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Muita informação é o que aguarda o caro leitor na edição de abril. Nossa entrevista é um exemplo de união de apuro técnico e dois tipos de sensibilidade: a da beleza perene das formas apenas imaginadas e agora harmonizadas no palpável, somada à percepção quanto ao abuso na exploração das fontes de matérias-primas naturais. A responsável pelo encaixe ideal entre o belo e o inadiável é a arquiteta, administradora e artista plástica Juliana Llusá, criadora da marca de móveis exclusivos Llusá, produzidos com madeira certificada. Nossa sugestão da seção Ecoleitura fica por conta de Design de transportes: Arte em função da mobilidade, obra brasileira inédita que aborda de maneira abrangente as conquistas da evolução nos meios de transporte e a necessidade da revisão rumo a uma abordagem mais sistêmica do seu processo de produção. Trazemos também o artigo de Rafaela Maria Ribeiro Patrício, produzido com exclusividade para a Ecodesign-News e intitulado Edifícios Ecologicamente Corretos: em direção a um futuro sustentável. Mestranda em Engenharia de Produção pela UFRN, Rafaela traça um histórico sobre o conceito do edifício verde, seus benefícios econômicos e ambientais. Segundo a autora do artigo, os custos são amortizados em cerca de dois anos e a abrangência de alternativas menos ofensivas ao meio ambiente é expressiva. Ela também nos fala sobre o sistema de avaliação adaptado aos padrões americanos, inspirado no BREEAM, dando origem ao LEED™ (Leadership in Energy and Environment Design), critério que está sendo tomado como parâmetro para a construção do primeiro edifício brasileiro que segue as normas USGBC. Todo esse estudo serve para Rafaela como subsídio para a formulação de uma metodologia de avaliação ambiental em edifícios, adequada à realidade do Nordeste brasileiro. Não deixe de ler em Notas as últimas notícias relacionadas a design e meio ambiente e fique atento ao calendário, que traz informações sobre eventos agendados até setembro. Uma ótima leitura a todos. voltar Juliana Llusá Arquiteta, administradora, artista plástica. Criadora da Llusá, marcenaria que produz móveis de encaixe com madeira certificada
A memória daquela "infância livre" perdura. A hoje mulher - 34 anos, três cursos universitários e um profissionalizante de marcenaria - continua reverenciando a natureza. Dona da Llusá Marcenaria, Juliana só usa madeira certificada em peças de encaixe. E que peças são essas? Precisam ter, segundo sua criadora, "boa ergonomia, estrutura, beleza e harmonia visual". São peças especiais, personalizadas, que já atraíram como compradores personalidades como o ex-presidente da república, Fernando Henrique Cardoso. Juliana começou como funcionária de uma marcenaria. Mais adiante, trabalhou na criação de sua primeira linha que passou a ser vendida em área residencial, na Vila Madalena. Pouco tempo depois, ela inaugurava um espaço ímpar, o show-room da Llusá Marcenaria em outro endereço do mesmo bairro, a rua Aspicuelta. O que Julliana Llusá faz é puro Ecodesign. "Isso faz eu me sentir cidadã", afirma. Você, quando criança, já tinha preferências que antecipavam o trabalho com a madeira? Acredito que sim. Lembro-me bem de parte da minha infância quando morei em um sítio próximo a São Paulo, por três anos. Tinha sete anos e junto com meu irmão tentamos construir uma pequena casa com restos de tijolos, cimento e areia. Fizemos as sapatas, os alicerces e começamos a erguer as paredes. Ficava imaginando o interior da casa, os móveis as coisas... Tentamos também fazer um abrigo de madeira, com galhos colhidos na mata. Foi uma parte da infância livre, rica em experiências com a terra, o barro, a madeira. Conte-nos mais sobre você, seu caminho acadêmico. Nasci em São Paulo, tenho 34 anos e estudei Arquitetura e Urbanismo na FAU-USP, Administração de empresas na FGV e Artes Plásticas na FAAP. No terceiro ano do curso de arquitetura, na disciplina de desenho industrial desenvolvi uma cadeira em madeira e nasceu meu interesse pelo design de mobiliário. Minha tese de conclusão do curso foi realizar o projeto e a execução de seis peças em madeira laminada moldada. O trabalho de construção dos protótipos na marcenaria foi exaustivo e muito prazeroso. Aprendi a operar as máquinas num curso de marcenaria do SENAI - Brás que fiz simultaneamente à tese.
Estudei arquitetura e administração simultaneamente, tive que trancar a FAU durante um ano para fazer o estágio em administração de empresas exigido pela FGV. Fui trainee na área de marketing da Credicard-Mastercard. Depois deste ano, fui contratada pela empresa, mas decidi terminar a faculdade de arquitetura porque me identificava mais. Nessa época resolvi fazer Artes Plásticas na FAAP à noite, que também deu muito insumo para o meu trabalho. Depois de formada procurei uma marcenaria para trabalhar e acertei com o dono que eu desenvolveria o meu trabalho lá. Contratei dois rapazes formados pelo SENAI para me ajudar e desenvolvi as primeiras peças da minha linha. Após um ano aproximadamente, em 2002, montei minha marcenaria. Contratei um marceneiro com quem eu havia trabalhado e produzimos durante 10 meses os meus desenhos. Em dezembro do mesmo ano, lancei minha linha de móveis. Inicialmente abri um show-room em uma pequena rua residencial na Vila Madalena. Paralelamente investi na construção de uma loja mais ampla, na Rua Aspicuelta, que foi inaugurada em outubro de 2003. E a escolha de trabalhar apenas com madeiras certificadas? A escolha deve-se a minha preocupação com a exploração predatória da madeira no Brasil. A madeira certificada é a maneira de poder trabalhar com a consciência da preservação das florestas através do manejo florestal. Como passou a conhecer os tipos de madeira e os mais adequados para seu trabalho? A floresta nos oferece centenas de tipos de madeira. As espécies que são certificadas, principalmente, são muitas e diferem das madeiras conhecidas no mercado. A maneira de conhecê-las é buscando informações técnicas em livros especializados e, naturalmente, testando as diferentes espécies. Como é seu processo de criação? Que tipos de pesquisas e preocupações têm na hora de criar? Meu processo de criação é interessante. Não costumo desenhar exaustivamente até surgir uma forma, uma idéia. Ao contrário: primeiro vem uma idéia na minha cabeça e aí então paro para passar para o papel, para a lousa ou mesmo desenho num pedaço de compensado. Aí começo a ver as proporções, as medidas, a ergonomia da peça e ajustar o desenho. Começo a construir a peça na marcenaria para ir fazendo as mudanças necessárias. Neste processo longo em que construo a peça em tamanho real, vou definindo e garimpando o móvel até chegar a um resultado que me agrade: uma boa ergonomia, estrutura, beleza e harmonia visual. De quais etapas participa e quantas pessoas trabalham com você? Participo diretamente de todas as etapas de desenvolvimento dos móveis. Na produção acompanho passo a passo a elaboração das peças, prezando pela qualidade do trabalho. Ao todo oito funcionários trabalham comigo na marcenaria. E quanto à preferência pelos encaixes? O que isso possibilita no seu trabalho que outras técnicas não possibilitariam? Os encaixes da madeira proporcionam visualmente uma riqueza de detalhes e solidez estrutural. A forma que o móvel foi construído fica aparente e isso me encanta. Hoje em dia, percebo que estamos perdendo a noção de como os objetos que utilizamos foram feitos e isto é uma parte importante para podermos admirar as formas e a estrutura dos objetos, máquinas, automóveis. Deixando os encaixes aparentes, podemos usufruir as peças de maneira diferente, descobrindo como aquilo foi pensado para aquele tipo de material e para determinado tipo de uso. Isto não só acontece com as coisas que utilizamos no dia-a-dia, mas também com aquilo que consumimos, como os alimentos. Não pensamos, ao comer, que alguém preparou a terra, plantou e colheu, e outras pessoas manusearam e prepararam o alimento. Acho importante e profundamente significativo resgatar as etapas de tudo que nos cerca. Compreender o ciclo e a cadeia produtiva. Você tem a consciência de que o que faz está adequado ao Ecodesign? Como lida com essa relação? Sim. Para mim isto é muito importante como ser humano, ter a consciência do que eu faço e do que preciso para executar o meu trabalho. O uso da madeira proveniente do manejo florestal me traz a tranqüilidade de que estou cumprindo o meu papel de cidadã, preservando a riqueza natural brasileira para que outras gerações também tenham o prazer de trabalhar com esta matéria-prima tão preciosa. Há um perfil de consumidores para as suas peças? Nossa produção é toda sob encomenda. Nossos consumidores são pessoas informadas, de alto poder aquisitivo, que valorizam e reconhecem o design brasileiro e valorizam os produtos ecologicamente corretos e socialmente responsáveis. O custo de criação e fabricação de um móvel da Llussá é elevado uma vez que as peças são artesanais e feitas individualmente, sob medida e com diversas espécies de madeira. O acabamento cuidadoso e os encaixes perfeitos, bem como o uso de madeira certificada agregam valor ao produto. Destes consumidores, destacaria algum? O Ex-Presidente da República Fernando Henrique Cardoso. O que faz veio para ficar, até pelas tendências crescentes da valorização do que poderíamos colocar sob o guarda-chuva do Ecodesign, ou é um modismo? As peças da Llussá Marcenaria são projetadas para atender as necessidades de conforto e ergonomia do usuário. O desenho dos móveis caracterizado por linhas puras e harmônicas é perene; a qualidade do trabalho é para as peças passarem por gerações. Acredito que o Ecodesign veio, sim, para ficar. É ele quem permite ao design uma produção com matéria prima proveniente da natureza de forma sustentável e, portanto, de uma fonte de recursos renováveis. voltar Design de transportes: Arte em função da mobilidade Neville Jordan Larica
São 14 capítulos, em 216 páginas. Naquele dedicado mais especificamente à questão ambiental (O ecodesign aplicado ao projeto de veículos), Neville aborda conceitos ambientais como Cleaner Production, Green Design, Análise do Ciclo de Vida, Car Recycling, formas de energias alternativas, entre outros tópicos. Em Os veículos urbanos e o meio ambiente, o autor aborda, dentre outros aspectos, a poluição, vida útil e descarte dos automóveis e ocupação do espaço vital. Mais informações: www.2ab.com.br.
voltar Edifícios Ecologicamente Corretos: em direção a um futuro sustentável Rafaela Maria Ribeiro Patricio - Mestranda em Engenharia de Produção - UFRN O crescimento desenfreado das cidades, aliado ao acentuado aumento demográfico, elevou os níveis de consumo tornando o meio ambiente a principal forma de sustentabilidade de todas essas transformações. Como conseqüências têm-se uma extração de recursos naturais desordenada, um grande volume de resíduos produzidos, e uma infra-estrutura incapaz de atender essa demanda. Além disso, a deposição final de resíduos sólidos tornou-se um problema mundial e a maioria das cidades ainda não possui um bom sistema de esgotamento sanitário. Essas atividades constituem os principais agentes degradadores do meio ambiente e de redução da qualidade de vida do homem. Dentro desta problemática ambiental encontra-se um sub-setor do desenvolvimento urbano: a construção civil e a produção de edifícios residenciais, institucionais e comerciais. Nas últimas décadas, o setor imobiliário pressionado pelas mudanças na forma de interação com o meio ambiente, passou a inserir os conceitos de sustentabilidade na elaboração de seus empreendimentos. Tais conceitos vinham sendo debatidos e estabelecidos desde a década de 60, através de conferências, acordos e protocolos importantes, assinados pelos países industrializados – principais responsáveis por emissões, descarte de resíduos, entre outros impactos – e em desenvolvimento, contendo as recomendações e referências específicas sobre como alcançar um desenvolvimento sustentável. O conceito dos edifícios verdes surgiu na década de 70, quando, frente à crise do Petróleo, foram retomadas as investigações sobre fontes energéticas não fósseis, e a preocupação com a escassez e aumento de preços dos insumos naturais. Em 1993, o tema passou a ser mais estudado e utilizado por arquitetos, engenheiros e outros especialistas a partir da fundação da United States Green Building Council (USGBC), o conselho americano para edifícios “verdes”. Tais edifícios são definidos, principalmente, a partir da utilização de fontes de energias alternativas, menor emissão de poluentes, uso de materiais recicláveis, sistemas de reciclagem das águas, maximização da iluminação natural, preservação de áreas verdes ou nativas, e adequada qualidade do ar interno. Ler íntegra voltar ECO 21 Em
maio, o San Francisco Design Center (SFDC), shopping de decoração dos
Estados Unidos, vai abrigar a Eco 21. Resultado de uma associação inédita
entre a Orro & Christensen e a Casa 21, a loja apresentará produtos
ecologicamente corretos e terá como público-alvo o mercado de alto padrão.
Estarão expostos móveis e objetos de profissionais renomados como Fernando
e Humberto Campana, Jacqueline Terpins e outros, além de peças selecionadas
do artesanato nacional. O projeto de arquitetura da loja é assinado
por Allan Malouf.
A inauguração da loja será comemorada com a "Mostra do Design Brasileiro Contemporâneo". A Eco 21 hospedará ambientes assinados pelos profissionais Sig Bergamin, Esther Giobbi e Ivan Rezende, entre outros, que prometem apresentar o melhor do design nacional. A exposição terá duração de um mês e também ocupa parte da área comum do San Francisco Design Center. Fonte: ARC Design Caixa Recicla Fácil
Suportes articulados nas laterais facilitam a retirada dos resíduos, enquanto aros coloridos identificam o tipo de material a ser depositado em cada boca, mesmo com o recipiente destampado. Alças laterais ajudam no transporte do coletor. O produto está disponível nas versões branco, cinza ou chumbo e possui as dimensões de 55cm de comprimento por 45cm de altura por 36cm de largura. Completa o kit um conjunto de sacos plásticos identificados pelas cores-padrão da coletiva seletiva. Mais informações: www.reciclafacil.com.br. Fonte: ABRE Design Possibile "As implicações ético-sociais no futuro do Design". Este foi o tema abordado de 13 a 18 de abril, no Salão do Móvel de Milão, como resultado da parceria Itália-Brasil. A programação contou com uma Mostra de produto com colaboração projetual da Universidade de Firenze, da Universidade Mackenzie de São Paulo e Consorzio Casa Toscana e uma Mostra de objetos e mobiliários projetados por designers brasileiros, utilizando a reciclagem de materiais e produtos em parceria com ONGs do Brasil. Participaram do evento: Designers: Ave Maria/ Beth e Eduardo Prado/ Cândido Azeredo/ Carla Martins, Raphael Bicudo e Tatiana Tavares/ Carla Tennenbaurn / Christian Ullmann e Tânia de Paula / Estevão Toledo / Fabiola Bergamo / Fernanda Brunono / Flávia Pagotti / Fratelli Campana / Grupo Como / Ivo Pons / Karina Achoa / Marcus Ferreira / Marici Villa / Marilena G/ Nó Design / Sérgio Fahrer/ Vanessa Espíndola e Dayane Queiroz/ Flavius e Horácio Ruggiero. E ainda Associação Monte Azul, Recicla Jeans e Aldeia do Futuro, organizações não governamentais de São Paulo que trabalham com a reutilização de materiais. Geladeira movida à energia solar A invenção saiu de uma empresa incubada na Universidade Federal de Minas Gerais e tem como objetivo reduzir os gastos com a conta de energia em 30% e ainda levar o eletrodoméstico a comunidades sem energia elétrica. O aparelho funciona por meio de um compressor movido à energia solar que transforma calor em frio. Os criadores planejam montar uma fábrica para produzir o aparelho em larga escala, a um custo de R$ 2 mil. "O coletor de raios solares, que pode ser instalado no telhado da casa, concentra o calor em um tubo que esquenta um óleo vegetal biodegradável. O óleo quente é utilizado para regenerar o sistema de absorção de calor, responsável pela refrigeração dentro do aparelho", explica Fabiano Chaves, engenheiro que faz parte da equipe que idealizou o protótipo. Mais informações: www.paz.eng.br. Fonte: Agência FAPESP Lei para embalagem poluente Consumidor receberá informações sobre embalagem poluente: é o que prevê o Projeto de Lei 4906/05 apresentado à Câmara pelo deputado Jefferson Campos (PMDB-SP). De acordo com a proposta as embalagens não-biodegradáveis poderão exibir uma tarja indicando a sua natureza. Segundo o PL, os fornecedores que descumprirem a determinação estarão sujeitos à multa de R$ 100 mil, a ser cobrada pelo órgão de defesa do consumidor da cidade onde for realizada a autuação e cancelamento da licença para fabricação do produto em caso de reincidência. "Pretendemos alertar o consumidor para o tipo de embalagem que ele está adquirindo e o dano que ela pode causar ao meio ambiente. Assim, ele poderá optar pelos produtos que ofereçam embalagens recicláveis ou biodegradáveis", explica o deputado. Fonte: Verdes Mares in Ambiente Brasil Novos caminhos para o bambu Uma parceria dos governos brasileiro e chinês pode ajudar o Brasil a desenvolver novas utilidades para o bambu. O acordo entre os dois países foi reafirmado pela ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, em encontro com o presidente da Academia Chinesa de Florestas, Jiang Zehui. Pelo acordo, os chineses ajudam a desenvolver pesquisas sobre novos usos para as espécies nativas brasileiras. Com isso, muitas peças hoje feitas em madeira poderão ser substituídas pelas de bambu. Em janeiro de 2003, o Ibama - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis firmou carta de intenções com a Academia Chinesa de Florestas com o objetivo de criar e implementar o Programa Brasileiro de Bambu. Segundo o diretor o Programa Nacional de Florestas do Ministério do Meio Ambiente, Tasso Azevedo, ainda não existe no Brasil uma cultura de utilização do bambu, assim como há no artesanato, embora seja um material barato e fácil de manusear. "A gente não tem a cultura da utilização do bambu. A gente pensa no bambu e lembra, talvez, da vareta pra fazer a pipa, ou coisa parecida", afirmou Azevedo em entrevista à Rádio Nacional da Amazônia. Tasso Azevedo disse que o bambu já é utilizado na produção de celulose, na indústria de papel, mas pode ser usado de outras formas para produção de artefatos. "O que é interessante é que o bambu é muito barato para plantar, colher e manusear". O manuseio é muito simples e pode proporcionar um processo de inclusão social muito forte, como se faz com o biodiesel, por exemplo, destacou. Fonte: Valtemir Rodrigues/ Agência Brasil Móveis artesanais com toque milenar Os moradores das comunidades de Nuquini, Nova Vista e Itapaiuna, na região do rio Tapajós, que fazem parte do projeto das Oficinas Caboclas, do Ipam - Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia, no mês de abril, receberam uma visita inusitada. O artesão japonês Morito Ebine, ficou quatro dias conhecendo o trabalho e trocando experiências com os moradores. Ebine ensinou aos membros do projeto algumas técnicas milenares, ainda usadas na fabricação de móveis artesanais, no Japão. Para o artesão, que atualmente mora na cidade paulista de Campos de Jordão, onde tem seu ateliê de móveis artesanais, o trabalho dos caboclos, mesmo com poucas e simples ferramentas, são de excelente qualidade. Entre as dicas passadas pelo artesão japonês estão técnicas que podem tornar as peças produzidas pelas Oficinas Caboclas ainda mais rústicas e com uma identidade ainda mais forte. Para o artesão, os caboclos não devem se preocupar em deixar a madeira lisa e com a aparência uniforme, como a dos móveis comerciais. Os artesãos das Oficinas Caboclas aprenderam a fazer “espiga passante” e “borboleta”, formas de encaixe de madeira que dispensam o uso de parafusos e de pregos. Essas duas técnicas servirão para aumentar o repertório das comunidades que já produzem os seus móveis encaixando uma peça de madeira na outra. Fonte: Milena del Rio do Valle/ EcoAgência in Ambiente Brasil voltar Maio Curso sobre ACV "Análise
do Ciclo de Vida - Conceitos e Aplicações para o Desenvolvimento de
Produtos" é o título do curso que será ministrado de 04 a 06 de maio,
de 8h às 12 e 13h às 17h, no IPT (Av. Professor Almeida Prado, 532,
Cidade Universitária).
O objetivo é capacitar empresários e profissionais da área de design, meio ambiente e afins, gerando uma visão sistêmica das questões ambientais por meio do conceito de avaliação do ciclo de vida dos produtos e de suas metodologias de execução. Fazem parte do conteúdo programático os seguintes tópicos: A Questão Ambiental; Avaliação do Ciclo de Vida e Análise do Ciclo de Vida. O curso será ministrado pelo professor doutor Gil Anderi da Silva, coordenador do Grupo de Prevenção da Poluição do Departamento de Engenharia Química da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. Informações: (11) 3719-1331 e cspd@cspd.com.br. Prêmio Abiplast Design 2005 Serão encerradas no dia 20 de maio as inscrições para o Prêmio Abiplast Design 2005. O objetivo da premiação é incentivar a criatividade e a inovação tecnológica dos produtos plásticos por meio do design, contribuindo para o desenvolvimento e a competitividade do produto brasileiro. O enfoque está na nobreza e versatilidade do material plástico em diversos setores da indústria nacional. De cada projeto apresentado serão analisados os aspectos formais, a capacidade criativa, a responsabilidade social e o compromisso ambiental. Também serão levados em conta o design da concepção do produto, ciclo de vida, processos produtivos envolvidos e descarte, até a destinação final. O prêmio, realizado pela Associação Brasileira da Indústria de Plástico, é aberto a todas as indústrias do segmento de transformados plásticos, designers, arquitetos, estudantes e profissionais da área de desenvolvimento de produtos. Informações: www.abre.org.br. IV Concurso Internacional de Diseño para la Artesania 2005 Artesanias de Colombia e a Embaixada da Colômbia na Itália promovem o IV Concurso Internacional de Diseño para la Artesania 2005. O objetivo é contribuir para o fortalecimento da aplicação do design na produção artesanal e o desenvolvimento de propostas inovadoras que permitam ampliar as possibilidades comerciais dos produtos artesanais nos mercados nacional e internacional. Podem se inscrever, até o dia 31 de maio de 2005, profissionais e estudantes dos cursos de Design de Moda, Têxtil, de Jóias, Industrial e Gráfico, além de Arquitetura, Decoração, Belas Artes e áreas afins, de todas as nacionalidades. Os projetos devem apresentar uma linha de três peças com o tema Moda e Acessórios Primavera/Verão 2006 - Moda Mulher, nas modalidades Vestuário, Acessórios e Joalheria. Informações: Tel: (571) 286-6558 e 286-1766 www.artesaniasdecolombia.com.co concursos@artesaniasdecolombia.com.co. Regulamento : www.artesaniasdecolombia.com.co. Fonte: Designbrasil 1º Congresso Ibero-Americano sobre Desenvolvimento Sustentável Lançamento da "Década ONU da Educação para o Desenvolvimento Sustentável". Promovido pelo CEBDS, no Rio de Janeiro, de 31 de maio a 2 de junho de 2005, o evento é resultado de uma parceria entre Unesco, Governo federal, WBCSD e uma rede de 14 conselhos nacionais. Na ocasião haverá o lançamento, na América Latina, da "Década ONU da Educação para o Desenvolvimento Sustentável" e do "Dia Nacional do Desenvolvimento Sustentável" no Brasil. Um outro item da programação ganhará repercussão internacional: a Reunião de Ministros, com a participação de representantes do primeiro escalão dos governos de países da América Latina, Europa e África. Informações: www.cebds.com. Julho NDesign no Maranhão Discussões sobre as diferentes faces do design por meio da diversidade cultural brasileira; design de baixa tecnologia x design de ponta; educação x mercado; diversidade cultural interferindo no design; conflitos entre profissões; o papel do designer no ecossistema. Estes serão os temas abordados no 15º Encontro Nacional de Estudantes de Design - Ndesign, que tem como tema "PontaPonta". O evento acontece de 17 a 24 de julho, na Universidade Federal do Maranhão. Informações: www.ufma.br e portal@ufma.br. Concurso de Design de Caráter Social prorroga inscrições O concurso é resultado de uma parceria entre o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior - Programa Brasileiro de Design, a Associação Civil Universidade Solidária - UniSol , outros órgãos do governo federal e da sociedade civil e tem como tema "Comunidades Urbanas". As inscrições, prorrogadas até 12 de agosto de 2005, podem ser feitas em duas categorias: Veículos catadores de materiais recicláveis e Mobiliário Urbano para municípios históricos. O objetivo é popularizar o design de produto no mercado consumidor interno, mobilizando instituições de ensino superior para o atendimento à demanda de desenvolvimento de produtos para segmentos da sociedade que não têm no design uma ferramenta para a qualidade de vida. Os organizadores também esperam identificar novos talentos em formação. A meta é inserí-los no mercado nacional, promover a inclusão social, apoiar o ensino, a pesquisa e o desenvolvimento social, econômico, tecnológico e a formação da consciência sócio-ambiental dos públicos envolvidos. Informações: www.rededesignbrasil.org.br/designsocial. Agosto Recicleshow 2005 - Seminário e Exposição sobre os Desafios Técnicos e Econômicos para a Reciclagem O evento ocorre de 16 a 20 de agosto de 2005, no Centro de Convenções do Pantanal, em Cuiabá, Mato Grosso. Tem como público-alvo prefeituras, administrações regionais, órgãos públicos e organizações não-governamentais; futuros empreendedores, notadamente micro e pequenos que tenham interesse em investir na área; fabricantes de máquinas e equipamentos; empresas que atuam na área de reciclagem; entidades empresariais; comunidade acadêmica e empresas de consultoria e projetos. A Recicleshow 2005 envolve prestadores de linhas de produtos e/ou serviços nas seguintes áreas: Informações: www.recicleshow.com.br e Fone: (11) 5591-6325; Fax: (11) 5591-6325; E-mails: info@recicleshow.com.br; marilda@agrishow.com.br. Setembro 2ª Conferência Internacional de Gestão do Ciclo de Vida O evento acontece de 5 a 7 de setembro, na Espanha e tem como objetivo tratar da gestão do ciclo de vida como uma das principais ferramentas de integração e do desenvolvimento de produtos, processos e serviços sustentáveis. A 2ª Conferência Internacional de Gestão do Ciclo de Vida é organizada pelas redes espanholas do Ciclo de Vida e promovido pela Lyfe Ciclo Management (LCM). Mais informações: www.lcm2005.org e info@lcm2005.org. Dezembro EcoDesign 2005: 4th International Symposium on Environmentally Conscious Design and Inverse Manufacturing O evento acontece de 12 a 14 de dezembro de 2005, em Tóquio, Japão, e está sendo organizado pela Union of EcoDesigners (Association of EcoDesign Societies, Japan). O simpósio abordará os seguintes temas: Informações: www.ecodenet.com/ed2005. voltar A Newsletter da comunidade virtual EcoDesignNet é elaborada pela ABIPTI em parceria com o CGECon - MRE. Para entrar em contato, ou para assinar este informativo, envie nome completo, e-mail e nome da entidade para o endereço gestaodesign@abipti.org.br Caso seja de seu interesse deixar de receber este informativo, basta responder este mail, com o título CANCELAR. Telefone: (61) 340-3103; Fax: (61) 273-3600 |
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