Agronegócio & Inovação

 

Brasília, 23 de janeiro de 2008 - Nº 09 - Ano 1


DESTAQUES ____________________________________________

1 - Artigo exclusivo aborda a necessidade de instituições, como a Embrapa, perseguirem o novo paradigma da inovação   


2 - Ibraf defende a existência de um PAC da Fruticultura



LEIA TAMBÉM ___________________________________________


3 - Morre o professor Eurípedes Malavolta da Esalq


4 - Prorrogada chamada para instituições de pesquisa interessadas em elaborar levantamento de produtos agropecuários


5 - Ministro da agricultura fala sobre os próximos dez anos no setor de agronegócio



6 - Acordo é assinado entre os governos brasileiro e russo para comercialização de carne


7 - EBDA espera beneficiar mais de 120 mil agricultores familiares


8 - Ital testa técnicas para reduzir as perdas da uva cv. Niagara


9 - Apta abre inscrições para concurso de artigos técnicos


10 - IB, Embrapa Meio Ambiente e USP estudam técnica da solarização para combater pragas do solo


11 - Iapar desenvolve nova variedade de maçã para climas quentes


12 - IP e Ital são as instituições apresentadas no Conheça o SNPA desta edição


Agenda

 

 

1 - Artigo exclusivo aborda a necessidade de instituições, como a Embrapa, perseguirem o novo paradigma da inovação

     No artigo Empreendedorismo: a cultura que catalisa os saberes científico, tecnológico e empresarial na busca pela inovação, enviado com exclusividade para o Agronegócio & Inovação, os pesquisadores da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia Félix Andrade da Silva e Sergio Mauro Folle falam sobre a importância que a inovação assume na agenda do crescimento do país. Também é abordada a Lei de Inovação, que procura estimular e direcionar as instituições científicas e tecnológicas para o ambiente empreendedor.
    No que diz respeito à Embrapa, o texto chama atenção para o papel estratégico desempenhado pelo Programa de Apoio ao Desenvolvimento de Novas Empresas de Base Tecnológica Agropecuária e à Transferência de Tecnologia da Embrapa (Proeta), “enquanto agente promotor da cultura da inovação e do empreendedorismo, seja no âmbito da empresa, seja junto aos demais parceiros institucionais do programa”.

    Leia a íntegra do artigo:

    Empreendedorismo: a cultura que catalisa os saberes científico, tecnológico e empresarial na busca pela inovação.

                                                                                                            Félix Andrade da Silva
                                                                                                            Consultor do PROETA - Incubação de Agronegócios
                                                                                                            Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia

                                                                                                            Sergio Mauro Folle
                                                                                                            Chefe-Adjunto de Comunicação e Negócios
                                                                                                            Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia

    Durante a comemoração do 33º aniversário da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, no dia 10 de dezembro de 2007, o diretor-presidente da Embrapa, Silvio Crestana, chamou a atenção para a importância que a inovação assume na agenda de crescimento econômico do país. Citou especificamente a necessidade de instituições de pesquisa como a Embrapa estarem perseguindo esse novo paradigma mediante a “convergência dos saberes científico, tecnológico e empresarial”.
    Esses 3 tipos de saberes estão presentes na Embrapa, porém ainda de forma assimétrica e distantes entre si, com destaque para o “saber empresarial”, aquele que se nutre do conhecimento científico e tecnológico para gerar negócios e empreendimentos inovadores, promovendo soluções para as demandas da sociedade e o lucro para empresas.
    Nesse novo cenário, o “saber empresarial” deixa de ser exclusivo das empresas para também fazer parte das universidades e das instituições de pesquisa. A Lei de Inovação (Lei Federal nº. 10.973, de 02/12/2004) procura justamente estimular e direcionar a Instituição Científica e Tecnológica (ICT) para esse ambiente empreendedor. A partir da Lei de Inovação tão importante quanto gerar conhecimento é criar mecanismos eficazes que permitam a sua transferência e apropriação pela sociedade. Significa dizer que na avaliação da perfomance da ICT, além dos indicadores de pesquisa (papers e publicações) passam a ser considerados também, os indicadores de inovação (número de patentes licenciadas, montante de royalties recebidos, quantidade de empresas e empregos viabilizados por determinada tecnologia, número de pesquisadores envolvidos com projetos de inovação, etc).
    No ambiente de empreendedorismo, que convive constantemente com riscos, desafios e incertezas, as ICTs precisam ser mais ágeis e criativas, atentas às demandas da sociedade, abertas à cooperação e à negociação com o setor empresarial. Os pesquisadores, por outro lado, precisam guiar seus projetos tendo em mente sempre a possibilidade de transformar suas pesquisas em resultados e utilizá-las como plataforma de lançamento de novos negócios e de atração de investimentos para realimentar a pesquisa. Tais mudanças implicam na adoção de uma mentalidade empreendedora, devendo esta ser encarada não como uma estratégia ou como uma política da ICT, mas antes de tudo, como um estado de espírito.
    Nas duas situações colocadas, a Lei de Inovação incorpora dispositivos que favorecem tanto a constituição de alianças estratégicas entre as ICTs e as empresas, quanto estimulam e premiam, inclusive com ganhos pecuniários, o maior envolvimento do pesquisador com o desenvolvimento de projetos voltados para a inovação. Com a lei, o pesquisador passa a ter o seu trabalho reconhecido e valorizado sempre que este propiciar, para a ICT e à sociedade, resultados econômicos e sociais efetivos.
    Esse movimento mais forte e acelerado da pesquisa em direção ao mundo dos negócios e proposto pela Lei de Inovação, já é uma tendência irreversível principalmente nos países desenvolvidos, onde as universidades e os centros de pesquisa interagem fortemente com as empresas, tornando isso uma prática usual e corriqueira. Nesse novo ambiente de negócios, onde o empreendedorismo passou a ser o motor e o combustível da inovação, a pesquisa e a tecnologia geradas pelas ICTs passou a ser um ativo indispensável nessa nova relação comercial que visa a criação de produtos e processos com alto valor agregado e que contribuem para aumentar a competitividade das empresas e melhorar a qualidade de vida da população.
    Por outro lado, a perspectiva das ICTs contarem com o aporte adicional e variado de recursos financeiros (royalties sobre o licenciamento de patentes, criação de empresas de base tecnológica - spin-offs, celebração de contratos de transferência de tecnologia, disponibilização de infra-estrutura e laboratórios etc) além dos aportes tradicionais oriundos das fontes governamentais, abrem novas perspectivas no que tange a sua sustentabilidade e em termos de autonomia para atender aos desafios dessa nova sociedade alcunhada como sociedade do conhecimento.
    No tocante a Embrapa chama-se a atenção para o papel estratégico desempenhado pelo seu programa de incubação de agronegócios, denominado Programa de Apoio ao Desenvolvimento de Novas Empresas de Base Tecnológica Agropecuária e à Transferência de Tecnologia da Embrapa - PROETA, enquanto agente promotor da cultura da inovação e do empreendedorismo, seja no âmbito da empresa, seja junto aos demais parceiros institucionais do programa.
    No Distrito Federal cabe destacar o engajamento da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia nas questões com foco na inovação, onde além de coordenar as ações locais do PROETA, com o apoio da Embrapa Cerrados e da Embrapa Hortaliças, podem ser mencionadas também as iniciativas em curso em relação ao forte estímulo interno à ampliação do depósito de patentes por parte de seus pesquisadores, assim como atuar juntamente com a UnB e o GDF, no processo de implantação do Parque Sucupira de Biotecnologia e Agronegócios que deverá abrigar no futuro empresas de base tecnológica e instituições de ensino, de pesquisa e de desenvolvimento.
    Dentre os vários mecanismos existentes para viabilizar a transferência de tecnologia destaca-se o de incubação de empresas, cujo processo consiste num conjunto de estímulos e formas de apoios oriundos de um ou mais atores (públicos e privados) com interesse genuíno na criação, desenvolvimento e consolidação de novas empresas, em particular àquelas que tenham como principal característica a de incorporar em seus produtos e serviços maior conteúdo de conhecimento e tecnologia, comparativamente com empresas tradicioniais de um mesmo segmento.
    As assim chamadas Incubadoras de Empresas, cerca de 400 em todo o país, se destacam por oferecer aos futuros empresários condições especiais de desenvolvimento de negócios que as empresas tradicionais em sua grande maioria não têm acesso e que por isso mesmo acabam justificando o insucesso das mesmas.
    A Embrapa tem como um dos objetivos de sua missão a geração e transferência de conhecimentos e tecnologias, em benefício da sociedade e, embora não promova diretamente a alocação de incubadoras em suas Unidades, a empresa desenvolve desde 2001, em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento - BID, o Programa de Apoio ao Desenvolvimento de Novas Empresas de Base Tecnológica Agropecuária – PROETA.
    A partir dessa parceria e contando com recursos financeiros do Fundo Multilateral de Investimento – FUMIN, administrado pelo BID, o PROETA tem servido como um importante instrumento para estimular a transferência de tecnologias geradas e adaptadas pela Embrapa para empresas nascentes, mediante a celebração de convênios de cooperação com incubadoras já existentes. Por sinal, este é um aspecto do programa que  merece destaque: a Embrapa é a única ICT que temos conhecimento que vem disponibilizando tecnologia própria para apoiar empresas incubadas no país.
    Dessa forma, a Embrapa não só atende a sua missão maior de levar soluções inovadoras para a sociedade como também presta uma contribuição relevante a cultura empreendedora do país, apoiando o surgimento de micro e pequenas empresas de base tecnológica com foco no agronegócio, podendo inclusive, servir como estudo de caso para outras instituições que tenham interesse em apoiar empresas de base tecnológica voltadas para esse importante setor da economia brasileira.
    Por outro lado, os resultados alcançados até o momento pelo PROETA, a multiplicidade de conhecimentos gerados, assim como as reflexões formuladas e as lições aprendidas ao longo da operacionalização do programa, têm aportado contribuições adicionais e valiosas para o aperfeiçoamento e consolidação da cultura e da política de inovação da empresa. Nesse sentido, a internalização da Lei de Inovação na Embrapa deve ser encarada como uma excelente oportunidade para se promover essa mudança de forma mais generalizada na empresa, empreendendo ao seu modelo de gestão, uma mentalidade mais ousada e que ofereça a instituição maior agilidade operacional na relação com o mercado.
    O PROETA catalisa dessa forma, os saberes científico, tecnológico e empresarial da Embrapa ao apoiar o surgimento e fortalecimento de empresas de base tecnológica e, ao mesmo tempo, contribuir para alavancar uma cultura de inovação e de empreendedorismo no âmbito de uma ICT, que tem como principal desafio, buscar para si um novo patamar de atuação, alinhado com a visão de excelência até aqui alcançada e incorporando mudanças para o pleno cumprimento de sua missão no futuro.

voltar


2 - Ibraf defende a existência de um PAC da Fruticultura

     No mês de junho do ano passado, o Instituto Brasileiro de Frutas (Ibraf) apresentou ao Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa) diversas propostas para o desenvolvimento do setor de fruticultura. O documento foi elaborado pela Câmara Setorial da Cadeia Produtiva das Frutas vinculada ao Mapa e, por motivar o crescimento do setor, passou a ser conhecido como o PAC da Fruticultura - Programa para Aceleração do Crescimento da Fruticultura. O documento ainda está em análise no Ministério da Agricultura. 
    Em entrevista ao Agronegócio & Inovação, o presidente do Ibraf, Moacyr Saraiva Fernandes, argumentou que para dar curso à proposta de aceleração do crescimento no mercado de frutas no Brasil, devem ser investidos, até 2011, R$ 70 milhões em pesquisa e desenvolvimento pela Embrapa. “Mais R$ 20 milhões devem ser investidos pelo Mapa, para apoiar a fruticultura. As reivindicações quanto à infra-estrutura serão abrangidas pelo PAC do governo federal”, afirma Moacyr.
    De acordo com ele, a fruticultura brasileira está crescendo tanto no mercado interno quanto no externo. Atualmente, o país produz 42 milhões de toneladas distribuídas por 2,3 milhões hectares, o que mantém o Brasil na terceira posição no raking de maiores produtores mundiais de frutas. Moacyr também ressalta que cada hectare cultivado gera oportunidade de emprego para dois a cinco trabalhadores.
    “Com o PAC da Fruticultura projetamos que até 2011 haja um crescimento de investimentos privados na ordem de 10,2% anualmente, considerando como base o valor de R$ 170 milhões referente ao ano de 2006”, estima Moacyr.
    Entre as propostas apresentadas estão: a inclusão da manga, abacaxi, mamão, melão e melancia no plano de recursos para subvenção do Mapa, durante o triênio 2007/2009; a criação de uma lei de segurança dos alimentos, que exija dos fornecedores informações seguras como processo, procedência e insumos utilizados e a introdução de frutas e sucos nas merendas escolares de todo o país.

    PAC
    Para o presidente do Ibraf, o Programa de Acelaração do Crescimento do governo federal não contemplou diretamente o setor de frutas, mas ele acredita que a comercialização de frutas será beneficiada de forma indireta, já que o programa prevê investimentos em estradas, ferrovias, aeroportos e portos.
    Veja a proposta do PAC da Fruticultura na íntegra neste link.
    (Basilia Rodrigues para o Agronegócio & Inovação)

voltar


3 - Morre o professor Eurípedes Malavolta da Esalq

     Morreu, no dia 19 deste mês, por falência múltipla dos órgãos, o professor Eurípedes Malavolta, diretor da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq). Malavolta tinha 81 anos, nasceu em Araraquara (SP), e era formado em engenharia agronômica.
    Entre os principais feitos, o professor Malavolta é o responsável pela implantação dos primeiros cursos formais de pós-graduação da América Latina ao nível de Doutorado em Ciências Agrárias na Esalq.  Ele também representou o Brasil, em 1963, na Conferência das Nações Unidas sobre Ciência e Tecnologia em Benefício das Áreas Menos Desenvolvidas, realizada em Genebra. Em 1964, Malavolta foi eleito membro da Academia Brasileira de Ciências. Desde 1995, ele era membro honorário da Sociedade Brasileira de Ciência do Solo.
    Malavolta dedicou parte da vida à carreira acadêmica e de pesquisas. Participou de 169 reuniões científicas no Brasil e no exterior; orientou 40 Mestres e 53 Doutores, tem 45 livros publicados em português, espanhol, inglês e híndi; e reúne 823 trabalhos de pesquisas, publicados no Brasil e no exterior.
    (Com informações da Esalq)

voltar


4 - Prorrogada chamada para instituições de pesquisa interessadas em elaborar levantamento de produtos agropecuários

     A chamada para a seleção de instituições de pesquisa interessadas em elaborar um levantamento dos custos de produção, beneficiamento e distribuição de produtos agropecuários, feitos por agricultores familiares, foi prorrogada até 28 de janeiro. Essa é uma ação realizada pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) e pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS)
    As instituições que queiram participar deverão enviar as propostas para o endereço: Diretoria de Programas da Secretaria Executiva; Projeto FAO - UTF/BRA/064/BRAA/C: Dr. Valdomiro Luís de Sousa; Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome; Esplanada dos Ministérios, Bloco C, 6º andar, sala 616; Brasília – DF / CEP: 70.046-900.
    Mais informações pelo e-mail lea.dantas@mds.gov.br ou pelo telefone 0800 707 2003.
    (Com informações da Universidade de Brasília)

voltar


5 - Ministro da agricultura fala sobre os próximos dez anos no setor de agronegócio

     No dia 9, deste mês, o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Reinhold Stephanes, anunciou, em comunicado coletivo à imprensa, perspectivas positivas para produtos agrícolas exportados pelo Brasil. Para este ano, ele descarta a possibilidade de inflação sobre os preços dos alimentos. Ele também fez algumas estimativas para os próximos 10 anos quanto a produtos orgânicos, arroz e feijão.
    Sobre os produtos orgânicos, o ministro demonstrou otimismo quanto ao aumento da demanda por esses produtos. Ele acredita que os mercados interno e externo se interessem cada vez mais por orgânicos.

    Arroz e feijão
    Reinhold Stephanes analisou os motivos que acarretaram a queda na oferta de feijão nesta safra – o que causou aumento de preços em todo o Brasil. Ele reafirmou o que foi divulgado anteriormente: de que o fato se deve a problemas com o clima no país. Em 2008, a situação deverá ser normalizada. Uma das formas apontadas é que as três safras anuais do feijão aumentem a produção a ponto de superar a demanda interna. Já com o arroz, a situação é diferente: a produção, de acordo com o ministro, é excessiva. Ainda assim, se em 2006/2007, foram produzidos 11,3 milhões de toneladas, para a safra 2017/2018, é esperada a produção de 13,1 milhões de toneladas.

    Mercado externo
    Segundo o ministro, os preços internacionais continuarão em alta, entre os motivos estão: crescimento da economia mundial; mudanças climáticas e uso de produtos agrícolas como fonte de biocombustível.
    Ele também acredita que em 2018, o Brasil possa ultrapassar os Estados Unidos, quanto a ser o maior exportador mundial de soja. A produção de soja no Brasil chegaria, na safra de 2017/2018, a 75,3 milhões de toneladas, valor equivalente a 52% do que é produzido atualmente.
    Acesse o site www.agricultura.gov.br.
    (Com informações da Agência Brasil)

voltar


6 - Acordo é assinado entre os governos brasileiro e russo para comercialização de carne

     No dia 18, deste mês, o secretário de Defesa Agropecuária, Inácio Kroetz, e o diretor do Serviço Federal de Supervisão Sanitária e Fitossanitária da Rússia, Serguey Dankvert, assinaram um acordo que estabelece procedimentos sanitários para os estabelecimentos brasileiros que têm a permissão de exportar carne (bovina, suína e de aves) ao mercado russo.
    Fica acertado que os fiscais brasileiros do Serviço Federal de Inspeção (SIF) continuarão a fazer as vistorias nos frigoríficos; a reinspeção, feita nos portos nos quais as carnes são embarcadas, também será realizada somente por fiscais brasileiros, sendo, no caso, do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa) da Secretaria de Defesa Agropecuária. Em solo russo, atuarão os fiscais do próprio país.
    Mesmo com o acordo, a Rússia ainda quer inspecionar alguns estabelecimentos no Brasil, para saber se eles estão cumprindo com o determinado. Esses estabelecimentos estão localizados nos Estados de São Paulo, Goiás, Mato Grosso, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Tocantins, Mato Grosso do Sul, Rondônia e Paraná.
    A Rússia é o país que mais compra carne brasileira. No ano passado, o Brasil exportou para o mercado russo 945 mil toneladas de carnes, o que corresponde à cifra de US$ 1,9 bilhão.
    Acesse o site www.agricultura.gov.br.
    (Com informações do Mapa)

voltar


7 - EBDA espera beneficiar mais de 120 mil agricultores familiares

     Com o investimento de R$ 10 milhões do Ministério de Desenvolvimento Agrário (MDA) na Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola S.A (EBDA), mais de 120 mil agricultores familiares do Estado devem ser beneficiados neste ano. Essa é a principal meta da empresa.
    Para gerar vantagens ao agricultor familiar, a empresa espera entregar parte dos 300 veículos, inclusos no convênio, para as Gerências Regionais da empresa. Serão ministrados cursos, palestras, seminários para capacitar cerca de 1.000 técnicos da EBDA e de entidades parceiras quanto a políticas públicas para o desenvolvimento sustentável. Serão capacitados 200 agricultores em agroecologia e 1.800 serão inseridos na cadeia produtiva do leite.
    Está previsto também que 240 técnicos e 1.800 agricultores familiares sejam capacitados em metodologia participativa, para implantar planos de desenvolvimento sustentável em 30 comunidades rurais. Entre elas, duas são indígenas, com 80 famílias; e uma de quilombolas, com 40 famílias.
    A EBDA é associada à ABIPTI.
    (Com informações da EBDA)

voltar


8 - Ital testa técnicas para reduzir as perdas da uva cv. Niagara

     Pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital) divulgaram, neste mês, um estudo sobre tecnologias capazes de ampliar a vida útil da uva cv. Niagara. A pesquisa faz parte do projeto Redução das perdas de uva de mesa cv. Niagara através de manejo pré e pós-colheita, coordenado pelo pesquisador Maurilo Monteiro Terra, do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), com financiamento do CNPq. Um trabalho que também envolveu o Instituto de Economia Agrícola (IEA) e a Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp). O Ital é associado à ABIPTI.
     De acordo com o IEA, o Estado de São Paulo é o maior produtor nacional de uva para mesa. Ele apresenta 2.089 unidades produtoras com aproximadamente 39 milhões de plantas e produção anual de 189,7 mil toneladas. As plantações de uva comum, representada, em especial, pela ‘Niagara Rosada’, correspondem a 89,1% do total de plantas e 49,1% da produção de uva no Estado. Mesmo com essa produtividade, a fruta sofre com a ação da degrana (queda das bagas do cacho) e de podridões, o que motiva a rejeição por parte do consumidor.

     Tecnologia
     Para dar curso às pesquisas, foi testada no campo a aplicação de cloreto de cálcio (CaCl2) e o ácido naftalenoacético (ANA) alguns dias antes da colheita. Houve também a combinação com técnicas de pós-colheita como o uso de sistemas de embalagens, a refrigeração e a irradiação ultravioleta (UV-C). No caso do uso do UV-C, ele foi escolhido por ter se destacado no controle de podridões na pós-colheita, ser germicida e ter propriedades de indução de resistência a doenças, além de ser uma alternativa ao emprego de produtos químicos. 
     Testes feitos quanto às embalagens apontaram a caixa de papelão aberta, bandeja de poliestireno recoberta com filme de PVC e embalagem PET com perfurações como as melhores opções.
    Conheça essa e outras linhas de pesquisa do Instituto de Tecnologia de Alimentos no site www.ital.sp.gov.br
     (Com informações da Ital)

voltar


9 - Apta abre inscrições para concurso de artigos técnicos

      Até o dia 15 de fevereiro, autores de artigos técnicos que queiram ter seus textos publicados na revista Tecnologia e Inovação Agropecuária poderão se inscrever no concurso da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA). Os temas de cada edição da revista estão ligados ao Estado de São Paulo e às linhas de pesquisa da Apta, que é uma instituição associada à ABIPTI.
    Segundo informações da agência, nesta edição, o tema é Água na Agropecuária. A publicação é destinada a produtores rurais, professores, estudantes, extensionistas e demais interessados ou ligados ao desenvolvimento do setor agropecuário.
    Veja o edital neste link

voltar


10 - IB, Embrapa Meio Ambiente e USP estudam técnica da solarização para combater pragas do solo

     O Instituto Biológico (IB), Embrapa Meio Ambiente e a Universidade de São Paulo (USP) têm estudado a técnica da solarização para controlar patógenos, ervas daninhas e outras pragas. A técnica consiste na colocação de filme plástico transparente sobre a terra umedecida. O plástico é utilizado como cobertura por três a 12 semanas. A Embrapa Meio Ambiente é associada à ABIPTI.
    De acordo com a pesquisa, em texto do IB, a técnica eleva o nível de nutrientes como nitrogênio no solo e altera a estrutura física e microbiológica da terra, o que resulta na recuperação de áreas degradadas.

    Processo
    Por ser uma técnica relativamente cara, os pesquisadores recomendam um planejamento da ação e monitoramento da área. Para isso, sugerem que a solarização do solo deve ser feita antes do cultivo da terra; previamente devem ser eliminados os torrões do solo, pois eles danificam o plástico provocando o aparecimento de bolhas de ar, o que minimiza a eficiência do processo; a área deve ser umedecida para elevar a condutividade térmica do local; o plástico recomendado é o polietileno de baixa densidade, com espessura entre 50 e 150 micra; e as bordas do plástico devem ser enterradas em sulcos com terra de 20 centímetros de profundidade.
    Conheça outras pesquisas do Instituto Biológico neste site www.biologico.sp.gov.br.

voltar


11 - Iapar desenvolve nova variedade de maçã para climas quentes

     Os pesquisadores do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) criaram um novo tipo de maçã, que se adapta melhor às regiões de clima quente. No dia 15 deste mês, o secretário da Agricultura e do Abastecimento, Valter Bianchini, e o diretor-presidente do Iapar, José Augusto Picheth, lançaram a descoberta durante a Escola de Governo – um programa do governo que promove o desenvolvimento intelectual do servidor público estadual.
    A nova variedade se chama Julieta. Acredita-se que ela possa superar 35 toneladas por hectare de produtividade. Ela exige menos horas de exposição ao frio durante o cultivo, se comparada às demais maçãs de clima temperado. O novo tipo necessita de 300 a 450 horas de frio abaixo de sete graus, enquanto que outra variedade de maçã chamada Gala necessita de 1.200 horas de frio. Em 1999, o Iapar já havia desenvolvido a variedade de maça Eva, também indicada para regiões de clima quente. Atualmente, ela é plantada no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais e até Bahia.
    Conheça o Iapar neste site www.iapar.br.
    (Com informações do Iapar)

voltar


12 - IP e Ital são as instituições apresentadas no Conheça o SNPA desta edição  

     Na edição passada, a seção Conheça o SNPA apresentou o Instituto de Zootecnia (IZ) e o Instituto de Economia Agrícola (IEA), que fazem parte da Agência Paulista de Tecnologia do Agronegócio (APTA). Nesta edição, o Agronégocio & Inovação traz outras duas instituições que também compõem a Apta: o Instituto de Pesca (IP) e o Instituto de Tecnologia de alimentos (Ital). A Apta é associada à ABIPTI.
    Para ler o resumo do IP, acesse este link. Já o texto sobre o Ital, que também é associado à ABIPTI, pode ser encontrado neste link.
    Esta seção tem como objetivo dar maior visibilidade às instituições que fazem parte do SNPA, por meio de textos sintéticos, o que garante mais informação aos leitores sobre o setor de agronegócio no país.
    As informações são divididas por unidade da Federação e, a cada edição do informativo, ficam disponíveis no portal da Agência Gestão C&T de Notícias por este link.

voltar



Agenda . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

3º Seminário de Tomate sobre Qualidade e Certificação
25 de janeiro de 2008
Realização: Incaper
Informações: (28) 3542 6333 e (27) 3248 1181
Site: http://www.incaper.es.gov.br
Local: Alto Caxixe – Venda Nova do Imigrante-ES

Dia Especial Sobre Organização Rural e Desenvolvimento Regional Sustentável
26 de Janeiro de 2008
Realização: AGENCIARURAL
Informações: 62 - 3505-1483
Site: http://www.agenciarural.go.gov.br
Local: UNIDADE LOCAL DA AGENCIARURAL  em TRINDADE

XXVII Congresso Brasileiro de Zoologia
17 a 21 de fevereiro de 2008
Realização: Universidade Federal do Paraná
Informações: (41) 3022-1247
Site: http://www.cbz2008.com.br
Local: Expotrade - Rodovia João Leopoldo Jacomel, nº 10454 Pinhais - PR

4º Minicurso de ELISA para diagnóstico e aplicações no agronegócio
21 e 22 de fevereiro de 2008
Realização: Instituto de Zootecnia (IZ)
Informações: (19) 3466-9465
E-mail: keila@iz.sp.gov.br e pires@iz.sp.gov.br
Site: http://www.iz.sp.gov.br/noticia.php?id=196
Local: Instituto de Zootecnia - Unidade de Biotecnologia aplicada à Produção Animal - Laboratório de Reprodução – CPDGRA – Sede 

voltar

 

Contato . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

     Para assinar este informativo, envie e-mail com nome, cargo, instituição e telefone para agronegocio_inovacao@abipti.org.br.

    Para solicitar sua saída da lista, também envie o pedido para o mesmo endereço.


Informações
  . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

    O informativo quinzenal Agronegócio & Inovação é um produto da Agência Gestão C&T de Notícias criado por meio de parcerias institucionais entre a ABIPTI, o Consepa e a Embrapa. Os responsáveis pela sua realização são as unidades de Arranjos Produtivos Locais (APLs) e de Tecnologia Industrial Básica (TIB) da ABIPTI, juntamente com a Unidade de Informação e Gestão Tecnológica (IGT), que é a responsável pela Agência. 

   Para obter mais informações, encaminhe e-mail para agronegocio_inovacao@abipti.org.br.
   Telefones: (61) 3348-3129 e (61) 3348-3113.


Expediente  . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .


ABIPTI - Associação Brasileira das Instituições de Pesquisa Tecnológica
www.abipti.org.br

Presidente:
Luis Fernando Ceribelli Madi

Vice-Presidentes:
Aldair Rizzi, Alfredo Gontijo, Aristides Monteiro Neto, Isa Assef dos Santos, Kepler Euclides Filho

Secretário Executivo:
Lynaldo Cavalcanti de Albuquerque

Unidade de Arranjos Produtivos Locais (APLs) e de Tecnologia Industrial Básica (TIB)

Gerente:
Joaci Franklin de Medeiros
jfmedeiros@abipti.org.br

Unidade de Informação e Gestão Tecnológica (IGT)

Gerente:
Alceu Castello Branco
alceu@abipti.org.br

Edição:
Fabiana Santos
DF-7061/JP
fabiana@abipti.org.br

Diagramação: 
Eduardo Oliveira 
eduardo@abipti.org.br

Estagiária de Comunicação:
Basilia Rodrigues – basilia.rodrigues@abipti.org.br  

Entidades parceiras:
Conselho Nacional dos Sistemas Estaduais de Pesquisa Agropecuária (Consepa)
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa)