Gestão C&T Online
Matéria publicada na edição nº 622 do Gestão C&T online, 9 de julho de 2007

16 - Questões colocadas na SBPC devem ser observadas como subsídios para políticas para área de C&T, diz vice-presidente da ABC

     O vice-presidente da Academia Brasileira de Ciências (ABC), Herma Chaimovich,  considera que todas as questões colocadas na pauta de discussões da 59ª reunião anual da SBPC devem ser consideradas como pilares para as políticas na área de C&T. A ABC é uma instituição associada à ABIPTI.
     “Não podemos ser irresponsáveis e chegar aqui depois de um quarto de século dizendo que não temos respostas”, falou Chaimovich. A 59ª reunião anual chega a Belém depois de 25 anos que o evento não era promovido na cidade. O vice-presidente disse que os jovens, que hoje participam da SBPC, querem e merecem as respostas para os seus questionamentos e para os problemas que estão sendo colocados em discussão. 
     Além disso, Chaimovich conta que a oportunidade é para uma biohumanização. “Não se faz ciência e tecnologia só com máquinas, mas com pessoas”, avaliou. Para o vice-presidente da ABC, a região Amazônica deve trabalhar não só para formar os seus pesquisadores, mas também, por uma política de fixação desses profissionais. Na sua opinião, é preciso criar condições não só financeiras, mas culturais para o desenvolvimento das pesquisas. 
     Já o governador do Estado do Amazonas, Eduardo Braga, lembra que a Amazônia não é só desmatamento, há ainda problemas como a malária. Para o governador, o grande desafio da Amazônia é mostrar para a nação brasileira a importância da região, não só com a floresta, mas com as pessoas.
     O governador considera que não há no país uma política pública voltada para a região. “Temos a esperança que, com a atuação do presidente Lula, a Capes e o CNPq, possamos reverter esse quadro”, diz. Braga citou um trabalho que vem sendo desenvolvido pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Amazonas (Fapeam), instituição associada à ABIPTI, que, em parceria com a Capes e o CNPq, está conseguindo formar, nos últimos anos, mais doutores do que foram formados em 40 anos. 
     O governador ainda sugeriu que haja uma nova proposta de educação na região, que seja desenvolvida em cooperação com outros países como Bolívia, Venezuela e Uruguai. “Vivemos no terceiro milênio e não temos médicos brasileiros que queiram atuar na Amazônia”, ressaltou. Na opinião de Braga, o ensino na região deveria ser articulado, garantindo a atuação dos profissionais que estudaram nesses países. Além disso, ele entende que os Estados brasileiros da região podem atuar de forma articulada com a proposta de fortalecer a pesquisa e a formação de doutores na Amazônia. 
     (Bianca Torreão e Tatiana Fiuza, de Belém, para o Gestão C&T online)


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