CONTEÚDO

Design Integral
A emergência do Design Integral

Boas práticas
Produtos personalizados feitos com madeira certificada

Artigo
Critérios de avaliação de produtos sustentáveis - Ecodesign

Nota
Prêmio Universidade Tigre premia a sustentabilidade nos projetos

Ecolink
Ecological Design Association - EDA

Resenha
Ecodesign: The Sourcebook

Calendário
Feira e Seminário Internacional de Meio Ambiente Industrial

1ª Conferência Nacional do Meio Ambiente

Comunidade Ecodesign net

 
Editorial     

Como anunciado em nosso informe nº 3, de agosto de 2003, estaremos, em breve, disponibilizando um espaço em nossa página para a apresentação de projetos ilustrativos do conceito de ecodesign - um show-room virtual. Para tal, torna-se necessário dispor de um conjunto de critérios que nos permita avaliar a adequação dos produtos ao conceito. Estamos compartilhando com a comunidade da ecodesign-net um primeiro esforço nesse sentido para o qual esperamos receber colaborações.

Inaugurando uma nova seção, a coluna DESIGN INTEGRAL, uma conceituação mais abrangente para o ecodesign é proposta por um grupo de pesquisadores de Santa Catarina. Na visão dos formuladores desse novo conceito, trata-se de "uma expansão dos princípios básicos do ecodesign", que além de se preocupar com a produção de bens e de serviços e dos conseqüentes impactos ambientais, inclui a presença do homem em todo o processo do consumo sustentável.

Duas iniciativas empresariais no âmbito do ecodesign são destaques: a da Faber-Castell com o seu "lápis com selo ambiental", e o Prêmio Universidade Tigre, da TIGRE S.A. - Tubos e Conexões, cujo objetivo é contribuir para minimizar o impacto ambiental no nosso dia-a-dia.

Na seção Resenha apresentamos mais um trabalho de Alastair Fuad-Luke, professor de ecodesign na Falmouth College of Arts, Inglaterra - Ecodesign: The Sourcebook, com uma impressionante coletânea de cerca de 500 produtos inovadores e ambientalmente amigáveis de todas as partes do mundo. Lembramos que a edição nº 2 trazia a resenha do Manual de Diseño Ecológico, do mesmo autor.

No intuito de exercitar permanentemente o conceito de "comunidade de prática" - cujo criador, Etienne Wenger, está no Brasil para uma série de seminários, estamos estimulando nossos leitores a publicarem as suas atividades relacionadas com o ecodesign, encaminhando para a redação da Ecodesign News as informações básicas ou o texto pronto.

voltar


Design Integral     

A emergência do Design Integral
Por Mauro De Bonis*


Inaugurar esta coluna mensal em um periódico dedicado ao "Eco Design" é um sonho. E é grande o motivo para acreditar que o "Eco Design" seja assim: vivemos num momento em que a cultura material exerce imenso fascínio e obsessão sobre pessoas, grupos e governos. O homem vem se "coisificando" ao adorar, por longo tempo, os objetos da modernidade e da pós-modernidade.

Profissionais de várias áreas e estudiosos de múltiplos campos deveriam aproveitar esta oportunidade para rever conceitos e reavaliar alguns significados, tais como: O que é desenvolvimento? Quem se beneficia com o desenvolvimento? Quantos são estes beneficiados? O que é mercado? O que é progresso? O que é ser humano, atualmente?

De modo geral, pouco se sabe sobre Cultura fora da área das Ciências Humanas e do dia-a-dia das pessoas. Muito pouco é sabido a respeito do longo percurso que a humanidade realizou para chegar aqui, no agora. E nem sempre está claro o que deve ser considerado sobre uma determinada cultura ao alterar-lhe ou substituí-la por uma outra. Pior que isso, é que, muitas vezes, troca-se o que é humano por algo que nem sempre reproduz bem-estar a médios e longos prazos.

É inegável que a Revolução Industrial trouxe benefícios para a humanidade. Diversos trabalhos pesados passaram a ser executados por máquinas, poupando enormes contingentes humanos de sacrifícios. Mas é preciso considerar, também, que muitas pessoas vivem longe dos benefícios advindos das indústrias.

Se quisermos ser justos, devemos analisar um objeto de estudo sob diversos ângulos, o que nos permitirá observar que as conseqüências dessa Revolução se impõem como impactos ambientais graves: nunca houve tanto lixo produzido e espalhado pelos quatro cantos do planeta. Embora existam benefícios desta produção de bens e de serviços, nem todos são acessíveis à grande parte da população. Os não-atendidos amargam suas cotas de malefícios - mesmo não tendo feito a opção de industrializarem-se intensamente, tal como o fizeram os países "ricos". As chuvas ácidas, que carregam substâncias nocivas dos processos industriais para os campos agricultáveis ou para as florestas mais distantes, podem ser citadas como exemplo desses malefícios. Esses males também podem ser percebidos na poluição dos recursos naturais e comuns à humanidade, como a água doce.

As engenharias, o design industrial, o "marketing", a publicidade e as indústrias são algumas das conquistas estabelecidas por uma crença originária da revolução industrial e trouxeram - e trazem - benefícios e malefícios em escala planetária. Longe de se fazer uma crítica-pela-crítica, é bom lembrar que tudo é passível de mudanças e aperfeiçoamentos pois muitos paradigmas coexistem, assim como diversas culturas humanas co-habitam espaços urbanos e variadas espécies biológicas convivem simultaneamente. Em alguns paradigmas, o poder foi sempre o centro dos interesses dos homens de decisão. E esse poder foi fortalecido através de armas e conflitos, implantando uma economia contrária à sua função instrumental de promover a qualidade de vida. Esse paradigma dividiu o planeta de muitas maneiras, principalmente entre poucos "ricos" e muitos "pobres".

Muitas propostas para se viver com mais humanidade e sustentabilidade já foram compreendidas pelas Ciências Humanas, embora a mídia não promova adequadamente sua divulgação deixando, assim, de estimular o entendimento entre as populações.

Um outro caminho seria a reflexão da história da civilização e a compreensão das experiências sócio-econômico-ambientais já realizadas por alguns povos e tentar trazer para o presente as ações positivas.

A atualidade está "grávida" de um novo paradigma, ou seja, de um novo modelo que valorize as éticas do indivíduo, das culturas, do social e do planeta. Esse paradigma é o produto da observação atenta e da iniciativa de um grupo transdisciplinar, formado por pessoas de diferentes formações acadêmicas, com experiências profissionais e vivências distintas.

"Design Integral" é o nome desse novo padrão e tem origem no entendimento amplo, estimulante, humano e natural que propõe uma revisão constante dos conceitos cristalizados na atualidade, mas defasados nas respostas sociais, econômicas e ambientais. A intenção é estabelecer algo que combine a produção e o consumo sustentáveis, realizando-os diante da necessidade dos cidadãos, das culturas e do meio ambiente.

O "Design Integral" é, portanto, uma estratégia para transpor pacificamente o conhecimento tecnicista. Também é uma expansão dos princípios básicos do "Eco Design", que além de se preocupar com a produção de bens e de serviços e dos conseqüentes impactos ambientais, inclui a presença do homem em todo o processo do consumo sustentável.

O objetivo desta coluna mensal do "Eco Design News" é expor, pela primeira vez, a emergência do Design Integral e, assim, abrir um diálogo franco, direto e responsável com a sociedade brasileira.

* Mauro De Bonis é graduado em Desenho industrial, é professor de design da UDESC e é mestrando em Engenharia de Produção na UFSC. Contato: maurodebonis@udesc.br

       O Conceito de Design Integral começou a ser gerado em 2001 por Mauro De Bonis, designer e professor da UDESC, durante pesquisas de mestrado em engenharia de produção na UFSC. Em 2002, De Bonis juntamente com Douglas Ladik Antunes, engenheiro mecânico e José Leitão de Albuquerque, jornalista, ambos mestres em engenharia ambiental, formam o grupo de autores deste conceito.
       No primeiro semestre deste ano, o conceito foi submetido à apreciação de outros profissionais de diversas áreas: Abdon Schmidt, agrônomo e mestre em zootecnia; Cleidi Albuquerque, artista plástica e mestre em antropologia; Cristiane Coelho, engenheira química e doutora em engenharia de produção; Eugênio Merino, designer e também doutor em engenharia de produção; Daniel Habib, filósofo e consultor de projetos em agroecologia. Todos se tornaram co-autores ou apoiadores do conceito de Design Integral, que no momento, está sendo avaliado por um grupo de cientistas de Santa Catarina.
       Todos esses profissionais formam um grupo de estudos e trabalho que busca: divulgar o Design Integral para os mais diversos meios de comunicação; difundí-lo em eventos específicos; prestar consultoria em design integral e ensinar o conceito a quem se interessar pelo assunto.

voltar


Boas práticas     

Produtos personalizados feitos com madeira certificada

A Faber-Castell, empresa de origem alemã instalada no Brasil na década de 30, fabrica e comercializa produtos utilizados para escrita e pintura. A Divisão de Produtos Personalizados da empresa oferece ao mercado um produto diferenciado, o "lápis com selo ambiental", garantindo que o produto é feito com madeira certificada, que não agride o meio ambiente. A garantia é dada pelo Conselho de Manejo Florestal - FSC - que comprova que os projetos florestais são manejados de maneira social e ecologicamente correta, além de tecnicamente adequada. Para a Faber-Castell, "esta é uma forma das empresas colocarem sua marca em um produto ecologicamente correto". Os produtos certificados incluem o número do lote da madeira usada na produção e fica a critério do cliente incluir ou não a logo do FSC.

Além do lápis com certificação, 100% da madeira utilizada é plantada. A empresa possui cerca de 10.000 hectares de parques florestais, onde planta árvores de pinus para a produção de seus lápis. "O projeto de plantio de madeira para a fabricação de lápis implantado no Brasil começou nos anos 50, com a importação das primeiras sementes, e mesmo antes de existir qualquer forma de certificação, a empresa já se preocupava em fazer com que suas atividades não somente não gerassem danos, mas também fossem benéficas ao meio ambiente e à comunidade local". Foram utilizadas áreas já devastadas, antes ocupadas por antigas pastagens na cidade de Prata (MG), região do triângulo mineiro.

A empresa se preocupa com a otimização da matéria-prima. "A madeira e seus subprodutos não utilizados na produção de lápis são utilizados na geração de energia, como substrato orgânico para plantas ou na fabricação de chapas de aglomerado e briquetes. Mesmo as cinzas geradas pela queima de serragem e casca para produção de energia são reutilizadas como fertilizante por empresas de paisagismo". O trabalho de preservação ambiental também inclui o tratamento da água utilizada na indústria e sanitários, sendo devolvida à natureza livre de impurezas, dos resíduos industriais, que em parte são encaminhados a indústrias de cimento, e dos papéis e copos plásticos de uso nas fábricas e escritórios, que são levados para reciclagem.

Segundo a Faber Castell "Estas iniciativas têm garantido a Empresa estar entre o seleto grupo de organizações que se destacam por sua política ambiental, principalmente na conservação dos recursos naturais". Confirmando a responsabilidade ambiental de suas atividades a empresa conquistou o Certificado ISO 14001.

Outras informações acesse: www.faber-castell.com.br

voltar


Artigo     

Critérios de avaliação de produtos sustentáveis - Ecodesign
Por Alceu Castello Branco*


Buscando cumprir a sua missão de representar uma fonte relevante de informações e conhecimentos sobre o ecodesign, a coordenação da ecodesign-net (o Centro de Gestão de Design da ABIPTI e o CGECon/MRE), vem sentindo a necessidade de disponibilizar para a sua comunidade um conjunto de critérios segundo os quais seja possível avaliar se um produto possui as características que o tornem sustentável e em que grau ele atende a estes critérios.

Este instrumento tem se mostrado imprescindível na mesma proporção e emergência em que o conceito de produto sustentável se afirma como oportuno para o mercado pois permite diferenciar os produtos de bom design que incorporam conceitos na consistência necessária, dos que permanecem na superficialidade da utilização de matérias primas recicladas ou recicláveis.

Função igualmente relevante para um instrumento com este perfil é a de apoiar o processo de projeto (metodologia), de forma a garantir, na origem, o cumprimento dos requisitos. Os produtos sustentáveis, na lógica da ecodesign-net, têm sua gênese nas práticas de gestão das empresas, que igualmente precisam incorporar conceitos de sustentabilidade, as quais estarão refletidas nas metodologias do projeto e em seus produtos.

Na ausência de um instrumento acabado e com este enfoque, que satisfizesse as demandas expressas nas discussões em curso na rede, optamos pela construção compartilhada com os nossos parceiros de um conjunto de critérios que nos sejam úteis nessas duas vertentes. Para tanto, avaliamos os modelos existentes em empresas como IBM, HP e outras, referências bibliográficas, monografias, concursos e mensagens promocionais de empresas (vide referência bibliográfica), aos quais acrescentamos os elementos com potencial de assegurar a amplitude que atribuímos ao conceito de design sustentável - ecodesign.

Esperamos que deles se beneficiem os profissionais de design e demais atividades que concorrem para a criação de produtos sustentáveis, os professores das universidades e cursos de design que buscam fontes de informações, permitindo com isso adaptar as suas ementas, bem como as empresas e os consumidores desse segmento emergente de produtos sustentáveis.

Serão especialmente bem vindas e relevantes as contribuições no sentido de simplificar o uso, fortalecer e tornar objetivo o modelo para o benefício da comunidade. Na visão da ecodesign-net este "produto" será importante na dimensão exata da sua aplicabilidade, sendo de grande relevância que a sua utilização, no todo ou em parte, nos seja comunicada e referenciada. As sugestões podem ser enviadas para gestaodesign@abipti.org.br.

CRITÉRIOS - São considerados produtos sustentáveis na lógica do ecodesign, e de acordo com o entendimento da equipe da ecodesign-net, aqueles que apresentam, quando aplicável, as seguintes características:

1.
Elimina ou reduz a formação, ao longo do ciclo de vida do produto (da produção da matéria-prima ao pós-uso), a formação de resíduos em especial não recicláveis.
2.
Apresenta, ao longo do ciclo de vida do produto, baixo consumo de energia, ou utiliza fontes alternativas de energias ou energias renováveis, comparativamente com produtos similares;
3.
Utiliza matérias-primas e insumos ecologicamente sustentáveis (exemplo: madeiras certificadas)
4.
Minimiza, pelas soluções adotadas, as possibilidades de uso inadequado, acidentes e dispêndios físicos excessivos ao usuário e ao operário;
5.
Não utiliza mão-de-obra infantil ou processos de transformação agressivos ao operário fabricante;
6.
Apresenta soluções que racionalize o uso de matérias-primas naturais;
7.
Possibilita a substituição de partes e peças reduzindo a formação de resíduos;
8.
Facilita a manutenção e o reuso/reciclagem;
9.
Apresenta maior durabilidade, comparativamente com os produtos similares, ampliando o ciclo de vida;
10.
Apresenta qualidade, objetividade, criatividade e soluções inovativas ao exteriorizar (pelos aspectos formais, funcionais e pela comunicação), os conceitos de ecodesign;
11.
Utiliza um planejamento de marketing (comunicação e informação da empresa fabricante e sobre as características de sustentabilidade do produto), compatível com o conceito de sustentabilidade;
12.
Oferece suporte de pós-venda (comunicação e informação), com relação ao descarte e a reciclagem;
13.
Atende às normas específicas de ecodesign ou referente a produção sustentável;
14.
Deriva de metodologias de projeto compatíveis com os requisitos finais de sustentabilidade do produto (requisitos do cliente, requisitos de sustentabilidade, experimentação piloto, testes físicos);
15.
Está protegido pelos instrumentos da Propriedade intelectual - registro de marca e patente.
16.
Facilita o desmonte;
17.
Apresenta características de multifuncionalidade;
18.
Priorizam a utilização de tecnologias e materiais acessíveis - custo x beneficio - e a cultura dos usuários e produtores;

Essa lista de critérios estará disponibilizada também na ecodesign-net, no link download.

* Alceu Castello Branco é coordenador da Unidade de Negócio de Design da ABIPTI e da Ecodesignet - CGECom/MRE/ABIPTI; Pós-graduação - Mestrado (créditos) em Engenharia de Produção e Gerência do Produto; Especialização: Agente de Inovação e Difusão Tecnológica; Designer pela Fundação Universidade Mineira de Arte/1976-MG; Consultor Ad-Hoc do CNPq.; Consultor da FINEP - Prêmio FINEP de Inovação Tecnológica: Categoria Instituição de Pesquisa; Consultor do Projeto Excelência na Pesquisa Tecnológica - ABIPTI/FINEP.
Contato: alceu@abipti.org.br

Referências
1. Prêmio Ecodesign - Federação das Indústrias do Estado de São Paulo - FIESP e Centro São Paulo Design - CSPD
2. Atuação responsável - Associação Brasileira da Indústria Química - ABIQUIM
3. IBM - Principles of IBM's Design for Environment (DFE)
4. Fundação ZERI / Centro Nacional de Tecnologias Limpas - CNTL
5. Agenda 21 - Marcos referenciais do Desenvolvimento Sustentável
6. FIKSEL, Joseph. Design for environment: Creating eco-efficient products and processes. New York : McGraw-Hill, 1996.
7. VENZKE,C. A Situação do Ecodesign em Empresas moveleiras da Região de Bento Gonçalves, RS: Análise da postura e das práticas ambientais. Tese de mestrado apresentada ao Programa de Pós-graduação em Administração da Escola de Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Porto Alegre, 2002.

voltar


Nota     

Prêmio Universidade Tigre premia a sustentabilidade nos projetos

No dia 22 de setembro uma cerimônia no Museu de Arte Moderna de São Paulo encerrou a edição 2003 do Prêmio Universidade Tigre, promovido pela TIGRE S.A. - Tubos e Conexões com o objetivo de "incentivar a busca e premiar idéias de soluções inovadoras que possibilitem o desenvolvimento sustentável e a melhoria do habitat humano na área da construção civil".

Segundo seus organizadores, os trabalhos, elaborados por estudantes dos níveis básico, técnico e de graduação, com apoio de professores-orientadores, destacaram-se pela inovação, aplicabilidade e, principalmente, potencial de gerar benefícios para o meio ambiente. Dez projetos foram selecionados para análise de viabilidade e podem chegar ao mercado.

Para Beto do Valle, gerente de Desenvolvimento Humano da Tigre e responsável pelo Prêmio, o foco dos trabalhos pode ser resumido em uma única palavra: sustentabilidade. "Todos os projetos vencedores propõem soluções para minimizar o impacto ambiental de nosso dia-a-dia, com ganhos para o ambiente, para o consumidor e para a sociedade. O perfil dos trabalhos mostra que cada vez mais os estudantes se voltam para a questão de sustentabilidade com propostas práticas".

Clique aqui e veja os selecionados.

voltar


Ecolink     

Ecological Design Association - EDA

A Ecological Design Association é uma entidade sem fins lucrativos fundada na Inglaterra em fevereiro de 1991. Um de seus criadores é David Pearson, arquiteto e autor do grande sucesso "The Natural House Book". A Associação visa o aumento da qualidade dos temas ambientais relacionados ao design e atividades afins, bem como promover a compreensão do desenvolvimento sustentável.

O número de membros da Associação tem crescido constantemente e hoje gira em torno de setecentos. Dentre eles encontram-se indivíduos comprometidos com o meio ambiente e todas as áreas de atuação do design, como arquitetos, designers de produtos, engenheiros, tecnólogos, fabricantes, companhias comerciais, diversas organizações e publicações ambientais. O setor educacional (escolas de design, conferencistas e estudantes) está fortemente representado e compreende cerca de 50% dos associados atualmente.

Navegando no site é possível acessar uma relação de edições anteriores da revista Eco Design, com breve descrição dos tópicos abordados, bem como valores atualizados para aquisição. Pode-se também visualizar um catálogo de imagens contendo alguns produtos e ambientes concebidos sob a ótica do eco design.

Na sessão "FAQs", o internauta consulta listas de instituições e escolas que abordam a temática ambiental, contatos para aquisição de tintas e esmaltes ecológicos, organizações cujo foco são os processos de reciclagem e compostagem, fibras naturais, além de órgãos voltados a questões como recursos hídricos e uso sustentável da madeira.

A EDA também disponibiliza um abrangente quadro de avisos, orientações para os interessados em associar-se e uma extensa lista de links relacionados às questões ambientais.

Ecolink: www.edaweb.org

voltar


Resenha     

Ecodesign: The Sourcebook

O design ambientalmente correto nem sempre significa alto estilo. Em "EcoDesign: The Sourcebook" são apresentados alguns dos produtos e protótipos mais inovadores e ambientalmente amigáveis de todas as partes do mundo, trazendo uma lista de mais de 500 produtos para aqueles que procuram um design que não é apenas belo e útil, mas também tem um impacto mínimo sobre o meio ambiente. Cada capítulo possui um descrição resumida do produto, além de fotografias, ilustrações, e informações sobre seus vários componentes. Uma seção de referência extensiva define materiais novos e híbridos e disponibiliza informações sobre fabricantes, estúdios de design, "organizações verdes" e estratégias de eco-design.

Os exemplos apresentados vão desde um ônibus elétrico movido a energia solar, até roupas feitas com bóias recicladas, passando por mobiliário, utensílios, veículos, produtos eletrônicos e algumas peças que já se tornaram clássicos do design. "O livro não insiste que se deve eliminar o uso de plástico e baterias, apenas encontra os melhores exemplos de produtos que fazem uso destes materiais de forma inteligente". Com muitas figuras e textos breves, traz boas misturas de “design conceito” e projetos de viabilidade industrial. Os primeiros são interessantes de se ver e servem como inspiração, ao passo que os demais mostram a aplicabilidade no mundo real. "EcoDesign: The Sourcebook é um guia de recursos para a nova geração de designers contemporâneos".

O autor do livro, Alastair Fuad-Luke, é professor de ecodesign na Falmouth College of Arts, Inglaterra, e consultor de numerosas companhias internacionais em assuntos ecológicos.

Formato: Brochura, 352 páginas
Dimensões: 3,22 x 24,73 x 16,10cm
Editora: Chronicle Books (Maio 2002)
ISBN: 0811835480
Nome: Ecodesign: The Sourcebook (Ecodesign: O Livro de Referência)
Autor: Alastair Fuad-Luke

voltar


Calendário     

Feira e Seminário Internacional de Meio Ambiente Industrial

Será realizada, entre os dias 29 e 31 de outubro, a V Feira Internacional de Meio Ambiente Industrial - FIMAI. O evento anual poderá ser visitado das 14h às 21h no pavilhão vermelho do Expo Center Norte, em São Paulo.

Segundo os organizadores, a "Feira Internacional de Meio Ambiente Industrial é o maior evento da América Latina no setor de meio ambiente industrial e conta com a participação dos mais importantes expositores nacionais e internacionais".

O evento busca "estreitar laços entre empresários do setor e clientes em potencial, com vistas a apresentar ao público interessado o que há de melhor e mais avançado em produtos e serviços no mercado nacional e internacional".

Tem como objetivos principais: estimular contatos com empresas envolvidas no setor ambiental; promover a troca de informações sobre tecnologias, equipamentos e novas metodologias para o desenvolvimento sustentável; estimular e reforçar a troca de experiências entre o Brasil e outros países; estabelecer contato com companhias privadas e governamentais; promover a aproximação de interesses de gestores públicos e privados no desenvolvimento sustentável com investidores e parceiros de negócios do Brasil e do exterior; possibilitar o fechamento de negócios.

Paralelamente à Feira, será realizado o V Seminário Internacional do Meio Ambiente Industrial - SIMAI - reunindo os mais renomados especialistas nacionais e internacionais para a discussão e reflexão sobre os temas diversos incluindo: ISO 14001 - quadro atual e perspectivas; sistema de gestão integrada; comércio internacional e meio ambiente; legislação ambiental; certificação florestal; ecoeficiência; tecnologias mais limpas; reciclagem Industrial; educação ambiental; negócios Sustentáveis (Ecobusiness); análise do Ciclo de Vida; ecodesign.

Informações sobre o evento podem ser obtidas no site: www.fimai.com.br


1ª Conferência Nacional do Meio Ambiente

Com o objetivo de mobilizar e ampliar a participação popular na definição de diretrizes para a consolidação do Sistema Nacional de Meio Ambiente (Sisnama), será realizada em Brasília, entre os dias 28 e 30 de novembro, a 1ª Conferência Nacional do Meio Ambiente. O tema do evento é Vamos cuidar do Brasil e pretende ser um amplo debate sobre a política ambiental do país.

Participarão do encontro, delegados e suplentes eleitos em pré-conferências realizadas nos Estados. Ao todo, haverá 26 encontros estaduais e um no Distrito Federal. A Conferência Nacional de Meio Ambiente aprovará dois documentos com diretrizes e propostas, que serão encaminhadas ao Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).

Na última edição da Ecodesign News publicamos uma nota sobre o evento Diálogos para um Brasil Sustentável, que buscou também traçar diretrizes para essa primeira conferência nacional.

Outras informações acesse: www.mma.gov.br/conferencianacional

voltar

A Newsletter da comunidade virtual EcoDesignNet é elaborada pela ABIPTI em parceria com o CGECon - MRE.
Para entrar em contato, ou para assinar este informativo, envie nome completo, e-mail e nome da entidade para o endereço
gestaodesign@abipti.org.br
Caso seja de seu interesse deixar de receber este informativo, basta responder este mail, com o título CANCELAR.
Telefone: (61) 340-3103; Fax: (61) 273-3600

 
Expediente     

Coordenação: Lynaldo Cavalcanti de Albuquerque (ABIPTI) e Zuhair Warwar (CGECon)
Equipe Responsável: Alceu Castello Branco, Margit Bregener, Paula Franco
Equipe Técnica: Iracema Ribeiro, Mário Fiorese, Pedro Nascimento
Colaboradores da edição: Mauro De Bonis, Viviane Pereira


Realização: