Gestão C&T Online
Matéria publicada na edição nº 625 do Gestão C&T online, 12 de julho de 2007

11 - Ex-secretário de Cultura do Pará destaca que destruição faz parte da inovação

     “Não há inovação sem destruição”, destaca o arquiteto e ex-secretário de Cultura do Estado do Pará, Paulo Chaves. Para ele, foi necessário desconstruir para estabelecer pontos referenciais da Belém de hoje. A declaração do arquiteto foi realizada na mesa-redonda A invenção da inovação, realizada na manhã desta quinta-feira (12), na 59ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). 
     Evando Mirra, diretor de Inovação da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), foi o coordenador do evento do qual, além dos dois debatedores, participou o historiador Bernardo Jefferson de Oliveira, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
     Segundo Paulo Chaves, seu trabalho na secretaria foi para dar a Belém uma construção que possibilitasse a cidade adquirir valor cultural. O consenso da mesa foi que a inovação tem grande dificuldade de se estabelecer, principalmente pela tradição conservadora das sociedades. 
     Para Mirra, esse conservadorismo se explica muito mais no mundo social do que no ambiente natural. Mas, para o agente inovador, essa pluralidade de visões não constitui um problema, e, sim, “parte de uma solução”.
     Em entrevista ao Gestão C&T online, o diretor afirma que não acredita no medo das pessoas pela inovação. “Ela mobiliza fantasias, a emoção, a paixão, um grau de irracionalidade, mas que faz parte dessa dimensão de aventura humana”, explica. Para ele, essa controvérsia da posição das pessoas pelo que é inovador é importante para se aprender a lidar nesse universo, como no caso da floresta. “A Amazônia tem na inovação um dos recursos essenciais para a sua transformação”, destaca ressaltando o grande valor da biodiversidade da região. 
     Segundo Mirra, “propor uma conservação sem pensar a sustentabilidade da floresta significa que você está do lado da destruição. A conservação da Amazônia implica a geração de riqueza. E nessa dimensão, a inovação é essencial”.
     (Danilo Godoi, de Belém, para o Gestão C&T online)
 

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