CONTEÚDO

Entrevista
Haiderose Gauer - Arquiteta, geobióloga e ecologista

Matéria
Troca de experiências foi marca do Winter Workshop

I Seminário de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos

Ecolink
vitaecivilis.org.br

Ecoleitura
Adensamento tecnológico do processo em cadeia da reciclagem

Notas
Lançado Selo Empresa Amiga do Futuro

Projeto Geo Juvenil Brasil

Versão popular da Casa Cor usa reciclados

Leitor consciente

Casca de coco no tratamento de solos contaminados

Produção Mais Limpa em discussão

Palestra sobre proteção da propriedade intelectual

Projeto ganhador do Prêmio Planeta Casa é abordado em matéria de revista semanal

Calendário
Lançamento e Sensibilização para o Modelo de Gestão ABIPTI

Prêmio CEMPRE "+ Design - Resíduo"

Workshop de Capacitação em Design para Artesanato

FÓRUM RIO + 10 + 3 - As metas do milênio e o nosso futuro

Recicleshow 2005 - Seminário e Exposição sobre os Desafios Técnicos e Econômicos para a Reciclagem

Prêmio CNI 2005

Prêmio para reportagens sobre meio ambiente

Prêmio da Amazônia

Concurso de Design ReCult Geral 2005

Prêmio Ford de Conservação Ambiental

2ª Conferência Internacional de Gestão do Ciclo de Vida

1º Concurso Bienal Internacional Rikrea

Concurso Internacional de Design Osaka 2005

II Prêmio CEBDS de Desenvolvimento Sustentável

II Prêmio CEBDS de Desenvolvimento Sustentável

EcoDesign 2005: 4th International Symposium on Environmentally Conscious Design and Inverse Manufacturing

ECOportunidade
Marcio Dupont

Errata

Comunidade Ecodesign net

 
Editorial     

Saudações caros leitores.

A leitura de mais essa Ecodesign-News se inicia com uma rica entrevista com Haiderose Gauer, coordenadora voluntária da Equipe de Projeto do Centro de Educação Profissional do Vale do Caí, Rio Grande do Sul. Dentre vários tópicos, ela aborda o poder do trabalho voluntário, das alianças com associações que propiciaram a aglutinação de intenções e o bem sucedido projeto de transformar a escola não só em um espaço conceitualmente voltado para a questão ambiental, mas que sejam corporificados esses valores na própria edificação arquitetônica, em consonância com o espaço natural que a rodeia. A intenção é que o espaço seja um irradiador de conhecimentos e práticas de sustentabilidade e todos torcemos para que assim seja.

O leitor terá, também, informações detalhadas sobre o Winter Workshop e o I Seminário de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos. Não deixe de ler nossas dicas em Ecolink e Ecoleitura, bem como as Notas e o Calendário. Buscamos a cada edição apresentar a você as ações mais significativas no amplo espectro que envolve o meio ambiente e o design. Acreditamos que a difusão dessas informações gera o estimulo ao debate, que impulsiona o fazer e vice-versa, e nesse bater e reverberar de asas, a realidade de um mundo mais consciente passa a ser menos visionário e mais factível.

Até a próxima Ecodesign-News.

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Entrevista     

Haiderose Gauer
Arquiteta, geobióloga e ecologista


 
A personalidade da nossa entrevista do mês é a arquiteta, geobióloga e ecologista Haiderose Gauer, coordenadora voluntária da Equipe de Projeto do Centro de Educação Profissional do Vale do Caí, no interior do Rio Grande do Sul. Ela é, também, membro do Ecosust e do Instituto de Pesquisas Transdisciplinares - Ipetrans e nos conta sobre experiência da criação da sua escola. Haiderose atua como voluntária nas questões técnicas e em contatos com a imprensa que necessitem de explicações mais detalhadas sobre o projeto arquitetônico, além de fiscalizar a execução dos projetos executivos e complementares.

Ela participará ainda da definição dos critérios de licitação e atuará como fiscal de obra na construção, representando todos os profissionais que se envolveram na etapa de idealização e reelaboração do projeto, cuja coordenação geral é da professora Maria da Glória.

O Centro de Educação Profissional do Vale do Caí terá 3.600 m² de área construída, dentro de uma área de 62.000 m² e será cercada pela vegetação que acompanha o Rio Caí. A rota do rio abrange vinte municípios e uma população de 170 mil pessoas, e as prefeituras dessas cidades criaram a Fundação Profissional do Vale do Caí. Trata-se de uma entidade para gerir o projeto do Centro de Educação Profissional, também conhecido como Projeto de Feliz, em alusão à cidade que o abrigará.

Como aconteceu o seu envolvimento do projeto do Centro de Educação Profissional do Vale do Caí?
Envolvi-me no projeto quando a coordenadora o apresentou em uma reunião com a Dra. Clara Brandão, aqui na cidade de Feliz, em novembro de 2002. Fui convidada a participar desta reunião, pois a coordenação do projeto conhecia meu envolvimento com arquitetura sustentável, arquitetura bioclimática e ecologia. Neste encontro surgiu a possibilidade de envolvermos o Grupo Ecosust e o Norie UFRGS (Núcleo de Orientação a Inovação da Edificação - segmento da Faculdade de Engenharia Civil da Universidade Federal do Rio Grande do Sul). Dentro do Norie, buscamos a ajuda do Prof. Phd Miguel Aloysio Sattler que colocou à disposição uma equipe de arquitetos e engenheiros, além de alunos de mestrado e doutorado, para juntos refazermos o projeto arquitetônico da Escola, com enfoque na sustentabilidade e na arquitetura como ferramenta pedagógica.

Então fale um pouco sobre o município de Feliz. Por que o Centro, que será construído na cidade, tem o papel de suprir carências, de resgatar valores?
Porque Feliz já foi um município muito produtivo, principalmente na agricultura familiar e as pessoas estavam abandonando estas atividades para se empregarem na indústria. Com o fechamento de algumas delas ficou uma lacuna de empregos e de crescimento econômico, que pode ser preenchida com o fomento à vocação do lugar, um dos objetivos da escola.

O Projeto de Feliz é, como diz o material de vocês, "fruto do trabalho voluntário, cooperativo e multidisciplinar de dezenas de especialistas".
Primeiramente, é fruto de trabalho voluntário porque toda a equipe que gere o projeto e a Fundação de Educação Profissional trabalha voluntariamente. Em um nível mais amplo, todos os profissionais envolvidos na reformulação do projeto trabalharam voluntariamente, seja de maneira mais continuada ou sob forma de consultorias. Os aglutinadores dos profissionais e voluntários foram a fundação, o grupo Ecosust (www.ecosust.org.br), o Norie e, posteriormente, o grupo de profissionais que detalhou e especificou o projeto. Na grande maioria, os voluntários são arquitetos, engenheiros, ecologistas, agrônomos, biólogos, que participavam ou do Ecosust ou do Norie e, por afinidade ou por competência, foram colaborando com o trabalho. Também profissionais que já tinham se envolvido no projeto original participaram de reuniões sobre o novo projeto.

Qual foi a metodologia do trabalho realizado pelo grupo?
O grupo de idealizadores do projeto sustentável se reuniu com a diretoria da fundação, com os parceiros e amigos da escola, e houve uma sensibilização para a possibilidade de refazê-lo com ênfase na sustentabilidade. Aprovada a idéia, foram feitas reuniões no Norie para angariar os voluntários interessados em participar. Logo após, ocorreu um retiro de fim-de-semana, com brainstorm para o início da reformulação, que gerou duas propostas interessantes. Elas foram fundidas e aprimoradas pelo mesmo grupo, em reuniões semanais, durante mais ou menos três meses.

Na seqüência, alguns profissionais foram se desligando e outros se acoplando ao grupo, sendo que o projeto arquitetônico foi detalhado e finalizado por três voluntárias: as arquitetas Daniela Payeras, Lisandra Fachinello Krebs e eu. Na fase do projeto, por consenso entre a fundação e a equipe de voluntários, foi contratado um escritório de arquitetura para a finalização dos trabalhos e coordenação dos projetos.

Qual foi a intenção da criação da Fundação de Educação Profissional? Que papéis ela tem/terá?
A criação da Fundação foi uma exigência do MEC. Ela tem o papel de gerir a escola e todos os assuntos referentes a ela. Seu estatuto prevê abertura total para parcerias e convênios, e ela é formada pelos 20 municípios do Vale do Rio Caí, 33 empresas e cinco universidades, além dos amigos e parceiros da Escola, voluntários e simpatizantes que agem informalmente junto à Fundação.

O Projeto é uma reformulação de um outro que já havia sido aprovado pelo MEC. Por que houve a reformulação?
O projeto anterior era correto funcionalmente. Porém, não estava sintonizado com a proposta pedagógica da escola, nem com o local de implantação, um terreno com muito verde, que tem contato com o Rio Caí e passa pela cidade de Feliz. No projeto arquitetônico em si, não havia a preocupação em utilizar materiais oriundos da região, nem em contextualizar a escola com a tipologia característica da região. Não havia preocupação quanto à iluminação e ventilação naturais, nem orientação solar adequada para minimizar consumo energético no condicionamento dos ambientes.

Hoje o projeto Centro de Educação Profissional do Vale do Caí atende a estes e outros tantos quesitos, como tratamento de resíduos e utilização de água pluvial. A mudança acarretou alguns ajustes burocráticos, mas serviu para garantir a execução do projeto, que teve seu convênio reativado e assinado agora no final de julho. Se houvesse permanecido como um projeto convencional, provavelmente hoje estaria engavetado.

E como se deu a escolha para que a escola fosse um "organismo vivo", um fator para o incentivo ao desenvolvimento sustentável?
A expressão "organismo vivo" surgiu ao observar-se a forma como o projeto acabou se moldando ao terreno, sem muitas intervenções, respeitando a mata e a topografia. Sua implantação e arquitetura podem sensibilizar as pessoas a construirem da mesma maneira, respeitando o espírito do lugar.

Como isso acontecerá na prática? Quais serão os cursos oferecidos?
Serão oferecidos os seguintes cursos: Agroindústria (fomento à agricultura familiar), Gestão de Bens e Serviços (para micro e pequenas empresas da região), Cerâmica (para fortalecer e qualificar as olarias da região), Biotecnologia (qualidade de mudas para os agricultores de hortifrutigranjeiros, citrus e flores) e Informática (facilitando a gestão e acesso a informações). Todos estes cursos técnicos e mais os 40 cursos básicos, além de seminários, oficinas e workshops, têm um enfoque no cooperativismo e associativismo entre os produtores e empresas e na qualificação da mão-de-obra para trabalhar nas empresas da região, evitando a evasão dos jovens e o empobrecimento dos municípios, tanto economicamente, quanto social e culturalmente. Por exemplo, no curso de agroindústria serão resgatados conhecimentos dos imigrantes italianos e alemães da região, como fabricação de geléias de frutas, pães e massas caseiras. Isto irá fomentar o aproveitamento da colheita, o trabalho em conjunto e o regate da cultura gastronômica da região.

Nos fale sobre os aspectos de sustentabilidade física, cultural, social e econômica do projeto.
Sustentabilidade física está relacionada com a arquitetura do lugar e os quesitos de arquitetura sustentável; o aspecto cultural reside justamente neste resgate e renovação da cultura existente, com proveito econômico para a comunidade; a sustentabilidade social remete à inserção da comunidade no processo educacional, participando das atividades na escola e sendo atingidas por elas direta ou indiretamente, de uma maneira positiva; quanto à perspectiva econômica significa alavancar a produção das cidades através da qualificação de mão-de-obra focada na vocação do lugar.

Construção sustentável. Quais serão os procedimentos usados? Haverá doações, parcerias com empresas privadas nesse sentido?
A construção será feita com materiais da região. Possivelmente haverá doações e a participação da comunidade, principalmente nos pontos de convívio e paisagismo. A obra principal será licitada e ficará a cargo de uma empresa.

Afinal, o Centro já começou a ser construído? Quais são os prazos e os custos para tal? E como a sua sustentabilidade tem sido desenhada?
A sustentabilidade permeia todos os níveis do projeto. O convênio foi reativado agora e os próximos passos serão a licitação e o repasse da verba para início das obras. A primeira etapa deve estar pronta em seis meses, para que o FNDE repasse o restante e a escola esteja pronta em aproximadamente um ano.

O projeto está muito afinado com conceitos bastante próximos dos nossos leitores, como sustentabilidade, ciclo de vida, alternativas energéticas. O Centro é um catalizador de boas idéias e propostas. Qual é o grande sonho do Projeto de Feliz? Vocês pretendem se tornar referência?
Sim. A idéia ao reformular o projeto foi a de que o centro se torne irradiador de conhecimentos e práticas de sustentabilidade e, com certeza, será um grande laboratório para isso.

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Matérias     

Troca de experiências foi marca do Winter Workshop
O evento busca incentivar inscrições no Prêmio CEMPRE + Design - Resíduo


"Divulgar aos designers os materiais reciclados oferecidos pelo mercado, ajudando assim na promoção do produto sustentável". Essa é a justificativa para a realização do Winter Workshop + Design - Resíduo, segundo Marici Vila, gerente executiva da Associação de Designer de Produto (ADP).

A ADP foi a promotora do evento que aconteceu nos dias 7 e 14 de julho com o objetivo de incentivar a geração de soluções criativas de design para a utilização de resíduos sólidos industriais e resíduos sólidos pós-consumo, agregando valor aos materiais reciclados e promovendo o desenvolvimento sustentável. O Winter Workshop também faz parte das estratégias de divulgação do Prêmio + Design - Resíduo lançado pelo CEMPRE e conta com o apoio da Abipti.

O designer Christian Ullmann, facilitador do workshop e coordenador do Prêmio, conta que foram discutidos aspectos sociais, ambientais e econômicos do produto e do sistema em que funciona, o que possibilitou a troca de idéias e experiências focadas nas micro e pequenas indústrias. "Também discutimos conceitos como as novas características e qualidades das matérias-primas 100% recicladas, bem como o ciclo de vida de um produto - nascimento, consumo e descarte/reciclagem", afirma.

 
Para Ullmann, o resultado do Winter Workshop foi bastante satisfatório. "Tivemos alguns indicadores de como pensam e quais as motivações de designers e estudantes, longe da pressão do cliente preocupado com o mercado ou da nota exigida pela universidade, e os novos e possíveis caminhos para um design brasileiro responsável". A partir dos conceitos e materiais apresentados por ele, os participantes criaram seus próprios projetos com o objetivo de inscrevê-los no Prêmio.

Cândido Azeredo, por exemplo, criou o Porta-coisas, um produto feito com plástico PP (polipropileno) 100% reciclado e botões de pressão metálicos. Segundo ele, elaborar o brinde corporativo foi uma escolha estratégica para divulgar material reciclado a executivos e empresários, potenciais consumidores do material.

Azeredo viu no evento a chance de realizar um exercício em grupo para conectar os elos da cadeia produtiva e popularizar os conceitos e experiências inerentes à postura de um design preocupado com as questões socioambientais. "Incorporar e aplicar essa postura na vivência profissional é o próximo desafio, que foi facilitado pelo workshop e pelo prêmio".

 
Uma visita à sede do CEMPRE também constou na programação, o que para Paula Brito e Marici Vila, foi muito importante. "A troca de experiência entre os designers e estar em contato com esses materiais nos faz parar e pensar no desenvolvimento de novos projetos, pensando antes de tudo no seu processo de fabricação".

O Winter Workshop teve 28 participantes de São Paulo, Espírito Santo, Paraná e Rio Grande do Sul. Essa diversidade encantou Fábio D'elia e Leonardo Ceolin, autores da Lixeira para Eventos, confeccionada com placas de embalagem de pasta dental reciclada. "Pessoas de diferentes áreas expuseram suas visões e inquietudes e, então, percebemos a dimensão e complexidade do problema".


I Seminário de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos
Evento aponta necessidades para o setor


A ABIPTI apoiou a realização do I Seminário de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos que aconteceu de 6 a 8 de julho em Vitória, ES. O evento foi promovido pelo Instituto de Desenvolvimento Integrado para Ações Sociais em parceria com o Movimento Espírito Santo em Ação e contou também com o apoio da SETEC - Secretaria de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do Ministério da Ciência e Tecnologia/MCT e do IEMA - Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos.

O objetivo foi gerar uma discussão mais profunda acerca dos problemas e potencialidades que afetam os diversos elos das cadeias dos materiais recicláveis, além de promover acordos estratégicos para o desenvolvimento do setor, tais como: elaboração de políticas de gestão municipais e regionais, incentivo à pesquisa e a inovação tecnológica, fomento à organização de cooperativas e associações produtivas de materiais recicláveis, entre outras.

Cerca de 400 pessoas participaram da programação que incluiu lançamento de publicações, exposições orais e de material didático e debates.

Um dos oito painéis apresentados tratou sobre Exploração Econômica e Agregação de Valor e teve como painelistas Ricardo Lopes Garcia (Bolsa de Resíduos - FIESP); Cyntia Malaguti (ecodesigner); Marica Drolshagen (Produção Mais Limpa CEBDS) e Gil Anderi da Silva (Sub-comitê de Avaliação de Ciclo de Vida do CB38 da ABNT). O mediador foi Anderson Fioreti de Meneses (CREA-ES).

Segundo o relatório do seminário, a abordagem sobre o ecodesign mostrou as vantagens competitivas dos produtos que priorizam matérias-primas intrinsecamente sustentáveis. A palestrante Cyntia Malaguti ressaltou um novo conceito de desenvolvimento, os princípios do ecodesign, as implicações e vantagens e apresentou também o projeto para o desenvolvimento de produtos, além dos critérios ambientais associado às oportunidades.

Para os organizadores o seminário possibilitou a reflexão sobre as várias especificidades relacionadas aos resíduos sólidos e a reciclagem e a definição de problemas e potencialidades na área, o que gerou uma lista de necessidades, onde estão incluídas questões como a urgência de se melhorar a articulação das políticas públicas e incentivos direcionados ao setor, a efetivação da Política Nacional de Resíduos Sólidos, entre outros.

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Ecolink     

Vitae Civilis
Instituto para o Desenvolvimento, Meio Ambiente e Paz


Fácil navegabilidade, muito agradável e rico em informações. Com essas características, o site da Vitae Civilis - "para a sociedade civil", em latim - chama a atenção.

 
Fundado em 1989, o Vitae Civilis - Instituto para o Desenvolvimento, Meio Ambiente e Paz é uma organização não governamental (ONG), sem fins lucrativos, que tem como objetivo contribuir para a construção de sociedades sustentáveis, ou seja, que conciliam o desenvolvimento humano, em todas as suas dimensões (econômica, cultural e social), associado à conservação ambiental, tendo democracia e justiça social como base.

Ainda de acordo com o site, a missão do Instituto é "promover o desenvolvimento sustentável por meio de apoio à elaboração e à implementação participativa de políticas públicas integradas; gerar e disseminar conhecimento e práticas nas áreas de clima, energia, águas e de serviços ambientais; fortalecer organizações e iniciativas de sociedade civil em tais áreas".

Em Quem Somos o internauta tem informações sobre a estrutura do instituto, equipe, colaboradores, parcerias e premiações. Em Projetos e Realizações é possível pesquisar sobre as ações em andamento e as já finalizadas.

Na área do site intitulada Ambiente e Sociedade as abordagens são amplas e incluem Agenda 21, águas, biodiversidade, cidadania ambiental, cidades e saneamento, climas, ecoturismo, educação ambiental, energia, governança, ONU e acordos internacionais, além do tópico Serviços Ambientais. Neste último é enfocado o projeto CSA - Compensação ou Prêmios por Serviços Ambientais - cujo objetivo é transferir recursos para quem ajuda a conservar ou produzir tais serviços mediante a adoção de práticas, técnicas e sistemas que até o momento não sejam obrigatórios). Existe ainda um espaço para Notas, Manifestos e links para redes nacionais, internacionais e conselhos ligados ao meio ambiente.

A página principal abre espaço para Notícias, Boletins, Eventos e uma Biblioteca Virtual indicando quais documentos estão disponíveis gratuitamente e quais podem ser adquiridos por meio da loja virtual da instituição.

Ecolink: www.vitaecivilis.org.br.

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Ecoleitura     

Adensamento tecnológico do processo em cadeia da reciclagem
com foco nas cadeias produtivas dos materiais recicláveis


 
Foi lançada, na programação do I Seminário de Gestão Integrada de Recursos Sólidos (6 a 8 de julho, Vitória-ES), a publicação Adensamento tecnológico do processo em cadeia da reciclagem - com foco nas cadeias produtivas dos materiais recicláveis.

A iniciativa foi da ABIPTI, do MCT e do Instituto de Desenvolvimento Integrado para Ações Sociais (IDEIAS), e resultou do Workshop sobre Adensamento Tecnológico da Cadeia Produtiva dos Recicláveis, promovido pelas instituições nos dias 23 e 24 de fevereiro desse ano, em Brasília. "O evento teve características tais que visaram promover o debate objetivo e franco sobre a reciclagem de resíduos sólidos urbanos com representantes dos vários elos das cadeias produtivas, estivessem eles à frente nos painéis ou na platéia", afirma Francelino Grando, secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do MCT, no prefácio da obra.

Ainda segundo Grando, "mantivemos, também, o firme propósito de poder contar com um produto das discussões: a presente publicação, a ser amplamente distribuída. Ela contém as bases para o adensamento tecnológico do processo em cadeia, relativo à reciclagem e as melhores práticas, e poderá servir de guia para órgãos governamentais e empresários, principalmente".

O livro tem tiragem limitada e é distribuído gratuitamente. Quem tiver interesse em recebê-lo pode entrar em contato com a gerente da Unidade de Gestão Ambiental da ABIPTI, Elisabete Ferreira, pelo e-mail betef@abipti.org.br.

Serviço:
Titulo:
Adensamento tecnológico do processo em cadeia da reciclagem: com foco nas cadeias produtivas dos materiais recicláveis.
Autor: ABIPTI/Instituto Idéias/MCT, 2005.
164 p.

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Notas     

Lançado Selo Empresa Amiga do Futuro

 
O lançamento do selo ocorreu no Auditório da FIBRA, Federação das Indústrias do Distrito Federal, em Brasília, no dia 28 de junho. Trata-se de um reconhecimento da Associação Amigos do Futuro para empresas comprometidas com as causas social e ambiental. Para recebê-lo, a companhia precisa concordar com os princípios do projeto e se comprometer a adquirir novas posturas sociais e ambientais. Após isso, é necessário assinar um termo de compromisso, o que inscreve a postulante no Programa de Qualidade Ambiental da Amigos do Futuro. A Empresa Amiga do Futuro recebe, então, um certificado e passa a ser monitorada anualmente pela associação. Já são seis as empresas que aderiram ao selo no Distrito Federal.

Confira os princípios da Empresa Amiga do Futuro:
1 - Implementar junto aos seus funcionários o Programa de Qualidade Ambiental, visando a renovação de valores, hábitos, posturas e atitudes que irão resultar em efeitos diretos na otimização de recursos, gerando economia e inúmeros benefícios para a própria empresa, para os funcionários, para a sociedade, para o meio ambiente e, é claro, para o planeta;
2 - Promover atividades para a conscientização ambiental de seus funcionários através de palestras, oficinas e distribuição de material educacional;
3 - Destinar de forma ambientalmente correta todos os seus resíduos;
4 - Procurar sempre incluir critérios socioambientais em seus investimentos, compras e contratações de serviços;
5 - Promover a melhoria contínua de seus processos para que sejam sempre ambientalmente sustentáveis como: substituir sacos plásticos por sacos de papel, distribuir brindes ou presentes confeccionados com materiais reciclados, confeccionar blocos de anotação feitos com reaproveitamento de papel;
6 - Estar em conformidade com a Legislação Ambiental vigente;
7 - Divulgar suas posturas e ações em prol do meio ambiente para seus clientes e fornecedores.
8 - Zelar por princípios éticos e morais em suas atividades, estando atento ao seu papel social como empresa;
9 - Dizer não ao trabalho infantil, não empregando menores de dezesseis anos;
10 - Conceder descontos ou brindes para os filiados da Amigos do Futuro que apresentarem suas carteirinhas no ato da compra.
Fonte: Informativo Folha do Futuro Nº 5/ www.amigosdofuturo.org.br.


Projeto Geo Juvenil Brasil

O grupo de protagonismo juvenil Interagir, em parceria com o Pnuma - Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente e com os ministérios da Educação e do Meio Ambiente, lançou no dia 11, em Brasília, o projeto Geo Juvenil Brasil.

O Geo Brasil, primeiro programa da sociedade civil a propor uma ação ao programa do governo federal Juventude e Meio Ambiente - quer fortalecer e dar visibilidade a ações socioambientais que já estejam sendo desenvolvidas.

O projeto, além de estimular a juventude no debate de questões ambientais, pretende mobilizar 15 mil jovens nos próximos 18 meses para a discussão e apresentação de opiniões e impressões sobre preservação e conservação ambiental. Para isso, o Geo Juvenil criou uma rede nacional formada por 54 jovens, dois em cada estado e no Distrito Federal.

Ao final dos 18 meses, será lançado um livro, além de um CD, com uma análise sobre o meio ambiente e com todas as manifestações e experiências dos jovens participantes do projeto.

Mais informações: www.geobrasil.org.br.

Fonte: Érica Santana/ Agência Brasil.


Versão popular da Casa Cor usa reciclados

No Centro de São Paulo o lixo que vem das ruas é transformado em arte. Na casa Cor da Rua, rodas de carro, cadeiras velhas e bagaço de cana são transformados em peças únicas que podem ser usadas, sem fazer feio, em qualquer decoração.

Semelhante à Casa Cor - o maior evento de decoração do país que reúne os mais famosos arquitetos e decoradores -, a casa Cor da Rua, na Rua dos Estudantes, 491, no Glicério, se difere por manter ambientes decorados com materiais produzidos pelo grupo de artesãos - a maioria deles ex-moradores de rua - que participam do projeto coordenado pela Organização Auxílio Fraterno (OAF). A oficina de artesanato existe há oito anos, mas a loja foi inaugurada em 2004.

Além dos objetos de decoração, a Cor da Rua oferece também móveis - sofás, camas, armários, tudo feito de sucata. "Aqui nada se perde. Todo o material que chega da rua trazido pelos catadores uma hora ou outra acabam sendo usados", diz Edy de Luca, uma das coordenadoras do projeto. Boa parte das peças à venda na Cor da Rua é restaurada lá mesmo. "Tem coisa que não dá nem para acreditar que veio do lixo", diz Floriano Pesaro, secretário municipal de Assistência e Desenvolvimento Social.

Fonte: Danielle Lopes/ Diário de São Paulo.


Leitor consciente

Um leitor da Ecodesign-News entrou em contato com o informativo para dizer que tinha visto, em uma rede de supermercados de Brasília, a comercialização de um saco plástico biodegradável.

O produto em questão é o Dover-Roll Biodegradável. De acordo com o site do fabricante, o produto é o primeiro saco para lixo biodegradável do país. Ainda de acordo com informações da Internet, "ele é fabricado com plástico de primeira qualidade e com tecnologia multi-solda para o fundo que o torna mais forte e à prova de vazamento. O processo de degradação só tem início dois meses após o uso quando, nos depósitos de lixo, ele fica exposto ao calor, à luz solar e à tensão mecânica e se parte em minúsculos pedaços que são digeridos por microorganismos, completando a biodegradação".

Mais informações: www.dover-roll.com.br.


Casca de coco no tratamento de solos contaminados

Uma pesquisa brasileira estuda a aplicação da casca de coco verde no tratamento de solos contaminados e dos dejetos industriais ou esgoto doméstico. Os solos contaminados por acidentes ou exposição inadequada de produtos químicos e resíduos podem ser tóxicos para o contato do ser humano e também para plantio. Os resíduos da casca de coco verde poderão contribuir para reduzir a quantidade de toxinas.

Andréa Rizzo, coordenadora do projeto Rotas Tecnológicas para o Aproveitamento e Valorização da Casca de Coco, do Cetem (Centro de Tecnologia Mineral, do Ministério da Ciência e Tecnologia), disse que os primeiros resultados do estudo poderão ser conhecidos em 2006, embora o projeto deva ser concluído em três anos. "A gente acredita que até o meio de 2006 tenhamos resultados confirmatórios dessas aplicações que estão sendo propostas".

Fonte: Alana Gandra/Agência Brasil/ www.ambientebrasil.com.br.


Produção Mais Limpa em discussão

O curso "Produção Mais Limpa: Avaliação e Implementação", aconteceu nos dias 6 e 7, na Câmara Brasil-Alemanha, em São Paulo. Foram abordados conceitos, indicadores e as melhores ações que envolvem a chamada P+L, ferramenta essencial para o desenvolvimento sustentável. O evento reuniu engenheiros, consultores, advogados e especialistas em meio ambiente que conheceram, por meio de cases, práticas ambientais adotadas por grandes empresas no Brasil. A promoção foi do Departamento de Meio Ambiente da Câmara Brasil-Alemanha e do Centro Senai de Produção Mais Limpa, em parceria com a CAVO Serviços e Meio Ambiente e a Basf.

Fonte: Assessoria de Comunicação da Cavo Serviços e Meio Ambiente/ www.ambientebrasil.com.br.


Palestra sobre proteção da propriedade intelectual

A Associação Brasileira de Empresas de Design (Abedesign) realizou, no dia 18, uma palestra sobre a gerência dos direitos autorais e a proteção da propriedade intelectual como fator de sucesso ou fracasso das empresas de design.

O tema "A empresa de design e a proteção da propriedade intelectual" foi abordado por Alberto Camelier, especialista em direitos autorais e presidente da Associação Paulista da Propriedade Intelectual.

A palestra aconteceu no Sindicato das Empresas de Processamento de Dados e Serviços de Informática de São Paulo (SEPROSP).

Fonte: Abedesign in www.cspd.com.br.


Projeto ganhador do Prêmio Planeta Casa abordado em matéria de revista semanal

A matéria da Revista Veja, reproduzida no site www.ambientebrasil.com.br, no dia 13, sob o título "Riqueza de recursos e potencial inesgotável: projetos e negócios na floresta", traça um Raio X de projetos e políticas públicas que estão sendo desenvolvidos na Amazônia por entidades governamentais e não-governamentais.

Um dos trechos traz a seguinte informação: "Em uma margem fica a Reserva Extrativista Tapajós/Arapiuns, e em outra, a Floresta Nacional do Tapajós. Nessa região brotam, desde 1999, as Oficinas Caboclas de Móveis. É a contribuição das gentes ribeirinhas a um fazer criativo, que preserva a Amazônia e seus recursos. Apoiado pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) e pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio), o projeto ganhou no ano passado o Prêmio Planeta Casa. Essas oficinas geram frutos a cada dia sendo que os comunitários aumentam suas alternativas de renda graças aos móveis caboclos. Transformar o jeito de olhar e manter a vida em Santarém inclui-se entre as conquistas desse trabalho. Madeiras nobres, como macacaúba, sucupira, jacarandá e cumaru, esculpidas a mão, reproduzem as feições dos bichos da mata e fazendo nascer bancos em forma de tartarugas, botos, peixes. Sem pregos perfurando as entranhas da madeira, essas peças mostram encaixes perfeitos, elaboradas por mãos cientes dos segredos da natureza".

Fonte: www.ambientebrasil.com.br.

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Calendário     

Agosto
Lançamento e Sensibilização para o Modelo de Gestão ABIPTI


Nos dias 11 e 12 será realizado, de 8h30 às 18h, no auditório do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), em Brasília, o Lançamento e Sensibilização para o Modelo de Gestão ABIPTI do Projeto Excelência na Gestão de Unidades de Design - Ciclo 2005-2006.

O projeto foi iniciado no ano passado e tem como objetivo apoiar Unidades de Design na melhoria de suas práticas de gestão, beneficiando a qualidade dos serviços prestados à sociedade. Os critérios de excelência utilizados são baseados nos da Fundação Nacional de Qualidade (FNQ), um dos parceiros da investida.

O público-alvo do evento são gestores e dirigentes de instituições/unidades de Design, que poderão conhecer o modelo ABIPTI por meio de palestras, depoimentos de unidades do ciclo 2004 e cases de empresas premiadas pela Fundação Nacional da Qualidade, sensibilizando-se, assim, para os benefícios das boas práticas de gestão.

Haverá, ainda, um espaço para a apresentação do Ecodesign-News, como forma de se buscar novas parcerias para o informativo e de fazer uma conexão entre ele e o Critério de Excelência Nº4 - Sociedade (FNQ), que aborda como a organização contribui para o desenvolvimento econômico, social e ambiental de forma sustentável, por meio da minimização dos impactos negativos potenciais de seus produtos.

O Projeto Excelência na Gestão de Unidades de Design tem como parceiros o SEBRAE, MDIC e MCT.

Programação


Prêmio CEMPRE "+ Design - Resíduo"

 
Promovida pelo Compromisso Empresarial para a Reciclagem (CEMPRE) e o Instituto Design&Natureza (iD&N), com o apoio da ABIPTI, a premiação está com inscrições abertas até o dia 26 de agosto.

Os trabalhos selecionados devem apresentar soluções criativas para a reutilização de resíduos sólidos industriais e pós-consumo, agregando valor aos materiais reciclados e promovendo o desenvolvimento sustentável.

Podem participar designers e estudantes de todo o Brasil com trabalhos nas áreas de mobiliário, iluminação, objetos, design têxtil, produtos eletro-eletrônicos, equipamentos, embalagem, jóias, etc.

Os dois primeiros colocados na categoria Profissional receberão R$ 5 mil e R$ 2,5 mil, respectivamente. Já para os estudantes a premiação será de R$ 1,5 mil e R$ 1 mil.

O regulamento do Prêmio CEMPRE "+ Design - Resíduo"está no endereço www.cempre.org.br.

Informações: maisdesignmenosresiduo@uol.com.br.


Workshop de Capacitação em Design para Artesanato

A oficina de trabalho acontece de 22 a 26 de agosto, gratuitamente, no Rio de Janeiro. A promoção é do NIDA (Núcleo de Inovação de Design em Artesanato) e do CentroDesignRio, com apoio do SEBRAE-RJ, AJORIO, SEDE, AART e Casa do Artesanato. O objetivo é capacitar gestores em design para artesanato.

O designer Lars Diederchsen, especializado em projetos de desenvolvimento sustentável e trabalhos com comunidades artesanais no Brasil, pretende promover a união entre técnicas tradicionais de artesanato e o design de produto (embalagens, ergonomia no local de trabalho, ferramentarias, desperdícios de matérias-primas, processos, ambientação e comunicações gráficas), facilitando a adequação de grupos de artesanato com as exigências dos mercados nacionais e internacionais.

Os públicos-alvo são designers de produto e gráficos, arquitetos (profissionais ou estudantes) e pessoas ligadas ao artesanato.

Mais informações:
CentroDesignRio - Av. Venezuela, 82 - anexo IV - Praça Mauá - CEP: 20.081-312 Tel: 21 2123-1059. atendimento@centrodesignrio.com.br e www.centrodesignrio.com.br.


FÓRUM RIO + 10 + 3 - As metas do milênio e o nosso futuro

O Instituto Brasileiro de Economia - IBRE, da Fundação Getulio Vargas, e o Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável - CEBDS, promovem nos dias 16 e 17 de agosto de 2005, o Fórum Rio+10+3: As Metas do Milênio e o nosso Futuro.

A proposta do encontro é "Debater as Metas de Desenvolvimento do Milênio", estabelecidas pela ONU, e suas interfaces com as recomendações da Cúpula de Desenvolvimento Sustentável de Johannesburgo (2002). Essas metas tornar-se-ão fundamentos norteadores de um pré-diálogo que se pretende amplo e consistente, para a realização da "Rio + 10 + 5", em 2007.

Mais informações: Fundação Getulio Vargas - FGV. Tel.: (21) 2559-5480 / 5481 / 5423. E-mail: seminarios_ibre@fgv.br e cebds.dynalias.net/cebds/docnoticia/agenda-rio10+3.doc.

Fonte: www.cebds.com.


Recicleshow 2005 - Seminário e Exposição sobre os Desafios Técnicos e Econômicos para a Reciclagem

 
O evento ocorre de 16 a 20 de agosto de 2005, no Centro de Convenções do Pantanal, em Cuiabá, Mato Grosso. Tem como público-alvo prefeituras, administrações regionais, órgãos públicos e organizações não-governamentais; futuros empreendedores, notadamente micro e pequenos que tenham interesse em investir na área; fabricantes de máquinas e equipamentos; empresas que atuam na área de reciclagem; entidades empresariais; comunidade acadêmica e empresas de consultoria e projetos.

A Recicleshow 2005 envolve prestadores de linhas de produtos e/ou serviços nas seguintes áreas:
  • Máquinas e Equipamentos para limpeza urbana, coleta seletiva e reciclagem;

  • Processadores de produtos recicláveis;

  • Consultoria e projetos;

  • Revistas especializadas;

  • Instituições financeiras;

  • Materiais recicláveis e reciclados.


  • Informações: www.recicleshow.com.br e Fone: (11) 5591-6325; Fax: (11) 5591-6325; E-mails: info@recicleshow.com.br; marilda@agrishow.com.br.


    Prêmio CNI 2005

     
    O Prêmio é o reconhecimento da Confederação Nacional da Indústria às empresas que buscam melhores resultados por meio da inovação e criatividade, com foco no desenvolvimento sustentável, design, parcerias para a inovação tecnológica e produtividade. A primeira etapa da seleção é em âmbito estadual e a entrega das propostas pode ser feita às federações estaduais até o dia 10 de agosto.

    São as seguintes as categorias da premiação:
    Qualidade e Produtividade
  • Processo Produtivo

  • Produto

  • Micro e Pequena Indústria


  • Desenvolvimento Sustentável
  • Conservação e Uso Sustentável da biodiversidade

  • Produção Mais Lima (P+L)

  • Gestão Ambiental


  • Design
  • Gestão do Design

  • Design de Produto

  • Micro e Pequena Indústria


  • Parcerias para Inovação Tecnológica
    Projetos colaborativos de pesquisa com foco na inovação tecnológica nas seguintes modalidades:
  • Universidade-Empresa

  • Instituto de Pesquisa-Empresa

  • Redes de Pesquisa-Empresa


  • Mais informações: www.cni.org.br.


    Prêmio para reportagens sobre meio ambiente

    Estão abertas, até o dia 19 de agosto, as inscrições para a segunda edição dos programas Bayer Young Environmental Envoy (BYEE) e Bayer Environmental Award for Media (BEAM). O objetivo é premiar estudantes de jornalismo e jornalistas profissionais por projetos e reportagens sobre proteção ambiental e desenvolvimento sustentável. Quatro estudantes e dois jornalistas serão premiados com uma passagem para a Alemanha.

    Mais informações: www.byee.com.br e www.byee.com.br/jornalistas.


    Prêmio da Amazônia

    Estão abertas, até o dia 23 de agosto, as inscrições para a edição anual do Prêmio da Amazônia "Professor Samuel Benchimol". Serão analisadas iniciativas acadêmicas em quatro áreas do conhecimento: social, ambiental, econômica e tecnológica, desde que tenham como objetivo principal promover o desenvolvimento sustentável da região amazônica.

    O Prêmio foi instituído pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e com o Sebrae Nacional.

    Cada uma das quatro categorias pode ser premiada com até R$ 50 mil e podem concorrer instituições públicas e privadas.

    Mais informações: www.amazonia.desenvolvimento.gov.br.


    Concurso de Design ReCult Geral 2005

     
    A Fundação Ondazul, Hexadesign e Miolo estão promovendo o concurso de design de móveis elaborados com a utilização de garrafas pet, associadas ou não a outros materiais recicláveis provenientes de coleta seletiva que traduzam no seu resultado a cultura local da comunidade de Vigário Geral, seja na sua utilidade, estética ou processo de produção. As inscrições podem ser feitas até o dia 14 de julho, nas categorias Profissional e Estudante.

    A ReCult, Cooperativa Reciclagem e Cultura de Vigário Geral é uma usina de coleta e reaproveitamento de resíduos sólidos que atua desde 2000, na capacitação de trabalhadores para a produção de produtos de design criados a partir de insumos provenientes da coleta seletiva.

    Regulamento: www.ondazul.org.br/concurso/regulamento.pdf.


    Setembro
    Prêmio Ford de Conservação Ambiental


    A Ford e a Conservação Internacional abriram as inscrições, até o dia 1º de setembro, para o 10º Prêmio Ford Motor Company de Conservação Ambiental, que distribuirá um total de R$ 100 mil aos vencedores de cinco categorias:
  • Conquista Individual, para indivíduos que dedicaram sua vida à conservação da natureza e do meio ambiente, servindo de exemplo no cenário nacional;

  • Negócios em Conservação, para projetos de conservação da natureza ligados à criação de empregos e diminuição da pobreza;

  • Ciência e Formação de Recursos Humanos, para programas de sucesso na área da ciência e treinamento de profissionais brasileiros para a conservação ambiental;

  • Iniciativa do Ano em Conservação, para ações de caráter inovador na área da conservação da natureza;

  • Educação Ambiental, para projetos que utilizam recursos inovadores para informar a sociedade sobre a importância da conservação do meio ambiente.


  • Podem concorrer tanto indivíduos, organizações não-governamentais, entidades comunitárias, empresas privadas, universidades e órgãos governamentais. Cada um dos vencedores receberá R$ 20 mil e um troféu, que serão entregues em uma cerimônia no final do ano.

    Mais Informações: www.conservacao.org.


    2ª Conferência Internacional de Gestão do Ciclo de Vida

     
    O evento acontece de 5 a 7 de setembro na Espanha e tem como objetivo tratar da gestão do ciclo de vida como uma das principais ferramentas de integração e do desenvolvimento de produtos, processos e serviços sustentáveis.

    A 2ª Conferência Internacional de Gestão do Ciclo de Vida é organizada pelas redes espanholas do Ciclo de Vida e promovida pela Lyfe Ciclo Management (LCM).

    Mais informações: www.lcm2005.org e info@lcm2005.org.


    1º Concurso Bienal Internacional Rikrea

     
    Com inscrições abertas até o dia 1 de outubro, o concurso tem como objetivo a criação de um catálogo de produtos de design que satisfaçam os requisitos ecológicos, de sustentabilidade, durabilidade e universalidade a partir dos trabalhos inscritos. O concurso é aberto a profissionais e estudantes de design, individualmente ou em grupo, mas também a todos que se sentirem capazes de cumprir os critérios de participação.

    O produto inscrito deve ter as seguintes características:
  • Realizado com materiais, componentes ou objetos provenientes do descarte ou dos ciclos convencionais de coleta seletiva;

  • Durável;

  • Sustentável na lógica de produção e pós-consumo;

  • Tendência comercial;

  • Realizado em função da produção em série.


  • O projeto vencedor receberá € 2 mil.

    Informações: www.rikrea.it/rikrea.htm e info@rikrea.it.


    Outubro
    Concurso Internacional de Design Osaka 2005


    O concurso é promovido pela Fundação de Design Japonês (Japan Design Foundation - JDF) e tem como temas energia, sustentabilidade, recursos renováveis, conforto e bem-estar.

    As inscrições estão abertas de 1º a 31 de outubro.

    Os organizadores do concurso esperam receber idéias extremamente inovadoras e de excelente qualidade. Os prêmios são: 1º lugar - US$ 15 mil; 2º lugar - US$ 10 mil; 3º e 4º lugares - US$ 3 mil; 5º e 6º lugares - US$ 1.500.

    Inscrições e informações: www.jdf.or.jp, compe2005@jdf-compe.com.

    Fonte: www.centrodesignrio.com.br.


    II Prêmio CEBDS de Desenvolvimento Sustentável

    Em sua segunda edição, o Prêmio CEBDS de Desenvolvimento Sustentável concederá um total de R$ 40 mil aos autores dos melhores trabalhos nas categorias: Desenvolvimento Sustentável para a Mídia; Desenvolvimento Sustentável para Setor Acadêmico; Desenvolvimento Sustentável para ONG´s e Desenvolvimento Sustentável para Governo.

    Além do prêmio em dinheiro, os vencedores receberão troféus e terão seus trabalhos divulgados. Os trabalhos devem integrar da forma mais criativa e eficiente as três dimensões do desenvolvimento sustentável: a econômica, a social e a ambiental.

    As inscrições podem ser feitas até o dia 30 de outubro.

    Mais informações: www.cebds.com.


    Novembro
    8º Encontro Nacional sobre Gestão Empresarial e Meio Ambiente


     
    O evento acontece de 9 a 11 de novembro, no Rio de Janeiro, com o objetivo de promover o intercâmbio entre as empresas e o meio ambiente, com base nos princípios do desenvolvimento sustentável. O tema central é "Responsabilidade Socioambiental num Mundo Globalizado".

    A promoção é da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo e pela Escola Brasileira de Administração Pública e Empresas.

    Informações: www.ebape.fgv.br/engema.


    Dezembro
    EcoDesign 2005: 4th International Symposium on Environmentally Conscious Design and Inverse Manufacturing


     
    O evento acontece de 12 a 14 de dezembro de 2005, em Tóquio, Japão, e está sendo organizado pela Union of EcoDesigners (Association of EcoDesign Societies, Japan).

    O simpósio abordará os seguintes temas:
  • EcoDesign of Social System [Special Theme];

  • Eco Life-style;

  • Sustainable Businesses;

  • Environmentally Conscious Products and Services;

  • Sustainable Consumption and Recovery of Resource and Energy - Strategies, methodologies, and technologies of resource recovery (including reuse and recycling) and energy saving Asia);

  • EcoDesign in Asia - Special Theme.


  • Informações: www.ecodenet.com/ed2005.

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    ECOportunidade     

    Inauguramos nessa edição uma nova seção no Ecodesign-News.
    A ECOportunidade surgiu de uma necessidade pontual: dar aquela força ao designer Márcio Dupont Caballero de Carrana, que retorna ao Brasil depois de fazer mestrado na Inglaterra e concluir sua graduação, iniciada em São Paulo, no México. Mas esperamos que perdure e que possa ser uma ponte para boas parcerias e um encontro "sustentável" entre quem está oferecendo seu conhecimento e quem precisa dele no mercado de trabalho.

    Marcio foi notícia na Ecodesign-News em duas ocasiões. Ainda no segundo número, em julho de 2003, ele contou sua experiência de trabalhar e estudar em outros países.

    Já na edição Nº 17, ele nos deu um retorno do trabalho desenvolvido, falando sobre a sua então já concluída e defendida dissertação, na Universidade de Bournemouth, na Inglaterra. O título do trabalho é "Desenvolvimento Conceitual de um Website para a Administração de Estilos de Vida do Consumidor desde uma perspectiva Meio Ambiental".

    Marcio Dupont

     
    Objetivo Profissional: Trabalhar como designer e consultor em Meio Ambiente em organizações como ONU e UNESCO desenvolvendo projetos humanitários nas áreas de educação, saúde, moradia para comunidades carentes ao redor do mundo.
    Interesses: Ecodesign, Desenvolvimento Sustentado, Inovação e desenvolvimento de novos produtos, Desenvolvimento Rural, Desenvolvimento de pequenas empresas.

    Currículo completo

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    Errata
    Erramos ao informar na matéria intitulada "Design Consciente" (edição nº 24) que Pedro Aurélio Mendes de Brito seria superintendente do SESI-PB. Na verdade, ele é o diretor técnico do SEBRAE-PB.

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    Expediente     
    Coordenação Geral: Lynaldo Cavalcanti de Albuquerque (ABIPTI)
    Coordenação Técnica: Alceu Castello Branco
    Jornalista Responsável: Waleska Barbosa DRT. 5193/00-PB
    Colaborador: Pedro Nascimento
    Diagramação: Mário Fiorese
    Realização: Associação Brasileira das Instituições de Pesquisa Tecnológica