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Reunião
do fórum Nacional de Secretarias Estaduais para Assuntos de C&T
Macapá, 7 e 8 de dezembro
de 2000
Classificada
pelos participantes como um dos encontros mais produtivos já realizadas
pelo Fórum Nacional de Secretarias Estaduais para Assuntos de C&T,
a reunião dos dias 7 e 8 de dezembro, em Macapá (AP), foi
marcada por importantes avanços para as Sistemas Estaduais de C&T.
No âmbito da Regina Amazônica, os Estados definiram as plataformas
nas quais irão trabalhar já a partir das últimas
semanas de dezembro. Recursos hídricos, turismo, biotecnologia
e energia ficaram definidos como plataformas regionais, ou seja, para
serem trabalhadas por todos os Estados compreendidos pela Região
Amazônica. No âmbito interestadual, foram definidas como plataformas
para serem desenvolvidas em conjunto entre dois ou mais Estadas: oleiro/cerâmico
- Acre e Amapá, extrativismo (castanha do Brasil, borracha, açaí,
copaíba etc.) - Acre e Amapá, madeira/móveis - Acre,
Amapá, Amazonas, Mato Grosso e Pará, pecuária - Pará
e Tocantins e, por fim, foram definidas as plataformas específicas
aos Estadas: rochas ornamentais e ourivesaria - Amapá, fibras -
Pará, cafeicultura - Rondônia, algodão - Mata Grassa.
Durante
a abertura do encontro nacional, que aconteceu na noite do dia 07, no
Centra de Convenções do Amapá, o ministro da Ciência
e Tecnologia, Ronaldo Sardenberg, falou das ações regionais
que serão desenvolvidas pela MCT, CNPq e Finep no próxima
ano e que foram resumidas em oito pontos:
Programa
Nacional de Capacitação Tecnológica da População:
a proposta partiu da sugestão apresentada ao Governo Federal pela
secretária de C&T do Ceará, Ariosto Holanda, e tem como
finalidade implementar projetos voltados para capacitação,
difusão tecnológica e suporte às economias locais,
tomando como exempla a experiência que vem senda desenvolvida naquele
Estado, com os Centros Vocacionais Tecnológicos (CVT) e as Centros
Regionais de Ensino Tecnológico (Centec)
Arranjos
produtivos locais: o MCT realizará em conjunto com as Estadas oitenta
plataformas tecnológicas em apoio a igual número de arranjos
produtivos locais, cobrindo todo o território nacional.
As
atividades serão desenvolvidas nos próximos dois anos, sendo
40 no primeiro ano e 40 no segundo.
A
idéia é dar continuidade ao processo de desconcentração
espacial na aplicação dos recursos federais em C&T,
intensificando as parcerias com as Estados e regiões e atuando
de forma focada ao orientar recursos com base na constituição
e aperfeiçoamento dos sistemas locais de inovação.
Programa Nacional
de Biotecnologia
- Redes Regionais do Genoma
Brasileiro: o MCT, em conjunto com o CNPq e a Finep, estarão
colocando em consulta pública, no início do próximo
ano, o desenho básico do Programa Nacional de Biotecnologia.
Esse programa tem concepção abrangente, que vai do suporte
a atividades de sequenciamento até bioinformática, incluindo
ações de biossegurança e estímulo a bioindústria.
Editais
Conjuntos CNPq e Fundações de Amparo à Pesquisa (FAPs):
a CNPq e as FAPs têm discutido e lançado editais conjuntos
com formatos os mais variados. Essas ações ganharão
maior impulso a partir de 2001, sobretudo com a recuperação
do orçamento de fomento do CNPq, que será possível
com o funcionamento pleno dos novos Fundos Setoriais. Essa fase inicial
será coordenada diretamente pela presidência do CNPq, podendo
ser deflagrada a partir de discussões preliminares nos comitês
regionais ou estaduais já estruturados.
Ações
Regionais dos Fundos Setoriais: A exemplo do que ocorre com o CTPetro,
as regras de criação de alguns dos Fundas Setoriais prevêem
um percentual mínimo para a aplicação de seus recursos
nas regiões brasileiras menos desenvolvidas. Para esse propósito,
a critério de cada Comitê Gestor, podem ser usados de maneira
articulada vários dos
instrumentos
de apoio à C&T já existentes no sistema MCT/CNPq/Finep,
tais como bolsas em diferentes níveis em fluxo contínuo
a demandas específicas (viagens de curta duração
para estágios e/ou participação em congresso, vinda
de professores visitantes, organização de eventos etc.)
e as ações induzidas de formação pós-graduada
no exterior. Essas estratégias devem ser abrangentes e inovadoras
o suficiente para permitir a criação de novos mecanismos
de apoio à pesquisa.
Ações
Regionais do Programa Sociedade da Informação: a MCT tem
orientado, nos últimos anos, aplicações dos incentivos
da Lei de Informática para três grandes programas prioritários:
Rede Nacional de Pesquisa (RNP), Programa Temático Multinstitucional
em Ciência da Computação (PrateM-CC), Programa Nacional
de Software para Exportação (Saftex-2000). A política
de suporte ao desenvolvimento do software será componente importante
das ações de fomento, especialmente articulando recursos
de diversas fundos e do próprio Funda Verde-Amarelo.
Centros
Estaduais de Monitoramento de Tempo, China e Hidrologia: para 2001, o
MCT irá desenvolver um conjunto de atividades que visam auxiliar
a implantação dos Centros Estaduais. Através do Programa
RHAF do CNPq serão destinadas bolsas que objetivam promover a desenvolvimento
científico e tecnológico nos Centros Estaduais. Tal projeto
implica na indução de pesquisas aplicadas, treinamentos
na área de recursos hídricos, meteorologia e informática,
concessão de estágios de duração no CPTEC/INPE,
além de compra, com recursos complementares do orçamento,
de servidores e computadores pessoais, que serão alocados nos Centros
Estaduais.
Programas
Regionais de Pesquisa e Pós-Graduação: o CNPq tem
lançado chamadas, através de editais, atendendo a linhas
de P&D definidas como prioritárias para apresentação
de propostas de projetos visando bolsas e auxílios. Una série
de critérios tem norteado as chamadas, a exemplo das prioridades
regionais, além da qualidade e do mérito técnico
e científico. Para o próximo ano, esse projeto terá
seqüência com a definição de ternos, áreas
e linhas de pesquisa de importância regional e a lançamento
e implementação de editais. Uma parceria maior com as secretariais
estaduais de C&T e as FAPs é considerada importante pela MCT
para auxiliar no estabelecimento das prioridades sócio-econômicas
locais. Na abertura do encontra, a secretaria de Melo Ambiente, Ciência
e Tecnologia do Amapá, Manoel Cabral de Castro, disse que graças
aos acordos que tem desenvolvido com o MCT, o Estado já possui
um portfólio de 17 projetos de C&T.
O
secretário revelou ainda a criação de dois centros
de pesquisa: a de Energias Renováveis e a de Gestão Ambiental,
Recursos Hídricos e Laboratório Vegetal.
Já
o governador João Capiberibe, que participou da abertura e do encerramento
do Fórum Nacional, disse que o Amapá, em futura próxima,
estará criando um Fundo de C&T, no montante de 5% do
orçamento do Estado. (Fonte: Informativa Gestão C&T
nº 37).
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