DESTAQUES
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1 - Artigo exclusivo aborda
a necessidade de instituições, como a Embrapa, perseguirem o novo
paradigma da inovação
2 - Ibraf defende a
existência de um PAC da
Fruticultura
LEIA
TAMBÉM
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3 - Morre o
professor Eurípedes Malavolta da Esalq
4 - Prorrogada chamada para instituições de pesquisa
interessadas em elaborar levantamento de produtos agropecuários
5 - Ministro da agricultura fala sobre os próximos dez anos
no setor de agronegócio
6 - Acordo é assinado entre os governos brasileiro e russo
para comercialização de carne
7 - EBDA espera beneficiar
mais de 120 mil agricultores familiares
8 - Ital testa técnicas
para reduzir as perdas da uva cv. Niagara
9 - Apta abre
inscrições para concurso de artigos técnicos
10 - IB,
Embrapa Meio Ambiente e USP estudam técnica da solarização para
combater pragas do solo
11 - Iapar desenvolve
nova variedade de maçã para climas quentes
12 - IP e
Ital são as instituições apresentadas no Conheça o SNPA desta edição
Agenda
1 -
Artigo exclusivo aborda a necessidade de instituições, como a Embrapa,
perseguirem o novo paradigma da inovação
No artigo Empreendedorismo: a cultura
que catalisa os saberes científico, tecnológico e empresarial na busca
pela inovação, enviado com exclusividade para o Agronegócio &
Inovação, os pesquisadores da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia
Félix Andrade da Silva e Sergio Mauro Folle falam sobre a importância que
a inovação assume na agenda do crescimento do país. Também é abordada a
Lei de Inovação, que procura estimular e direcionar as instituições
científicas e tecnológicas para o ambiente empreendedor.
No que diz respeito à Embrapa, o texto chama
atenção para o papel estratégico desempenhado pelo Programa de Apoio
ao Desenvolvimento de Novas Empresas de Base Tecnológica Agropecuária e à
Transferência de Tecnologia da Embrapa (Proeta), “enquanto agente
promotor da cultura da inovação e do empreendedorismo, seja no âmbito da
empresa, seja junto aos demais parceiros institucionais do programa”.
Leia a íntegra do artigo:
Empreendedorismo: a cultura que catalisa os
saberes científico, tecnológico e empresarial na busca pela
inovação.
Félix
Andrade da
Silva
Consultor
do PROETA - Incubação de
Agronegócios
Embrapa
Recursos Genéticos e Biotecnologia
Sergio
Mauro
Folle
Chefe-Adjunto
de Comunicação e
Negócios
Embrapa
Recursos Genéticos e Biotecnologia
Durante a comemoração do 33º aniversário da Embrapa
Recursos Genéticos e Biotecnologia, no dia 10 de dezembro de 2007, o
diretor-presidente da Embrapa, Silvio Crestana, chamou a atenção para a
importância que a inovação assume na agenda de crescimento econômico do
país. Citou especificamente a necessidade de instituições de pesquisa como
a Embrapa estarem perseguindo esse novo paradigma mediante a “convergência
dos saberes científico, tecnológico e empresarial”.
Esses 3 tipos de saberes estão presentes na Embrapa, porém ainda de forma
assimétrica e distantes entre si, com destaque para o “saber empresarial”,
aquele que se nutre do conhecimento científico e tecnológico para gerar
negócios e empreendimentos inovadores, promovendo soluções para as
demandas da sociedade e o lucro para empresas.
Nesse
novo cenário, o “saber empresarial” deixa de ser exclusivo das empresas
para também fazer parte das universidades e das instituições de pesquisa.
A Lei de Inovação (Lei Federal nº. 10.973, de 02/12/2004) procura
justamente estimular e direcionar a Instituição Científica e Tecnológica
(ICT) para esse ambiente empreendedor. A partir da Lei de Inovação tão
importante quanto gerar conhecimento é criar mecanismos eficazes que
permitam a sua transferência e apropriação pela sociedade. Significa dizer
que na avaliação da perfomance da ICT, além dos indicadores de pesquisa
(papers e publicações) passam a ser considerados também, os indicadores de
inovação (número de patentes licenciadas, montante de royalties recebidos,
quantidade de empresas e empregos viabilizados por determinada tecnologia,
número de pesquisadores envolvidos com projetos de inovação,
etc).
No ambiente de empreendedorismo, que convive
constantemente com riscos, desafios e incertezas, as ICTs precisam ser
mais ágeis e criativas, atentas às demandas da sociedade, abertas à
cooperação e à negociação com o setor empresarial. Os pesquisadores, por
outro lado, precisam guiar seus projetos tendo em mente sempre a
possibilidade de transformar suas pesquisas em resultados e utilizá-las
como plataforma de lançamento de novos negócios e de atração de
investimentos para realimentar a pesquisa. Tais mudanças implicam na
adoção de uma mentalidade empreendedora, devendo esta ser encarada não
como uma estratégia ou como uma política da ICT, mas antes de tudo, como
um estado de espírito.
Nas duas situações
colocadas, a Lei de Inovação incorpora dispositivos que favorecem tanto a
constituição de alianças estratégicas entre as ICTs e as empresas, quanto
estimulam e premiam, inclusive com ganhos pecuniários, o maior
envolvimento do pesquisador com o desenvolvimento de projetos voltados
para a inovação. Com a lei, o pesquisador passa a ter o seu trabalho
reconhecido e valorizado sempre que este propiciar, para a ICT e à
sociedade, resultados econômicos e sociais efetivos.
Esse movimento mais forte e acelerado da pesquisa em direção ao mundo dos
negócios e proposto pela Lei de Inovação, já é uma tendência irreversível
principalmente nos países desenvolvidos, onde as universidades e os
centros de pesquisa interagem fortemente com as empresas, tornando isso
uma prática usual e corriqueira. Nesse novo ambiente de negócios, onde o
empreendedorismo passou a ser o motor e o combustível da inovação, a
pesquisa e a tecnologia geradas pelas ICTs passou a ser um ativo
indispensável nessa nova relação comercial que visa a criação de produtos
e processos com alto valor agregado e que contribuem para aumentar a
competitividade das empresas e melhorar a qualidade de vida da
população.
Por outro lado, a perspectiva das ICTs
contarem com o aporte adicional e variado de recursos financeiros
(royalties sobre o licenciamento de patentes, criação de empresas
de base tecnológica - spin-offs, celebração de contratos de
transferência de tecnologia, disponibilização de infra-estrutura e
laboratórios etc) além dos aportes tradicionais oriundos das fontes
governamentais, abrem novas perspectivas no que tange a sua
sustentabilidade e em termos de autonomia para atender aos desafios dessa
nova sociedade alcunhada como sociedade do conhecimento.
No tocante a Embrapa chama-se a atenção para o
papel estratégico desempenhado pelo seu programa de incubação de
agronegócios, denominado Programa de Apoio ao Desenvolvimento de Novas
Empresas de Base Tecnológica Agropecuária e à Transferência de Tecnologia
da Embrapa - PROETA, enquanto agente promotor da cultura da inovação e do
empreendedorismo, seja no âmbito da empresa, seja junto aos demais
parceiros institucionais do programa.
No Distrito
Federal cabe destacar o engajamento da Embrapa Recursos Genéticos e
Biotecnologia nas questões com foco na inovação, onde além de coordenar as
ações locais do PROETA, com o apoio da Embrapa Cerrados e da Embrapa
Hortaliças, podem ser mencionadas também as iniciativas em curso em
relação ao forte estímulo interno à ampliação do depósito de patentes por
parte de seus pesquisadores, assim como atuar juntamente com a UnB e o
GDF, no processo de implantação do Parque Sucupira de Biotecnologia e
Agronegócios que deverá abrigar no futuro empresas de base tecnológica e
instituições de ensino, de pesquisa e de
desenvolvimento.
Dentre os vários mecanismos
existentes para viabilizar a transferência de tecnologia destaca-se o de
incubação de empresas, cujo processo consiste num conjunto de estímulos e
formas de apoios oriundos de um ou mais atores (públicos e privados) com
interesse genuíno na criação, desenvolvimento e consolidação de novas
empresas, em particular àquelas que tenham como principal característica a
de incorporar em seus produtos e serviços maior conteúdo de conhecimento e
tecnologia, comparativamente com empresas tradicioniais de um mesmo
segmento.
As assim chamadas Incubadoras de
Empresas, cerca de 400 em todo o país, se destacam por oferecer aos
futuros empresários condições especiais de desenvolvimento de negócios que
as empresas tradicionais em sua grande maioria não têm acesso e que por
isso mesmo acabam justificando o insucesso das mesmas.
A Embrapa tem como um dos objetivos de sua missão a
geração e transferência de conhecimentos e tecnologias, em benefício da
sociedade e, embora não promova diretamente a alocação de incubadoras em
suas Unidades, a empresa desenvolve desde 2001, em parceria com o Banco
Interamericano de Desenvolvimento - BID, o Programa de Apoio ao
Desenvolvimento de Novas Empresas de Base Tecnológica Agropecuária –
PROETA.
A partir dessa parceria e contando com
recursos financeiros do Fundo Multilateral de Investimento – FUMIN,
administrado pelo BID, o PROETA tem servido como um importante instrumento
para estimular a transferência de tecnologias geradas e adaptadas pela
Embrapa para empresas nascentes, mediante a celebração de convênios de
cooperação com incubadoras já existentes. Por sinal, este é um aspecto
do programa que merece destaque: a Embrapa é a única ICT que
temos conhecimento que vem disponibilizando tecnologia própria para apoiar
empresas incubadas no país.
Dessa forma, a Embrapa
não só atende a sua missão maior de levar soluções inovadoras para a
sociedade como também presta uma contribuição relevante a cultura
empreendedora do país, apoiando o surgimento de micro e pequenas empresas
de base tecnológica com foco no agronegócio, podendo inclusive, servir
como estudo de caso para outras instituições que tenham interesse em
apoiar empresas de base tecnológica voltadas para esse importante setor da
economia brasileira.
Por outro lado, os resultados
alcançados até o momento pelo PROETA, a multiplicidade de conhecimentos
gerados, assim como as reflexões formuladas e as lições aprendidas ao
longo da operacionalização do programa, têm aportado contribuições
adicionais e valiosas para o aperfeiçoamento e consolidação da cultura e
da política de inovação da empresa. Nesse sentido, a internalização da Lei
de Inovação na Embrapa deve ser encarada como uma excelente oportunidade
para se promover essa mudança de forma mais generalizada na empresa,
empreendendo ao seu modelo de gestão, uma mentalidade mais ousada e que
ofereça a instituição maior agilidade operacional na relação com o
mercado.
O PROETA catalisa dessa forma, os saberes
científico, tecnológico e empresarial da Embrapa ao apoiar o surgimento e
fortalecimento de empresas de base tecnológica e, ao mesmo tempo,
contribuir para alavancar uma cultura de inovação e de empreendedorismo no
âmbito de uma ICT, que tem como principal desafio, buscar para si um novo
patamar de atuação, alinhado com a visão de excelência até aqui alcançada
e incorporando mudanças para o pleno cumprimento de sua missão no
futuro.
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2 - Ibraf defende a existência de um PAC da
Fruticultura
No mês de junho do ano passado, o
Instituto Brasileiro de Frutas (Ibraf) apresentou ao Ministério da
Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa) diversas propostas para o
desenvolvimento do setor de fruticultura. O documento foi elaborado pela
Câmara Setorial da Cadeia Produtiva das Frutas vinculada ao Mapa e, por
motivar o crescimento do setor, passou a ser conhecido como o PAC da
Fruticultura - Programa para Aceleração do Crescimento da
Fruticultura. O documento ainda está em análise no Ministério da
Agricultura.
Em entrevista ao Agronegócio
& Inovação, o presidente do Ibraf, Moacyr Saraiva Fernandes,
argumentou que para dar curso à proposta de aceleração do crescimento no
mercado de frutas no Brasil, devem ser investidos, até 2011, R$ 70
milhões em pesquisa e desenvolvimento pela Embrapa. “Mais R$ 20 milhões
devem ser investidos pelo Mapa, para apoiar a fruticultura. As
reivindicações quanto à infra-estrutura serão abrangidas pelo PAC do
governo federal”, afirma Moacyr.
De acordo com ele,
a fruticultura brasileira está crescendo tanto no mercado interno quanto
no externo. Atualmente, o país produz 42 milhões de toneladas distribuídas
por 2,3 milhões hectares, o que mantém o Brasil na terceira posição
no raking de maiores produtores mundiais de frutas. Moacyr também
ressalta que cada hectare cultivado gera oportunidade de emprego para dois
a cinco trabalhadores.
“Com o PAC da Fruticultura
projetamos que até 2011 haja um crescimento de investimentos privados na
ordem de 10,2% anualmente, considerando como base o valor de R$ 170
milhões referente ao ano de 2006”, estima Moacyr.
Entre as propostas apresentadas estão: a inclusão da manga, abacaxi,
mamão, melão e melancia no plano de recursos para subvenção do Mapa,
durante o triênio 2007/2009; a criação de uma lei de segurança dos
alimentos, que exija dos fornecedores informações seguras como processo,
procedência e insumos utilizados e a introdução de frutas e sucos nas
merendas escolares de todo o país.
PAC
Para o
presidente do Ibraf, o Programa de Acelaração do Crescimento do governo
federal não contemplou diretamente o setor de frutas, mas ele acredita que
a comercialização de frutas será beneficiada de forma indireta, já que o
programa prevê investimentos em estradas, ferrovias, aeroportos e portos.
Veja a proposta do PAC da Fruticultura na íntegra
neste link.
(Basilia Rodrigues para o Agronegócio &
Inovação)
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3 - Morre o
professor Eurípedes Malavolta da Esalq
Morreu, no dia 19 deste mês, por falência
múltipla dos órgãos, o professor Eurípedes Malavolta, diretor da Escola
Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq). Malavolta tinha 81 anos,
nasceu em Araraquara (SP), e era formado em engenharia agronômica.
Entre os principais feitos, o professor Malavolta é
o responsável pela implantação dos primeiros cursos formais de
pós-graduação da América Latina ao nível de Doutorado em Ciências Agrárias
na Esalq. Ele também representou o Brasil, em 1963, na Conferência
das Nações Unidas sobre Ciência e Tecnologia em Benefício das Áreas Menos
Desenvolvidas, realizada em Genebra. Em 1964, Malavolta foi eleito membro
da Academia Brasileira de Ciências. Desde 1995, ele era membro honorário
da Sociedade Brasileira de Ciência do Solo.
Malavolta dedicou parte da vida à carreira acadêmica e de pesquisas.
Participou de 169 reuniões científicas no Brasil e no exterior; orientou
40 Mestres e 53 Doutores, tem 45 livros publicados em português, espanhol,
inglês e híndi; e reúne 823 trabalhos de pesquisas, publicados no Brasil e
no exterior.
(Com informações da Esalq)
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4 - Prorrogada
chamada para instituições de pesquisa interessadas em elaborar
levantamento de produtos agropecuários
A chamada para a seleção de instituições
de pesquisa interessadas em elaborar um levantamento dos custos de
produção, beneficiamento e distribuição de produtos agropecuários, feitos
por agricultores familiares, foi prorrogada até 28 de janeiro. Essa é uma
ação realizada pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e
Alimentação (FAO) e pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à
Fome (MDS)
As instituições que queiram participar
deverão enviar as propostas para o endereço: Diretoria de Programas da
Secretaria Executiva; Projeto FAO - UTF/BRA/064/BRAA/C: Dr. Valdomiro Luís
de Sousa; Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome; Esplanada
dos Ministérios, Bloco C, 6º andar, sala 616; Brasília – DF / CEP:
70.046-900.
Mais informações pelo e-mail
lea.dantas@mds.gov.br ou pelo
telefone 0800 707 2003.
(Com informações da
Universidade de Brasília)
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5 - Ministro da
agricultura fala sobre os próximos dez anos no setor de
agronegócio
No dia 9, deste mês, o ministro da
Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Reinhold Stephanes,
anunciou, em comunicado coletivo à imprensa, perspectivas positivas para
produtos agrícolas exportados pelo Brasil. Para este ano, ele descarta a
possibilidade de inflação sobre os preços dos alimentos. Ele também fez
algumas estimativas para os próximos 10 anos quanto a produtos orgânicos,
arroz e feijão.
Sobre os produtos orgânicos, o
ministro demonstrou otimismo quanto ao aumento da demanda por esses
produtos. Ele acredita que os mercados interno e externo se interessem
cada vez mais por orgânicos.
Arroz e
feijão
Reinhold Stephanes analisou os
motivos que acarretaram a queda na oferta de feijão nesta safra – o que
causou aumento de preços em todo o Brasil. Ele reafirmou o que foi
divulgado anteriormente: de que o fato se deve a problemas com o clima no
país. Em 2008, a situação deverá ser normalizada. Uma das formas apontadas
é que as três safras anuais do feijão aumentem a produção a ponto de
superar a demanda interna. Já com o arroz, a situação é diferente: a
produção, de acordo com o ministro, é excessiva. Ainda assim, se em
2006/2007, foram produzidos 11,3 milhões de toneladas, para a safra
2017/2018, é esperada a produção de 13,1 milhões de toneladas.
Mercado
externo
Segundo o ministro, os preços
internacionais continuarão em alta, entre os motivos estão: crescimento da
economia mundial; mudanças climáticas e uso de produtos agrícolas como
fonte de biocombustível.
Ele também acredita que em
2018, o Brasil possa ultrapassar os Estados Unidos, quanto a ser o maior
exportador mundial de soja. A produção de soja no Brasil chegaria, na
safra de 2017/2018, a 75,3 milhões de toneladas, valor equivalente a 52%
do que é produzido atualmente.
Acesse o
site www.agricultura.gov.br.
(Com informações da Agência Brasil)
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6 - Acordo é
assinado entre os governos brasileiro e russo para comercialização de
carne
No dia 18, deste mês, o secretário de
Defesa Agropecuária, Inácio Kroetz, e o diretor do Serviço Federal de
Supervisão Sanitária e Fitossanitária da Rússia, Serguey Dankvert,
assinaram um acordo que estabelece procedimentos sanitários para os
estabelecimentos brasileiros que têm a permissão de exportar carne
(bovina, suína e de aves) ao mercado russo.
Fica
acertado que os fiscais brasileiros do Serviço Federal de Inspeção (SIF)
continuarão a fazer as vistorias nos frigoríficos; a reinspeção, feita nos
portos nos quais as carnes são embarcadas, também será realizada somente
por fiscais brasileiros, sendo, no caso, do Departamento de Inspeção de
Produtos de Origem Animal (Dipoa) da Secretaria de Defesa Agropecuária. Em
solo russo, atuarão os fiscais do próprio país.
Mesmo com o acordo, a Rússia ainda quer inspecionar alguns
estabelecimentos no Brasil, para saber se eles estão cumprindo com o
determinado. Esses estabelecimentos estão localizados nos Estados de São
Paulo, Goiás, Mato Grosso, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Tocantins,
Mato Grosso do Sul, Rondônia e Paraná.
A Rússia é o
país que mais compra carne brasileira. No ano passado, o Brasil exportou
para o mercado russo 945 mil toneladas de carnes, o que corresponde à
cifra de US$ 1,9 bilhão.
Acesse o site www.agricultura.gov.br.
(Com informações do Mapa)
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7 - EBDA espera
beneficiar mais de 120 mil agricultores familiares
Com o investimento de R$ 10 milhões do
Ministério de Desenvolvimento Agrário (MDA) na Empresa Baiana de
Desenvolvimento Agrícola S.A (EBDA), mais de 120 mil agricultores
familiares do Estado devem ser beneficiados neste ano. Essa é a principal
meta da empresa.
Para gerar vantagens ao agricultor
familiar, a empresa espera entregar parte dos 300 veículos, inclusos no
convênio, para as Gerências Regionais da empresa. Serão ministrados
cursos, palestras, seminários para capacitar cerca de 1.000 técnicos da
EBDA e de entidades parceiras quanto a políticas públicas para o
desenvolvimento sustentável. Serão capacitados 200 agricultores em
agroecologia e 1.800 serão inseridos na cadeia produtiva do
leite.
Está previsto também que 240 técnicos e 1.800
agricultores familiares sejam capacitados em metodologia participativa,
para implantar planos de desenvolvimento sustentável em 30 comunidades
rurais. Entre elas, duas são indígenas, com 80 famílias; e uma de
quilombolas, com 40 famílias.
A EBDA é
associada à ABIPTI.
(Com
informações da EBDA)
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8 - Ital testa
técnicas para reduzir as perdas da uva cv. Niagara
Pesquisadores do Instituto de Tecnologia de
Alimentos (Ital) divulgaram, neste mês, um estudo sobre tecnologias
capazes de ampliar a vida útil da uva cv. Niagara. A pesquisa faz parte do
projeto Redução das perdas de uva de mesa cv. Niagara através de
manejo pré e pós-colheita, coordenado pelo pesquisador Maurilo
Monteiro Terra, do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), com
financiamento do CNPq. Um trabalho que também envolveu o Instituto de
Economia Agrícola (IEA) e a Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de
São Paulo (Ceagesp). O Ital é associado à
ABIPTI.
De acordo com o IEA,
o Estado de São Paulo é o maior produtor nacional de uva para mesa. Ele
apresenta 2.089 unidades produtoras com aproximadamente 39 milhões de
plantas e produção anual de 189,7 mil toneladas. As plantações de uva
comum, representada, em especial, pela ‘Niagara Rosada’, correspondem a
89,1% do total de plantas e 49,1% da produção de uva no Estado. Mesmo com
essa produtividade, a fruta sofre com a ação da degrana (queda das bagas
do cacho) e de podridões, o que motiva a rejeição por parte do
consumidor.
Tecnologia
Para dar curso às
pesquisas, foi testada no campo a aplicação de cloreto de cálcio (CaCl2) e
o ácido naftalenoacético (ANA) alguns dias antes da colheita. Houve também
a combinação com técnicas de pós-colheita como o uso de sistemas de
embalagens, a refrigeração e a irradiação ultravioleta (UV-C). No caso do
uso do UV-C, ele foi escolhido por ter se destacado no controle de
podridões na pós-colheita, ser germicida e ter propriedades de indução de
resistência a doenças, além de ser uma alternativa ao emprego de produtos
químicos.
Testes feitos quanto às
embalagens apontaram a caixa de papelão aberta, bandeja de poliestireno
recoberta com filme de PVC e embalagem PET com perfurações como as
melhores opções.
Conheça essa e outras linhas de
pesquisa do Instituto de Tecnologia de Alimentos no site www.ital.sp.gov.br
(Com informações da Ital)
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9 - Apta abre
inscrições para concurso de artigos técnicos
Até o dia 15 de fevereiro, autores de
artigos técnicos que queiram ter seus textos publicados na revista
Tecnologia e Inovação Agropecuária poderão se inscrever no concurso da
Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA). Os temas de cada
edição da revista estão ligados ao Estado de São Paulo e às linhas de
pesquisa da Apta, que é uma instituição associada à
ABIPTI.
Segundo informações da
agência, nesta edição, o tema é Água na Agropecuária. A publicação é
destinada a produtores rurais, professores, estudantes, extensionistas e
demais interessados ou ligados ao desenvolvimento do setor agropecuário.
Veja o edital neste link.
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10 - IB, Embrapa
Meio Ambiente e USP estudam técnica da solarização para combater pragas do
solo
O Instituto Biológico (IB), Embrapa Meio
Ambiente e a Universidade de São Paulo (USP) têm estudado a técnica da
solarização para controlar patógenos, ervas daninhas e outras pragas. A
técnica consiste na colocação de filme plástico transparente sobre a terra
umedecida. O plástico é utilizado como cobertura por três a 12 semanas. A
Embrapa Meio Ambiente é associada à
ABIPTI.
De acordo com a pesquisa,
em texto do IB, a técnica eleva o nível de nutrientes como nitrogênio no
solo e altera a estrutura física e microbiológica da terra, o que resulta
na recuperação de áreas degradadas.
Processo
Por
ser uma técnica relativamente cara, os pesquisadores recomendam um
planejamento da ação e monitoramento da área. Para isso, sugerem que a
solarização do solo deve ser feita antes do cultivo da terra; previamente
devem ser eliminados os torrões do solo, pois eles danificam o plástico
provocando o aparecimento de bolhas de ar, o que minimiza a eficiência do
processo; a área deve ser umedecida para elevar a condutividade térmica do
local; o plástico recomendado é o polietileno de baixa densidade, com
espessura entre 50 e 150 micra; e as bordas do plástico devem ser
enterradas em sulcos com terra de 20 centímetros de
profundidade.
Conheça outras pesquisas do Instituto
Biológico neste site www.biologico.sp.gov.br.
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11 - Iapar
desenvolve nova variedade de maçã para climas quentes
Os pesquisadores do Instituto Agronômico
do Paraná (Iapar) criaram um novo tipo de maçã, que se adapta melhor às
regiões de clima quente. No dia 15 deste mês, o secretário da Agricultura
e do Abastecimento, Valter Bianchini, e o diretor-presidente do Iapar,
José Augusto Picheth, lançaram a descoberta durante a Escola de Governo –
um programa do governo que promove o desenvolvimento intelectual do
servidor público estadual.
A nova variedade se chama
Julieta. Acredita-se que ela possa superar 35 toneladas por hectare de
produtividade. Ela exige menos horas de exposição ao frio durante o
cultivo, se comparada às demais maçãs de clima temperado. O novo tipo
necessita de 300 a 450 horas de frio abaixo de sete graus, enquanto que
outra variedade de maçã chamada Gala necessita de 1.200 horas de frio. Em
1999, o Iapar já havia desenvolvido a variedade de maça Eva, também
indicada para regiões de clima quente. Atualmente, ela é plantada no Rio
Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais e até
Bahia.
Conheça o Iapar neste site www.iapar.br.
(Com
informações do Iapar)
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12 - IP e
Ital são as instituições apresentadas no Conheça o SNPA desta edição
Na edição passada, a seção Conheça o SNPA apresentou o Instituto de
Zootecnia (IZ) e o Instituto de Economia Agrícola (IEA), que fazem parte
da Agência Paulista de Tecnologia do Agronegócio (APTA). Nesta edição, o
Agronégocio & Inovação traz outras duas instituições que também
compõem a Apta: o Instituto de Pesca (IP) e o Instituto de Tecnologia de
alimentos (Ital). A Apta é associada à
ABIPTI.
Para ler o resumo do IP,
acesse este link. Já o texto sobre o Ital, que também é
associado à ABIPTI, pode ser encontrado neste link.
Esta seção tem como objetivo dar maior visibilidade às instituições que
fazem parte do SNPA, por meio de textos sintéticos, o que garante mais
informação aos leitores sobre o setor de agronegócio no país.
As informações são divididas por unidade da
Federação e, a cada edição do informativo, ficam disponíveis no portal da
Agência Gestão C&T de Notícias por este link.
voltar
Agenda . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
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3º Seminário de Tomate sobre Qualidade e
Certificação
25 de janeiro de 2008
Realização:
Incaper
Informações: (28) 3542 6333 e (27) 3248 1181
Site: http://www.incaper.es.gov.br
Local:
Alto Caxixe – Venda Nova do Imigrante-ES
Dia Especial Sobre Organização Rural e Desenvolvimento Regional
Sustentável
26 de Janeiro de 2008
Realização:
AGENCIARURAL
Informações: 62 - 3505-1483
Site: http://www.agenciarural.go.gov.br
Local:
UNIDADE LOCAL DA AGENCIARURAL em TRINDADE
XXVII Congresso Brasileiro de Zoologia
17 a 21 de
fevereiro de 2008
Realização: Universidade Federal do
Paraná
Informações: (41) 3022-1247
Site: http://www.cbz2008.com.br
Local:
Expotrade - Rodovia João Leopoldo Jacomel, nº 10454 Pinhais - PR
4º Minicurso de ELISA para diagnóstico e aplicações no
agronegócio
21 e 22 de fevereiro de 2008
Realização:
Instituto de Zootecnia (IZ)
Informações: (19) 3466-9465
E-mail: keila@iz.sp.gov.br e pires@iz.sp.gov.br
Site: http://www.iz.sp.gov.br/noticia.php?id=196
Local:
Instituto de Zootecnia - Unidade de Biotecnologia aplicada à Produção
Animal - Laboratório de Reprodução – CPDGRA – Sede
voltar
Contato . . . . . . . . . . . . . . . .
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. . . . . . . .
Para assinar este informativo, envie
e-mail com nome, cargo, instituição e telefone para agronegocio_inovacao@abipti.org.br.
Para solicitar sua saída da
lista, também envie o pedido para o mesmo endereço.
Informações . . .
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O informativo quinzenal Agronegócio &
Inovação é um produto da Agência Gestão C&T de Notícias criado por
meio de parcerias institucionais entre a ABIPTI, o Consepa e a Embrapa. Os
responsáveis pela sua realização são as unidades de Arranjos Produtivos
Locais (APLs) e de Tecnologia Industrial Básica (TIB) da ABIPTI,
juntamente com a Unidade de Informação e Gestão Tecnológica (IGT), que é a
responsável pela Agência.
Para obter mais
informações, encaminhe e-mail para agronegocio_inovacao@abipti.org.br.
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Expediente . . . . . .
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Madi
Vice-Presidentes:
Aldair Rizzi, Alfredo
Gontijo, Aristides Monteiro Neto, Isa Assef dos Santos, Kepler Euclides
Filho
Secretário Executivo:
Lynaldo
Cavalcanti de Albuquerque
Unidade de Arranjos Produtivos
Locais (APLs) e de Tecnologia Industrial Básica (TIB)
Gerente:
Joaci Franklin de Medeiros
jfmedeiros@abipti.org.br
Unidade de Informação e Gestão Tecnológica
(IGT)
Gerente:
Alceu Castello Branco
alceu@abipti.org.br
Edição:
Fabiana Santos
DF-7061/JP
fabiana@abipti.org.br
Diagramação:
Eduardo
Oliveira
eduardo@abipti.org.br
Estagiária de Comunicação:
Basilia
Rodrigues – basilia.rodrigues@abipti.org.br
Entidades parceiras:
Conselho Nacional
dos Sistemas Estaduais de Pesquisa Agropecuária (Consepa)
Empresa
Brasileira de Pesquisa Agropecuária
(Embrapa)