Matéria publicada na edição nº 622 do Gestão C&T online, 9 de julho de 200719 - SBPC Jovem aproxima a ciência e a tecnologia dos participantes
Já no primeiro dia de realização da 59ª reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), a programação jovem do evento mostrou-se eficiente na proposta de difundir projetos e desmistificar a ciência e a tecnologia.
“Descobrimos que a ciência é divertida”, revela a estudante paraense Kenia Carla. Ela está na oitava série do ensino fundamental, mas sua “vocação” é se tornar médica. “Não achava que a medicina tivesse tanta tecnologia. Aqui percebi que a ciência e a tecnologia estão próximas e que auxiliam a qualidade de vida das pessoas.”
Kenia também desconstruiu mitos no evento. Em visita aos estandes do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), instituição associada à ABIPTI, e da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), a estudante conheceu o processo de escavação dos arqueólogos e os procedimentos de irradiação em alimentos. “Não sabia que se podia irradiar uma fruta e que, assim, ela duraria mais tempo. O museu também me despertou uma curiosidade sobre o estudo da história com a análise dos fósseis”, destaca a estudante.
Outro projeto que despertou curiosidade nos visitantes foi o “Geração de energia térmica em meios rurais com uso de materiais recicláveis”. Nele, os estudantes Karoline Carvalho e Enoc Lima do Rego, do Centro Federal de Educação Profissional e Tecnológica (Cefet) de Barreiras (Bahia), explicam que simples materiais, como garrafas pet, caixas tetra paks (de leite, de suco ou iogurte) e tubos de pvc, podem manter a água aquecida e minimizar o consumo de energia. A solução é confeccionar placas térmicas, o que garante, segundo os estudos realizados pelos estudantes, uma água aquecida a até 62° C. “Isso no clima de Barreiras, que varia muito a temperatura em determinadas épocas [do ano]”, explica Karoline.
O processo consiste em criar uma placa em que o tubo de pvc e a parte metálica da caixa tetra pak são colocados dentro de garrafas pets. Tanto a caixa quanto o cano devem ser pintados de preto fosco, para, assim, absorver maior quantidade de calor. Uma caixa d’água, recoberta por isopor, deve estar conectada aos tubos de pvc para a circulação do líquido, que sai em temperatura ambiente, passa pelos tubos e volta, aquecida, para a caixa d’água. A partir dali, é só projetar a água para a tubulação de uma residência.
Informações adicionais, pelo telefone (77) 3611-6478 ou pelo e-mail barreiras@cefetba.br.
(Danilo Godoi, de Belém, para o Gestão C&T online)
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