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ATA
DA 39ª REUNIÃO DO FÓRUM NACIONAL DE SECRETÁRIOS
DE ESTADO PARA
ASSUNTOS DE C&T
Porto Alegre, 22 e 23/ 08/96
Eloi Fernández
y Fernández (Presidente do Fórum
e Secretário do Estado de C&T do Rio de Janeiro)
Boas vindas a
todos os participantes, agradeço a presença do Vice-Governador,
Dr. Vicente Bogo. Dando início aos trabalhos passo a palavra
ao Dr. Luiz Paulo Cunha, Subsecretário de C&T do RS, nosso
anfitrião.
Luiz Paulo Cunha (Subsecretário de C&T do RS)
Sr. Vice-Governador
Vicente Bogo; Dr. Eloi Fernández y Fernández, Presidente
deste Fórum e Secretário de Estado de C&T do Rio de
Janeiro; Sr. Embaixador Carlos Alberto Pimentel, do Ministério
de Relações Exteriores; Dr. Cláudio Raeder, do
MCT; senhores Secretários de Estado aqui presentes; representantes;
senhores reitores; Presidentes das Fundações de Pesquisa
deste Estado e de outros Estados; autoridades do meio universitário,
da nossa comunidade cientifica e tecnológica. Incumbido pelo
Secretário Frantz de saudá-los neste momento, em virtude
de estar acompanhando o Governador em viagem ao interior, desejando
que esta reunião seja proficua, e que o tema central, que trata
da cooperação científica, tecnológica e
universitária do Mercosul, possa ser aprofundada entre nós.
Vicente Bogo
( Vice-Governador do RJ)
Excelentíssimo
Sr. Presidente do Fórum Nacional de Secretários de Estado
para Assuntos de C&T, Dr. Eloi Fernández y Fernández;
Excelentíssimo Sr. Chefe do Departamento de Cooperação
Cientifica, Técnica e Tecnológica do Ministério
de Relações Exteriores; Embaixador Carlos Alberto Pimentel;
Excelentíssimo Senhor Secretário de Desenvolvimento Tecnológico
do MCT, Dr. Cláudio Raeder; Excelentíssimo Sr. Secretário
Substituto de C&T do RS, Dr. Luis Paulo Cunha; Senhores Representantes;
Reitores; dirigentes universitários; Sr. Ex-Secretário
de Estado e Presidente Estadual do PSDB, Dr. Gilberto Lucas Coelho;
Senhores Secretários de Estado de C&T; Senhoras e Senhores
participantes deste Fórum. Em nome do Governador Antônio
Britto, quero saudar a todos e dizer que para nos é uma alegria,
uma satisfação poder recebê-los no RS, e fazer votos
para que a 39ª Reunião deste Fórum possa alcançar
absoluto êxito. Gostaria de destacar que é fundamental
que nós, nos tempos atuais, possamos compreender cada vez mais
a importância do investimento público no setor da C&T,
e creio ser este um desafio posto, também, para a iniciativa
privada, como forma de perceberem as mudanças tecnológicas,
de competição, de mercado em nível internacional
e em nível nacional, a necessidade do aproveitamento cada vez
mais racional, alguns falam do desenvolvimento auto-sustentável
em relação ao aproveitamento dos recursos naturais disponíveis,
a preservação do nosso meio ambiente e o desenvolvimento
de tecnologias que possam, cada vez, mais facilita.r a vida do cidadão
nesta relação, que se espera sempre equilibrada, do Homem
com a Natureza, e do Homem em relação ao próprio
Homem. E neste momento em que cada vez mais avança a discussão
em relação ao Mercosul, em relação ao intercâmbio
regional entre os paises, creio que o setor, área da C&T
não poderia ficar à parte, não pode deixar de ocupar
o seu espaço nesta formação de interesse econômico
e político. O Mercosul que nasceu, sobretudo, motivado pelos
interesses dos setores industriais, hoje é discutido dentro de
um contexto de integração também no campo político
e no campo da cidadania. É necessário que se possa avançar
ainda mais também nas outras áreas: da pesquisa; do intercâmbio
de conhecimento; em todos os campos da ciência e da tecnologia.
Sei que o trabalho que o Fórum Nacional de Secretários
de Estado para Assuntos de C&T faz contribui para a troca de experiências
entre os Estados, mas agora vai contribuir, mais do que nunca, para
o intercâmbio e a cooperação no continente Sul Americano,
mais diretamente com a relação que temos com o Mercosul.
As nossas Universidades, sobretudo as de fronteira, já, têm
trabalhos realizados. Deste modo vamos construindo a rede que vai nos
dar a condição de perfeita integração entre
as nações, e de intercâmbio e cooperação
neste campo científico e tecnológico. Em nome do Governador
Antônio Britto, quero, mais uma vez, transmitir a saudação
do Governo aos Senhores, nos colocar à disposição
naquilo que possamos, em nível da nossa estrutura, do nosso Governo,
auxiliar os trabalhos deste Fórum, a nossa Secretaria, sobretudo
de C&T, e esperar que ao final deste encontro possamos comemorar
mais um passo importante que oss Srs. tenham ajudado a construir nesta
relação nova e desafiadora que temos no campo da C&T.
Muito Obrigado.
Luiz Paulo Rodrigues
Cunha (Secretario Substituto de C& T do
RS)
Apenas para uma comunicação
a pedido formal do Sr. Juan Carlo Del Bello, Secretário de C&T
da República Argentina, convidado para este evento, e impossibilitado
de comparecer, pediu que fosse lida a seguinte mensagem:
Com minha maior
consideração me dirijo ao Sr. Secretário para
dar-lhe conhecimento que não será possível minha
participação na Reunião do Fórum Nacional
de Secretários de Estado para Assuntos de C&T, por compromissos
inerentes à minha função. Na certeza de que os
temas que serão abordados sobre a cooperação
científica e tecnológica no Mercosul são do interesse
desta Secretaria, tanto pela temática como pela sua relevância
regional, desejo fazer chegar, por seu intermédio, aos Senhores
Secretários de Estado o meu desejo de que as conclusões
constituam um instrumento para continuar com Os trabalhos que aprofundem
a integração do Mercosul. Faço propicia a oportunidade
para saudar ao Sr. com a minha consideração mais distinta.
Eloi Fernández
y Fernández
Como combinamos
vamos fazer as 3 apresentações iniciais e passarmos para
perguntas, debates e discussões. Na seqüência, a primeira
apresentação será a do Embaixador Pimentel, em
seguida a do Dr. Cláudio Raeder, e logo após a do Dr.
João Gilberto. Passo a palavra ao Embaixador Pimentel.
Embaixador Carlos Alberto
Pimentel (Chefe do Departamento de Coordenação Científica
Técnica e Tecnológica)
Sr. Prof. Eloi
Fernández y Fernández, Secretário de C&T do
Estado do Rio de Janeiro e Presidente deste Fórum; Sr. Cláudio
Raeder, Secretário de Desenvolvimento Tecnológico do MCT;
Sr. João Gilberto Lucas Coelho, representante do Conselho de
C&T do RS; minhas Senhoras e meus Senhores. E com particular satisfação
que compareço a esta 39ª reunião do Fórum
Nacional de Secretários de Estado para Assuntos de C&T, colóquio
que pelo alcance de suas deliberações e pela qualidade
de sua composição representa núcleo dos mais importantes
para o continuo debate sobre os rumos contemporâneos do desenvolvimento
do Brasil . Estou certo de que as discussões que aqui se travam
terão imediato reflexo nas políticas de cada Estado da
Federação para o campo cientifico e tecnológico,
o que agrega à. natureza deste Fórum uma dimensão
eminentemente prática. Para o MRE a participação
neste exercício é motivo de vivo interesse pois o tema
C&T vem adquirindo crescente espaço na agenda internacional.
A recente inauguração, por parte do Sr. Presidente da
República, do Conselho Nacional de C&T com uma subcomissão
a versar sobre a cooperação internacional, dá a
justa medida que o Governo vem atribuindo à política cientifica
e tecnológica e suas implicações para a ação
externa do País.
Cláudio Raeder (Secretário de Desenvolvimento Tecnológico do MCT)
Prezado Eloi Fernández
y Fernández, Presidente do Fórum e Secretário de
Estado de C&T do Estado do Rio de Janeiro; prezado Embaixador Pimentel,
Chefe do Departamento de Cooperação Cientifica e Tecnológica
do MRE; e Dr. João Gilberto, membro do Conselho de Tecnologia
do RS. O Embaixador Pimentel deu uma visão global da cooperação
científica e tecnológica, e do posicionamento do Governo
brasileiro, em especial da diplomacia em relação à
área de C&T. Enfocaremos a reunião especializada de
C&T do Mercosul. 0 SecretArio de C&T do RS foi eleito pelo Fórum
como representante nesta reunião especializada do Mercosul, criada
em 1992, através de resolução do grupo do mercado
comum. O objetivo é promover o desenvolvimento da C&T dos
paises do Mercosul. Em termos de diretrizes, a nossa reunião
especializada tem como pauta a integração e o aperfeiçoamento
da infra-estrutura em C&T, seja no campo dos recursos humanos, de
equipamentos, de laboratórios, da promoção de intercâmbios
entre pesquisadores e empresários especialistas no uso do conhecimento
científico e da inovação para o aumento da competitividade
internacional. Estamos discutindo C&T para ser aplicada no campo
empresarial e para ser útil ao comercio dos quatro paises, com
melhoria da competitividade de produtos e serviços. Outro ponto
importante é promover um melhor aproveitamento dos centros de
pesquisa pelo setor produtivo: integração universidade
/empresa. A organização da reunião especializada
tem 4 comissões temáticas: Capacitação de
Recursos Humanos; Inter-conexão de redes; Marco Normativo ou
Marco Legal; e Sistemas de informações científica
e tecnológica. Dois grupos de trabalho foram recentemente criados:
um na linha de financiamento para capacitação tecnológica;
outro de divulgação dos trabalhos da reunião especializada,
para montar uma Home-Page na Internet sobre a reunião especializada
de C&T. Conseguimos fazer, em nível macro, uma reunião
dos Ministros de C&T do Mercosul, embora a organização
Mercosul não contemple reunião especializada de Ministros,
fizemos uma em abril de 95, com uma série de resultados. Definimos
o programa de trabalho para 96/97, aprovamos macro-diretrizes para atuação
das reuniões especializadas. Neste período realizamos:
12 reuniões, de março de 93 a maio de 96 e 2 workshops
sobre linhas de financiamento. Há também o documento sobre
Sistema de C&T no Mercosul. Hoje já temos cadastradas todas
as instituições tecnológicas no âmbito do
Mercosul, estamos colocando isto em meio magnético. Em papel
já existe, para que possam promover uma maior integração.
Em termos de áreas programáticas, para os especialistas
aqui presentes, definimos como campo de trabalho a questão da
Gestão Tecnológica, nosso entendimento é que os
trabalhos conjuntos devem ser centrados no que diz respeito à
gestão tecnológica e, dentro da gestão tecnológica,
a capacitação de Recursos Humanos, a integração
empresarial, os projetos mobilizadores, as pesquisas cooperativas e
etc. Em termos de temáticas aplicadas, algumas áreas foram
definidas: biotecnologia; materiais; recursos naturais; energia; tecnologia
espacial; climatologia; agropecuária; agro-indústria;
alimentos; transporte; informática e telecomunicações.
Em termos de temáticas sociais, dando prioridade também
As questões sociais, as áreas de: saúde; habitação;
problemas urbanos e regionais; problemas populacionais; ordenamento
e desenvolvimento ambiental; e as questões relativas ao desemprego.
Este é o cardápio de trabalho para formulação
dos projetos de cooperação no âmbito do Mercosul.
Esta é uma rápida exposição sobre a reunião
especializada. Obrigado Eloi. Obrigado a todos.
Eloi Fernández
y Fernández
Antes de passar
a palavra ao Dr. João Gilberto, gostaria de ressaltar o quanto
nos honra a sua presença, não só pelo que representa
para a história recente deste País, mas também
pelo fato de ter sido Secretário de C&T do RS, e presidente
deste Fórum. É um orgulho para o Fórum ter a sua
presença nesta reunião.
Dr. João
Gilberto Lucas Coelho (Representante do Conselho
de C& T do RS)
Obrigado meu caro
Secretário e Presidente atual do Fórum, Dr. Eloi; Prof
Telmo Frantz, Secretário de C&T do RS; Embaixador Pimentel;
Dr. Cláudio Raeder; reitores; representantes das universidades
e das Fundações. Uma saudação especialíssima
aos Secretários de C&T de cada urna das unidades da Federação
do Brasil, seus representantes, Senhoras e Senhores. Agradecendo as
amáveis palavras do Dr. Eloi, gostaria de falar da alegria de
retornar a uma reunião do Fórum. Faz algum tempo que não
as freqüento. Este Fórum tem uma história muito intensa
na questão da C&T no RS, criado quando das discussões
da reconstituciona1ização do Pais. Reforçou-se
no processo constitucional estadual que veio ampliar o número
de Estados que passaram a operar mais ativamente em C&T, inclusive
através de Fundos e FAPs. E, enfim, adentrou a década
de 90, quando tive a oportunidade de presidi-lo, já com uma participação
muito forte, com um relacionamento organizado com o MCT, com as instituições
federais, e com a sociedade civil. Abordar a questão de C&T
no Mercosul necessita de algumas observações preliminares
sobre o próprio Mercosul. Pretendo fazer rapidamente 3 delas.
A primeira é que o mercado comum tem duas dimensões do
ponto de vista econômico e não apenas uma, as vezes setores
produtivos vêem o mercado comum como um espaço maior, onde
o maior número de agentes vai disputar. Esta é a visão
parcial do mercado. O mercado comum também é uma união
de esforços num bloco para a concorrência global. A segunda
dimensão que gostaria de enfatizar sobre o mercado comum é
que é um mercado, mas é também uma tendência
comunitária e, portanto, não permanecerá sequer
como um mercado se não tiver uma base extra-econômica,
uma base cultural, uma base educacional, uma base espiritual. A terceira
é que nossos governos não pensaram a extensão da
conseqüência de um mercado comum com paises federativos.
O mercado comum é muito mais simples do ponto de vista jurídico,
formal, entre paises unitários. Quando se misturam paises unitários
e federativos há uma complexidade que o Brasil demorou algum
tempo para tratar. O Brasil e a Argentina são duas federações
fazendo um mercado comum com dois paises unitários. Este é
um ponto que deveria ter merecido uma avaliação doutrinária,
uma construção jurídica, política há
mais tempo. No que diz respeito a C&T, gostaria de começar
do ponto de partida, quando Brasil e Argentina desistem das rivalidades
geopolíticas. Neste primeiro momento um dos acordos assinados
foi na área de C&T. O Mercosul sob este aspecto começou
bem. No início de sua geração houve a introdução
da C&T. A partir dai muitas coisas aconteceram. Destaco o lado para
oficial, ou seja, de lembrar que as Universidades fizeram pelo menos
dois movimentos significativos: criar uma organização
entre Universidades do Paraguai, Argentina, Uruguai e Brasil e hoje
ternos o grupo de Montevidéu, outra organização
entre os quatro Paises. Há um intercâmbio bastante pulverizado
e é assim que deve ser. O mercado comum não pode apenas
esperar o ato oficial, temos que constituir centros de pesquisa, doutorados,
algumas pontas de excelência em conjunto e ternos que operar reduzindo
as barreiras que ainda existem. Creio que estamos perdendo o medo de
transferimos tecnologia, que é um receio recíproco, especialmente
com relação à Argentina. Mas a necessidade de se
criar um grande pólo produtor para conquistar o mercado mundial
pode derrubar estas resistências. Os governos foram muito inteligentes
quando começaram pelas áreas mais delicadas, principalmente,
a nuclear. Acho que é essencial a qualificação
científica e tecnológica do Mercosul, ou a organização
que vai resultar com a adesão de mais países não
pode se auto-colocar numa segunda posição ou, numa posição
satélite, no terceiro milênio. Temos que aspirar estar
na primeira linha no terceiro milênio. Portanto, temos que fazer
da C&T o caminho. Somos países em desenvolvimento e temos
que pensar em C&T também para diminuir as disparidades sociais.
Eloi Fernández
y Fernández
Agradeço
ao Dr. João Gilberto, e abro para o plenário.
Cláudio Raeder
O Brasil está
recebendo um doutor por dia, retomando de curso de doutorado ou pós-doutorado
no exterior. O MCT criou bolsa de até dois anos, para a fixação
de doutores, exatamente para ele ter um espaço de tempo e oportunidade
para se colocar no mercado. Recentemente, colocamos estas informações
na Internet, via CNPq. Enviarei, para divulgação no Fórum,
o endereço da Internet onde estão cadastrados os doutores
que estão no exterior, quando eles retomam, que cursos estão
fazendo, e etc. Para fazemos um melhor aproveitamento do pessoal que
saiu, se formou e está voltando.
Prof Nery dos Santos (Presidente da Fundação de C& T de Santa Catarina)
O Estado
de Santa Catarina tem procurado fazer uma maior aproximação
com a Argentina, com o Uruguai, e com o Paraguai e neste sentido tem
recebido apoio do MRE, o Ministro Lampréia tem dado apoio significativo,
não só em nível das embaixadas brasileiras nos
países do Mercosul, mas também agendando encontros. A
Embaixada brasileira tem dado um apoio maravilhoso.
Embaixador Pimentel
Os demais Estados
brasileiros tem que se preocupar em ter uma política de Mercosul,
não só os fronteiriços, com relação
a C&T.
Cláudio Gerer (Pró-reitor de Pesquisa e Pós-graduação
da Universidade Federal do Rio Grande do Sul)
Aproveito a presença
do Embaixador e o gancho da pergunta do Secretario de Santa Catarina
sobre questão do intercâmbio de visitantes e salientar
a dificuldade, devido a entraves burocráticos, de trazer professores.
Nelson Bose (Representante de Goiás)
Existe algum trabalho
para a questão? Estão se preocupando com o paralelismo
que existe entre o desemprego
e o desenvolvimento tecnológico
Audenir Brunllii
(Representante da Secretaria de C&T do Estado
de SP)
Minha pergunta
é dirigida ao meu amigo Cláudio Raeder. Com relação
às Comissões Temáticas que cuidam especificamente
dos sistemas de informação de C&T, queria saber qual
é o grau de integração com a proposta dos sistemas
estaduais, motivo de uma reunião recente com a participação
do Fórum, e se isso pode chegar a ter alguma influência
na formatação do quer vai ser desenvolvido nos sistemas
estaduais, ou seja, se podemos ter algum tipo de direcionamento em função
do que já existe nestes outros paises. Se isto está sendo
suficientemente bem coordenado.
Dr. Telmo Rudi Frantz
(Secretário de Estado de C& T do
RS)
Uma questão
importante é a que se refere ás áreas prioritárias.
É verdade que se tivermos uma relação como nação,
e como Estados federados no contexto do Mercosul, o país define
as suas áreas prioritárias, e cada Estado define as suas.
Provavelmente haverá um campo em que as coisas não vão
fechar plenamente. Acho que é impossível, até porque
cada Estado da Federação vai ter suas especificidades.
A questão a ser colocada para o Dr. João Gilberto, é
o que é prioridade de governo e o que é prioridade de
Estado. Tenho minhas preocupações. Se quisermos primeiro
acertar todos estes ponteiros, corremos o risco de entrar no terceiro
milênio ainda discutindo estas coisas. É importante que
isto não prejudique as ações concretas em curso,
ou que venham a ocorrer entre os Estados com os paises vizinhos. Destaco
a ação intensa e participativa do Embaixador Pimentel
e sua equipe. O fundamental é manter um canal de comunicação
com o Itamaraty, ninguém melhor do que o Embaixador Pimentel
para ser este canal pela sua compreensão e pela sua visão
de futuro.
Embaixador Carlos
Alberto de Azevedo Pimentel
Mo adianta inventarmos
em Brasília, nos Ministérios e nas Secretarias o que as
pessoas estão querendo. É preciso saber das Universidades,
e estas dos seus eventuais clientes. Sabendo isto, é mais fácil
definir o projeto como também o dinheiro surge. Temos visto isto
com relação a programas que estamos fazendo de formação
de recursos humanos em informática, sobretudo gestão de
redes, dentro da Rede de Informações Tecnológicas
Latino-Americana. A demanda é imensa o problema é selecionar.
Há uma demanda real que surge da própria necessidade.
Sugiro nesta questão especifica das Universidades que utilizem
ao máximo os inúmeros acordos inter-institucionais. No
momento em que um programa ou um projeto que esteja sendo desenvolvido
em nível inter-institucional passe a necessitar de apoio governamental,
sobretudo federal, e que, portanto, vai precisar de urna cobertura jurídica
então venham a nós. Daremos a solução que
se adeqüe ao problema. Tentar a priori definir novos mecanismos
é o mesmo que tentar definir prioridade e área de cooperação
em Brasília, nos Ministérios. Com relação
à questão do Dr. Nelson Bose, estivemos conversando com
o Prof Mouro da USP, sobre corno encarar o emprego numa nova estrutura
tecnológica de desenvolvimento rápido que se não
tomar cuidado põe todo mundo no olho da rua. Com os Bancos virtuais
quanta gente vai ficar desempregada? Na área de C&T não
conheço programa enfocando esta questão.
Cláudio Raeder
Com relação
à preocupação da definição de prioridades:
quando fazemos as reuniões especializadas de C&T dos quatro
paises, antes e depois das reuniões fazemos a chamada Sessão
brasileira, com a participação de várias instituições.
Esta Sessão brasileira refine representantes dos trabalhadores,
da academia, do governo e da iniciativa privada, e a feita para preparar
a participação do Brasil na reunião especializada.
Nesta Sessão darmos os informes sobre os resultados das reuniões
anteriores. Qualquer instituição que quiser participar
da reunião especializada & só comparecer a Sessão
brasileira. O amigo Nelson Bose do Estado de Goiás colocou outro
ponto fundamental: desemprego tecnológico. No âmbito do
MCT temos o Programa de Apoio a Capacitação Tecnológica
da Indústria, com uma série de subcomissões, reunindo
os quatro atores: Governo, iniciativa privada, trabalhadores e academia,
em todos os níveis do programa. Criamos recentemente uma subcomissão
chamada Educação, Tecnologia, Emprego para
estudar, não só a questão tecnologia e emprego,
mas sim educação, tecnologia e emprego, coordenada pelo
DIEBSE, que é um Fórum neutro das centrais sindicais.
Não é só a questão tecnologia e desemprego,
estamos agregando a questão da educação. Sobre
a questão levantada pelo amigo Brunelli, são duas coisas
distintas. Tem o trabalho do MCT com Ministério do Planejamento,
que é a questão dos indicadores de C&T, com a participação
dos Estados e a rede nacional. E, no âmbito do Mercosul o sistema
de informações em C&T que é um Diretório
de bases de dados sobre informações na área tecnológica,
coordenado pelo nosso ilustre Rincón do IBICT. São duas
coisas distintas. O que estamos fazendo no Mercosul é um levantamento
sobre as bases de dados pronta, colocando em meio magnético e
ofertando para os quatro paises do Mercosul. E o que estamos fazendo
no MCT, é um levantamento de estabelecimentos de indicadores
de C&T no plano do Governo Federal e dos Governos Estaduais.
João Vicente
de Abreu Neto ( Vice- Presidente do Fórum
e Secretario de C& T do Estado do Maranhão)
Para a programação
desta tarde foram convidadas personalidades da área científica
e tecnológica. O Painel O estágio atual das negociações
relativas à política de ensino superior e pós-graduação
no âmbito do Mercosul tem como: coordenador o Secretário
Telmo Frantz e como expositor o Dr. Abílio Baeta Neves. Convidamos
para a mesa o Secretário e o Dr. Abílio Baeta Neves.
Telmo Frantz
É com alegria
e honra que temos conosco o presidente da CAPES, Dr. Abílio Baeta
Neves que falará sobre o estágio atual das negociações
relativas à política de ensino superior de pós-graduação,
no âmbito do Mercosul. Passo a palavra ao Dr. Abílio.
Abílio Afonso
Baeta Neves (Presidente do Capes)
Foi com satisfação
que aceitei o convite para esta reunião. O tema Mercosul tem
ganhado espaço nas ações e programas da CAPES.
Inicialmente faço um comentário sobre os temas da agenda
do Mercosul, ou das comissões do Mercosul referentes ao ensino
superior, que vêm merecendo atenção e espaço
cada vez maiores dos organismos responsáveis pela consolidação
do Mercosul. Um tema importante, que já ganhou um protocolo,
assinado pelos países do Mercosul é o reconhecimento de
diplomas e de títulos universitários para efeito de continuação
de estudos acadêmicos. Esta ressalva é importante, o reconhecimento
de títulos fora deste âmbito será. tema da discussão
dos Ministros em Fortaleza, em novembro. É difícil de
ser tratado porque os países da região do Mercosul tem
um sistema profissional credencialista. às profissões
são exercidas a partir dos diplomas que as credenciam, trata-se
de uma questão fundamental de mercado de trabalho. Outro tema
importante é o do incentivo aos sistemas universitários
numa busca de maior homogeneidade nas estruturas: acadêmicas e
curriculares, na formatação dos cursos e etc. Temos com
relação a isto sistemas universitários muito desiguais,
em estágios de desenvolvimento desiguais. O terceiro tema é
vinculado a pós-graduação, onde a CAPES tem atuado
mais, e que tem se desdobrado em duas direções: a avaliação
da pós-graduação na região e a integração,
articulação e mobilidade de estudantes, professores, e
docentes da pós-graduação na região. As
discussões e os acertos, os acordos e os documentos referentes
a este capítulo se aceleraram. Vou me restringir ao que cabe
à esfera da CAPES que são as relações, os
debates e os avanços na área da cooperação
no plano da pós-graduação e da pesquisa universitária.
O mais importante neste campo nos últimos tempos foi a assinatura
de um protocolo pelos chanceleres no início deste ano, que prevê
o compromisso dos países, através de seus Ministérios
da Educação e entidades congêneres, com o estímulo
e o fortalecimento de uma ação integrada no âmbito
da pós-graduação na região. Devido às
grandes diferenças de consolidação e de desenvolvimento
do sistema universitário nos países as parcerias preferenciais
são entre Brasil e Argentina, entre Brasil e Chile, Brasil e
Uruguai, Argentina e Chile. Ai é possível pensar em parcerias
ampliadas, multilaterais e não meramente bilaterais. Outra coisa
que estes acordos guarda chuva e bilaterais prevêm, estimulam
e querem incrementar, é a cooperação no desenvolvimento
de sistemas de avaliação, equivalentes ao da pós-graduação.
O tema da avaliação da pós-graduação
está. centrado, sobretudo, na avaliação de doutorado.
Um tema neste campo da avaliação que preocupa enormemente
é o das franquias de pós-graduação. O Chile
está invadido de franquias de universidades européias
e norte americanas, de parcerias precárias em cursos semipresenciais,
ou cursos à distância de pós-graduação,
e isto se constitui num pequeno flagelo na região.O Brasil não
está alheio a isto e sofre com este problema. Boas universidades
estrangeiras estão descobrindo que o mercado da pós-graduação
é crescente não só o Brasil, mas também
na região. Há o risco de se considerar as parcerias entre
os paises do Mercosul como de segunda categoria quando comparadas com
as com os EUA ou com países europeus. Se os países do
Mercosul não se considerarem parceiros preferenciais esta cooperação
se torna marginal, cada vez mais de segunda categoria. Precisamos usar
os mecanismos, os procedimentos e sistemáticas de avaliação
para identificar centros de excelência na região e em torno
destes centros construirmos uma cooperação, e nuclearmos
uma ação regional de interesse para todos os países.
Este é o quadro desenhado, as preocupações são
todas vinculadas a este perigo da subalternização, ou
da secundarização da cooperação acadêmica
na região. Esta é uma área que necessita de recursos
continuados para sua consolidação. Neste sentido há
disposição de procurar recursos na comunidade européia.
João Vicente
de Abreu Neto
Boa noite. Passo
a palavra Drª Maria Margarida Rodrigues, Diretora de Patentes do
Instituto Nacional de Propriedade Industrial, que falará. sobre
a nova lei de patente do Brasil e as implicações do tema
no âmbito do Mercosul.
Maria Margarida
Rodrigues (Diretora de Patentes do Instituto
Nacional de Propriedade Industrial)
Quero dar algumas
informações em relação a área de
propriedade industrial no Mercosul. O início do processo de harmonização
da legislação de propriedade industrial dos países
do Mercosul se deu com a questão das marcas. A pirataria das
marcas brasileiras nos paises do Mercosul era significativa. O próximo
passo neste processo de harmonização seria a área
de desenho industrial. A parte de patentes ainda estão complicada
porque o Uruguai e o Paraguai estão com legislações
antigas. Uma das críticas que o Ex-Ministro Cavallo fez à
nossa legislação é que ela prevê a possibilidade
de limitar o poder absoluto do titular da patente caso este se sobreponha
ao interesse social. Finalidade experimental é excluída
do direito do titular desta patente. Na legislação brasileira
há a disposição de que licenças compulsórias
de uso impostas pelo estado possam vir a acontecer nos casos de interesse
público gerando insuficiência de exploração.
Nossa legislação obriga que o titular da patente fabrique
localmente a sua invenção, sob pena desta ser licenciada.
Esta disposição não consta na lei Argentina onde
a exploração de patente significa comercialização
do produto, não precisando ser fabricado no território
Argentino, basta ser posto no mercado. Como a lei brasileira impõe
a fabricação local, o Ex-Ministro Cavallo afirmava
que isto seria mais um dos pontos que atrairia investimento para dentro
do Brasil. é preciso desenvolver uma cultura de Propriedade Industrial,
mais importante que um produto é o conhecimento. O fortalecimento
da proteção deste bem vai dar hegemonia aos países,
e não a mera troca, ou comércio de mercadorias. O que
nos preocupa é que o INPI tem um desafio, que não será
apenas da C&T, mas sobretudo, o de não termos cultura de
Propriedade Industrial. Nesta hora importante para o fortalecimento
do sistema de patentes no Brasil nos deparamos com o seguinte quadro:
o número de examinadores de patentes vem decaindo, enquanto o
número de depósitos vem aumentando.
Eloi Fernández
y Fernández
Sobre esta questão
faço um comentário. O Fórum de Secretários
de C&T está a disposição do INPI para que possamos
fazer urna defesa desta Instituição. O MCT pode contribuir
também. Podemos pensar num programa conjunto de defesa do INPI.
Este convite já esta colocado.
Mauro Osório (Secretário Executivo do Fórum)
Para ajudar a
divulgar esta lei de patentes sugiro ao Cláudio Raeder: o PACTI
está fazendo o curso de multiplicadores, onde poderá ser
incluído um membro do INPI divulgando a nova legislação.
João Vicente
de Abreu Neto
Agradeço
à Drª Maria Margarida do INPI que fez esta palestra sobre
a nova lei, onde ficou clara a importância do tema. O Fórum,
como o presidente colocou, está à disposição.
20 Dia: 23 de agosto
Eloi Fernández
y Fernández
O Dr. Telmo Rudi
Frantz fará exposição sobre a experiência
de pólos regionais de modernização tecnológica
no Rio Grande do Sul. A seguir teremos a apresentação
da proposta de encaminhamento da vinculação, para a área
de C&T, de receita advinda das novas regulamentações
referentes à exploração das riquezas naturais.
Passo a palavra ao Dr. Telmo para a primeira exposição.
Telmo Rudi Frantz
(Secretário de C& T do RS)
Obrigado
Eloi. Bom dia a todos. Solicitei este espaço para expor o Projeto
dos Pólos de Modernização Tecnológica no
qual estamos trabalhando há alguns anos. Gostaria de situá-lo
no contexto mais amplo da política de C&T do nosso Estado.
Quando assumimos a Secretaria nos preocupamos em definir prioridades,
após várias reuniões com: universidades e empresariado,
chegou-se a três áreas prioritárias: biotecnologia,
informática e química. Com esta definição
conseguimos dar passos subseqüentes importantes para a ação
da C&T no Estado. Definidas as prioridades e o piso de recursos
destinados a C&T, elaboramos o Programa de Reestruturação
e Modernização da Infra-estrutura de C&T do RS. O
programa foi enviado à FINEP contendo a polÍtica de C&T
adotada pelo Governo do RS. Os pólos de modernização
tecnológica são dezesseis no Estado e refletem a política
de interiorização da C&T. Até 1990 o interior
do Estado, com raras exceções, como Santa Maria e a Região
de Caxias, era um deserto tecnológico. O que existia em temos
de laboratórios, limitava-se a laboratórios didáticos,
sem capacidade de alavancagem do processo produtivo. Isto mudou significativamente
com o Programa dos Pólos de Modernização Tecnológica,
que é um trabalho de qualificação tecnológica
do interior do Estado, mas precisamos mudar a cultura, o comportamento,
elaborar projetos e não simplesmente aprová-los ou não.
A iniciativa da criação de um pólo tecnológico
tem que estar vinculada ao piano regional de desenvolvimento, aprovada
por um Conselho de desenvolvimento regional onde tem assento: prefeitos,
sindicatos de trabalhadores, iniciativa privada e universidades, corno
instituição âncora. Praticamente todos os segmentos
da sociedade tem assento. Os Projetos nascem no interior do Estado passando
por canais não exclusivamente acadêmicos. Este é
o único Programa administrado diretamente pela Secretaria de
C&T do Estado.
Eloi Fernández
y Fernández
O próximo
assunto é a discussão da proposta de vinculação,
para a área de C&T, de receita advinda das novas regulamentações
referentes A exploração das riquezas naturais. Começou
a ser debatida na Reunião do Rio de Janeiro, no início
deste ano, depois na Reunião de Salvador. É uma proposta
de fortalecimento da C&T frente ao novo quadro institucional da
exploração e produção de recursos naturais.
Isto derivou da constatação da necessidade de novas fontes
de recursos, tendo em vista as dificuldades financeiras dos Estados.
As propostas referem-se As reservas naturais que podem ser divididas
em 3 fontes: petróleo e gás natural, energia elétrica
e recursos minerais. Queremos rediscutir a atual regulamentação,
fazermos uma proposta e, posteriormente, uma reunião com o Ministro
das Minas e Energia e com o Secretário Geral do Ministério.
Segundo o Art. 180 da Constituição Brasileira, a única
vinculação permitida é para C&T. Diz o Art.
180, parágrafo 5º : É facultado aos Estados
e ao Distrito Federal vincular parcela de sua receita orçamentária
a entidades públicas de fomento ao ensino e à pesquisa
cientifica e tecnológica. Na semana passada foi aprovada
na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei do executivo, já
com reformulações no que diz respeito à criação
da Agência Nacional de Energia Elétrica substituindo o
DENAE. Entrou no Congresso o Projeto de Lei do executivo da criação
da Agência Nacional do Petróleo. Estas leis veio estabelecer
o novo processo de regulamentação de ambos os setores.
Estamos num momento precioso e temos que aproveitar esta situação
para embutirmos nossas propostas. Foi criada esta semana uma Comissão
Especial no Congresso para discutir a nova regulamentação
do setor petróleo. Temos que ter urna proposta para apresentar
ao Ministro e depois discuti-la no Congresso. O presidente desta Comissão
é o Alberto Goldman. Formulamos algumas propostas. No Rio de
Janeiro ternos expectativa com relação ao setor petróleo
e estamos propondo três pontos: o primeiro é sobre os royalties,
no Projeto de Lei, que foi para o Congresso, está previsto oscilar
entre 5% e 10%, dependendo das características geológicas
de cada poço. O que estamos propondo é que fique entre
5% e 12%, ainda de acordo com as características geológicas
de cada poço. O segundo é a criação de incentivo
fiscal, a incidência de uma alíquota de 1% sobre o faturamento
da etapa de produção de petróleo a ser aplicada
em C&T que deverá ser deduzido do Imposto de Renda Pessoa
Jurídica a pagar. Nada disto é novo em termos internacionais,
o que estamos fazendo é uma transposição de legislações
já existentes na Inglaterra e na Noruega. O terceiro é
um imposto específico sobre a renda diferenciada que beneficia
diretamente o Tesouro Nacional. O que estamos propondo é que
a existência de um imposto sobre a renda diferenciada seja contemplado
no projeto de regulamentação, em exame no Congresso Nacional.
A alíquota a ser adotada deverá ser definida pelo ente
regulador considerando a especificidade de cada poço. O que propomos
no segundo ponto é que 50% deste imposto sobre a renda diferenciada,
seja revertido para o Estado produtor. Destes 50% do Estado produtor,
20% do total arrecadado seja aplicado no desenvolvimento tecnológico.
E no terceiro ponto que campos plenamente desenvolvidos, como o caso
da Petrobrás, o ente regulador estabeleça um cronograma
de pagamento conforme o volume futuro de produção. Esta
é a proposta com relação ao setor petróleo.
Em relação aos outros minérios a legislação
atual diz: 3% a 0,2%, dependendo do tipo de minério, são
divididos entre Estados e Municípios e nada contempla a área
de C&T. Estamos propondo subir estes valores. Do percentual que
for determinado, corno no caso do petróleo, 50% ficariam com
os Estados, e destes, 20% seriam aplicados em desenvolvimento tecnológico.
Na energia elétrica temos a proposta dos 2% para o MCT. Mo fizemos
nenhuma proposta adicional, temos que colocar em discussão, estamos
no momento preciso. Quais são as sugestões que tirar desta
reunião? Precisamos marcar uma conversa com o Ministro das Minas
e Energia. Ternos que nos preocuparmos com a descentralização,
2% de 6% além de ser pouco vai para o MCT, não ficando
nada para nos Estados. Além de aumentar este valor ele deveria
ser vinculado aos Estados.
Telmo Rudi Frantz
A produção
de energia tem que dar um retomo para a região. O Paraná
será o grande beneficiário devido à Usina de Itaipu.
Mauro Osório
No caso dos recursos
não renováveis os Estados têm um argumento que é
a sua exaustão. Os estágios no Congresso estão
diferentes. O petróleo vai começar agora. A energia elétrica
já foi votada na Câmara, e está no Senado. O próprio
Ministério está preocupado com o CEPEL, que é o
órgão de pesquisa da área de energia elétrica.
No caso das telecomunicações, que não afeta diretamente
nenhum Estado, existe uma proposta de um professor da universidade de
Campinas no sentido de criar um fundo nacional que contrataria pesquisa
no órgão já existente.
Eloi Fernández
y Fernández
Autorizado pelo
Fórum para dar prosseguimento, organizando e encaminhando a proposta
ao Ministro, o próximo passo é entrar em contato com as
regionais.
Eugênio Carlos
Evangelista Vieira (Representante da Universidade
Federal de Santa Catarina)
O Projeto
de Ensino à Distância em Santa Catarina parte do principio
que este não substitui o ensino presencial, é um ensino
complementar. A principal característica deste Projeto e a vídeo-conferência.
Foi realizado um investimento para que estas video-conferências
fossem totalmente interativas, permitindo a prestação
de consultorias à distância.
Eloi Fernández
y Fernández
Acho interessante
uma visita do Eugênio e do Nery ao Rio. OGovernador acabou de
transferir a atribuição da Educação à
Distância no Estado para a Secretaria de Estado de C&T, no
sentido de estruturar um projeto de Educação à
Distância para o Estado. Estamos tentando não desacoplar
da Secretaria de Educação envolvendo as universidades.
Passamos para os assuntos gerais.
João Vicente
de Abreu Neto
Houve em Brasília
uma reunião dos 14 Estados que participam dos Sistemas Estaduais
de Informação em C&T. Este projeto teve início
com a solicitação, aos Estados, que preparassem um projeto,
o CNPq, via IBICT, alocou três bolsas: uma DTI e duas ITI, para
iniciar este SEICT. Depois desta reunião tivemos outra com o
professor Tundisi do CNPq, gostaria que outros secretários que
estiveram na reunião também fizessem comentários.
Alguns Estados têm um convênio assinado com o CNPq, um convênio
de um para um. Foi discutido o problema que os Estados tem na montagem
de seus sistemas estaduais: a parte de planejamento, gestão e
orçamentação. Foi sugerido que o CNPq estudasse
a possibilidade de alocar no mínima 10 bolsas para os sistemas
Estaduais, para que estes sistemas, hoje confrontados com problemas
de pagamento de pessoal, pudessem constituir nas Secretarias Estaduais
grupos seniors para poderem montar seus planejamentos, sistemas de C&T.
Ficou decidido que nos reuniríamos regionalmente para encaminhar
um documento ao CNPq para a tornada de decisão. Acredito que
tenhamos que fazer isto porque não podemos apostar na idéia
do Governo Federal de que somos pouco orgânicos, que não
vamos conseguir nos reunir e encaminhar esta proposta. No caso do nordeste
pensamos fazer urna reunião em Recife que é um lugar equidistante,
para fazer esta proposta que na verdade é simples. Ternos que
fazer isto chegar nas mãos do Professor Tundisi.
Telmo Rudi Frantz
O Dr. Tundisi
solicitou que se fizesse urna agenda de trabalho do Fórum com
o CNPq, em que definíssemos alguns pontos para esta questão
especifica da gestão dos Sistemas Estaduais de Informações
de C&T, visando uma maior integração entre o CNPq,
as Secretariais Estaduais de C&T e as Fundações de
Amparo à Pesquisa. Falou que os convênios que estão
sendo assinados com os Estados seria um negócio fifty/fifty,
em torno de 500 mil reais do CNPq e 500 mil reais dos Estados, exclusivamente
para a gestão. 500 mil reais para alavancar alguns projetos de
pesquisa não daria para muita coisa, mas é dinheiro mais
do que suficiente para desenvolver a questão do planejamento,
para dar um apoio aos SEICTS.
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