CONTEÚDO

Entrevista
Christian Ullmann

Matéria
Nordeste na rota do ecodesign

Notas
Suíça apóia a criação de um banco de dados sobre ciclo de vida de produtos e serviços brasileiros

Colheres de bambu no Museu da Casa Brasileira

Realizado curso de Análise do Ciclo de Vida

Artesanato com fibras naturais

Moda consciente

Pneus que viram arte


Calendário
Design Consciente - I Seminário Paraibano de Ecodesign

Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental

VII Semana FIESP do Meio Ambiente

NDesign no Maranhão

Concurso de Design de Caráter Social

Prêmio CEMPRE "+ Design - Resíduo"

Recicleshow 2005

2ª Conferência Internacional de Gestão do Ciclo de Vida

1º Concurso Bienal Internacional Rikrea

8º Encontro Nacional sobre Gestão Empresarial e Meio Ambiente

EcoDesign 2005: 4th International Symposium on Environmentally Conscious Design and Inverse Manufacturing

Comunidade Ecodesign net

 
Editorial     

O compromisso empresarial com o design responsável é o principal tema da Ecodesign-News desse mês. Começamos com a elucidativa entrevista com o designer Christian Ullmann, que contou com a colaboração da também design Marili Brandão e da presidente do CEMPRE Juliana Nunes. O tema principal da conversa é a importante iniciativa do CEMPRE - Compromisso Empresarial para Reciclagem e do Instituto Design e Natureza (iD&N): o Prêmio CEMPRE "+ Design - Resíduo". A premiação conta com o apoio da ABIPTI, por meio da Ecodesign-Net e da Ecodesign-News. Por meio da newsletter os leitores serão informados sobre todas as ações que decorrerem do "+ Design - Resíduo" desde o período de inscrições até a premiação e a exposição dos projetos vencedores.

A missão do CEMPRE é promover o conceito de gerenciamento integrado do resíduo sólido municipal, promover a reciclagem pós-consumo e difundir a educação ambiental com foco na teoria dos 3 R´s. Como uma ação desse porte não pode existir de maneira estanque, é associada a diversas empresas que viabilizam as pesquisas, ao mesmo tempo que se beneficiam dos resultados conquistados.

O leitor também terá informações detalhadas sobre o I Seminário de Ecodesign da Paraíba, outro evento que conta com o apoio da ABIPTI, bem como o apoio da Suíça para a criação de um banco de dados sobre ciclo de vida de produtos e serviços brasileiros, entre outras notas oportunas. Continue de olho no nosso calendário que conta com uma extensa lista de eventos relacionados com a temática design e meio ambiente. Um abraço e até a próxima edição.

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Entrevista     

Christian Ullmann
Designer


 
Foi lançada em abril uma iniciativa que promete movimentar o cenário da reutilização de resíduos sólidos industriais e pós-consumo no Brasil: o Prêmio CEMPRE "+ Design - Resíduo". Com inscrições abertas até o dia 26 de agosto, o prêmio é realizado pelo Compromisso Empresarial para Reciclagem (CEMPRE) e pelo Instituto Design e Natureza (iD&N), com o apoio da ABIPTI, por meio da Ecodesig-Net e da Ecodesign-News.

Até lá, a newsletter vai trazer muitas informações sobre o evento e seus participantes. A série começa com a entrevista com um dos idealizadores do "+ Design - Resíduo", o designer Christian Ullmann. A também designer Marili Brandão e a presidente do CEMPRE, Juliana Nunes, colaboraram com Christian na entrevista. Marili é diretora da Brasil Faz Design, empresa prestadora de serviços, além de ser criadora do prêmio de design brasileiro de mesmo nome. O Prêmio Brasil Faz Design ocorre no Brasil e no exterior durante o período da Feira Internacional do Móvel de Milão e já se apresentou em Porto, Portugal, Paris e Saint Ettiene na França e Buenos Aires, na Argentina.

Christian é sócio-diretor do escritório de desenvolvimento de produtos iT Projetos, coordenador do Projeto Oficina Nomade de desenvolvimento de produtos sócio-ambientalmente responsáveis junto a comunidades artesanais brasileiras. Desde 1999 os dois trabalham juntos na organização de eventos de design e desenvolvimento de produtos. Acompanhe a entrevista. Ambos fazem parte do iD&N.

Vamos começar falando sobre o CEMPRE e o iD&N?
O CEMPRE - Compromisso Empresarial para Reciclagem é uma instituição sem fins lucrativos, criada em 1992, mantida por empresas privadas de diversos setores. A missão do CEMPRE é promover o conceito de gerenciamento integrado do resíduo sólido municipal, promover a reciclagem pós-consumo e difundir a educação ambiental com foco na teoria dos 3 R´s (Reduzir, Reutilizar e Reciclar). Atualmente, são associadas as seguintes empresas: Alcan, Alcoa, AmBev, Coca-Cola, DaimlerChrysler, Klabin, Kraft, Natura, Nestlé, Nívea, Pão de Açúcar, Paraibuna Embalagens, Pepsico, Procter & Gamble, Souza Cruz, Suzano, Tetra Pak, Tomra Latasa e Unilever.

O iD&N é um desdobramento do Projeto D&N. Devido às perguntas, sugestões e evolução do evento D&N, surgiu a idéia de criar um instituto para poder realizar mais ações relacionadas ao tema cujos objetivos são: promover modos de vida sustentáveis e colaborar na solução de problemas ambientais e sociais através do design.

O iD&N está sendo um grande desafio, está no inicio, procurando atender às demandas surgidas através dos 7 anos do Projeto D&N. Ainda é muito cedo para fazermos avaliações e termos resultados, porém, o Prêmio CEMPRE "+ Design - Resíduo" já é um resultado bem-sucedido.

Como surgiu a idéia do Prêmio CEMPRE "+ Design - Resíduo"?
A idéia surgiu do CEMPRE e mais uma vez os objetivos do CEMPRE coincidiram com os conceitos de design responsável, com as questões sociais e ambientais defendidas pelo iD&N.

Para cumprir sua missão, o CEMPRE atua em diversas frentes de trabalho, desenvolvendo materiais específicos para cada público (ex: cooperativas de catadores, educadores, crianças e adolescentes, entre outros). Seguindo esta filosofia, o prêmio CEMPRE "+ Design - Resíduo" tem como objetivo incentivar a geração de soluções criativas de design para a reutilização de resíduos sólidos industriais e resíduos sólidos pós-consumo, agregando valor aos materiais recicláveis e promovendo o desenvolvimento sustentável.

Promover e divulgar a existência de matéria-prima 100% reciclada e os processos de transformação existentes para estas matérias-primas, vai abrir caminhos para a criação de novos produtos, e com isso preservar a natureza e os recursos naturais disponíveis, além de criar novas possibilidades de geração de renda.

Atualmente, verifica-se no mercado a existência de micro e pequenas indústrias brasileiras que desenvolvem produtos a partir dos resíduos industriais e de pós-consumo. Porém, após anos de desenvolvimento de tecnologias mais limpas, criação de novos materiais e produtos, identificamos a falta do design para atrair o público consumidor. Este Prêmio CEMPRE "+ Design - Resíduo" certamente fortificará a cadeia da reciclagem, que também gera benefícios sociais (novos postos de trabalho e a inclusão social), além dos ambientais.

O Prêmio CEMPRE "+ Design - Resíduo" foi lançado em abril. Como foi o lançamento?
O lançamento do Prêmio CEMPRE "+ Design - Resíduo" foi virtual e contamos com o apoio do Ecodesign-News/ABIPTI, associados do CEMPRE, Casa Cláudia/Editorial abril, Revista Meio Ambiente Industrial, CSPD, ADP, ABRE e Universidade Mackenzie, para divulgar e promover esta idéia. E os apoios não terminam por aqui. Toda semana temos novas instituições querendo participar da iniciativa.

O que se espera em longo prazo a partir da idéia, da cultura que o Prêmio CEMPRE "+ Design - Resíduo" lança e incentiva?
Espera-se iniciar um trabalho conjunto das áreas técnicas que buscam alternativas para viabilizar a reciclagem e do design, que agrega valor e charme aos produtos desenvolvidos a partir da utilização de resíduos industriais e pós-consumo.

Já se pensa em novas edições do Prêmio CEMPRE "+ Design - Resíduo"? Ele tem uma periodicidade definida?
Sabemos que esta é a primeira edição de várias e nosso objetivo é motivar os designers e estudantes para terem como parceiros as micro e pequenas indústrias que atualmente usam os resíduos como matéria-prima para seus produtos. A periodicidade está diretamente relacionada com a capacidade da indústria e do mercado brasileiro de absorver esta novidade. Em função da nossa experiência de dez anos do Prêmio BFD e sete anos do Projeto D&N, acreditamos que com alguns ajustes de escala e parceiros, poderemos fazer o Prêmio CEMPRE "+ Design - Resíduo" todo ano. Mas ainda é muito cedo para poder afirmar isto, este vai ser nosso segundo desafio.

Há uma outra premiação parecida, Rikrea, que faz questão da possibilidade da produção em série dos trabalhos inscritos. O Prêmio CEMPRE "+ Design - Resíduo" também impôs essa condição? Qual a opinião de vocês sobre isso?
Verdade. O coordenador Guido Lanci já visitou o Brasil é e amigo de designers amigos que nos passaram o contato dele, e estamos tentando fechar uma parceria.

Conceitualmente as propostas são muito parecidas. Porém, o prêmio italiano tem algumas diferenças: nós selecionamos projetos e eles selecionam preferencialmente protótipos. Isto limitaria muito a participação no prêmio, devido aos custos de desenvolvimento de produtos para os designers e para empresas. O Prêmio CEMPRE "+ Design - Resíduo" visa receber novas idéias e projetos inovadores para, juntamente com os designers selecionados, fechar parcerias com instituições de pesquisa, empresas e universidades para desenvolver os protótipos e reduzir os custos.

A produção em série é condição implícita no design industrial e focamos o Prêmio CEMPRE "+ Design - Resíduo" para as micro e pequenas indústrias que movimentam o mercado nacional de consumo de bens.

Qual seria o requisito mais importante do "+ Design - Resíduo"?
O único requisito obrigatório para a inscrição de projetos é que a matéria utilizada seja um resíduo gerado no processo industrial ou após o consumo ou utilização do produto de umas das empresas associadas ao CEMPRE. Este é o grande diferencial do prêmio CEMPRE "+ Design - Resíduo".

Os protótipos selecionados vão fazer parte da exposição e do catálogo e possivelmente algum produto selecionado poderá entrar em produção. Esta é outra experiência acumulada dos projetos que desenvolvemos BFD e D&N. Por exemplo: na edição do BFD 2004, o designer Gustavo Bertolini apresentou o Projeto Lavabo Vidas Secas, em uma maqueta eletrônica muito bem realizada. O projeto foi selecionado e devido a esta distinção e ao esforço pessoal, conseguiu que a empresa Vallvé desenvolvesse o protótipo. Em função da divulgação obtida, está em estudo a possibilidade de colocar este produto em escala industrial.

Uma iniciativa interessante é o "acompanhamento de projetos" disponibilizado aos interessados pelos organizadores da premiação. Está havendo procura por esse serviço? Ele tem ônus?
O acompanhamento do desenvolvimento é uma experiência que implementamos desde o 1º D&N (1999). O ineditismo da proposta exige uma pesquisa profunda de matérias e processos de transformação e muitas vezes isto não é possível por falta de tempo, falta de informação ou distância e não queremos perder uma boa idéia por desconhecimento da existência de um material reciclado adequado ou coisa parecida. No ano 2000, quando propusemos para os designers fazer o D&N Madeira Certificada, negociamos a doação de um caminhão 20 m³ de madeira certificada selo FSC nativa da Amazônia, para ser fornecida de graça aos designers participantes.

Em relação à procura por esse serviço, temos recebido contatos de muitos estudantes e jovens designers, solicitando informações. Ter uma equipe pesquisando, conferindo dados e avaliando possibilidades tem custo sim, e esta foi uma das premissas para a parceria com o CEMPRE, que entende que o acompanhamento será o diferencial para o sucesso do prêmio CEMPRE "+ Design - Resíduo".

Quando se fala em facilitar o contato com os processos de transformação está se falando de que exatamente e por que isso é tão importante?
Quando desenvolvemos um produto temos que conhecer muito bem as características dos materiais utilizados e quais os processos de transformação mais apropriados. Isto fará a diferença entre um bom produto, duradouro, confiável e de qualidade, de um produto ruim. E se falamos de um mercado jovem e restrito a uns poucos novos materiais, no caso, resíduos, quanto mais dados e informações conseguirmos divulgar entre os participantes, melhor será para o Prêmio CEMPRE "+ Design - Resíduo" e para o futuro dos designers. Por exemplo, na pesquisa que estamos desenvolvendo, identificamos que a partir da caixa de leite longa vida é possível reutilizar vários novos materiais: placas de aglomerado, telhas, fibra de celulose (de excelente qualidade), pellets de alumínio e plástico para os processos de injeção, extrusão, rotomoldagem e através de uma nova tecnologia desenvolvida no Brasil, é possível obter novamente alumínio puro, separando-o do plástico (que se transforma em parafina). Então, a partir de apenas um único resíduo, conseguimos nove alternativas para criar novos produtos. E os pesquisadores e empresas envolvidas continuam pesquisando.

Esse acompanhamento não interfere no resultado final, ou seja, não sugestiona de alguma forma o concorrente? Ou essa é a idéia?
O acompanhamento interfere sim, e este é o método escolhido para obter melhores produtos. Confiamos nesta metodologia que nos trouxe bons resultados. Nossa intervenção não procura modificar processos de design, função ou estética dos projetos e sim colaborar com a identificação e sugestão dos melhores materiais e processos de transformação, indicar quem poderia ser o fabricante deste produto. Desta forma o trabalho do designer fica mais fácil, visto que precisa discutir assuntos mais abrangentes com o fabricante, como identificar novos mercados consumidores do produto, público usuário e custo.

Há expectativa para número de participantes e Estados participantes?
Temos um grande grupo de seguidores entre o Prêmio BFD e o Projeto D&N ao que se somam todos os estudantes, professores, designers e empresas que já estão desenvolvendo estes conceitos nos seus projetos (por exemplo, os leitores do Ecodesig-News). O BFD teve uma média de 500 inscrições nas últimas 4 edições e o D&N se inicia com o convite a 200 designers. Temos uma grande preocupação em transformar nossos projetos em projetos nacionais e poder apresentar para o público as distintas realidades brasileiras. E, por isso, a importância de se estabelecer parcerias com instituições de ensino, classe e pesquisa e veículos de comunicação, que têm como objetivo a criação de massa crítica e motivação dos potenciais participantes.

Fale sobre os workshops de desenvolvimento de propostas para o prêmio.
Essa é uma outra inovação que estamos incorporando no mundo dos prêmios. Eles têm 20 horas, onde são apresentados os materiais selecionados, suas características, os processos de transformação, potenciais fornecedores, fabricantes e discutidos o mercado da reciclagem nacional e internacional. Também temos o site do CEMPRE - www.cempre.org.br com as fichas técnicas dos materiais, vídeos de reciclagem de cada um, cases de otimização dos processos dos seus associados e toda informação relacionada ao mundo da reciclagem e necessária para o desenvolvimento dos produtos que concorrerão ao prêmio CEMPRE "+ Design - Resíduo".

Qual a situação do Brasil quando se fala em reciclagem, em mais design e menos resíduo?
Segundo a pesquisa Ciclosoft, realizada pelo CEMPRE, apenas 11% de todo o resíduo urbano gerado no Brasil é destinado para alguma forma de reciclagem e somente 237 municípios possuem um programa oficial de coleta seletiva implementado. Desta forma, entendemos que o prêmio CEMPRE "+ Design - Resíduo" será fundamental para o desenvolvimento deste setor, visto que unirá a necessidade de aumentar a porção do resíduo urbano que é encaminhada para alguma forma de reciclagem com o charme do design, que torna os produtos mais atraentes.

Vale destacar que o modelo de coleta seletiva atualmente existente no Brasil inclui os catadores e cooperativas de catadores, essenciais para a eficiência e os benefícios ambientais, sociais e econômicos provenientes desta atividade. E é devido ao trabalho dessas pessoas que o Brasil possui a liderança na taxa de reciclagem de alguns tipos de materiais, como alumínio. Por isso, países como Tailândia e China, além do leste europeu, com condições socioeconômicas similares às brasileiras, têm buscado muitas informações sobre este modelo, incluindo visitas físicas às cooperativas de catadores, para implementar sistemas parecidos em seus respectivos países.

Mais alguma informação que acha aportuno acrescentar?
Com os dados que estamos coletando com a pesquisa, identificamos muitos setores da indústria que já utilizam porcentagens consideráveis de resíduos na sua produção. Infelizmente estas iniciativas ainda não são amplamente divulgadas, visto que a conscientização ambiental no Brasil ainda é pequena e por isso não há um reconhecimento positivo da utilização de matéria-prima reciclada em produtos (exemplo: carros, móveis, eletrodomésticos, eletroeletrônicos, embalagens de transporte, calçados, acessórios, objetos, perfis de alumínio, roupas, papéis, papelão, etc.). Até a energia pode ser gerada a partir do lixo. Então o prêmio CEMPRE "+ Design - Resíduo" tem também como objetivo conscientizar designers, fabricantes e consumidores de que a matéria-prima reciclada, sendo utilizada da forma adequada é tão boa ou melhor que a matéria-prima virgem, uma vez que promove o desenvolvimento sustentável, beneficiando o meio ambiente e o desenvolvimento econômico e social.

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Matéria     

Nordeste na rota do ecodesign
I Seminário de Ecodesign da Paraíba tem apoio da ABIPTI


"A Paraíba tem uma grande variedade de tipologias artesanais e muitas das matérias-primas utilizadas são extraídas da natureza. É importante que não só as empresas como os seus profissionais saibam como utilizá-las, repô-las, reciclá-las, enfim, lidar com elas de forma sustentável".

 
Com essa afirmação, Verônica Ribeiro, gestora de Design do Sebrae PB, explica o que motivou a promoção do Design Consciente - I Seminário de Ecodesign da Paraíba. O evento acontece no dia 31 de maio, em Campina Grande, e tem como objetivo discutir o papel do design na preservação ambiental e na criação e produção de produtos ecoeficientes.

A iniciativa é do Sebrae, do Sistema Fiep e da Rede Paraíba Design e conta com o apoio da ABIPTI.

Verônica Ribeiro conta que apesar de as ações do Núcleo de Inovação e Design de Artesanato, justificarem a realização do seminário, outras atividades econômicas da região como a indústria de calçados e o algodão colorido desenvolvido com tecnologia da Embrapa estão no foco das atenções. "Nós temos uma demanda, mas até então nada tinha acontecido com esse enfoque. Queremos agora levar essa preocupação para a prática e sensibilizar as pessoas para a questão do ecodesign, da produção mais limpa, tema que é, inclusive, foco de um programa lançado pelo Sebrae", afirma.

A proposta é realizar o Seminário anualmente, o que vai depender da recepção à iniciativa considerada pioneira pelos seus organizadores. Estão sendo esperadas 200 pessoas entre designers, arquitetos, empresários, lojistas e estudantes.

Faz parte da programação a apresentação de palestras e cases por parte de especialistas locais e de outros Estados brasileiros. A ABIPTI aborda o tema Ecodesign-News - o ecodesign e a mídia digital. Questões como as possibilidades do ecodesign no Nordeste, no Brasil e nas empresas, casa ecológica, educação ambiental, algodão colorido, também vão permear as discussões. (Confira a programação completa).

Para Verônica, descobrir a quantidade de projetos em andamento com relação ao ecodesign foi uma surpresa agradável. "Já existem muitos trabalhos nessa área e pessoas preocupadas com a temática".

Segundo Alceu Castello Branco, gerente da Unidade de Informação e Gestão Tecnológica (IGT), da ABIPTI, o apoio ao evento representa a chance não apenas de divulgar o trabalho realizado pela associação, mas para o fortalecimento das discussões sobre o tema.

Retrospectiva
Dois dos palestrantes do I Seminário de Ecodesign da Paraíba já foram entrevistados pelo Ecodesign-News. O professor do Departamento de Desenho Industrial da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), Luiz Eduardo Cid Guimarães, falou sobre sua experiência na edição Nº 08, em fevereiro de 2004.

Preocupado com a questão social e o papel que a universidade pode fazer para aproximar o ecodesign da solução de problemas, ele advertiu: "Na universidade a preocupação sobre o projeto e o meio ambiente tem sido tratada de uma forma marginal. Em geral, a disciplina de 'ecodesign' está inserida no currículo sem que as relações dela com as outras sejam claras".

Segundo Luiz Eduardo em um país com o nível de pobreza que tem o Brasil, o ecodesign pode dar uma contribuição importante por meio de projetos de produtos que beneficiem as camadas carentes da população. Em Campina Grande ele discorrerá sobre "As Possibilidades do Ecodesign no Nordeste".

Já o coordenador do Laboratório de Ecodesign (LED), da PUC-Rio, professor doutor Alfredo Jefferson de Oliveira, falou aos leitores na edição Nº 21, de abril de 2005. Na oportunidade, Alfredo explicou que o laboratório é um grupo de estudos que agrega pesquisadores e estudantes de graduação, mestrado e doutorado interessados no tema. "A atividade principal é a acadêmica, ou seja, pesquisa e formação de pesquisadores. Normalmente, as atividades se dão de forma interdisciplinar com a participação de pesquisadores de outras áreas e/ou de outras instituições", disse.

No seminário Alfredo Jefferson abordará o tema "Ecodesign Nacional e Aplicação nas Empresas".

Outros trabalhos realizados na Paraíba também já foram pautas do informativo. Como o algodão colorido produzido a partir da tecnologia desenvolvida pelo Centro Nacional de Pesquisa do Algodão (CNPA) e o Centro de Pesquisa do Algodão da Embrapa. O resultado é uma pluma naturalmente colorida, onde o custo com água (reutilizável) e produtos químicos que seriam usados na etapa de tingimento do algodão é nulo, bem como, os danos que causariam ao meio-ambiente. No cultivo não são utilizados fertilizantes químicos ou agrotóxicos. O algodão colorido é a matéria-prima do Consórcio Natural Fashion responsável por transformá-lo em moda.

Outra ação divulgada pela Ecodesign-News, trazida da pequena cidade de Cajazeiras, no cariri paraibano, foi a inserção do design e de novas tecnologias no oficio centenário do curtimento vegetal do couro de bode com base no tanino extraído do angico.

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Notas     

Suíça apóia a criação de um banco de dados sobre ciclo de vida de produtos e serviços brasileiros

Apoiar o desenvolvimento de um banco de dados sobre o ciclo de vida dos produtos e serviços da indústria brasileira. Esse foi o tema da reunião realizada entre o embaixador da Suíça, Rudolf Baerfuss, e o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT), no último dia 13.

No encontro, o governo suíço enfatizou o interesse em apoiar a iniciativa por meio da Secretaria de Estado da Economia Suíça (Seco). O banco de dados deverá ser criado para suportar inventários de ciclo de vida de produtos e serviços da indústria brasileira, levando a soluções tecnológicas mais eficientes e sustentáveis.

Para implementar o projeto, o governo suíço vai aportar recursos no montante de R$ 404,33 mil. O valor viabilizará a vinda de especialistas suíços ao País para que transfiram para o IBICT a experiência adquirida com o projeto Ecoinvent Lyfe Cycle Inventory Database.

O IBICT vem desenvolvendo o projeto em parceria com a Universidade de Brasília (UnB). A coleta dos dados ficará a cargo das universidades, institutos de pesquisa e setor industrial. Por se tratar de dados estratégicos, todas as informações estarão armazenadas de acordo com normas internacionais de segurança.

A iniciativa também irá contribuir para conscientizar a indústria brasileira sobre a importância do método de avaliação do ciclo de vida de produtos e serviços para a melhoria da competitividade, a prevenção de possíveis efeitos nocivos ao meio ambiente e o atendimento à exigência imposta pelo mercado internacional para o intercâmbio de bens e serviços. A reunião também tratou sobre o estabelecimento de mecanismos de cooperação técnica, intercâmbio de informação e capacitação de recursos humanos. A princípio serão realizados workshops para identificar as principais áreas de pesquisa nos dois países.

Outras informações sobre o IBICT pelo site www.ibict.br.

Fonte: Gestão C&T online Brasília, 19 a 22 de maio de 2005 - Nº 368 (Com informações do IBICT).


Colheres de bambu no Museu da Casa Brasileira

O engenheiro e artesão Alvaro Abreu realizou, no dia 14 de maio, no Museu da Casa Brasileira, em São Paulo, o workshop Colheres de Bambu.

 
Alvaro já foi o entrevistado do mês na Ecodesign-News e surpreendeu quando disse que todo o seu empenho em fazer colheres de bambu com instrumentos artesanais era em busca de elogios. E no trabalho realizado no MCB eles não faltaram.

"Adorei o curso, o contato com o bambu, conhecer as técnicas, além do prazer de trabalhar com as mãos", afirmou a aprendiz Yara Rierte. Trabalhar com as mãos e redescobrir a simplicidade na agitada cena paulistana chamou a atenção de muitos dos alunos. "Obrigada pela oportunidade de participar de tão agradável trabalho. Parece que as coisas simples precisam ser descobertas", disse uma delas ao mestre.

Além dos resultados subjetivos, o workshop rendeu 62 colheres que ficam expostas no MCB como Obra do Mês.


Realizado curso de Análise do Ciclo de Vida

O Centro São Paulo Design, em parceria com o SEBRAE/SP, promoveu nos dias 04, 05 e 06 de maio, o Curso de Análise do Ciclo de Vida, Conceitos e Aplicações para o Desenvolvimento de Produtos. O objetivo foi capacitar empresários e profissionais da área de design, meio ambiente e afins, gerando uma visão sistêmica das questões ambientais, através do conceito, de avaliação do ciclo de vida dos produtos e da metodologia de execução de estudos de ciclo de vida. Foram oferecidas 30 vagas e o curso foi ministrado pelos Professores: Prof. Dr. Gil Anderi da Silva e Prof. Luiz Alexandre Kulay do Departº de Engª Química da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo - USP.

Buscando avaliar o curso, o CSPD elaborou uma avaliação através de questionário, encaminhado aos participantes, referente ao conteúdo, recursos didáticos, desempenho do instrutor, infra-estrutura, gerais, avaliação como um todo e sugestões.

A coordenadora da Unidade de Gestão Ambiental da ABIPTI, Maria Elisabete Ferreira, participou do evento. Segundo ela, é importante sentir na pele/na carne a ACV trocada em miúdos, ou seja, repassar os cálculos de balanço de massa e energia que é o raciocínio que está por detrás da ferramenta, ou melhor, que a constitui propriamente. "A ACV será cada vez mais solicitada no ambiente das trocas econômicas - setor produtivo, setor de serviços - como uma das ferramentas necessárias para analisar impactos ambientais. Assim, é preciso que grandes esforços de disseminação e capacitação sejam feitos em todo o Brasil", afirmou.

Com informações do www.cspd.com.br.


Artesanato com fibras naturais

A Horta-Escola da Fundação Parques e Jardins, da prefeitura do Rio de Janeiro, está sediando a primeira oficina de artesanato com fibras naturais, dentro do projeto Mestres de Fibra, realizado pela Rede Rio Hortas.

O objetivo da iniciativa é valorizar a cultura popular por meio da difusão de informações e contribuir para a geração de trabalho e renda.

Bambu, palha de milho, fibras de coqueiro e bananeira são a matéria-prima para que as turmas, com duração de um mês e uma aula semanal, aprendam a usar a criatividade com o mestre-artesão Ribamar Cartagens, um maranhense que aprendeu o oficio com o pai.

Os futuros artesãos aprendem as técnicas de manuseio e confecção de objetos como cestas, chapéus e esteiras.

Informações sobre novas turmas: riohortas@pcrj.rj.gov.br.

Fonte: www.rionoticias.com.br.


Moda consciente

A professora da Universidade Estadual de Santa Catarina (Udesc), Neide Shulte, e parte de seus alunos, criaram uma coleção especial para apresentar no I Veg Fashion - 36º Congresso Mundial de Vegetarianismo, realizado em novembro do ano passado, em Florianópolis.

A matéria-prima, tecidos usados, foi doada por empresas ou individualmente. No lugar de couro ou peles, foi usado o couro vegetal, produzido na Amazônia ou o sintético. "Procuramos fugir de criar uma coleção com cara de preservação ambiental, mas sim mostrar que é possível fazer roupa sem usar nada de origem animal, sem agredir o meio ambiente", afirmou a professora. O Senac SP em parceria com a Fundação Getúlio Vargas já estuda a criação da grife Chique é ser Consciente que vai aproveitar talentos como os demonstrados pelos estudantes da Udesc.

Fonte: www.unisol.org.br.


Pneus que viram arte

 
Peças do designer de produtos Daniel Beato, criador do projeto Arte em Pneus, decoraram o lounge do Mercado Mundo Mix no Skol Beats, evento de música eletrônica ocorrido em abril, em São Paulo.

Beato começou o trabalho reaproveitando pneus que tinha em casa, fazendo surgir deles cadeiras, mesas, bancos, vasos, floreiras e lixeiras.

Além dos 3 mil pneus que já passaram pelas suas mãos, ele aproveita mangueiras de borracha, tubos de PVC, discos de vidro e de acrílico.

Daniel Beato é o fundador da Cooperativa de Trabalho e Produção de Arte Alternativa e Coleta Seletiva, ministra cursos em comunidades carentes e organiza exposições com as obras dos seus alunos. Nesses casos, 30% do que é arrecadado vai para a Cooperacs e o restante para os novos artistas.

Fonte: www.unisol.org.br.

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Calendário     

Maio
Design Consciente - I Seminário Paraibano de Ecodesign


O evento será realizado no dia 31 de maio, de 13h às 17h e de 19h às 21h30, na sede da Federação das Indústrias do Estado da Paraíba (FIEP), em Campina Grande. O objetivo é discutir o papel do design na preservação ambiental e a motivação para a criação de produtos ecoeficientes.

O público-alvo são designers, arquitetos, empresários, lojistas e estudantes. Realizado com o apoio da ABIPTI, o seminário terá a apresentação do case "Ecodesign-News: O Ecodesign e a Mídia Digital", apresentado pela jornalista responsável pela newsletter, Waleska Barbosa. Confira a programação completa.

Informações: gladimir@redepbdesign.com.br.


Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental

Entre os dias 31 de maio e 5 de junho a Cidade de Goiás (GO) vai sediar a 7ª edição do Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental (FICA).

Paralelamente à programação do festival, acontece a 3ª Feira de Experiências Sustentáveis do Cerrado, onde serão comercializados produtos como mel, rapadura, licor, cachaça, doces e compotas, bem como peças de artesanato, movelaria, utensílios domésticos e vestuário. Serão 12 estandes, abertos de 13h às 23h, tendo como expositores comunidades do Cerrado de Goiás, Tocantins, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais. Na programação da Feira estão também oficinas de educação ambiental e papel reciclado.

A Feira de Experiências Sustentáveis do Cerrado é uma iniciativa da Semarh, em parceria com a Agência Goiana do Meio Ambiente.

Informações: www.fica.art.br.


Junho
VII Semana FIESP do Meio Ambiente


O evento acontece de 6 a 10 de junho, na FIESP, em São Paulo. A programação inclui os seguintes seminários: Mercado de Carbono no Brasil; Legislação Ambiental - Perspectivas; Gestão Ambiental; Políticas Públicas para Resíduos Sólidos; Conservação e Uso Racional da Água em Edificações. A abertura será feita por Luciano Shigueru Sakurai, Diretor do Departamento de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da FIESP (DMA).

Serão abordados temas como: Atividades da FIESP em Normalização Ambiental - Série ISO 14000; ACV - Análise do Ciclo de Vida; Ecodesign e Rotulagem ambiental. A taxa de inscrição é de R$ 80,00 por dia ou R$ 300,00, caso o interessado opte por um pacote promocional para a semana.

Programação: www.fiesp.com.br/cursos_eventos/secao2

Informações e inscrições: tel. (11) 3917-2878. E-mail: juliana.rmai@terra.com.br.


Julho
NDesign no Maranhão


Discussões sobre as diferentes faces do design por meio da diversidade cultural brasileira; design de baixa tecnologia x design de ponta; educação x mercado; diversidade cultural interferindo no design; conflitos entre profissões; o papel do designer no ecossistema. Estes serão os temas abordados no 15º Encontro Nacional de Estudantes de Design - Ndesign, que tem como tema "PontaPonta". O evento acontece de 17 a 24 de julho, na Universidade Federal do Maranhão.

Informações: www.ufma.br e portal@ufma.br.


Concurso de Design de Caráter Social

O concurso é resultado de uma parceria entre o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior - Programa Brasileiro de Design, a Associação Civil Universidade Solidária - UniSol , outros órgãos do governo federal e da sociedade civil e tem como tema "Comunidades Urbanas". As inscrições, abertas até julho de 2005, podem ser feitas em duas categorias: Veículos catadores de materiais recicláveis e Mobiliário urbano para municípios históricos.

O objetivo é popularizar o design de produto no mercado consumidor interno, mobilizando instituições de ensino superior para o atendimento à demanda de desenvolvimento de produtos para segmentos da sociedade que não têm no design uma ferramenta para a qualidade de vida.

Os organizadores também esperam identificar novos talentos em formação. A meta é inserí-los no mercado nacional, promover a inclusão social, apoiar o ensino, a pesquisa e o desenvolvimento social, econômico, tecnológico e a formação da consciência sócio-ambiental dos públicos envolvidos.

Informações: www.rededesignbrasil.org.br/designsocial.


Agosto
Prêmio CEMPRE "+ Design - Resíduo"


Promovida pelo Compromisso Empresarial para a Reciclagem (CEMPRE) e o Instituto Design&Natureza (iD&N), com o apoio da ABIPTI, a premiação está com inscrições abertas até o dia 26 de agosto.

 
Os trabalhos selecionados devem apresentar soluções criativas para a reutilização de resíduos sólidos industriais e pós-consumo, agregando valor aos materiais reciclados e promovendo o desenvolvimento sustentável.

Podem participar designers e estudantes de todo o Brasil com trabalhos nas áreas de mobiliário, iluminação, objetos, design têxtil, produtos eletro-eletrônicos, equipamentos, embalagem, jóias etc.

Os dois primeiros colocados na categoria Profissional receberão R$ 5 mil e R$ 2,5 mil, respectivamente. Já para os estudantes a premiação será de R$ 1,5 mil e R$ 1 mil.

O regulamento do Prêmio CEMPRE "+ Design - Resíduo"está no endereço www.cempre.org.br.

Informações: maisdesignmenosresiduo@uol.com.br


Recicleshow 2005 - Seminário e Exposição sobre os Desafios Técnicos e Econômicos para a Reciclagem

 
O evento ocorre de 16 a 20 de agosto de 2005, no Centro de Convenções do Pantanal, em Cuiabá, Mato Grosso. Tem como público-alvo prefeituras, administrações regionais, órgãos públicos e organizações não-governamentais; futuros empreendedores, notadamente micro e pequenos que tenham interesse em investir na área; fabricantes de máquinas e equipamentos; empresas que atuam na área de reciclagem; entidades empresariais; comunidade acadêmica e empresas de consultoria e projetos.

A Recicleshow 2005 envolve prestadores de linhas de produtos e/ou serviços nas seguintes áreas:
  • Máquinas e Equipamentos para limpeza urbana, coleta seletiva e reciclagem;

  • Processadores de produtos recicláveis;

  • Consultoria e projetos;

  • Revistas especializadas;

  • Instituições financeiras;

  • Materiais recicláveis e reciclados.


  • Informações: www.recicleshow.com.br e Fone: (11) 5591-6325; Fax: (11) 5591-6325; E-mails: info@recicleshow.com.br ; marilda@agrishow.com.br.


    Setembro
    2ª Conferência Internacional de Gestão do Ciclo de Vida


     
    O evento acontece de 5 a 7 de setembro, na Espanha e tem como objetivo tratar da gestão do ciclo de vida como uma das principais ferramentas de integração e do desenvolvimento de produtos, processos e serviços sustentáveis.

    A 2ª Conferência Internacional de Gestão do Ciclo de Vida é organizada pelas redes espanholas do Ciclo de Vida e promovida pela Lyfe Ciclo Management (LCM).

    Mais informações: www.lcm2005.org e info@lcm2005.org.


    1º Concurso Bienal Internacional Rikrea

     
    Com inscrições abertas até o dia 1 de outubro, o concurso tem como objetivo a criação de um catálogo de produtos de design que satisfaçam os requisitos ecológicos, de sustentabilidade, durabilidade e universalidade a partir dos trabalhos inscritos. O concurso é aberto a profissionais e estudantes de design, individualmente ou em grupo, mas também a todos que se sentirem capazes de cumprir os critérios de participação.

    O produto inscrito deve ser:
  • Realizado com materiais, componentes ou objetos provenientes do descarte ou dos ciclos convencionais de coleta seletiva;

  • Durável;

  • Sustentável na lógica de produção e pós-consumo;

  • Tenha tendência comercial;

  • Realizado em função da produção em série.


  • O projeto vencedor receberá € 2 mil.

    Informações: www.rikrea.it e info@rikrea.it.


    Novembro
    8º Encontro Nacional sobre Gestão Empresarial e Meio Ambiente


     
    O evento acontece de 9 a 11 de novembro, no Rio de Janeiro, com o objetivo de promover o intercâmbio entre as empresas e o meio ambiente, com base nos princípios do desenvolvimento sustentável. O tema central é "Responsabilidade Socioambiental num Mundo Globalizado".

    A promoção é da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo e pela Escola Brasileira de Administração Pública e Empresas.

    Informações: www.ebape.fgv.br/engema.


    Dezembro
    EcoDesign 2005: 4th International Symposium on Environmentally Conscious Design and Inverse Manufacturing


     
    O evento acontece de 12 a 14 de dezembro de 2005, em Tóquio, Japão, e está sendo organizado pela Union of EcoDesigners (Association of EcoDesign Societies, Japan).

    O simpósio abordará os seguintes temas:
  • EcoDesign of Social System [Special Theme];

  • Eco Life-style;

  • Sustainable Businesses;

  • Environmentally Conscious Products and Services;

  • Sustainable Consumption and Recovery of Resource and Energy- Strategies, methodologies, and technologies of resource recovery (including reuse and recycling) and energy saving Asia) EcoDesign in Asia - Special Theme.


  • Informações: www.ecodenet.com/ed2005.


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    Errata
    Na edição passada erramos o sobrenome da entrevistada Juliana Llussá (divulgamos como Llusá). O erro se estendeu para o nome de sua marcenaria que também é LLussá. Pedimos desculpas pelo equívoco.

    A Newsletter da comunidade virtual EcoDesignNet é elaborada pela ABIPTI em parceria com o CGECon - MRE.
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    Coordenação Geral: Lynaldo Cavalcanti de Albuquerque (ABIPTI)
    Coordenação Técnica: Alceu Castello Branco
    Jornalista Responsável: Waleska Barbosa DRT. 5193/00-PB
    Colaborador: Pedro Nascimento
    Diagramação: Mário Fiorese


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