Gestão C&T Online
Matéria publicada na edição nº 624 do Gestão C&T online, 11 de julho de 2007

5 - Brasil cresce no cenário da produção científica mundial

     Em 2006, o Brasil subiu mais duas posições em relação à sua produção científica. O país, que em 2005 alcançou o 17º lugar no ranking das nações com maior número de artigos científicos publicados no exterior, conquistou a 15ª classificação no ano passado. A informação foi divulgada, nesta semana, pelo presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Jorge Guimarães, durante a 59ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que acontece até o dia 13, em Belém (PA). 
     Desde 2004, os dados são apresentados durante o encontro da sociedade. “Em março ou abril, descobrimos o resultado do ano anterior. Então, preparamos o material para divulgar durante a reunião, o que já é esperado com expectativa”, explicou Guimarães. Em 2006, o país ultrapassou a Suécia e a Suíça no ranking, resultado que só era aguardado para 2008. 
     De acordo com os dados divulgados pela Capes, no ano passado, os pesquisadores brasileiros publicaram 16.872 artigos em importantes revistas científicas no exterior. Esse resultado é apenas quatro vezes menor que a Alemanha, segunda colocada no levantamento e que publica 8,1% do total mundial. Segundo Guimarães, a pós-graduação é a principal responsável pela produção científica nacional. 
     O presidente da Capes também explicou que a tendência de correlação entre o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil e a sua produção científica é a mesma em relação às nações mais bem classificadas no ranking. Desde 2002, quando ocupava a 20ª posição, o país vem quebrando os seus recordes. No último triênio, o crescimento foi de 33%. Segundo ele, só a China tem um desempenho mais expressivo. “Mas a nossa qualidade é maior em relação à China, Índia e Coréia do Sul, que são as três que estão na nossa frente em relação à produção quantitativa”, destacou. 
     A expectativa é que, dentro de dois anos, o país alcance a 14ª posição, ultrapassando a Rússia, que teve uma queda de 17% nos dois últimos triênios, especialmente de 2006 para 2005. 
     Ainda segundo Guimarães, a área que mais evoluiu no cenário da pós-graduação nacional foi a medicina, que passou por três rigorosas avaliações da coordenação em 1998, 2001 e 2004. “As teses e dissertações que não viravam artigos passaram a virar e, com isso, a medicina, que sempre foi a terceira área, atrás da física e da química, hoje é a primeira disparado”, afirmou. 
     (Bianca Torreão, de Belém, para o Gestão C&T online)
 

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