
Brasília, 28 de novembro de 2007
- Nº 06 - Ano 1
DESTAQUES
_____________________________________________
1 -
Silvio Crestana afirma que SNPA encontra-se num processo de
recuperação
2 - Ministro Sergio Rezende ressalta a
necessidade de articular resultados de pesquisas com a realidade da
agricultura e do campo
NOTÍCIAS
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3 - André Yves
Cribb escreve mais um artigo sobre inovação no Brasil
4 - Embrapa identifica novo tipo de praga que ataca plantas
de mamoneira
5 - Mapa aprova zoneamento de risco
climático para a cultura do feijão nos Estados de Rondônia e Paraná
6 - Secretaria de Política Agrícola realiza Zoneamento
Agropecuário para a cultura de mandioca no Estado do Maranhão
7 - Livro sobre o uso das plantas contra a poluição será
lançado
8 - Embrapa prorroga acordo de cooperação com instituto
japonês até 2013
9 - Embrapa e MDA estabelecem parceria para
distribuir sementes no Semi-Árido
10 - Mapa divulga estudo
sobre economia agrícola
Agenda
1 -
Silvio Crestana afirma que SNPA encontra-se num processo de
recuperação
Em entrevista exclusiva
concedida ao informativo Agronegócio & Inovação, o presidente da
Embrapa, Silvio Crestana, fala que o Sistema Nacional de Pesquisa
Agropecuária (SNPA) se encontra num processo de recuperação. Ele destaca o
fato de a Embrapa ser um braço tecnológico do Mapa e que, para ele, a
empresa tem estado sempre à altura de seus desafios científicos, “não
importa a década”. Ele ressaltou que a atuação da empresa tem sido “na
exata medida dos desafios que
enfrenta”. Outro fato destacado por
Crestana é a inserção do fortalecimento das organizações estaduais de
pesquisa agropecuária como uma das metas no recém-lançado Plano de Ação
2007-2010: Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Nacional,
do Ministério de Ciência e Tecnologia. “É um testemunho do esforço da
Embrapa junto às demais instâncias de governo em valorizar o Sistema como
um todo”. Confira a íntegra da
entrevista:
Como o senhor
avalia o Sistema Nacional de Pesquisa Agropecuária atualmente. Que tipo de
atuação da Embrapa tem sido essencial para alavancar o
setor?
Silvio Crestana - O Sistema encontra-se num
processo de recuperação. Ao longo de duas décadas as instituições
estaduais de pesquisa receberam menos atenção do que a necessária, por
parte da maioria dos governos estaduais, o que resultou em declínio na
agenda de pesquisa destas
instituições. Neste momento, há uma
retomada dos mecanismos de cooperação e de ação conjunta. Há um real
sentimento por parte da Embrapa que o fortalecimento do SNPA é condição
fundamental para o seu próprio desempenho. Para o país é fundamental
contar com instituições estaduais de pesquisa agropecuária fortes, a fim
de que complemente o que a Embrapa vem fazendo e possa potencializar a
ação de desenvolvimento tecnológico nos Estados e
regiões. A Embrapa tem se colocado ao
lado das instituições que compõem o SNPA nas grandes negociações políticas
com o governo Federal e com os governos estaduais, no sentido de deixar
claro que estas duas redes, a Rede Embrapa, e as instituições que formam o
Consepa são complementares. A presença de pontos frágeis no sistema é
fator limitante e compromete o desempenho do sistema como um
todo. De modo prático, a Embrapa tem se
empenhado em destinar recursos financeiros, apoio de recursos humanos e
compartilhamento de infra-estrutura visando o fortalecimento das agendas
de pesquisa das co-irmãs estaduais. Para tanto, tem contado com o apoio do
Ministério da Agricultura, do Ministério de Ciência e Tecnologia e do
Ministério do Desenvolvimento Agrário, em caráter
especial. A inserção do fortalecimento
das organizações estaduais de pesquisa agropecuária como uma das metas no
recém-lançado Plano de Ação 2007-2010: Ciência, Tecnologia e Inovação para
o Desenvolvimento Nacional, do Ministério de Ciência e Tecnologia é um
testemunho do esforço da Embrapa junto às demais instâncias de governo em
valorizar o Sistema como um
todo. Muitos pesquisadores ressaltam que o auge de atuação da
Embrapa foi nas décadas de 1970 e 1980. Como o senhor avalia a atuação da
Embrapa naqueles anos e nas décadas seguintes (1990 e anos
2000)?
Silvio Crestana - A nossa avaliação é que a
Embrapa tem estado sempre à altura de seus desafios científicos, não
importa a década, e que sua atuação é na exata medida dos desafios que
enfrenta. Mas, penso que ela, muitas vezes, se antecipa aos desafios. É
importante lembrar, ainda, que a equipe foi praticamente a mesma entre os
anos 1975 e 2000. A cultura da empresa e de seus empregados tem sido
sempre a de servir ao bem-estar da população, ao desenvolvimento econômico
e social do país, no geral, e ao crescimento do negócio agrícola, em
particular. Pedindo licença para usar uma expressão caseira, o que a gente
vê e sente é que os empregados da Embrapa, em qualquer década, não deixam,
nunca, “a peteca cair“.
O ministro da
Agricultura, Reinhold Stephanes, tem frisado a atuação do ministério na
área de defesa agropecuária. Como está, atualmente, a atuação das unidades
da Embrapa com relação a essas questões?
Silvio
Crestana - A Embrapa é um braço tecnológico do Ministério
da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) no agronegócio e dentro da
área de defesa agropecuária não é diferente. Nós trabalhamos para que as
soluções tecnológicas possam ser colocadas à disposição do Mapa e,
conseqüentemente, do sistema produtivo
correspondente. O trabalho da
Embrapa vem sendo executado à medida que surgem as demandas do sistema
produtivo ou do próprio ministério. Estudamos os principais problemas
levantados como a doença da vaca louca, a influenza aviária e a febre
aftosa, enfermidades de importância mundial, que se não houver tecnologia
disponível para o controle, podem dizimar a produção bovina e avícola do
país. Hoje temos a Embrapa Suínos e Aves,
a Embrapa Gado de Leite, a Embrapa Gado de Corte e a Embrapa Caprinos
trabalhando no desenvolvimento de projetos voltados ao atendimento de
demandas da defesa sanitária. A Embrapa Pecuária Sul também atua na área,
porém, em menor escala. A unidade possui um trabalho muito bom na área de
controle de verminose. Contamos com a
parceria de várias instituições para desenvolver projetos. O Centro
Pan-Americano de Febre Aftosa (Panaftosa), por exemplo, firmou acordo com
a Embrapa visando pesquisas em algumas doenças de importâncias
estratégicas para a pecuária brasileira a exemplo da Febre Aftosa.
Estamos em colaboração com o Mapa, e em parceria com a Universidade
Federal do Mato Grosso do Sul, desenvolvendo um sistema de controle da
movimentação animal, inclusive com a emissão de guia de transporte animal
(GTA). Desenvolvemos outras ações em
parceria com a Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA/Mapa), como a
criação de um software denominado WebGran, que permite o
mapeamento das granjas do país, disponibilizando via internet, dados sobre
a quantidade e localização de estabelecimentos avícolas, além do número de
animais e tipos de criação. Outra iniciativa é a implementação do Sistema
de Gestão Territorial para Defesa Agropecuária na Faixa de Fronteiras e de
Boas Práticas Agropecuárias, com o objetivo de repassar ao produtor rural
informações sobre as novas demandas de mercado e prepará-lo para
atendê-las, proporcionando ao consumidor produtos de qualidade e
segurança, dentro dos padrões internacionais de sanidade, de bem-estar
animal e de cuidados com o meio ambiente; entre
outras. No entanto, a demanda é
crescente, os custos das pesquisas são cada vez maiores, o que requer
apoio contínuo e maciço na adequação e no desenvolvimento tecnológico
apropriado para atender os mercados nacional e internacional, que estão
cada vez mais exigentes no tocante à qualidade dos produtos. Temos que nos
adequar para desenvolver sistemas de produção acreditados
internacionalmente, mesmo com todas as dificuldades encontradas, e dentro
do contexto das necessidades, a Embrapa vem atuando e produzindo
resultados que têm atendido aos principais problemas que o setor demanda,
tanto da cadeia produtiva, quanto do Mapa.
Quais são as
previsões de orçamento para a Embrapa em 2008? E os valores previstos no
PPA 2008-2011?
Silvio
Crestana - A expectativa da Embrapa é positiva. Esperamos
que os recursos para a empresa, tanto no Orçamento quanto no PPA, sejam
maiores, se comparados aos de 2007. Mas ainda é cedo para qualquer posição
a respeito, pois ainda há toda uma tramitação do processo a ser cumprida,
inclusive a votação das emendas de bancadas e de
comissões. Nosso esforço tem sido o de
ressaltar a importância da pesquisa agropecuária. Penso que a criação da
Frente Parlamentar de Apoio à Pesquisa Agropecuária e Transferência de
Tecnologia, em 2007, reflete esse esforço e contribui para nossa melhor
expectativa. (Fabiana
Santos para o Agronegócio & Inovação)
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2 - Ministro Sergio Rezende ressalta a necessidade de
articular resultados de pesquisas com a realidade da agricultura e do
campo
O ministro da
Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, disse que é necessário promover uma
articulação mais eficaz entre os resultados das pesquisas científicas e
tecnológicas e as questões reais existentes na agricultura e no campo. A
afirmação foi feita ontem (27) durante abertura do 2º Congresso da Rede
Brasileira de Tecnologia de Biodiesel, em Brasília (DF). O evento é
realizado pelo MCT e pela
ABIPTI. Para
Rezende, essa articulação entre pesquisas e produtores é fundamental para
que a agricultura brasileira, sobretudo no tocante aos pequenos
agricultores, alcance um patamar capaz de reduzir as disparidades sociais
existentes entre as regiões do país. “É muito importante que haja
trabalhos e discussões nessa rede para que as pessoas compreendam as
diferenças entre a produção do grande e a do pequeno produtor. É
necessária uma grande articulação do nosso ministério com o Ministério do
Desenvolvimento Agrário, para que o programa de biodiesel seja, não só de
produção de biocombustível, mas, fundamentalmente, de criação de
oportunidade para o pequeno produtor das áreas mais pobres, além de um
programa de inclusão social.” Rezende
ressaltou também os desafios logísticos e de gestão que a agricultura
nacional enfrenta. Para superar esses obstáculos, de acordo com o
ministro, é necessário que todos os segmentos envolvidos congreguem seus
esforços para que os produtos cheguem com qualidade ao consumidor
final. Ainda na abertura do evento, o
secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do MCT, Guilherme
Henrique Pereira, destacou o fato de o país estar no caminho para se
tornar um dos líderes na área de energias renováveis, tema considerado por
alguns especialistas como um dos possíveis assuntos que regerá a economia
do mundo nos próximos anos. “Por todas as experiências anteriores nós já
começamos, há algum tempo, a colocar o pé naquilo que poderá ser o
carro-chefe do crescimento econômico mundial.”
Fomento Outros
assuntos abordados no evento foram o Programa Nacional de Produção e Uso
de Biodiesel (PNTB) e a Rede Brasileira de Tecnologia de Biodiesel (RBTB).
De acordo com José Honório Accarini, membro da Comissão Executiva
Interministerial e do Grupo Gestor do Biodiesel, o PNPB é um instrumento
que objetiva a promoção da inclusão social, por meio da geração de emprego
e renda para a agricultura familiar, e a redução das diferenças sociais
existentes entre as regiões do país.
Segundo
Accarini, uma prova dessa ação é o fato de o Nordeste possuir quase a
metade das famílias de pequenos agricultores que cultivam plantas usadas
na produção de biodiesel. Mesmo assim, em sua avaliação, ainda há muito a
ser trabalhado. “Há um vazio de usinas autorizadas pela Agência Nacional
de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) no Norte. Das 42
efetivadas em todo o país, nenhuma se situa naquela região”,
afirmou. Accarini destacou também que é
preciso ter cuidado para que o Brasil não exporte a matéria-prima (plantas
oleaginosas) da produção de biodiesel e seus co-produtos, como a
glicerina. De acordo com ele, deixar de exportar esses materiais é
necessário para que o país consiga extrair os benefícios econômicos e
sociais que os biocombustíveis podem dar à
sociedade. A apresentação sobre a RBTB
foi feita por Adriano Duarte Filho, da Secretaria de Desenvolvimento
Tecnológico e Inovação do MCT. Segundo ele, a rede é um mecanismo de
articulação entre os diversos atores envolvidos na pesquisa,
desenvolvimento e produção do biodiesel. Ela atua também na identificação
e eliminação dos obstáculos tecnológicos que impedem o desenvolvimento
desse setor. Segundo Duarte Filho, as
ações das entidades envolvidas com o RBTB são pautadas em seis frentes: na
Agricultura que buscam novas alternativas de plantas
oleaginosas capazes de produzir o combustível; no
Armazenamento que investiga as características de
estabilidade observando os fatores que influenciam na estocagem do
produto; nos Co-Produtos em que são desenvolvidas
pesquisas sobre a utilização desses artigos; na Produção
onde os estudos são feitos em relação às formas de obtenção do biodiesel;
na Caracterização e Controle de Qualidade em que são
observadas as características dos óleos, combustível e misturas, além da
análise dos laboratórios; e nos Testes e Ensaios em Motores e
Veículos nos quais são feitas as validações práticas do uso das
misturas em automóveis e peças
veiculares. (Paulo Brunet para o
Agronegócio & Inovação)
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3 - André Yves Cribb
escreve mais um artigo sobre inovação no Brasil
Mudança
cultural coletiva: o pré-requisito da inovação no
Brasil
¹André Yves Cribb
No contexto da globalização e do livre
mercado em que a competição é, de certo modo, inevitável, a dinâmica de
qualquer empreendimento econômico pode ser analiticamente interpretada por
meio da lógica schumpeteriana de “destruição criativa”, conforme a qual a
força motriz do progresso é a inovação, evidenciada por produtos novos,
processos novos ou modelos de negócios novos. Em outras palavras, a
substituição de formas antigas por formas novas de produção e consumo é o
fator fundamental da competitividade. Nesse sentido, a inovação se
identifica como um imperativo para as empresas sobreviverem e ganharem
cada vez mais espaço nos mercados nacionais e
internacionais. A partir dessas
considerações, é possível entender as preocupações dos atores do sistema
brasileiro de inovação acerca da relativamente baixa posição do Brasil no
ranking dos países detentores de patentes. Como se sabe, a
patente, sendo um meio de garantia de direito exclusivo sobre produtos,
processos ou modelos novos, revela-se um indicador de inovação, amplamente
aceito tanto pela academia quanto pelo empresariado. Apesar de apresentar
um expressivo número de publicações científicas, o Brasil tem poucas
patentes. Tal situação mostra que os conhecimentos, disponíveis no país,
não estão sendo satisfatoriamente convertidos em insumos para a produção
de bens e serviços. Ao falar de
conhecimentos e insumos produtivos, lembra-se logo de dois atores
fundamentais do sistema nacional de inovação. Por um lado, encontra-se a
organização de pesquisa, cuja missão essencial é gerar e transferir
conhecimentos. Em outro, há a empresa de produção, cujo papel
fundamental é adotar conhecimentos e convertê-los em insumos produtivos. A
distinção entre esses dois atores, em termos de atividades de pesquisa e
desenvolvimento (P&D), é bem evidente no Brasil, onde a geração de
conhecimentos científicos se concentra quase exclusivamente nas
organizações de pesquisa (universidades, centros e
institutos). Segundo dados encontrados na
literatura, as universidades detêm aproximadamente 70% dos cientistas e
engenheiros ativos em P&D. Tradicionalmente, elas têm sido vistas como
lugares exclusivos das atividades de pesquisa científica e
tecnológica. Os centros e institutos de
pesquisa, reunindo atualmente cerca de 10% dos cientistas e engenheiros
ativos em P&D, também passaram a ser reconhecidos como expressivos
contribuintes para o progresso científico e tecnológico do país. O
exemplo, freqüentemente citado, é a Embrapa – Empresa Brasileira de
Pesquisa Agropecuária, que, ao fornecer conhecimentos e tecnologias ao
longo de mais de três décadas, tem sido um ator incontestável na
consolidação da eficiência e sustentabilidade da produção agropecuária e
agroalimentar no Brasil. O baixo nível de
dedicação das empresas em P&D se evidencia, sobretudo, quando o Brasil
é comparado com outros países, em termos de percentagem do total dos
profissionais ativos em P&D. Enquanto os cientistas e engenheiros, que
trabalham nos departamentos de P&D de empresas são de quase 20% no
Brasil, eles representam, por exemplo, cerca de 80% na Coréia do Sul e nos
Estados Unidos. Na última década, foram
realizadas diversas ações favoráveis à acumulação científico-tecnológica
no Brasil. Por exemplo, foram instituídas importantes leis, tais como a
Lei de Propriedade Intelectual, a Lei de Biossegurança, a Lei do Bem e a
Lei de Inovação. Foram formados, anualmente, milhares de doutores,
aumentando continuamente a quantidade e qualidade dos recursos humanos.
Também, foram criados fundos setoriais para servir de instrumentos de
financiamento de projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação no
país. Mas, a vontade de reorganização, a
implantação de condições favoráveis e a disponibilização de recursos não
são suficientes para garantir determinada mudança. Em casos que envolvem
riscos, é preciso também a coragem, entendida como a habilidade de
enfrentar a incerteza. Como se sabe, a inovação é um processo incerto. Uma
iniciativa nova pode ter sucesso ou não. Segundo a PINTEC - Pesquisa
Industrial de Inovação Tecnológica 2005, realizada pelo IBGE – Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística –, o processo de inovação no
Brasil apresenta excessivos riscos econômicos que são poderosos obstáculos
a seu sucesso. A decisão de inovar exige
que todos os envolvidos no processo de inovação estejam prontos para
enfrentar os novos desafios e dispostos a mudar seu comportamento. A
coragem de inovar no Brasil supõe a redução significativa da aversão ao
risco e é diretamente relacionada à dimensão cultural do sistema de
inovação. A cultura, definida como
conjunto de valores inspiradores de atitudes, comportamentos, aspirações e
modos de relação, é o aspecto do sistema nacional de inovação menos
visível e menos palpável mas também mais estável. Pode estimular ou
impedir a substituição de formas antigas por formas novas de produção e
consumo. A mudança cultural influi sobre
o entusiasmo e a ajuda mútua no âmbito do sistema nacional de inovação.
Por exemplo, os atores do sistema precisam saber que a competição não
exclui automaticamente a cooperação que, aliada à inovação, forma um casal
inseparável. Nesse sentido, a mudança
cultural é um indispensável pré-requisito da inovação no Brasil. Ela deve
ser considerada dentro de uma abordagem que leve em conta todos os atores
da cadeia referente a um produto ou serviço, desde a organização de
pesquisa até o usuário final passando notadamente pelo governo, pela
entidade de fomento e pela empresa de produção. Alterações na atuação do
governo, da entidade de fomento ou de qualquer outro ator podem, por
exemplo, interferir na estratégia produtiva da empresa. Modificações nos
programas da universidade podem facilitar a formação de estudantes capazes
de perceber as oportunidades de trabalho e gerar riqueza com o
conhecimento. Por isso, a mudança cultural deve ser coletiva e não
isolada. Como a cultura é adaptativa e
cumulativa, a mudança cultural pode levar vários anos para se instalar. A
atuação de cada ator do sistema nacional de inovação é decisiva na
ocorrência de tal instalação. Mesmo assim, o governo, em razão de suas
funções de regulação e negociação na sociedade, pode ter um papel
essencial na promoção e coordenação da mudança cultural. O cuidado
fundamental é que os mecanismos necessários devem ser concebidos e
implementados com a participação ativa de todos os atores do sistema
brasileiro de inovação.
¹André
Yves Cribb, pesquisador da Embrapa Agroindústria de Alimentos (Rio de
Janeiro-RJ), eng. agrônomo especializado em Economia Rural com mestrado em
Desenvolvimento Agrícola e doutorado em Engenharia de Produção pela
Universidade Federal do Rio de Janeiro. (aycribb@ctaa.embrapa.br)
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4 - Embrapa identifica novo
tipo de praga que ataca plantas de mamoneira
A Embrapa Meio-Norte (PI) tem
desenvolvido plantações de mamonas adequadas às condições climáticas do
Estado do Piauí. É crescente o cultivo de mamoneira no Brasil, já que os
óleos de origem vegetal podem servir de combustível, substituindo os
derivados de petróleo. A empresa estuda as pragas que foram encotradas
nessas plantas. A ação dos insetos resultou em folhas de mamona
rendadas e secas, causando danos
econômicos. Na análise, foi identificado
o besouro Diphaulaca sp. (Coleoptera;
Chrysomelidae, Alticinae). Quando adulto, ele mede cerca
de 5 mm de comprimento. Em entrevista ao Agronegócio & Inovação, o
pesquisador da Embrapa Meio-Norte, Paulo Henrique Soares, apontou outras
características do besouro, como a de atacarem sempre em grupo e possuírem
a cabeça amarelada. “Ao tocar na planta todos os indivíduos se jogam ao
solo fingindo-se de mortos. Nesse ato, é possível um acidente com pessoas,
pois pesquisadores tiveram problemas ao tocar plantas e os insetos terem
caídos nos olhos”, conta.
Outros
Estados Existem relatos de
ocorrência do inseto em folhas de mamoneira no Rio de Janeiro; na fava e
feijão em Minas Gerais e São Paulo; e ele já foi coletado por armadilha
luminosa em uma plantação mineira de eucalipto. As larvas também já foram
observadas atacando raízes de soja e feijão. “É comum se dizer que
determinadas culturas são resistentes a pragas quando elas têm uma área
plantada reduzida, isso aconteceu com o caju e outras plantas que pouco
eram cultivadas, mas que ao se tornarem culturas atraentes comercialmente
tiveram suas áreas plantadas aumentadas e daí surgiram pragas que
aparentemente não existiam pois estavam em equilíbrio com o ambiente”,
explica.
Feijão-Caupi No
caso da cultura de mamona, o pesquisador sugere aos pequenos agricultores,
uma plantação conjunta com a do feijão-caupi, enquanto ainda não for
produzido um agrotóxico registrado para banir as pragas da mamoneira. “As
áreas plantadas por eles são de no máximo três hectares e normalmente são
áreas distantes umas das outras e, assim, o equilíbrio da biodiversidade é
mantido, assim como, o da população dos insetos nocivos à cultura”,
diz. Para mais informações leia a
publicação Cultivo da Mamona Consorciada com o Feijão-Caupi da Embrapa,
que descreve como são feitas as plantações e os demais benefícios. Por R$
12, a publicação pode ser adquirida por meio deste link. (Basilia
Rodrigues para o Agronegócio & Inovação, também com informações da
Embrapa Meio-Norte)
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5 - Mapa aprova
zoneamento de risco climático para a cultura do feijão nos Estados de
Rondônia e Paraná
No último dia 20, foram publicadas no
Diário Oficial da União (DOU), duas portarias do coordenador-geral de
Zoneamento Agropecuário, Francisco José Mitidieri, do Ministério da
Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), sobre aprovação do
zoneamento de risco climático para a cultura de feijão, da 2º safra nos
Estados do Paraná e Rondônia. As
duas portarias referem-se ao ano-safra 2007/2008 e estabelecem, por meio
da nota técnica contida nos anexos de cada portaria, explicações sobre o
zoneamento nesses Estados. Uma delas é a definição da cultura do feijão,
que é extremamente sensível às variações climáticas.
Rondônia No
Estado de Rondônia, por exemplo, o ministério irá observar quais são as
áreas aptas para a realização do zoneamento com o objetivo de minimizar os
riscos climáticos. Serão levados em conta fatores importantes para a
cultura do feijão, como os citados a
seguir: • As temperaturas elevadas
provocam abortamento das flores e o excesso de chuva na colheita ou
deficiência hídrica na fase inicial de desenvolvimento da cultura
comprometem o rendimento
final; • Durante o ciclo
do cultivo, estima-se que são necessários cerca de 300 mm a 400 mm de
chuvas, bem distribuídos, sobretudo durante as fases de germinação,
florescimento, formação e enchimento de
vagens; • Com relação ao
regime hídrico, o feijão apresenta grande sensibilidade tanto às
deficiências quanto aos excessos hídricos, principalmente na fase de
florescimento.
Paraná No
Estado do Paraná, o cultivo do feijão é realizado em três safras: das
águas, da seca e de
outono-inverno. O ministério quer,
com o zoneamento agrícola, definir áreas com menores riscos climáticos e
as melhores épocas da semeadura para a cultura do feijão da 2ª safra nos
diferentes municípios do Paraná. Acesse
a íntegra das portarias, pelo site www.in.gov.br na Seção 1, páginas 42 e
43.
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6 - Secretaria de
Política Agrícola realiza Zoneamento Agropecuário para a cultura de
mandioca no Estado do Maranhão
No dia 5 de novembro, foi publicada no
Diário Oficial da União (DOU), a portaria que aprova o Zoneamento Agrícola
para a cultura de mandioca no Estado do Maranhão, ano-safra 2007/2008. A
resolução é do coordenador-geral de Zoneamento Agropecuário da Secretaria
de Política Pública, do Ministério da Agricultura, Pecuária e
Abastecimento (Mapa), Francisco José
Mitidieri. No anexo da portaria,
foi divulgada nota técnica que mostra a região Nordeste como grande
produtora de Mandioca Manihot utilíssima Pohl (Manihot esculenta
Crantz), que é responsável por 9,6 milhões de toneladas de produção.
O Estado do Maranhão é segundo maior produtor regional da mandioca. Um dos
fatores levados em conta para realizar o zoneamento, foi a questão
climática. Foram utilizados como
parâmetros climáticos a temperatura média anual e o índice hídrico anual
(IH), que é determinado de acordo com a metodologia do balanço de água no
solo e é estimado por meio dos balanços hídricos médios de cada posto
pluviométrico da área
estudada. Ainda foram estudados
solos de diversas localidades do Estado do Maranhão e divididos em grupos
de acordo com seus tipos. Após esse estudo, os municípios que estão aptos
ao cultivo da mandioca estão listados na
portaria. Acesse a íntegra da
portaria, pelo site www.in.gov.br na Seção 1, página
12.
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7 - Livro sobre o
uso das plantas contra a poluição será lançado
Está previsto, para o dia 30 de novembro,
o lançamento do livro Fitorremediação: o Uso de Plantas no Controle da
Poluição. A publicação é de autoria de Silvio Tavares, pesquisador da
Embrapa Solos (RJ); Cláudio Fernando Mahler, diretor da Fundação Carlos
Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj); e
Julio César da Matta, doutor em Geotecnia Ambiental pela UFRJ. A obra
aborda o uso das plantas na regeneração da água, ar e solo contaminados.
Durante o lançamento, os autores farão uma exposição sobre a
publicação. “O livro baseia-se em
farta revisão bibliográfica e sua elaboração ocorreu pelo interesse que o
tema tem despertado entre estudantes e pesquisadores”, comentou Júlio da
Matta ao Agronegócio & Inovação. Os
três autores são amigos e desenvolvem pesquisas no Departamento de
Geotecnia Ambiental da Coordenação dos Programas de Pós-Graduação de
Engenharia da UFRJ.
Adeptos A
publicação reforça a importância da sustentabilidade ambiental. Ela
dedica-se, a princípio, explicar no que consiste o processo de
sustentabilidade, quais as técnicas adotadas, e também apresenta casos de
inovações aplicadas, tanto no Brasil quanto no
exterior. A pesquisa obteve resposta
sobre o controle de poluentes como o metal tóxico e plantas orgânicas
persistentes. A técnica, pouco conhecida no Brasil, vem se expandindo nos
Estados Unidos, Alemanha e
Canadá. A publicação destaca que o
clima tropical brasileiro oferece condições favoráveis à fitorremediação,
já que permite o cultivo vegetal praticamente durante o ano inteiro e,
também, torna o processo mais acelerado, se comparado ao clima temperado,
com elevada fitotranspiração. O livro mostra que os diversos biomas
brasileiros potencializam o alcance da técnica de cura pelas plantas.
Lançamento A
livraria do Museu da República (Rua do Catete, 153, Catete), no Rio de
Janeiro, foi o lugar escolhido para que o livro seja lançado, às
18h. A publicação pode ser comprada
no site da editora Oficina de Texto www.ofitexto.com.br. A
Embrapa Solos é uma instituição associada à
ABIPTI. (Basilia
Rodrigues para o Agronegócio & Inovação)
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8 - Embrapa prorroga
acordo de cooperação com instituto japonês até 2013
A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária
(Embrapa) prorrogou convênio com o Centro Internacional de Pesquisa do
Japão para Ciências Agrícolas (Jircas) até 2013. A cooperação entre as
duas instituições teve início em 2003 e tinha fim previsto para
2008. A Embrapa e o Jircas têm
trabalhado no desenvolvimento de sistemas agropastoris e controle de
ferrugem. Juntos, já anunciaram a produção de uma soja geneticamente
modificada e adaptável às regiões de
seca. O convênio é de interesse do
Brasil porque o Jircas possui pesquisas importantes que envolvem extração
de genes e cruzamento, que resultam em culturas mais resistentes às
freqüentes mudanças climáticas. Também é válido para o Japão, já que mais
de 95% de soja consumida no país é importada. Os japoneses investem em
tecnologia no Brasil para garantir um mercado estável, que forneça um grão
com qualidade e segurança. No mês passado, o
diretor presidente da Embrapa, Silvio Crestana, em visita ao Jircas pediu
que fossem realizados testes no arroz, milho e cana-de-açúcar para receber
o gene Derb, descoberto pelo Jircas e já testado na
soja. A Embrapa é associada à
ABIPTI. Acesse o
site www.embrapa.gov.br.
(Com informações da Embrapa)
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9 - Embrapa e MDA
estabelecem parceria para distribuir sementes no
Semi-Árido
No dia 14 deste mês, foi assinado um
convênio entre a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e o
Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) em prol de distribuição de
sementes, de novas tecnologias e para capacitação de 200 mil famílias do
Semi-Árido brasileiro. O Programa de Sementes para a Agricultura Familiar
desenvolvido pela Embrapa e a Secretaria da Agricultura Familiar (SAF/MDA)
está na segunda edição. De acordo com a
Embrapa Transferência de Tecnologia, o valor do convênio é de R$ 4,7
milhões. Uma das perspectivas do programa é tornar disponível 1.500
toneladas de sementes para cultivo alimentar e 150 mil sementes de dendê
para a produção de biodiesel. Somente as de milho e de feijão
corresponderão a 80 mil hectares plantados. A meta é alcançar 120
municípios dos Estados do Ceará, Piauí, Maranhão, Bahia, Paraíba e
Alagoas. No ano passado, o
programa beneficiou 50 mil famílias e espera atingir o triplo neste ano.
Parte dos recursos do convênio serão aplicados nas Usinas de
Beneficiamento de Sementes (UBS) da empresa para aumentar a capacidade de
produção. (Com informações
da Embrapa Transferência de Tecnologia)
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10 - Mapa divulga
estudo sobre economia agrícola
O Ministério da Agricultura, Pecuária e
Abastecimento (Mapa) lançou, no dia 13 deste mês, a primeira edição do
Informativo de Economia Agrícola, que relata um estudo sobre inflação e
crédito rural da agropecuária e do mercado de insumos
agrícolas. A publicação, prevista para
ser trimestral, foi formulada pela equipe técnica da Coordenação Geral de
Análises Econômicas (CGAE) do Departamento de Economia Agrícola (Deagri)
do Mapa, estima-se que a publicação se torne
trimestral. Veja alguns dados
apontados pelo estudo: • Neste ano, o
Brasil colheu a maior safra de grãos já vista - 131 milhões de
toneladas; • Houve elevação nos preços
das três principais commodities brasileiras – soja, trigo e
milho; • Em agosto de 2006, a soja passou
de US$ 5,6/bushel para US$ 9/bushel, em setembro de
2007; • Em agosto de 2006, o trigo
custava US$ 4,65/bushel, em agosto deste ano passou a valer US$
6,91/bushel; • Em agosto do ano passado,
o milho valia US$ 2,3/bushel, em fevereiro deste ano passou para US$
4,1/bushel. • Houve aumento na venda
de máquinas agrícolas. Um exemplo disso é o caso dos tratores de roda. De
acordo com dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos e
Automotores (Anafavea), de janeiro a junho deste ano, foram vendidas
13.621 unidades de tratores, o que representa um aumento de 43% em
comparação ao primeiro semestre de
2006. • Mesmo com as crises vivida
pelo setor de carnes, como gripe aviária, febre aftosa e câmbio, a venda
de equipamentos avícolas e para abatedouro continua
progredindo; • O estudo também
lançou perspectivas positivas para o setor de açúcar e álcool, já que nos
oito primeiros meses, deste ano, foram gastos R$ 270,6 milhões em
equipamentos, valor superior ao encontrado no mesmo período, em anos
anteriores. • De acordo com dados
fornecidos pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), entre agosto
de 2006 e julho de 2007, os preços dos fertilizantes, como uréia, os
fosfatados e o cloreto de potássio aumentaram, em média, 20% nos Estados
do Mato Grosso e
Paraná; Alguns
motivos O estudo apresenta
algumas causas que justificam o aumento de preços dos grãos, como a
publicação do relatório do Painel Inter-Governamental sobre as Mudanças
Climáticas, pela Organização das Nações Unidas (ONU), que traz a
preocupação com questões de meio ambiente, dando maior destaque às medidas
que retardem o aquecimento global, como a produção de combustíveis vindos
de fontes renováveis. Outro fator, que
justifica o aumento de preços, é o crescimento de países emergentes, como
a China e a Índia. O crescimento desses países vem aumentando a demanda
internacional de várias
matérias-primas. Uma terceira
justificativa é sobre a decisão dos Estados Unidos de aumentar o uso do
milho para a produção de álcool combustível, de 18,5 bilhões de litros,
alcançada em 2006, para 54,1 bilhões de litros, em 2012. Essa a medida
adotada pelo governo norte-americano reflete não somente na produção de
milho, mas também nas demais commodities, já que os EUA não
possuem espaço suficiente para ampliar o plantio de uma cultura sem
diminuir a área de outra. Confira a
íntegra do Informativo de Economia Agrícola neste link.
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Agenda . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
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Floresta em Ambientes Fluviais 26 a 30 de
novembro Realização: Embrapa Florestas e Universidade Federal do Paraná
(UFPR) Informações: (41) 3675-5634 E-mail: claudia@cnpf.embrapa.br
Site: http://www.cnpf.embrapa.br/evento/imgs/FlorestaFluvial.doc Local:
Universidade Federal do Paraná (UFPR), prédio do curso de Engenharia
Florestal , Campus 3, Paraná (PR)
2° Workshop - Fenologia como Ferramenta para Conservação e
Manejo de Recursos Vegetais e Arbóreos 4 a 7 de
dezembro Realização: Departamento de Botânica /Laboratório OIKOS,
Universidade Federal do Paraná (UFPR) Informações: (41)
3675-5638 E-mail: claudia@cnpf.embrapa.br
Site: http://www.cnpf.embrapa.br/evento/detalfen07.htm Local:
Hotel DEVILLE, Salas: Curitiba e Marumbi, Térreo,
Paraná (PR)
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O informativo
quinzenal Agronegócio & Inovação é um produto da Agência Gestão
C&T de Notícias criado por meio de parcerias institucionais entre a
ABIPTI, o Consepa e a Embrapa. Os responsáveis pela sua realização são as
unidades de Arranjos Produtivos Locais (APLs) e de Tecnologia Industrial
Básica (TIB) da ABIPTI, juntamente com a Unidade de Informação e Gestão
Tecnológica (IGT), que é a responsável pela Agência.
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