CONTEÚDO

Matéria
Oficina Escola de Lutheria da Amazônia

Boas Práticas
Rhodia-ster

Ensino e Extensão
Pós graduação em Ecodesign - Universidade Veiga de Almeida (UVA / RJ)

Notas
Fujitsu anuncia computador biodegradável

Design &Excellence Brazil


Calendário
Prêmio UNESCO de Artesanato para a América Latina e o Caribe 2004

Bienal Internacional de Design de Saint-Étienne

14º N Design

P&D Design 2004

Comunidade Ecodesign net

 
Editorial     

A concepção do produto dentro dos parâmetros sustentáveis envolve não só as atividades técnicas, o design e a engenharia, mas também os profissionais e, antes disso, os seres humanos participantes de seu processo. O luthier Rubens Gomes nos traz um ótimo exemplo dessa visão, por meio da Oficina Escola, na Amazônia, tema da seção Matéria. O trabalho é realizado somente com madeira certificada e além de desfazer o mito de que a lutheria está restrita à herança genética, ajuda a tirar os jovens da violência, proporcionando não só uma formação profissional, como também a reconstrução da auto-estima dos beneficiários do projeto.

Nas Boas Práticas apresentamos o trabalho da Rhodia-ster. A empresa desenvolve resinas para embalagens PET e fibras de poliéster para a indústria têxtil e mantém uma unidade de revalorização de PET, a Recipet, promovendo um índice de retorno das embalagens para reciclagem superior a 30%.

Em Ensino e Extensão divulgamos e destacamos a iniciativa da Universidade Veiga de Almeida UVA/ RJ, que abriu inscrições para o Curso de Especialização em Ecodesign, coordenado pela professora Leila Lemgruber Queiroz.

O lançamento, previsto para o final do ano, de um computador japonês biodegradável e o evento Design&Excellence Brazil também estão em pauta nessa Ecodesign-news.

No Calendário informamos aos leitores sobre o Prêmio UNESCO de Artesanato para a América Latina e o Caribe 2004, bem como, sobre a Bienal Internacional de Design de Saint-Étienne na França, evento internacional cujo prestígio cresce a cada ano. Além disso, destacamos o 14º N Design, o P&D Design 2004 e o 6º Congresso Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento em Design, organizado pela Faculdade de Artes Plásticas da Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP) em parceria com a Associação de Ensino/Pesquisa de Nível Superior em Design do Brasil.

Mais uma vez desejamos a todos uma ótima leitura e que continuem contribuindo com o Ecodesign-News enviando sugestões, pautas e artigos. Por último (mas não menos importante) lembramos, em clima de comemoração, que o Ecodesign-News completa, com esse número referente ao mês de junho, um ano de atuação. Esperamos estar contribuindo para o enriquecimento das discussões sobre o assunto no Brasil. Até a próxima!

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Matéria     

Som artesanal
Luthier cria Oficina Escola na Amazônia para ajudar a tirar os jovens da violência.
Trabalho é realizado com resíduos de madeira certificada


Instrumentos musicais e pequenos objetos de madeira com marchetaria, confeccionados artesanalmente com madeiras ou seus resíduos certificados pelo Conselho para o Manejo Florestal (FSC).

Esse é o grande charme da Oficina Escola de Lutheria da Amazônia (OELA), única do mundo a receber o Selo Verde, do Conselho.

A atuação da OELA, organização não-governamental legalmente constituída em 1999, está focada, como explica seu coordenador, o empreendedor social Rubens Gomes, na perspectiva do uso da madeira certificada e no conceito da origem da matéria-prima, na prática justa oriunda do manejo e da certificação.

Rubens Gomes é um amapaense, de 45 anos, fortemente identificado com as questões da sua região e que deixou de lado o trabalho na Universidade Federal do Amazonas, onde foi o primeiro luthier a dar aulas em uma universidade pública brasileira, para fundar ainda na sua própria casa um espaço de convivência capaz de incentivar e replicar a sua experiência. Dessa forma, ele conseguiu propiciar a adolescentes e jovens de baixa renda da zona leste de Manaus um ensino profissionalizante, em nível básico. A idéia era dar outras opções a esse público, além das oferecidas pela marginalidade.

"Eu morava no centro de Manaus quando passei a acompanhar pela imprensa os casos de mutilação fruto das guerras entre grupos de jovens. Como eles não tinham acesso a armas de fogo usavam facões para decepar partes dos corpos dos rivais. Hoje é comum vermos jovens sem braços ou dedos por aqui", afirma.

O problema era mais comum justamente na Zona Leste da cidade, lugar que passou a receber, segundo Rubens, o fluxo do êxodo acarretado pelas pessoas que não conseguiram espaço no "Eldorado da Zona Franca de Manaus".

A Oficina Escola
A criação da Lutheria baseou-se tanto na experiência profissional de Rubens - luthier, músico, construtor e afinador de pianos - quanto em um trabalho voluntário que realizou ainda no Acre, quando instalou uma Lutheria na Casa de Passagem, unidade de internação de adolescentes em conflito com a Lei, do Estado.

 
Na OELA, a preocupação com a arte, a geração de renda, a capacitação profissional de adolescentes e jovens caminha lado a lado com a perspectiva do desenvolvimento humano e sustentável. "Nossa região tem abundância de matéria-prima, de recursos naturais e, ao mesmo tempo, convive com a extinção de várias espécies de madeira. Na Amazônia, há 22 projetos de manejo florestal comunitário, sendo seis certificados, para uma área que representa 60% do território nacional e que abriga 20 milhões de pessoas".

Para minimizar essa degradação, pelo menos no âmbito da música, é preciso investir em espécies alternativas na confecção de instrumentos, acredita Rubens.

No caso da OELA, os resíduos e madeiras utilizados são doados por uma empresa detentora de uma floresta certificada. A grande dificuldade é o processamento que, muitas vezes, é feito de forma manual, na própria escola.

Todos os instrumentos de corda dedilhada são fabricados pelos alunos, o que inclui violões de 5, 7 e 12 cordas, cavaquinho, viola caipira, bandolim e, mais recentemente, o requinto, de origem latina. Os preços variam entre R$ 800 e R$ 1,2 mil.

Venda pela Internet
Os instrumentos são vendidos via Internet e, localmente, para um público formado, na sua maioria, por ambientalistas. Já os objetos de marchetaria são feitos por encomenda e repassados para compradores como o Projeto Terra, que mantém uma loja no Shopping Villa-Lobos, em São Paulo.

Dos recursos advindos da venda dos instrumentos, 30% são repartidos entre os alunos envolvidos na produção e 70% voltam para a reposição de material, alimentação e transporte. Já o que se ganha com a marchetaria fica na Associação dos Artesãos Comunitários. "Nossa responsabilidade é na formação e capacitação. Quando há necessidade, entramos lá, quando não, o pessoal assume a produção, sucessos e insucessos", diz Rubens.

Não repassar esses recursos para a própria ONG foi uma opção. "Não queria ser chamado de explorador", relembra.

A OELA sobrevive unicamente de doações e das parcerias e convênios firmados. Fazem parte desse rol de apoiadores o UNICEF, Fundação Ford, Avina, entre outros. Porém, buscar formas de sustentabilidade tem se tornado não somente uma necessidade, mas um pré-requisito exigido até mesmo pelos patrocinadores em potencial.

Uma idéia que deu certo
Apesar de Rubens Gomes afirmar que o brasileiro tem certa aversão a novas idéias, a sua deu certo. É tanto que ele começou, como gosta de afirmar como um "ING" - indivíduo não-governamental.

Apenas três anos depois, conseguiu os apoios da Imaflora, que prestou uma consultoria sobre gestão, e da Fundação Ford. O FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) repassou recursos para que a ONG pudesse continuar a implantação de sua idéia. A chamada Unidade I foi a primeira a se consolidar. Localizada no bairro Zumbi, Zona Leste, é nela que funciona o curso básico de lutheria e as aulas de informática ministradas em parceria com o Comitê de Democratização da Informática (CDI), para jovens de 14 a 21 anos.

A Unidade II funciona na Escola Agrotécnica Federal de Manaus, no bairro São José, e abriga um laboratório de linha de produção semi-industrial de lutheria.

A Unidade III está situada no município de Boa Vista do Ramos (a 18 horas de barco de Manaus). Lá funciona um centro de treinamento para capacitação profissional e produção de pequenos objetos de madeira em marchetaria, voltado para ribeirinhos e comunitários, de idades variadas.

A OELA conseguiu adquirir um barco - chamado de Unidade IV, por meio do qual a equipe alcança a comunidade ribeirinha prestando treinamentos em manejo florestal e outros serviços. "O barco é o fusca do interior. Com ele atendemos 44 comunidades", afirma Gomes.

Com uma equipe de 19 profissionais, entre os quais engenheiros florestais, agrônomos, administradores, professores de música e de informática, psicólogos, pedagogos e luthiers, a OELA teve seu trabalho reconhecido, em 2002, pelo Prêmio Banco Mundial de Cidadania, com o qual ganhou US$ 10 mil.

Outra forma de reconhecimento é o fato de a escola já ter colocado no mercado, desde a sua fundação, vinte novos profissionais. "Estamos quebrando essa tradição de ser uma profissão passada de pai para filho. Segundo a Associação Brasileira de Lutheria, existiam no Brasil, até 1998, apenas 40 profissionais. Esse número está crescendo".

Inclusão social
Na verdade, nenhum número é mais importante do que a mudança que a OELA está causando na vida dos aprendizes. Eliane Ramos Franca, 16 anos, passou a fazer parte do projeto convidada por uma vizinha. "Eu não sabia o que era ser um luthier e no começo nem me interessei pelas aulas".

A seis meses da formatura no curso, a opinião dela é bem diferente. "Nossa, estou super animada. Pretendo me aprofundar nos estudos e lecionar, passar o que aprendi para outras pessoas". Eliane conta que antes sentia um vazio por não ter nada para fazer a não ser assistir à televisão. Outro atrativo para ela foi a questão ambiental tratada nas aulas. "A gente tem que cuidar do que é nosso. É um privilégio morar aqui e se a gente não der valor, então, quem vai dar? Sempre, sempre eu estou falando sobre a importância dos nossos recursos naturais", empolga-se.

 
A euforia também toma conta de Jefferson Moreira da Silva, 13 anos, aluno iniciante. "Além de ser uma forma de conseguir entrar no mercado de trabalho, é muito bom pegar madeiras que não teriam uso e fazer com elas instrumentos musicais", afirma.

Ele pretende promover "outros tempos" para a família, com o dinheiro que vai ganhar com a nova habilidade. "Quero colaborar com nossa mudança de vida", afirma o filho de mãe doméstica e do pai vendedor de material de construção.

Para a coordenadora pedagógica da OELA, Karla Lavrador, o impacto causado por um projeto como a OELA é muito forte para os adolescentes da periferia. "Eles mesmos influenciam a comunidade para modificar sua postura diante da consciência ambiental e cobram projetos que beneficiem seu entorno. Além de protagonistas juvenis, esses jovens são replicadores do que aprendem. Isso é o mais importante", finaliza.

Luthier
Língua: francês. Profissional especializado na construção e no reparo de instrumentos de corda com caixa de ressonância (guitarra, volino etc.), mas não daqueles dotados de teclado. (Houaiss Dicionário da Língua Portuguesa).

O que é FSC?
O FSC (sigla em inglês para Forest Stewardship Council, que significa Conselho de Manejo Florestal) é o resultado de uma iniciativa para a conservação ambiental e desenvolvimento sustentável das florestas, das mais significativas em termos mundiais. Surgida na década de 1990, envolve ambientalistas, pesquisadores, engenheiros florestais, empresários da indústria e comércio de produtos de origem florestal, trabalhadores, comunidades indígenas e outros povos da floresta, e instituições certificadoras de 34 países.

As consultas duraram dois anos. A organização não-governamental foi oficialmente criada em 1993 e está sediada no México, tendo hoje mais de 500 membros afiliados (pessoas físicas e jurídicas) em 49 países.

A iniciativa brasileira para promover o FSC no país data de 1994 e um Grupo de Trabalho tricameral foi formalizado em 1996 sob a coordenação do WWF-Brasil. Em setembro de 2001 foi fundado em Brasília o Conselho Brasileiro de Manejo Florestal - FSC Brasil, que tem o aval do FSC Internacional.

 
O objetivo do FSC é difundir o bom manejo florestal conforme Princípios e Critérios que conciliam as salvaguardas ecológicas com os benefícios sociais e a viabilidade econômica, e são os mesmos para o mundo inteiro. Talvez por isso a marca FSC seja o selo verde mais reconhecido hoje em todo o mundo, com presença em todos os continentes.

Há 25 milhões de hectares de florestas certificadas no planeta e mais de 20 mil produtos com selo do FSC. Já foram emitidos mais de 300 certificados de manejo florestal e mais de 1500 certificados de cadeia de custódia. O FSC Internacional desenvolve os princípios e critérios (universais) para certificação, bem como credencia e monitora organizações certificadoras especializadas e independentes.

Outra função do FSC é apoiar o desenvolvimento de padrões nacionais e regionais de manejo florestal, que servem para detalhar a aplicação dos princípios e critérios, adaptando-os à realidade de um determinado tipo de floresta. Tanto os padrões nacionais e regionais como as organizações nacionais precisam do reconhecimento do FSC Internacional para sua efetivação. O selo FSC é uma garantia da origem. Ele atesta que a madeira (ou outro insumo florestal) utilizada num produto é oriunda de uma floresta manejada de forma ecologicamente adequada, socialmente justa e economicamente viável, e no cumprimento de todas as leis vigentes.

O selo serve para orientar o consumidor consciente a optar por um produto que não degrada o meio ambiente e contribui para o desenvolvimento social e econômico. Assegura a manutenção da floresta, bem como o emprego e a atividade lucrativa que a mesma proporciona. O selo também orienta o comprador atacadista ou varejista a escolher um produto diferenciado e com valor agregado, capaz de conquistar um público mais exigente e, assim, abrir novos mercados.

(Fonte: www.fsc.org.br)

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Boas Práticas     

Rhodia-ster

Integrando, desde 2002, o Gruppo Mossi & Ghisolfi - um dos líderes mundiais no mercado de PET - a Rhodia-ster nasceu em 2 de maio de 1994, a partir da associação dos negócios de poliéster da Rhodia e da Celbrás (Grupo Sinasa). A empresa desenvolve resinas para embalagens PET e fibras de poliéster para a indústria têxtil. Atua nos diversos elos da cadeia de produção e transformação de poliéster, com o objetivo de desenvolver e colocar à disposição do mercado as inúmeras possibilidades dessa matéria-prima.

A Rhodia-ster atua integrada verticalmente na cadeia do poliéster, a partir do PTA (matéria-prima básica do poliéster), sendo fornecedora de resinas PET para embalagens, e de fibras de poliéster para a indústria têxtil.

O PTA - ácido tereftálico purificado - é a principal matéria-prima dos produtos de poliéster e está na base de todos os negócios da empresa. Encontrado na composição de materiais tão diversos quanto embalagens de café, lençóis, maçanetas de carros, reforço interno de calçados, fitas cassetes e garrafas de refrigerantes, sua utilização tende a ser cada vez maior e mais diversificada, pois os derivados do poliéster são econômicos, práticos e resistentes. O PTA é fabricado em Paulínia (SP), pela Rhodiaco.

A cadeia do poliéster
 
São inúmeras as vantagens da reciclagem de PET para a sociedade, para a indústria e para a economia do País. Para a sociedade porque, além de poupar as fontes não renováveis de energia, reduz o impacto ambiental do descarte das embalagens. Para a indústria, que se beneficia das vantagens econômicas decorrentes da utilização dos descartes. E para o País, porque a reciclagem representa uma importante economia de divisas com a redução na importação de matéria-prima.

A unidade de produção da Recipet está localizada em Indaiatuba, no interior de São Paulo, e tem capacidade de reciclar 18 mil toneladas de PET por ano. Atualmente, o índice de retorno das embalagens PET para reciclagem é superior a 30% - um percentual respeitado em todo o mundo.

A Recipet produz os granulados de polímero PET reciclado e os flakes, reutilizados como matéria-prima para a produção de embalagens rígidas e flexíveis, fibras têxteis, não-tecidos (mantas, filtros, etc), cerdas, peças injetadas e resinas insaturadas para fabricação de piscinas e banheiras, entre outros produtos.

Fonte: www.rhodia-ster.com.br

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Ensino e Extensão     

Pós graduação em Ecodesign - Universidade Veiga de Almeida - UVA / RJ

Estão abertas as inscrições para o curso de especialização em Ecodesign, oferecido pela Universidade Veiga de Almeida, no Rio de Janeiro. O curso, com carga horária de 360h, terá duração de 13 meses.

 
Coordenado pela professora Leila Lemgruber Queiroz, o curso está direcionado a profissionais de nível superior, como designers, arquitetos, engenheiros, profissionais de áreas afins e àqueles que praticam o ensino da educação ambiental. Seu objetivo é ampliar o conceito do Design, inserindo as questões ambientais, e refletir sobre o posicionamento do homem contemporâneo em seu meio ambiente. Algumas das disciplinas ministradas serão Meio ambiente e Sustentabilidade; Ecodesign e, Sistemas de Gestão Ambiental nas Organizações.

Para maiores informações acesse: www.uva.br

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Notas     

Fujitsu anuncia computador biodegradável

A multinacional japonesa Fujitsu deve lançar até o final do ano um computador fabricado a partir de resinas vegetais, capaz de economizar até 40% da energia normalmente gasta por máquinas feitas de material plástico. Em caso de incêndio, o PC não emite gases tóxicos nem outras substâncias nocivas.

Em 1990, a Fujitsu criou o programa "Green Life 21" e, de lá para cá, vem fazendo campanhas de preservação do meio ambiente. Segundo a empresa, 66% de seus produtos, entre os quais computadores portáteis e celulares, são ecologicamente corretos.

(Fonte: O Estado de São Paulo)


Design&Excellence Brazil

O evento Design&Excellence Brazil, ocorreu no dia 29/06/04, às 9h, no Club Transatlântico, em São Paulo (SP). Na ocasião foram expostos os produtos premiados no IF 2004, bem como, lançada a etapa de inscrições para o IF 2005.

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Calendário     

Prêmio UNESCO de Artesanato para a América Latina e o Caribe 2004

Durante o Encontro Internacional de Negócios e Artesanato, a Bahia vai sediar o Prêmio UNESCO de Artesanato para a América Latina e o Caribe 2004. O evento será de 5 a 8 de agosto.

O objetivo do Prêmio, realizado em parceria com o Sebrae, é estimular o senso de inovação artística para a criação de modelos originais, aumentar a percepção do mercado mundial de modo a promover produtos de qualidade e reforçar os laços entre artesanato e design.

O tema da edição 2004 é "Criações do Cotidiano" e a premiação será de US$ 10 mil, distribuído entre as melhores obras feitas de barro, cerâmica ou pedra, inscritas no Prêmio e selecionadas por um painel de jurados internacionais. O primeiro colocado terá a oportunidade de exibir seus trabalhos na feira internacional Maison & Objet, em Paris, França, durante o mês de setembro de 2005.

Informações: www.unesco.org.br


Bienal Internacional de Design de Saint-Étienne

A tradicional Bienal Internacional de Design de Saint-Étienne acontece de 06 a 14 de novembro no Parc des Expositions, em St. Étienne, França. Além de exposição, o evento é um espaço para encontros e debates que abordam temas como a interatividade entre os objetos e a civilização em todos os campos, incluindo móveis, moda, design urbano, ferramentas, materiais e transportes.

Todos os envolvidos na área do design estão convidados a participar (designers, agências, editoras, revistas, Centros de Design, empresas, galerias). As escolas de Design têm a alternativa de participar com trabalhos dentro do tema "Coffee and Cafés" ou com trabalhos do próprio departamento. Cerca de 3,5 mil euros serão distribuídos na premiação dos projetos.

Informações: www.artschool-st-etienne.com


14º N Design

 
O Encontro Nacional de Estudantes de Design acontece de 18 a 25 de julho, em Santa Maria, Rio Grande do Sul.

Segundo a organização, o objetivo do evento é a integração entre os participantes, a divulgação de tecnologias e conhecimentos; a caracterização e promoção da atividade do Design.

A programação do N Design é eclética e conta com palestras, debates, oficinas, exposições, mostras de vídeos, apresentações de trabalhos, atividades culturais e manifestações públicas.

Mais informações: coralx.ufsm.br


P&D Design 2004

O 6º Congresso Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento em Design, P&D Design, organizado pela Faculdade de Artes Plásticas da Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP) em parceria com a Associação de Ensino/Pesquisa de Nível Superior em Design do Brasil, ocorre de 13 a 16 de outubro, em São Paulo.

A programação inclui minicursos, a apresentação de trabalhos na forma de artigos ou pôsteres e palestras de convidados de outros países, como Maria Fernanda Camacho (Colômbia), Andrew Campbell e Penny Sparke (Inglaterra), Tony Fry (Austrália), Ellen Lupton (EUA), Alpay Er (Turquia) e Sílvia Pizzocaro (Itália).

Os temas abordados serão ecodesign, design têxtil, gestão em design, ergonomia, comunicação, design digital e multimeios.

Informações: www.faap.br

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