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Em
busca da meta "ampliação de mercado e competitividade" a gestão ambiental
vem ganhando espaço. O tema está presente em muitas empresas brasileiras,
quer seja em nome de uma certificação exigida pelo mercado, ou ainda,
pela percepção de que surge, mesmo que lentamente, um novo perfil de
consumidor, mais consciente em relação às questões ambientais. Entrevistamos o Superintendente do Comitê Brasileiro de Gestão ambiental da ABNT, instituição representante da ISO no Brasil. Entre outros assuntos, ele fala da elaboração de uma Norma Internacional de Selo Verde. É importante buscar caminhos para inserir nessa norma critérios referentes ao ecodesign. A coluna Design Integral aborda o paradigma técnico-econômico dos períodos moderno e pós-moderno, cuja capacidade de gerar soluções não acompanha a aptidão em criar problemas. Educar e reeducar o cidadão quanto aos critérios de desenvolvimento sustentável não se trata de opção, mas de necessidade urgente. Apresentamos, ainda no contexto da gestão ambiental, iniciativas da Bridgestone Firestone, que trabalha com o recolhimento e reciclagem de pneus. O ecolink desse mês é um Guia de Navegação em Ecodesign produzido por uma universidade da Noruega. Além disso, propomos como dica de leitura a biografia de Anita Roddick, fundadora da conceituada marca de produtos naturais Body Shop, que mostra como é possível obter lucro comercializando produtos sustentáveis dentro de uma ótica responsável e ética. Em nossa última edição de 2003, trazemos um resumo do trabalho desenvolvido durante o ano, sobretudo após o lançamento dessa newsletter, em junho. Aproveitamos o clima de fim de ano para agradecer a todas as pessoas que contribuíram de alguma forma para a criação e o crescimento da Comunidade Virtual Ecodesign-net. Desejamos um ano de novas conquistas dentro desse campo tão vasto e cuja conscientização se faz necessária por toda sociedade. voltar Ecodesign-net Em 2003 a ecodesign-net teve um crescimento significativo. Em maio contávamos com 170 membros e hoje são quase 300, representando um crescimento superior a 70%. A ecodesign-news contribuiu para essa ampliação, servindo como fonte de informação e divulgação de ações relacionadas à temática. A newsletter foi lançada em junho, durante nossa participação na Semana do Meio Ambiente da FIESP, no Seminário “Ecodesign – Produção e Consumo Sustentável”. Na primeira edição do informativo, publicada em junho, o designer e gerente de projetos do Promóvel, Marco Lobo, revelou que devido ao uso de madeira reflorestada nos projetos dos móveis, a indústria brasileira de móveis vem conquistando, cada vez mais, o mercado externo. Em julho, o designer brasileiro Marcio Dupont contou sua experiência como aluno do mestrando em design sustentável na Bournemouth University, da Inglaterra. Na edição de agosto a seção Boas Práticas incluiu uma matéria sobre o reprocessamento do isopor na Ilha Ecológica da FIAT. O Diretor de Inovação da Natura Cosméticos, Eduardo Luppi, defendeu na edição de setembro que “a empresa integra um movimento que sonha em construir um mundo de relações mais harmoniosas” e que a Natura tem procurado fazer com que suas atividades sejam regidas por práticas sustentáveis. Publicamos em outubro um conjunto de critérios que facilitam uma avaliação quanto a sustentabilidade de um produto. Para a formulação desses critérios, utilizamos modelos existentes em empresas como IBM, HP e outras e também referências bibliográficas, monografias, concursos e mensagens promocionais de empresas, acrescentando a elas elementos com potencial de assegurar a amplitude que atribuímos ao conceito de design sustentável - ecodesign. Consideramos esse documento, um material ainda inacabado, a ser enriquecido com a experiência de nossos membros e leitores. Ainda na edição de outubro inserimos a coluna Design Integral, sob a responsabilidade de um grupo de pesquisadores de Santa Catarina. O grupo estabelece uma conceituação mais abrangente para o ecodesign, que além de se preocupar com a produção de bens e de serviços e dos conseqüentes impactos ambientais, inclui a presença do homem em todo o processo do consumo sustentável. Nossa proposta é contribuir para a ampliação do conceito de ecodesign e para a divulgação de iniciativas como essa que vem sendo desenvolvida pelos pesquisadores de Santa Catarina. Estamos estudando também a possibilidade de incrementar os serviços da Ecodesign-net com a criação de um núcleo de ecodesign em Santa Catarina e outro em Manaus, regiões nas quais a discussão sobre a temática tem ganhado força. A coluna Design Integral de nosso último informativo, edição de novembro, destacou que é preciso compreender que passado e futuro estão ligados, “integralmente”, e o que os une é o nosso presente. No dia 12 de novembro, enviamos um e-mail que buscava traçar o perfil dos membros da comunidade, identificando-os por profissão, área de atuação, empresa e cargo. Solicitamos que respondessem também quais os interesses relacionados ao ecodesign, o que gostariam de ver disponibilizado na comunidade, e ainda, críticas e sugestões. Tivemos um retorno de 10% dos cadastrados e apresentamos agora um resumo desse material. As principais áreas de formação dos que responderam à nossa enquete são design (50%), arquitetura (20%) e engenharias (20%). Um terço desses membros são docentes em universidades e faculdades brasileiras como USP, Universidade de Salvador, UDESC, PUC-Campinas, UNICAMP, Faculdade de Artes Aplicadas Barddal, FEEVALE, Faculdade SEAMA, UNIBAN e UNILESTE-MG. Também estão cadastrados estudantes e prestadores de serviços em design, profissionais ligados à indústria e representantes de instituições públicas e privados. Entre os interesses relacionados, foram apontados os seguintes: materiais alternativos e comercialmente disponíveis para aplicação na indústria de embalagens, o ecodesign na construção civil, a gestão do design, a análise de ciclo de vida de produtos, o ecodesign na indústria da moda e no setor moveleiro, as políticas públicas para o setor, a reciclagem e a certificação ambiental. Muitos dos membros mostraram interesse em conhecer mais casos de sucesso em ecodesign e ter contato com distribuidores de produtos ecológicos. Com o objetivo de atender a essa demanda, em 2004 vamos conduzir as ações da Comunidade de acordo com as sugestões propostas. Acreditamos que a participação dos membros, com a troca e divulgação de experiências, seja crucial para a ampliação e melhoria de nosso trabalho. Solicitamos àqueles que ainda não responderam o questionário ‘Perfil do Usuário’*, que o faça enviando para: gestaodesign@abipti.org.br
voltar Haroldo Mattos de Lemos Superintendente na ABNT/CB 38 (ISO 14000) A ECO'92 e a criação da AGENDA 21 foram um marco para o estabelecimento de normas mundiais para o meio ambiente. Anterior à década de 80 alguns países possuíam normas próprias. Nos anos 80, com as pressões ambientais de governos e das ONGS, algumas empresas, para não serem multadas, começaram a realizar trabalhos direcionados ao meio ambiente, como o gerenciamento do lixo.
Na ocasião, normas internacionais estavam servindo como barreiras técnicas, não existia um documento que servisse a todos os paises. Com a ECO'92 percebeu-se a necessidade de estabelecer uma norma mundial para o meio ambiente. Foi criado o TC207, comitê da ISO (International Organization for Standartization) que trata do desenvolvimento de normas de gestão ambiental. A partir daí foi elaborada a série ISO 14000. No Brasil, a ISO é representada pela Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT – por meio do CB-38, comitê de estudo que representa a entidade nas questões ambientais. Dividido em subcomitês, o CB-38 tem a função de difundir a ISO 14000 no Brasil, apoiar as empresas na implantação da norma e fazer um acompanhamento internacional da normalização. (fonte: revista "Banas Ambiental "Ano 1 nº2 out/99) A Ecodesign-net acredita ser imprescindível a inserção de critérios relacionados ao ecodesign no processo de criação de normas referentes à gestão ambiental, buscando a sustentabilidade dos produtos nacionais e a competitividade no mercado internacional. Nesse sentido, entrevistamos o Superintendente do CB 38 da ABNT, Haroldo Mattos de Lemos*, que falou do trabalho do Subcomitê Integração de Aspectos Ambientais no Projeto e Desenvolvimento de Produtos e esclareceu que a ISO já iniciou a elaboração de uma Norma Internacional de Selo Verde, que deverá ser publicada em 2006. Existe alguma iniciativa de tratar a questão do ecodesign, em alguma instância da ABNT, comitê, grupo de trabalho, etc? O Comitê Brasileiro de Gestão Ambiental, ABNT/CB 38, tem um Subcomitê 07 - Integração de Aspectos Ambientais no Projeto e Desenvolvimento de Produtos. Este Subcomitê foi criado quando o Comitê Técnico 207 da ISO (Normas ISO 14000) resolveu (ano 2000) produzir um Relatório Técnico, o ISO TR 14062, com o título acima mencionado. A coordenação deste Subcomitê foi exercida pela FIESP, através do Dr. Mário Hirose (Diretor Adjunto de Meio Ambiente da FIESP). O ISO TR 14062 foi publicado pela ISO em dezembro de 2002, e o Subcomitê 07 está finalizando sua tradução para o português para que seja publicado como NBR ISO 14062 - Integração de Aspectos Ambientais no Projeto e Desenvolvimento de Produtos. O lançamento deste NBR ISO deverá acontecer em março próximo, em São Paulo, em data e local a serem confirmados. Após o lançamento da NBR ISO 14062 o Subcomitê 07 será desativado, até que surja outra atividade no TC 207 nesta área. Temos conhecimento de processos de "certificação" de matérias primas (Ex: madeiras certificadas), no Brasil que apresentam critérios ecológicos (madeira resultante de projeto de manejo, etc). Em sua opinião, já existe uma demanda na sociedade (mercado interno) para a elaboração e implementação de normas e processos de certificação de produtos industriais, com critérios de ecodesign? Já existe uma demanda. Desde 1998 a FIESP promove a cada dois anos o Prêmio ECODESIGN/FIESP. A partir do ano que vem, o NBR ISO TR 14062 será levado em conta no processo de premiação. A FIESP, o IPT, A Secretaria de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo, o SEBRAE, o CNPq e o Programa São Paulo Design criaram (se não me engano em 2001) o Centro São Paulo Design. E existe um grupo no Shoping D&D de São Paulo (ao lado do SP World Trade Center), coordenado pela Marilí Brandão, que vem promovendo regularmente concursos Design e Natureza, onde só aceitam produtos com madeiras certificadas. Qual a possibilidade e interesse de uma organização como a ABNT na criação de um "fórum" específico para o tema, provavelmente dentro de algum comitê já existente? Poderemos discutir a criação deste fórum específico. Creio que a FIESP se interessará pelo assunto. O senhor tem conhecimento da existência de Comitês, ou outra instância, no âmbito da ISO Internacional que tratam de questões relacionadas especificamente ao ecodesign? O único que eu conhecí na ISO foi o Working Group 3, criado em 2000 para produzir o ISO TR 14062, mas que foi desativado em dezembro de 2002 após a publicação do documento. Havendo demandas para normalizações e certificações em ecodesign no Brasil, e interesse das entidades envolvidas no assunto, quais seriam os primeiros passos? Como não existe ainda uma Norma Internacional de ecodesign (existe o relatório técnico), não é possível pensar em certificação. Entretanto, a ISO, através do TC 207 (ISO 14000) já iniciou a elaboração de uma Norma Internacional de Selo Verde Tipo III (com Avaliação do Ciclo de Vida do produto), que deverá estar pronta e publicada em 2006. Este Selo Tipo III poderá prejudicar as exportações dos países que não estiverem preparados (com pessoal técnico treinado em ACV e com Bancos de Dados básicos), e não poderá ser considerado uma barreira técnica ao comércio (pois é uma norma aprovada internacionalmente).
voltar Sentir, pensar, criar, produzir, consumir e socializar sustentavelmente Por Cleidi Albuquerque, Douglas Ladik Antunes e Mauro De Bonis Nenhuma cultura é - ou foi - estática. Por mais conservador que alguém possa ser, há sempre uma dinâmica inerente a vida e, conseqüentemente, a cultura a que se pertence. A “Modernidade” e a “Pós-modernidade” são processos históricos que tem oferecido muitas novidades aos muitos modos de vida dos seres humanos, e dentre estas há muitas surpresas a serem observadas. De certo já houve momentos memoráveis nestes processos históricos-políticos-culturais, pois que, anteriores a estes, quase todos os indivíduos eram agricultores ou artesãos no mundo de então. Com o surgimento da indústria, na “Modernidade”, muitos foram atraídos para este setor da economia. Depois, com a automação dos processos industriais, os postos de trabalho foram se reduzindo ou, para quem preferir, foram reorientados para outras frentes de trabalho, fazendo com que as indústrias se assumissem menos empregadoras de mão-de-obra e, assim, cada vez menos parceiras de governos, que tem a obrigação de ocupar e remunerar o trabalho de suas populações. Já na “Pós-modernidade”, o setor de serviços se ampliou muito, envolvendo muitas pessoas em serviços que em muitos casos são pouco nobres e muitas vezes são mal remunerados. Neste período, portanto, a indústria também não demonstrou condescendência com o ser humano operário. No início do paradigma técnico-econômico que introduziu a máquina na história, muitos se dividiram entre um ideal que pretendeu dispor da máquina e dos seus “benefícios” como meio de alcançar mais e melhor qualidade de vida às populações, e aqueles que assimilaram a mais valia e a exploração do trabalhador como forma de ampliar o capital. Assim, pouco há na atualidade que nos permita lembrar tecnologia como sinônimo de propulsão à qualidade de vida das comunidades, ou de algo que envolva uma produção e no mínimo uma razoável e conseqüente distribuição de renda. Tais distensões puseram boa parcela do mundo em confronto entre os que assumiram o Comunismo e os que defenderam o Capitalismo, por muito tempo. O resultado desse embate é conhecido, e fez com que muitos supusessem que a queda do “Muro de Berlim” seria uma gigantesca pá de cal na história, registrando, assim, uma vitória suprema do Capitalismo. Respeitando, mas desviando-se de ambos os lados e interpretações desse importante episódio do Materialismo Histórico, surgiu o debate sobre o Desenvolvimento Sustentável na parcela final do século XX, quando pensar, criar soluções, produzir e consumir passou a ser um direito de todos (ou a bem da verdade, somente para aqueles que tivessem o necessário capital para tanto), e onde se tenta equacionar as mais diversas facetas presentes nos processos de produção de bens e de serviços. O Marxismo ensinou que a produção é um evento coletivo e a riqueza uma conquista dos que exploram o trabalho coletivo. Mesmo assim, este pensar capaz de explorar o trabalho coletivo se aprende na universidade, e, ainda por cima, está estruturado num determinado modo de produção científica. Conceber um produto ou um serviço é conseqüência do modo como se pensa; e produzir é, então, a mola propulsora do Capitalismo. Já o trabalho é a parcela da produção que o operário (ou o colaborador, para ser mais atual) contribui para formar uma riqueza; e consumir é, ao que parece, o desejo de todos, com força, inclusive, para aplacar a fúria da solidão e do individualismo que o modo de vida Capitalista impõe a todos. As discussões sobre o Desenvolvimento Sustentável dão um puxão de orelhas no Capitalismo em relação aos mais diversos aspectos da produção, tal como a insignificante distribuição dos benefícios conseguidos a partir duma produção, ou os imensos impactos ambientais conseqüentes dessa produção, que resultam em imensas e negativas distorções sócio-culturais. No entanto, o que será capaz de sensibilizar as pessoas para o ato de consumir - que é a outra extremidade de um mesmo eixo onde está a produção - e se fazer responsável? Como manter a condição de Homo Sapiens Sapiens se, ao consumir, o ser humano abre mão da própria qualidade de vida para legitimar toda e qualquer produção? Será que os que consomem mais tem o direito de legitimar a produção e a qualidade de vida - já tão conturbada por impactos sócio-ambientais - para aqueles que não consomem ou que consomem menos? Nenhuma cultura é estática, e há dinâmicas presentes em cada cultura que exigem uma capacidade de observar, interpretar, resolver e empreender soluções para os problemas que os seres humanos vão criando e estabelecendo para a própria sociedade. Mas a dinâmica da cultura da “Modernidade” e a da “Pós-modernidade” são impressionantemente ativas para criar problemas, e impressionantemente lentas para bem equacionar e resolver os problemas que cria. Neste último novembro, por exemplo, o atual ministro da educação denunciou que a universidade pública tem formado (??!) e capacitado aqueles que tem ido trabalhar nas entidades que causam os impactos sócio-econômicos e ambientais da atualidade. Complementando esta afirmação, não seria absurdo acrescentar que não são apenas os imensos danos ambientais que entidades como governos, universidades públicas, empresas, instituições e bancos - dentre outras - tem causado e promovido à sociedade brasileira, mas, também, todos os males que se somam aí, na forma de grandes contingentes populacionais organizados em movimentos sociais legítimos - tal como o MST, a grande explosão de novas “igrejas” em incontáveis cidades para os desatendidos nas suas necessidades infra-humanas, o grande movimento afirmativo de consciência negra, os movimentos em favor das culturas indígenas, os inúmeros desempregados do mercado de trabalho, os excluídos do consumo - mesmo quando estes auxiliam a produção das riquezas materiais - , os despossuídos materialmente de toda forma, os favelados, a fantástica economia informal brasileira, etc, etc, etc. “É necessário assumir a complexidade e repensar o próprio pensar e, ainda, contornar a pretensão da totalidade do saber”, afirmam Ana Vilma Tijiboy, Rudnei Kopp e Marta Leivas, frente às “novas tecnologias” que a “Pós-modernidade” agora oferta como evidência da atualidade. É necessário e inadiável compreender as muitas e muitas percepções da realidade para um mundo que grita forte por mais responsabilidade e humanidade, e isto não parece ser uma preocupação na “Pós-modernidade” tanto quanto não o foi na “Modernidade”. Então, se todo efeito tem sempre uma causa, o que é causa e o que é efeito no binômio da Produção e do Consumo se estes não forem ambos sustentáveis? Nós, do Design Integral, entendemos que é necessária uma outra forma de pensar, conhecer e compreender o nosso mundo, de criar produtos e serviços, de produzir e consumir e de nos organizarmos em sociedade. Para tanto, será preciso empreender uma nova estratégia para integrar todas estas atividades, auxiliando, assim, numa reeducação total de tantos quantos se sentirem acordados e realmente interessados nos graves problemas da atualidade. Esta reeducação será, então, um dever e não um direito dos cidadãos. O Design Integral pretende enfrentar este desafio como forma de contribuir com a vida - e não com o Capital.
voltar Iniciativas da Bridgestone Firestone na conservação do Meio Ambiente A empresa já detém a certificação ISO 14001 o que significa que está envolvida em um sistema de gerenciamento ambiental internacional integrado às práticas de negócios, com as metas de controle do impacto ao meio ambiente, além de aumentar a produtividade e diminuir o desperdício. Em todas as áreas de produção, não apenas pedaços de borracha e pneus descartados são reciclados, mas todos os componentes envolvidos, tais como óleo, alumínio, entre outros. Quanto aos poluentes atmosféricos e efluentes toda precaução e controle são tomados de acordo com normas e certificações internacionais. Outras diversas ações são implementadas para a melhor reutilização e reciclagem dos materiais da fábrica. Veja abaixo as diversas iniciativas da empresa na conservação do meio ambiente: Máquina de Reciclagem de Plástico: um dos orgulhos da empresa é a máquina Polyfilme que faz a reciclagem dos plásticos utilizados na fábrica. Em uma das etapas iniciais da produção do pneu, a borracha deve ser separada por tecido ou plástico para ser enrolada e estocada antes de entrar na linha de produção. Atualmente, com a recicladora 70% de todo o plástico utilizado na fábrica é reciclado e reaproveitado. A Bridgestone Firestone é a única empresa fabricante de pneus que tem esta máquina de reciclagem. Estação de Tratamento de Efluentes: 99% da água da fábrica é tratada e reaproveitada na linha de produção, sendo este um processo que acontece a aproximadamente 10 anos. Há um laboratório químico especializado dentro da empresa para realizar o monitoramento diário da água tratada. Controle de Emissão Atmosférica: Monitoramento diário sobre a freqüência de emissão atmosférica de acordo com as especificações e normas ambientais. Reciclagem de Resíduos da Fábrica: Todos os resíduos produzidos na fábrica também são reciclados e utilizados para diversos setores: O pneu refugado no processo de produção recebe o mesmo tratamento dos pneus descartados, mas para isso a fábrica adquiriu sua própria máquina picotadora de pneus, garantindo assim que mesmo antes da reciclagem nenhuma dessas unidades saia inteira de dentro da empresa. "Cada resíduo, material ou emissão da fábrica é estudado, sendo desenvolvida uma ação para a reciclagem e utilização deste material. Assim, estamos beneficiando e conscientizando nossa comunidade dos benefícios da conservação do meio ambiente", afirma Simone Hosaka, Diretora de Qualidade Total da Bridgestone Firestone no Brasil. Campanha de recolhimento de pneus A Bridgestone também realiza campanhas de incentivo junto à sociedade, como a ocorrida em setembro deste ano em São Paulo. A cada quatro pneus usados, de qualquer marca, levados às revendas Bridgestone, a pessoa que contribuiu com a campanha ganhou um ingresso de arquibancada e um boné da F-Truck para assistir à corrida. O processo de recolhimento de pneus usados é realizado em conjunto com a ANIP - Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos. Pneu ecológico leva Honda a premiar Bridgestone Firestone O pneu ecológico Ecopia, fornecido como equipamento original para o veículo híbrido Honda Civic e o respeito ao meio ambiente deu à Bridgestone Firestone dos Estados Unidos o prêmio “Parceiro Verde”, oferecido pela Honda of America Manufacturing. No mesmo evento, foi entregue ainda o prêmio “Performance em Qualidade”. Anteriormente, a Bridgestone Firestone havia sido reconhecida, por dois anos, com outro reconhecimento da montadora japonesa, o “Excelência Ambiental Honda” “É muito importante receber este reconhecimento pela Honda dos Estados Unidos”, afirma Mark Emkes, presidente e CEO da Bridgestone Firestone norte-americana. “Esta premiação reafirma nosso compromisso de práticas ambientais em todas as nossas fábricas e o contínuo processo de qualidade na manufatura de nossos produtos”. Com início em 1999, a premiação “Parceiro do Meio Ambiente” é o modo pelo qual a Honda aponta performances de destaque em ações do meio ambiente entre seus fornecedores. A premiação avalia prevenção de poluentes, conservação de energia, gerenciamento de sistemas de meio ambiente e esforço para conservação de recursos naturais. voltar Guia de Navegação em Ecodesign O
site, produzido pela Norwegian University of Science and Technology,
é uma versão demo de um programa interativo baseado no manual escrito
Ecodesign: uma aproximação promissora entre a produção e o consumo
sustentáveis. O texto do manual apresenta estudos de caso e instruções
para inserção do ecodesign no desenvolvimento de produtos, seus artigos
e links servem como referência no estudo da temática. De acordo com
o texto publicado no site, o manual foi escrito para ajudar a introduzir
na “rede mundial de negócios industriais” a sistemática do design sustentável.
O site só está disponível na versão em inglês, mas vale a pena conferir seu conteúdo, que tem entre seus objetivos fornecer informações práticas para problemas específicos do ecodesign, como métodos de avaliação de ciclo de vida, problemas ambientais e ecomarketing. Ecolink: design.ntnu.no/fag/ecodesign/start/start_frames voltar Meu Jeito de Fazer Negócios Anita Roddick O
livro Meu Jeito de Fazer Negócios traz a biografia de Anita Roddick
e a história de seu empreendimento The Body Shop, que tornou-se
uma potência mundial comercializando cosméticos naturais, produzidos
sem agredir a natureza e seguindo os princípios do comércio justo.
Criada em 1976, a Body Shop trabalha com 400 produtos, feitos a partir de 42 matérias-primas adquiridas de 37 cooperativas, em 24 países. Ativista e membro de diversas entidades ambientalistas e de defesa de causas sociais, Anita acredita que é possível ter lucro e, ao mesmo tempo, lutar contra a pobreza no mundo, respeitando o meio ambiente e a cultura dos povos. Em um dos exemplos de resultados positivos com parcerias entre pequenas comunidades, Anita cita uma experiência da The Body Shop no Brasil, onde adquiriam óleo de babaçu de um fornecedor normal, mas souberam da existência de um movimento de mulheres no Maranhão, que estavam sendo expulsas da extração do babaçu por fazendeiros de gado que dominavam a região. A partir daí, a empresa passou a negociar diretamente com uma cooperativa de mulheres e transferir para elas os resultados da operação comercial. Os produtos da empresa são produzidos sem o uso de agrotóxicos e utilizam embalagens feitas de materiais recicláveis e menos sofisticados. Em Meu Jeito de Fazer Negócios, a autora explica como se deu esse desenvolvimento, e como é possível liderar uma empresa sendo mulher e mantendo a responsabilidade e a ética corporativa. Além disso, esclarece alguns pontos fundamentais que devem ser perseguidos por líderes empresariais que desejam trilhar esses princípios e atuar de forma mais responsável e ética no mercado.
voltar A Newsletter da comunidade virtual EcoDesignNet é elaborado pela ABIPTI em parceria com o CGECon - MRE. Para entrar em contato, ou para assinar este informativo, envie nome completo, e-mail e nome da entidade para o endereço gestaodesign@abipti.org.br Caso seja de seu interesse deixar de receber este informativo, basta responder este mail, com o título CANCELAR. Telefone: (61) 340-3103; Fax: (61) 273-3600 |
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