Matéria publicada na edição nº 624 do Gestão C&T online, 11 de julho de 200711 - Institutos de pesquisa têm modificado sua relação com o público, avalia pesquisadora da Fiocruz
Os institutos de pesquisa de todo o país têm modificado sua forma de atuar com o público nos últimos quatro anos. A pesquisadora Fátima Brito, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), instituição associada à ABIPTI, conta que essas mudanças para atender ao público estão sendo motivadas pela Semana Nacional de Ciência e Tecnologia.
“A experiência da Semana Nacional é mais significativa para as instituições do que para o público. Ao longo desses quatro anos, as instituições têm procurando achar formas de falar com o público”, avalia a pesquisadora.
Brito apresentou algumas ações que vêm sendo desenvolvidas em todo o país como forma de popularizar a ciência. Ela cita como exemplo as ações realizadas durante do carnaval carioca. Em 2004, o tema ciência esteve no samba-enredo da Unidos da Tijuca. “Foi a primeira vez que a ciência foi colocada no carnaval como tema principal e foi um aprendizado mútuo para todos nós”, salientou. Naquele ano, a Unidos da Tijuca foi vice-campeã do carnaval.
Uma outra experiência, também com carnaval, aconteceu no ano seguinte com a mesma escola. O tema era mundos imaginários. A experiência do carnaval, na opinião de Brito, é tão importante que há três anos é desenvolvido um projeto semelhante pelo Espaço da Ciência em Pernambuco, nos carnavais de rua do Recife e de Olinda.
Para a pesquisadora, a exposição também é um canal interessante de se trabalhar a popularização da ciência. “Mais do que oferecer uma educação cientifica é importante aproveitar o público para uma determinada temática”, explica.
Um outro exemplo de ação é a ciência móvel. Muitas instituições, em diferentes partes do Brasil, têm levado caminhões ou ônibus para as cidades com a proposta de mobilizar as pessoas e popularizar a ciência. A pesquisadora conta que o MCT, por meio da Finep, conseguiu colocar muitos transportes de ciência na rua. “Isso é significativo, pois as pessoas têm pouco acesso às instituições de pesquisa.”
(Tatiana Fiuza, de Belém, para o Gestão C&T online)
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