projetos similares a este, está sendo montada uma rede mundial na área de manufatura sustentável formada por instituições em todo o mundo (Américas, Europa, Ásia, Oceania e África) que procurará propor soluções nas diversas áreas de atuação, levando-se em consideração os mais diversos cenários industriais. Visitando o site da rede (www.sustainablemanufacturing.org), tem-se uma noção mais clara da amplitude de atuação desta área em termos técnico-científicos.

De que dados se dispõem atualmente que embasem a proposta do cluster?
A proposta se baseia no desperdício gerado pela indústria eletroeletrônica no Brasil e no mundo. Somente na Europa, oito milhões de toneladas de equipamentos eletroeletrônicos são descartados todo ano. O número mundial de telefones celulares obsoletos já é estimado como sendo superior a 500 milhões. O descarte inadequado destes produtos pode liberar substâncias tóxicas (metais pesados) que antes estavam nas baterias, circuitos impressos, displays de cristal líquido, carcaças de plástico ou fiação, danificando não só a natureza como também afetando a saúde humana. Além disso, tais subprodutos poderiam ser implementados de novo no sistema produtivo, reduzindo custos e tempo de produção.

Além desses dados alarmantes, há de se ressaltar a importância desta indústria para o nosso País. Por exemplo, espera-se que a indústria eletroeletrônica brasileira tenha um faturamento de R$ 94 bilhões em 2005, com um crescimento de 18% em relação a 2004. Estamos falando em investimentos de R$ 2,8 bilhões e uma participação no PIB de 5,1%, gerando 139,5 mil empregos e com um volume de exportações na ordem de US$ 5,5 milhões. Portanto, para que se mantenha competitivo este setor necessita modernizar-se, agregando novos valores ambientais demandados nos mercados europeu, norte-americano e asiático. Aspectos relacionados a um sistema produtivo benéfico ao meio ambiente e produtos ambientalmente corretos estão na agenda de qualquer setor que deseje manter-se competitivo globalmente.

Como o cluster funcionaria exatamente?
A proposta do cluster é que cada instituto atue no seu ramo de conhecimento específico ao longo do ciclo de vida dos produtos, mas que também atue de forma integrada com os demais. A sinergia e troca de conhecimentos entre os diversos institutos de pesquisa trarão o diferencial de competitividade para o setor. Mais especificamente estamos falando de pesquisas em três grandes áreas de atuação: Ecodesign e Avaliação de Ciclo de Vida; Adequação Ambiental de Processos de Fabricação e Tecnologias Limpas; Gestão Ambiental e Políticas Públicas.

Quais as funções e os resultados práticos esperados a partir de sua implantação?
Como beneficios espera-se que o projeto possa: a) criar competência na área de Engenharia de Ciclo de Vida no Brasil; b) conceber possíveis cenários para a gestão dos resíduos de equipamentos eletroeletrônicos no Brasil; c) desenvolver a reciclagem, o reuso e a remanufatura de diferentes classes de produtos como um novo negócio para o desenvolvimento econômico e social; d) formar e expandir redes locais ou nacionais voltadas para reciclagem, reuso e remanufatura dos REEE; e) gerar novos produtos a partir da reciclagem, reuso e remanufatura dos REEE; f) maximizar o uso de equipamentos eletroeletrônicos (EE); g) agregar valor aos EE existentes através do redesign dos produtos com vistas ao seu reuso, remanufatura e/ou reciclagem; h) adequar o setor de EE às exigências nacionais e internacionais; i) aumentar a competitividade industrial do setor com a manutenção e conquista de novos mercados; j) gerar novos empregos e aumento de renda para os trabalhadores do setor, e finalmente; k) colocar o Brasil rumo à sustentabilidade ambiental, com a minimização dos impactos ao longo de todo o ciclo de vida do produto.

Quais os eletroeletrônicos alvos do projeto?
Inicialmente pretende-se utilizar o telefone celular como principal exemplo. Posteriormente, outros produtos tais como máquinas de lavar roupas, máquinas de lavar louças, computadores e outros produtos eletroeletrônicos serão considerados.

Quem tem mais responsabilidade nessa gestão? Os consumidores ou os fabricantes? Há informação suficiente para ambos sobre os seus papéis?
A exemplo do que acontece atualmente na Alemanha com a implementação da diretiva WEEE, as responsabilidades devem ser bem definidas e divididas entre consumidores, estabelecimentos de varejo que procedem à comercialização, poder público, fabricantes e empresas que procederão à gestão pós-uso do produto.

É preciso destacar que a falta de informação é de todos e que todos têm igualmente a sua parcela de responsabilidade. Este é um processo contínuo de aprendizagem, educação e troca de informações.

E em relação aos custos embutidos na formação do cluster? Quais seriam e quem os disponibilizaria?
Como dito anteriormente, a base de formação do cluster provém do Instituto Fabrica do Milênio (IFM). Desta forma, ainda não fizemos um detalhamento específico do custo total para a implementação do projeto, mas acreditamos que a participação dos órgãos de fomento como a CAPES, o CNPq, a FINEP e o MCT é de fundamental importância. Isto irá demonstrar que o Governo Federal encara a questão ambiental como uma política importante não só de preservação da natureza, mas também como um agente desenvolvedor do avanço social e competitividade da nossa indústria. Além disso, as empresas que seriam diretamente beneficiadas também deveriam participar no financiamento de pesquisas desta relevância. Trata-se aí de um processo de divulgação e discussão do projeto para que todos possam entender como ele deverá funcionar e quais possíveis benefícios poderá trazer.

Essa proposta foi apresentada no Workshop Bases para o Adensamento Tecnológico da Cadeia Produtiva dos Recicláveis, apoiado pela Abipti. Como avalia o evento? Ele trouxe alguma contribuição prática a esse trabalho?
Primeiramente gostaria de parabenizar a Abipti pelo evento. Ele foi muito bem organizado e gerou (continua gerando) resultados bastante positivos. Pela primeira vez participei de um evento que apresentou propostas concretas na formulação de soluções para o adensamento tecnológico na cadeia de recicláveis. Lá estavam presentes não só representantes do Ministério da Ciência e Tecnologia, como estudiosos no assunto e setores importantes da cadeia, como associações de catadores de lixo. Foi importante a participação de todos, pois este País tem que se convencer de que tem capacidade de equacionar soluções adequadas às nossas necessidades e que podemos caminhar em direção à modernidade sem deixar de lado uma parcela da sociedade que forma a base econômica e que também é extremamente importante. Acredito que este é o grande diferencial de nosso projeto, pois procuramos desenvolver a indústria nacional, mas com uma grande participação de, por exemplo, associações de catadores de lixo nos mais diversos municípios.

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Ecolink     

ecoinforme.com.br

 
A ECOinforme é uma agência de notícias que divulga informações sobre meio ambiente por meio do seu próprio site, além de outros veículos de comunicação. A empresa também presta serviços de apoio à comunidade e aos ambientalistas e oferece serviços de informação e consultoria ao meio empresarial, projetos ambientais e palestras temáticas.

Trata-se de um site agradável e bem organizado, dividido pelas seguintes áreas: Água, Ar, Resíduos, Políticas Ambientais, Indústria, Temas Ambientais, Cultura Ambiental e Animais. Assuntos fundamentais estão em pauta, como recursos hídricos, climas, reciclagem, certificações, gestão e educação ambiental, transgênicos, além de divulgação de cursos, eventos e livros. A página principal é reservada aos destaques e há uma coluna de notícias abrangentes, listadas por datas.

O site www.ecoinforme.com.br é um produto da Agência de Notícias AutoInforme, dirigida pelo jornalista Joel Leite.

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Matéria     

Reaproveitamento é palavra de ordem no campo

Eles não passaram pela faculdade, não são designers ou profissionais da área. Provavelmente desconhecem termos como ecodesign, sustentabilidade ou ciclo de vida. Mas a falta de conhecimentos teóricos não os impediu de colocar em prática conceitos como reaproveitamento, reuso, reciclagem.

Eles são os agricultores que participaram do 2º Concurso Inventor Rural, evento que fez parte da 3ª Feira da Agricultura Familiar e do Trabalhador Rural (Agrifam), realizada em agosto, no município de Agudos, oeste de São Paulo.

O objetivo do concurso, promovido pela Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de São Paulo (Festaesp) e apoiado pela Secretaria de C&T para Inclusão Social do Ministério da Ciência e Tecnologia, foi estimular, identificar e divulgar inventos que facilitem a vida dos agricultores familiares e assalariados rurais.

 

foto: Dirce Pereira
As categorias Invento Popular Rural e Invento Tecno-Científico receberam 26 inscrições. Os agricultores levaram equipamentos criados para facilitar o seu trabalho e que substituem aqueles que não podem pagar, como um trator ou uma semeadeira. Eles faziam questão de destacar que essa ou aquela peça foi encontrada “jogada no fundo do quintal” ou “comprada em ferros-velhos”. Madeira usada, motores, latas de cera, maquinário e mesmo pequenos objetos como pregos e parafusos, reencontraram uma utilidade que partiu da criatividade de cada um.

Já o mote dos inscritos na categoria Tecno-Científica foi proporcionar aos pequenos produtores equipamentos que facilitem a geração de renda ou proporcionem um certo conforto, como água quente para o banho. Mas com diferenças importantes: o custo barateado pelo uso de energias alternativas, como a solar, ou pela troca de materiais como a substituição do alumínio usado em um tanque rede, destinado à piscicultura, pelo bambu.

A experiência do Instituto do Bambu
O tanque rede inscrito na categoria pelo Instituto do Bambu, organização não governamental ligada à Universidade Federal de Alagoas, chamou a atenção tanto de quem já tem criatórios, quanto de quem pretende construir um, mas se vê atado pelos preços que isso representa. “A surpresa das pessoas é muito boa porque elas vêem que existe uma possibilidade de iniciarem a criação de peixe com um custo dentro de suas capacidades”, afirma Jorge Vieira, consultor do instituto.


foto: Nabil Moura Kadri - Instituto de Tecnologia Social
 
O produto demonstrado na Agrifam tem dimensões iguais aos do convencional 2X2 de área útil e 1,5 m de profundidade, mas a estrutura de alumínio foi substituída pelo bambu. Assim, o tanque custa entre R$ 300,00 e R$ 350,00 contra R$ 1,2 mil até R$ 1,8 mil do modelo convencional.

Outra vantagem é que além de ser capacitado para construir o tanque, o agricultor pode também fazer a manutenção do equipamento, o que atualmente é um problema. “Eles dependem da assistência técnica porque se quebrar uma vara de alumínio, provavelmente eles não terão uma solda para fazer o conserto. Em função do difícil acesso, a empresa só vai na condição de vender mais alguns tanques”, explica.

Segundo Jorge, o tanque rede está em teste há um ano em Alagoas, o que permite saber que seu tempo de vida útil é de, no mínimo, dois anos.

O uso da planta é um aliado do produtor que optar pela solução apresentada pelo instituto. “O bambu é um material absolutamente correto ecologicamente. É a única madeira que a gente sabe que quando alcança sua maturidade deve ser extraída para não inibir o crescimento dos brotos”.

O engenheiro florestal Marcos Diniz, visitante da feira, não só admirou o trabalho do instituto, como aproveitou a oportunidade para se informar sobre uma possível parceira com a ONG. Ele é assistente técnico em um assentamento rural e disse acreditar muito no bambu. “Os materiais alternativos favorecem um mercado mais participativo. O bambu é perfeito – com ele é possível fazer coisas inacreditáveis como uma ponte. Além disso, tanto pode ficar aparente como ser revestido por outros materiais”.

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Boas Práticas     

DaimlerChrysler

Em novembro de 1998, Daimler-Benz e Chrysler fundem suas operações e dessa transformação nasce a DaimlerChrysler AG, detentora de marcas como Mercedes-Benz, Chrysler, Dodge e Jeep. No Brasil, dentro da estratégia de integração da empresa no grupo DaimlerChrysler mundial, a Mercedes-Benz do Brasil S.A. se transformou em DaimlerChrysler do Brasil Ltda. em dezembro de 2000. A empresa possui unidades em São Bernardo e Campinas (SP) e Juiz de Fora (MG), como também no Centro Empresarial - CENESP (SP).

A unidade de Juiz de Fora deu o primeiro passo para a implantação do seu sistema de gestão ambiental, em março de 2001, visando a certificação ISO 14001. Ao final da auditoria do organismo certificador, ocorrida em dezembro de 2001, esta unidade foi recomendada a receber o certificado ISO 14001, fato que ocorreu em 2002.

 
Segundo a empresa, existe uma preocupação constante em manter os funcionários informados de forma transparente e clara quanto a assuntos ambientais. Uma das formas de divulgar as atividades ambientais desenvolvidas é por meio das Praças de Meio Ambiente, distribuídas nas linhas de montagem e acessíveis a todos os funcionários. A cada mês, novas informações são divulgadas, podendo inclusive ser utilizadas para palestras ministradas na própria Praça.

Além das informações rotativas, há gráficos de acompanhamento de coleta seletiva e geração de resíduos contaminados, política e princípios ambientais.

Ações ambientais
Gás Natural
 
O motor desenvolvido pela empresa atende as exigências do Programa Brasileiro de Controle Ambiental com valores de emissão inferiores aos especificados. Atualmente, cerca de 100 unidades de chassi Mercedes-Benz a gás circulam pelo Brasil nas cidades de São Paulo, Curitiba e Rio de Janeiro. Outras 850 unidades destes motores foram exportados para vários países da Europa e Austrália. O motor para exportação é o M 447 hLAG, que em 2002 recebeu do principal órgão regulador alemão a certificação conforme limites EEV - Enhanced Environmentally Friendly Vehicles (Veículos Excepcionalmente Compatíveis com o Meio-Ambiente).

Projeto POEMA
Pesquisadores da Universidade Federal do Pará, com a assistência da Secretaria da Agricultura do Pará e o apoio do Grupo DaimlerChrysler e da Unicef, uniram solução ambiental com viabilidade econômica e idealizaram, em 1992, o Programa Pobreza e Meio Ambiente na Amazônia (POEMA).

 
Segundo a empresa, o programa POEMA tem como meta a promoção do desenvolvimento eco-sustentado da região amazônica, de forma a estabelecer, sobretudo para as populações vulneráveis, uma relação mais equilibrada com o seu meio ambiente.

A DaimlerChrysler do Brasil é a empresa privada realizadora do projeto Ecologia como Projeto Empresarial e a Universidade Federal do Pará (UFPA), por intermédio do POEMA, é a entidade que auxilia na operação do projeto como um todo. Participam também a EMATER, a Secretaria de Desenvolvimento do Município de Belém e a Secretaria de Agricultura do Pará.

A política de utilização de matérias-primas oriundas de fontes naturais renováveis, permitiu a introdução de componentes ecologicamente corretos nos produtos da marca Mercedes-Benz, tais como as fibras de coco, sisal, carauá e juta e também o poliol de mamona, visando promover o desenvolvimento sustentável e minimizar o impacto ambiental do produto.

Pintura a base de água
O processo de pintura à base da água além de melhorar a qualidade do produto final é altamente favorável ao meio ambiente. Com o processo, a água substitui o solvente orgânico como meio de transporte. No Brasil, a DaimlerChrysler foi pioneira na aplicação dessa tecnologia.

O processo de pintura abrange várias fases. Como a carroceria costuma sair da montagem bruta, impregnada de óleo, limalhas de ferro e outras impurezas, o primeiro passo consiste em fazer um pré-tratamento com duchas e imersão: a lavagem retira o óleo e as impurezas.

Explicando de maneira simplificada, no processo tradicional de pintura à base de solventes orgânicos, estes são usados como meio de transporte do pigmento e da resina; evaporando-se o solvente, resta a resina e o pigmento, finalizando-se assim a pintura.

 
Com o processo inovador, a água substitui o solvente orgânico como meio de transporte. A resina e o pigmento continuam os mesmos. O processo em si, porém, é mais delicado, pois exige equipamentos e cuidados especiais com a limpeza para se evitar a contaminação. A água usada no processo, por ser desmineralizada, é altamente corrosiva. Por isso, os dutos precisam ser de aço inoxidável. Não sendo volátil como um solvente normal, a água sofre aquecimento em estufas intermediárias até evaporar (o solvente evapora sozinho).

Como os solventes orgânicos são prejudiciais ao meio ambiente, a tendência hoje é diminuir o seu uso. Ainda segundo a empresa, com a pintura à base de água, a poluição é reduzida em 75%. Os outros 25% ainda continuam, principalmente por conta do verniz formado por dois componentes à base de solvente orgânico.

Como a cor é um pigmento sem brilho, usa-se o verniz para dar brilho e proteger a pintura contra o envelhecimento provocado pelos raios infravermelho e ultravioleta.

As principais vantagens da pintura à base de água consistem na preservação do meio ambiente e na qualidade superior do produto final em função da camada de verniz, que também é aplicada nas cores sólidas.

Segundo informações da DaimlerChrysler, o próximo passo tecnológico em Juiz de Fora poderá ser a implantação do Powder Slurry, uma emulsão de partículas de verniz na água. Com essa emulsão, diminuiria ainda mais a cota dos 25% de emanação de solventes.

Fibra de sisal nos caminhões
 
Os revestimentos das paredes traseiras e laterais da linha dos caminhões médios e leves da Mercedes-Benz trazem uma novidade ecológica como item de série: a utilização da fibra de sisal. A matéria-prima foi introduzida inicialmente nos caminhões leves, modelo 710.

Os estudos vêm sendo feitos desde a Eco-92, quando a fibra de sisal passou a ser a potencial substituta da fibra de vidro. Extraído por agricultores do município de Valente, sertão da Bahia, o projeto beneficia cerca de 558 mil pessoas, colaborando com o desenvolvimento sustentável da região.

Materiais recicláveis
Em parceria com a DaimlerChrysler mundial, a DaimlerChrysler do Brasil conta com uma área de pesquisa voltada ao estudo da utilização em seus produtos de matérias-primas de origem vegetal com o objetivo de diminuir os impactos ambientais.

Atualmente, todos os caminhões da marca são equipados com o apoio de cabeça feitos totalmente em fibra de coco com látex natural em substituição à espuma de poliuretano com poliol petroquímico. A fibra de coco também está sendo empregada no pára-sol dos chassis de ônibus, que são produzidos de série com esta matéria-prima.

A fábrica busca agora novas alternativas de uso do produto, pois parte da produção ficou ociosa em função da descontinuação do modelo Classe A (ler mais em Notas).

Fonte: DaimlerChrysler do Brasil, com adaptações.

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Notas     

Ecodesign-News foi tema de palestras

No mês de agosto o projeto do Ecodesign-News foi apresentado em três palestras na Faculdade Brasília, para alunos das disciplinas Introdução ao Design e Gestão de Design, ministradas por Denise Westin, colaboradora da ABIPTI. A palestrante foi a jornalista responsável pela publicação, Waleska Barbosa.

Já no dia 12, o Ecodesign-News fez parte da programação do Seminário e Lançamento e Sensibilização do Ciclo 2005/2006 do Projeto Excelência na Gestão de Unidades de Design, realizado pela ABIPTI em parceria com o Sebrae e os Ministérios de C&T e Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

A explanação foi feita pelo designer Pedro Augusto Nascimento, membro da equipe que produz o informativo.


Viagem em garrafas recicladas

 

Divulgação
Um barco feito de garrafas de PET. Esse será o meio de transporte usado pelo empresário paulista Eduardo de Carvalho, para percorrer o Rio São Francisco. Com a viagem ele pretende conscientizar as populações das cidades banhadas pelo rio sobre a importância da reciclagem do lixo e o uso racional da água, além de mostrar produtos feitos com material reciclado, como brinquedos.

No total, Carvalho percorrerá 1.371 km na embarcação, cuja estrutura de flutuação é de PET, além de compensados e fibra de vidro nas demais partes da carcaça. Foram gastas 2.040 garrafas para dar vida ao projeto.

Fonte: Folha Online – 19/08/2005.


Emergência para o tratamento dos resíduos urbanos

Um artigo publicado no site Ambiente Brasil, no dia 13 de agosto, escrito pelo engenheiro civil Renato Emílio Coimbra, aponta para a necessidade do tratamento dos resíduos urbanos no Brasil. Professor aposentado da Universidade Federal do Paraná, Coimbra diz que os orgânicos biodegradáveis representam cerca de 60% do total gerado nas grandes cidades e 80% nas pequenas.

Como forma de diminuir o problema ele recomenda o uso do Redolix - Reciclagem Doméstica do Lixo. Trata-se de um dispositivo patenteado, simples, barato, ecológico e de pequenas dimensões, destinado a acondicionar os detritos sólidos e transformá-los em húmus para hortas, jardins e vasos.

De acordo com o artigo, o redolix é constituído por duas câmaras destinadas aos descartes da cozinha, como folhas de verduras, cascas de frutas e pó de café, sendo necessário apenas depositar os restos e retirá-los depois de alguns meses, prontos para o uso. As vantagens, escreve o professor, são que “o trabalho biológico que o lixo recebe nas câmaras o torna um adubo completo, com cheiro de terra e todos os macro e micro nutrientes necessários às plantas. Não exala mau cheiro, não exige escavações ou adicionamento de terra e não atrai moscas ou ratos”.

Contatos com o autor: renatoemiliocoimbra@ig.com.br.

Fonte: www.ambientebrasil.com.br.


Embrapa Agrobiologia investe na pesquisa de adubos verdes

Uma equipe de pesquisadores da Embrapa Agrobiologia, localizada em Seropédica, no Rio de Janeiro, aposta no uso de leguminosas e outras espécies para substituir os fertilizantes minerais nitrogenados oriundos do petróleo. Os estudos concluíram que as raízes desses vegetais extraem nutrientes das camadas mais profundas do solo, trazendo-os para a superfície e fazendo uma cobertura que aumenta o teor de matéria orgânica do terreno. É necessário escolher o adubo verde de acordo com o tipo de clima, solo e sistema de manejo das plantas cultivadas na área a receber o insumo, garantindo a conservação de recursos naturais e a sustentabilidade da agricultura.

Para mais informações a Embrapa disponibiliza o Banco de Dados de Leguminosas no endereço eletrônico www.cnpab.embrapa.br.

Fonte: Isis Breves/ Assessoria de Comunicação da Embrapa Agrobiologia.


Novas madeiras em antigos esportes

O Centro Design Paraná, por meio do Programa Criação Paraná, tem prestado consultoria à empresa Flying Skateboards. Criada em 1999, a Flying deixou de fabricar apenas shapes de skate para terceiros e passou a criar seus próprios produtos.

 
A mudança foi sugerida pelo Centro, que mostrou a necessidade de inserir o design no processo de criação. Um dos resultados do trabalho é o Ecoshape - fabricado com madeiras certificadas, renováveis e resinas ambientalmente corretas. Ele é constituído por madeiras como pinus, eucalipto e bambu, em substituição às lâminas de marfim, matéria-prima em extinção. Estudos técnicos revelam que o desempenho dos novos materiais supera o do marfim tradicional. A empresa está se preparando para lançar o Ecoshape em outubro. “Mandamos confeccionar maquinário para fazer o corte e o manejo. Além de ter baixo custo e atender o mercado interno, queremos também exportar o produto para a Europa”, afirma o empresário Antônio Wilmar Portes.

Fonte: Boletim do Centro Design Paraná – Nº 69, agosto de 2005.


Fibra de coco perde espaço no Pará

Um problema para os produtores de fibra de coco de Ananindeua, interior do Pará: a produção de quase duas mil famílias corre o risco de ficar ociosa. A multinacional DaimlerChysler que usava o material em encostos de cabeça, pára-sol e assentos para a marca Classe A, retirou o carro de linha. A própria empresa investiu recursos na criação da Poematec, fábrica de processamento da casca do coco e está interessada em encontrar novas alternativas para o produto junto aos gestores do Programa Pobreza e Meio Ambiente na Amazônia (POEMA). “O desafio é buscar alternativas para suprir a demanda perdida”, disse Thomaz Mitschein, coordenador do programa.

Fonte: O Estado de São Paulo (15/08/2005).


Fora do carro, dentro da moda

Se na Amazônia o destino da fibra de coco produzida é incerto, em São Paulo ela encontrou m novo e importante nicho de mercado. Trata-se do Coquim, produto patenteado há dez anos pela empresa Ouro Fértil. No próximo verão, ele vai substituir juta e cortiça em calçados, bolsas e outros acessórios. E já está em linhas de utilidades domésticas como jogos americanos e porta-copos. O produto é barato e ecologicamente correto e possui alto teor de tanino, o que o torna um fungicida natural.

Fonte: Usefashion.


Nova tecnologia para embalagem longa vida

As empresas Alcoa, TSL, Klabin e Tetra Pak se uniram para investir em uma nova tecnologia de reciclagem das embalagens longa vida. A produção no Brasil desse material chega a 160 mil toneladas anuais, sendo que apenas 25% desse total é reciclado. Além disso, apenas o papel é reaproveitado, deixando de lado o plástico, o alumínio e outros componentes das embalagens.

Agora o processamento se dará em uma unidade fabril que recebeu investimentos de R$ 12 milhões e está localizada em Piracicaba, São Paulo. A fábrica é capaz de separar totalmente o alumínio do plástico e a expectativa é de que chegue a reciclar 65% das embalagens longa vida produzidas no País.

A TSL, empresa de engenharia florestal, será a responsável pelo processamento do material e pela venda dos produtos que serão originados como lingotes de alumínio, papel e parafina. “Foram sete anos de pesquisa e desenvolvimento para chegarmos a esse novo processo”, disse Nelson Findeiss, presidente da Tetra Pak.

Fonte: Yuri Vasconcelos/ Revista FAPESP.


Prêmio CEMPRE "+ Design - Resíduo"

 
Promovida pelo Compromisso Empresarial para a Reciclagem (CEMPRE) e o Instituto Design&Natureza (iD&N), com o apoio da ABIPTI, a premiação encerrou as inscrições no dia 26 de agosto.

Alceu Castello Branco, coordenador da Ecodesign-News e gerente da Unidade de Informação e Gestão Tecnológica – IGT (ABIPTI) participará como jurado do Prêmio.

Os dois primeiros colocados na categoria Profissional receberão R$ 5 mil e R$ 2,5 mil, respectivamente. Já para os estudantes a premiação será de R$ 1,5 mil e R$ 1 mil.

A comunicação dos projetos selecionados ocorrerá a partir de 05 de setembro; já a entrega dos protótipos e produtos selecionados será no dia 30 de outubro e a premiação ocorrerá no dia 1 de dezembro.

Informações: maisdesignmenosresiduo@uol.com.br.

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Calendário     

Setembro
Prêmio CNI 2005: Inscrições prorrogadas


 
O Prêmio é o reconhecimento da Confederação Nacional da Indústria às empresas que buscam melhores resultados por meio da inovação e criatividade, com foco no desenvolvimento sustentável, design, parcerias para a inovação tecnológica e produtividade. A primeira etapa da seleção é em âmbito estadual e a entrega das propostas pode ser feita às federações estaduais até o dia 9 de setembro.

As categorias da premiação são as seguintes:

Qualidade e Produtividade
  • Processo Produtivo
  • Produto
  • Micro e Pequena Indústria


  • Desenvolvimento Sustentável
  • Conservação e Uso Sustentável da Biodiversidade
  • Produção Mais Limpa (P+L)
  • Gestão Ambiental


  • Design
  • Gestão do Design
  • Design de Produto
  • Micro e Pequena Indústria


  • Parcerias para Inovação Tecnológica
    Projetos colaborativos de pesquisa com foco na inovação tecnológica nas seguintes modalidades:
  • Universidade-Empresa
  • Instituto de Pesquisa-Empresa
  • Redes de Pesquisa-Empresa


  • Mais informações: www.cni.org.br.


    Prêmio para reportagens sobre meio ambiente: inscrições prorrogadas

     
    Foram prorrogadas para o dia 9 de setembro as inscrições para a segunda edição dos programas Bayer Young Environmental Envoy (BYEE) e Bayer Environmental Award for Media (BEAM). O objetivo é premiar estudantes de jornalismo e jornalistas profissionais por projetos e reportagens sobre proteção ambiental e desenvolvimento sustentável. Quatro estudantes e dois jornalistas serão premiados com uma passagem para a Alemanha.

    Mais informações: www.byee.com.br e www.byee.com.br/jornalistas.


    Seminário Nacional de Energia e Responsabilidade Social Ambiental

    A 6ª edição do evento acontece no dia 1 de setembro, de 9h às 19h, no Auditório Nereu Ramos, da Câmara dos Deputados, em Brasília. A promoção é da Agência de Integração à Saúde, Meio Ambiente e Desenvolvimento do Brasil em parceria com o Congresso Nacional.

    Serão debatidos temas como a co-geração de energia; a energia por transformação dos resíduos; a geração eólica; a energia solar; as pequenas companhias hidrelétricas; o Protocolo de Kyoto e licenciamento ambiental para a construção de novas usinas.

    O público-alvo compreende servidores públicos do Executivo, Legislativo e Judiciário, representantes do setor produtivo, de empresas de energia, do terceiro setor, de universidades e institutos de pesquisa. As inscrições são gratuitas.

    Mais informações: www.integrabrasil.com.br e (61) 3031-9171, 8465-3961, 8465-3962.


    17º Salão Internacional do Natural

     
    Com o tema “A natureza tem todas as respostas”, o evento acontece de 8 a 11 de setembro, no Parque de Feiras da Bolonha, na Itália. A feira é o principal espaço de referência mundial para o mercado internacional dos produtos orgânicos, eco-compatíveis e do consumo sustentável.

    Fazem parte da programação lançamentos de produtos, trocas comerciais, encontros de atualização profissional, eventos, mostras, debates e o Dia do Brasil. As áreas temáticas serão: alimentação, saúde e ambiente.

    Mais informações: www.sana.it e no Brasil: (61) 3274-3011 e virginialacerda@terra.com.br.


    Prêmio Ford de Conservação Ambiental

    A Ford e a Conservação Internacional abriram as inscrições, até o dia 1 de setembro, para o 10º Prêmio Ford Motor Company de Conservação Ambiental, que distribuirá um total de R$ 100 mil aos vencedores, em cinco categorias:
  • Conquista Individual, para indivíduos que dedicaram sua vida à conservação da natureza e do meio ambiente, servindo de exemplo no cenário nacional;
  • Negócios em Conservação, para projetos de conservação da natureza ligados à criação de empregos e diminuição da pobreza;
  • Ciência e Formação de Recursos Humanos, para programas de sucesso na área da ciência e treinamento de profissionais brasileiros para a conservação ambiental;
  • Iniciativa do Ano em Conservação, para ações de caráter inovador na área da conservação da natureza;
  • Educação Ambiental, para projetos que utilizam recursos inovadores para informar a sociedade sobre a importância da conservação do meio ambiente.


  • Podem concorrer tanto indivíduos, organizações não-governamentais, entidades comunitárias, empresas privadas, universidades e órgãos governamentais. Cada um dos vencedores receberá R$ 20 mil e um troféu, que serão entregues em uma cerimônia no final do ano.

    Mais Informações: www.conservacao.org.


    Resíduos sólidos urbanos em discussão

    Entre 1 e 2 de setembro acontece o I Congresso Nacional em Sustentável de Resíduos Sólidos nos Centros Urbanos Brasileiros, no Centro de Convenções de Natal, Rio Grande do Norte. O objetivo é discutir e disseminar as alternativas existentes e viáveis voltadas à reciclagem de lixo no Brasil.

    Promovido pela Prefeitura de Natal por meio da Companhia de Serviços Urbanos (Urbanas), o evento tem como público-alvo gestores municipais, empresas privadas, ONGS, instituições do terceiro setor, pesquisadores, estudantes e representantes de indústrias que geram e processam resíduos.

    Mais informações: www.k6empreendimentos.com, (84) 3211-9654 e 3212-2793.


    2ª Conferência Internacional de Gestão do Ciclo de Vida

     
    O evento acontece de 5 a 7 de setembro na Espanha e tem como objetivo tratar da gestão do ciclo de vida como uma das principais ferramentas de integração e do desenvolvimento de produtos, processos e serviços sustentáveis.

    A 2ª Conferência Internacional de Gestão do Ciclo de Vida é organizada pelas redes espanholas do Ciclo de Vida e promovida pela Lyfe Ciclo Management (LCM).

    Mais informações: www.lcm2005.org e info@lcm2005.org.


    1º Concurso Bienal Internacional Rikrea

     
    Com inscrições abertas até o dia 1 de outubro, o concurso tem como objetivo a criação de um catálogo de produtos de design que satisfaçam os requisitos ecológicos, de sustentabilidade, durabilidade e universalidade a partir dos trabalhos inscritos. O concurso é aberto a profissionais e estudantes de design, individualmente ou em grupo, mas também a todos que se sentirem capazes de cumprir os critérios de participação.

    O produto inscrito deve ser:
  • Realizado com materiais, componentes ou objetos provenientes do descarte ou dos ciclos convencionais de coleta seletiva;
  • Durável;
  • Sustentável na lógica de produção e pós-consumo;
  • Tenha tendência comercial;
  • Realizado em função da produção em série.


  • O projeto vencedor receberá € 2 mil.

    Informações: www.rikrea.it/rikrea.htm e info@rikrea.it.


    Outubro
    I Seminário de Design Sustentável do Rio de Janeiro


    Promovido pelo Centro de Tecnologia em Design do Senac Rio, o evento acontece no dia 6 de outubro, de 8h às 22h, na sede da instituição, em Botafogo.

    Tendo como público-alvo profissionais de design e arquitetura, estudantes, pessoas ligadas aos setores industrial e comercial, instituições de apoio e fomento ao design, o seminário tem como objetivo difundir informações a respeito da utilização do design sustentável como ferramenta estratégica; conscientizar os participantes sobre a importância do design sustentável e apresentar novas tecnologias e ferramentas na área.

    Estão programadas as seguintes mesas-redondas: Design e Desenvolvimento Sustentável; Materiais e Tecnologias Limpas; Criatividade e Inovação em Produtos Sustentáveis; Eco-design na Comercialização / Agregando Valor e Projetos Sociais.

    Mais informações: www.rj.senac.br.


    Concurso Internacional de Design Osaka 2005

    O concurso é promovido pela Fundação de Design Japonês (Japan Design Foundation – JDF) e tem como temas energia, sustentabilidade, recursos renováveis, conforto e bem-estar.

    As inscrições estão abertas de 1 a 31 de outubro.

    Os organizadores do concurso esperam receber idéias extremamente inovadoras e de excelente qualidade. Os prêmios são: 1º lugar - US$ 15.000; 2º lugar - US$ 10.000; 3º e 4º lugares - US$ 3.000; 5º e 6º lugares - US$ 1.500.

    Inscrições e informações: www.jdf.or.jp. compe2005@jdf-compe.com.

    Fonte: www.centrodesignrio.com.br.


    II Prêmio CEBDS de Desenvolvimento Sustentável

    Em sua segunda edição, o Prêmio CEBDS de Desenvolvimento Sustentável concederá um total de R$ 40 mil aos autores dos melhores trabalhos nas categorias: Desenvolvimento Sustentável para a Mídia; Desenvolvimento Sustentável para Setor Acadêmico; Desenvolvimento Sustentável para ONGs e Desenvolvimento Sustentável para Governo.

    Além do prêmio em dinheiro, os vencedores receberão troféus e terão seus trabalhos divulgados. Os trabalhos devem integrar da forma mais criativa e eficiente as três dimensões do desenvolvimento sustentável: a econômica, a social e a ambiental.

    As inscrições podem ser feitas até o dia 30 de outubro.

    Mais informações: www.cebds.com.


    Novembro
    Mercado Floresta


     
    De 5 a 8 de novembro, a Oca do Ibirapuera, em São Paulo, sediará a maior feira de produtos e serviços de base florestal, já realizada, segundo a organização do evento. Trata-se do Mercado Floresta cuja programação inclui palestras, workshops, mostras, academia gastronômica e rodadas de negócios.

    Madeiras certificadas, gastronomia, design, artesanato, cosmética, móveis e decoração, tecidos, e borracha serão alguns dos temas tratados no evento, promovido pela ong Amigos da Terra – Amazônia Brasileira.

    Mais informações: www.mercadofloresta.org.br Tel.: (55-11) 3887-9369 - Fax: (55-11) 3884-2795 - E-mail: info@amazonia.org.br.



    8º Encontro Nacional sobre Gestão Empresarial e Meio Ambiente

     
    O evento acontece de 9 a 11 de novembro, no Rio de Janeiro, com o objetivo de promover o intercâmbio entre as empresas e o meio ambiente, com base nos princípios do desenvolvimento sustentável. O tema central é “Responsabilidade Socioambiental num Mundo Globalizado”.

    A promoção é da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo e pela Escola Brasileira de Administração Pública e Empresas.

    Informações: www.ebape.fgv.br/engema.


    Encontro da Sociedade Brasileira de Economia Ecológica

    O evento tem o apoio da ABIPTI e será realizado entre os dias 23 e 25 de novembro, em Brasília. A promoção é da Sociedade Brasileira de Economia Ecológica, a ECOECO, que escolheu como tema para a 6ª edição do encontro o “Meio Ambiente e Políticas Públicas”.

    A programação consta de apresentação de trabalhos; seminários; mesas-redondas; mini-cursos; assembléia dos sócios da ECOECO e dia de Campo.

    As mesas de discussão abordarão os seguintes tópicos: Teoria Econômica e Meio Ambiente; Políticas Públicas e Instrumentos Econômicos para o Desenvolvimento Sustentável; Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente; Sustentabilidade de Biomas Ameaçados; Pobreza e Meio Ambiente.

    A inscrição custa R$ 120,00 para não-sócio e R$ 80,00 para sócios.

    Mais informações: ecoeco@eco.unicamp.br e www.ecoeco.org.br.


    Dezembro
    IV Assembléia Geral Internacional FSC


     
    Organizado pela Secretaria Executiva do FSC Brasil, juntamente com o escritório da América Latina e do próprio Centro Internacional, o evento ocorre pela primeira vez fora da sede do Centro e será em Manaus, Amazonas.

    A Assembléia Geral acontece a cada três anos e é a instância máxima de decisão do FSC, onde os membros do mundo inteiro se reúnem para discutir sobre as políticas e atuação do Centro Internacional.

    A expectativa é que mais de 350 membros das câmaras sociais, ambientais e econômicas do FSC se reúnam em Manaus para debater, trocar experiências e votar as moções que pautam a atuação da organização.

    O evento ocorre de 4 a 11 de dezembro e conta com o seguinte cronograma de atividades:
    4 a 7 de dezembro
  • Reuniões paralelas (15 a 20 reuniões simultâneas);
  • Visita de campo (empreendimentos, comunidades e projetos sociais).


  • 7 a 9 de dezembro
  • Assembléia Geral (votação de moções).


  • 9 a 11 de dezembro
  • Visita de campo.


  • Mais informações: www.fsc.org.br.



    EcoDesign 2005: 4th International Symposium on Environmentally Conscious Design and Inverse Manufacturing

     
    O evento acontece de 12 a 14 de dezembro de 2005, em Tóquio, Japão, e está sendo organizado pela Union of EcoDesigners (Association of EcoDesign Societies, Japan). Serão abordados os seguintes temas:
  • EcoDesign of Social System [Special Theme];
  • Eco Life-style;
  • Sustainable Businesses;
  • Environmentally Conscious Products and Services;
  • Sustainable Consumption and Recovery of Resource and Energy;
  • Asia - EcoDesign in Asia (Special Theme).

  • Informações: www.ecodenet.com/ed2005.


    Janeiro de 2006
    Prêmio da Amazônia de Empreendedorismo Consciente


    Lançado pelo Banco da Amazônia o prêmio tem como objetivo incentivar projetos de ecossistemas de negócios na Amazônia, mobilizando o maior número possível de pessoas em todo o mundo a criar soluções concretas e viáveis para o desenvolvimento econômico e social na região.

    O prêmio está aberto a todos os interessados do Brasil e de outros países, independente da faixa etária ou ocupação. Os trabalhos devem ser inscritos individualmente até o dia 31 de janeiro de 2006.

    O vencedor receberá US$ 100 mil, havendo prêmios extras para autores com até 30 anos, de 30 a 65 e acima de 65. Cada um receberá oito mil milhas de passagens aéreas para a região amazônica e 15 dias de hospedagem para duas pessoas.

    Ecossistema de negócios são redes integradas de empreendimentos, localizadas em uma determinada região e que entrecruzam várias indústrias, intercalam diversos ramos e agregam inúmeras competências, em um mutualismo concretizado por atividades que se complementam com o objetivo de atender a necessidades dentro de um campo maior.

    Mais informações: www.bancoamazonia.com.br.

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    Jornalista Responsável: Waleska Barbosa DRT. 5193/00-PB
    Colaborador: Pedro Nascimento
    Diagramação: Mário Fiorese
    Realização: Associação Brasileira das Instituições de Pesquisa Tecnológica