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Reunião - Rio
Branco
Data: 20 de setembro de
2002
Local: Palácio do Governo e Palácio das
Secretarias - Rio Branco / AC
Participantes:
|
NOME |
INSTITUIÇÃO |
| 1. Ronaldo Sardenberg |
Ministro da Ciência
e Tecnologia |
| 2. Jorge Ávila |
FINEP |
| 3. Guilherme Brandão |
CNPq |
| 4. José Seixas Lourenço |
MCT |
| 5. Cláudio Marinho |
SECTMA / PE |
| 6. Francisco Romeu Landi |
FAPESP |
| 7. Manoel Cabral de Castro |
SETEC / AP |
| 8. Cleílza Ferreira
Andrade |
FAPESB |
| 9. Kazuyoshy Ofugi |
FAP/DF |
| 10. Marcílio César
de Andrade |
SECT / MG |
| 11. Naftale Katz |
FAPEMIG |
| 12. Rosilene Oliveira Maia |
SEPLA / RR |
| 13. Jáder Onofre
de Morais |
FUNCAP / CE |
| 14. Sídia Maria Gomes |
FUNTAC / AC |
| 15. Gonçalo Signorelli
de Farias |
FUNDAÇÃO
ARAUCÁRIA |
| 16. Hebert Rodrigues Pereira |
FAPESQ / PB |
| 17. Sérgio Duarte
de Castro |
SECTEC / GO |
| 18. Marco Aurélio
Giralde |
SEPLAN / TO |
| 19. Carlos Edgard de Deus |
SECTMA / AC |
| 20. Sônia Maria Jin |
SUCT / MS |
| 21. Maria de Fátima Aquino Matos |
FAPEPI |
| 22. Hulda Giesbrecht |
ABIPTI |
| 23. Donald Rolfe Sawfer |
MCT |
| 24. Teresa Lenice Mota |
MCT |
PARTICIPAÇÃO DO MINISTRO DA C&T e DA FINEP
- O ministro Sardenberg
destacou a generalização do movimento de criação
das Secretarias Estaduais de C&T e das Fundações de
Amparo à Pesquisa (FAP's) no Brasil como um fator que tem ajudado
na aprovação das leis da área de C&T. Foram
16 aprovações sem 2001, dentre essas os 11 Fundos Setoriais.
Segundo ele, os atores nos Estados estão atuando no âmbito
político.
- Citou a cooperação internacional (França, China,
Cuba e Alemanha).
- Apresentou o balanço da assinatura de convênios do MCT
com os estados - já foram assinados convênios com 20 estados,
de um total de 27.
- Destacou a necessidade de se abrir a discussão sobre o futuro
da CT&I , baseada em três pontos:
1. Implementar avaliação dos Fundos Setoriais.
2. Aumentar a participação local nos projetos.
3. Criar Comitê empresarial ("atiçar o imaginário
dos nossos empresários").
- Afirmou que "o financiamento é sempre um problema"
e que o MCT perdeu a visão completa com a implantação
dos vários mecanismos de financiamento. Como combinar as ações
dos vários instrumentos: fundos, redes e programas? E apontou
a necessidade de se estimular que os governos estaduais aumentem a participação
financeira nos projetos de C&T.
- Citou os mecanismos utilizados no Projeto Inovar como referências
para ativar a cooperação: portal; identificação
de oportunidades; treinamento; criação de fóruns;
joint-ventures (parcerias das micro e pequenas empresas brasileiras
com empresas estrangeiras).
- Destacou a possibilidade de cooperação com países
vizinhos, inclusive para transferência do know-how brasileiro
na organização de plataformas tecnológicas.
- Sugeriu a organização de um movimento nacional, com
o propósito de dar maior representatividade e força ao
movimento de Regionalização das Ações de
C&T, com os seguintes objetivos específicos: conscientização
de parceiros, conscientização da opinião pública,
legitimação das ações (apresentação
dos resultados de forma aberta e transparente), troca de idéias
e experiências. Sugeriu ainda a elaboração do Livro
Branco desse movimento.
- Sugeriu também a realização de um levantamento
sobre quanto e como cada estado está aplicando recursos em projetos
de CT&I, apontando as parcerias bem sucedidas dos estados com o
Governo federal. Citou como exemplo o Projeto Genolyptus (70% Governo
federal e 30% empresas). Esse levantamento poderia ser conduzido pelo
CGEE e consolidado num caderno de boas práticas.
- O diretor da Finep, Jorge Ávila, falou sobre a nova forma de
operacionalização e sobre o aumento de capital da agência.
Sinalizou para a prática de compor ações - Arranjos,
Cadeias e Empresas de Base Tecnológica. Nessa nova forma de operacionalização,
a Finep está trocando o mecanismo de balcão para uma forma
de ação ativa -"recebendo sugestões e negociando
maneiras de fazer as coisas".-, que ele denominou de "balcão
ativo". Ele sugeriu que os estados pensem inicialmente em planos
que façam sentido, de médio e longo prazos, e depois analisem
a viabilidade das fontes de recursos que possam ser acessadas para financiar
os diversos projetos que constam no plano. "Não ficar confinado
ao Fundo Verde-Amarelo". Ele afirmou que a Finep está disposta
a somar esforços com os estados para viabilizar, de forma inteligente,
os recursos para os projetos dos Arranjos Produtivos. Ele sinalizou
também para a importância de envolver o agente financeiro
(agências regionais de desenvolvimento) nos Arranjos e nas Plataformas
- "trazer os gerentes das agências para as Plataformas".
Ele sugeriu a definição de um pacote de financiamento
customizado para cada Arranjo, contemplando recursos dos mecanismos
de financiamento e crédito da Finep, do Sebrae (ex: Patme), do
CNPq (bolsas) e outros.
CONSIDERAÇÕES
/ PROPOSTAS:
- O presidente da FAPESQ
/ PB, Hebert Rodrigues Pereira, relatou o desenvolvimento das ações
do projeto da meso-região do Cristalino, coordenado pelo Ministério
da Integração Nacional (MI), destacando que esse é
mais um mecanismo para captação de recursos para as atividades
de CT&I nos estados. A meso-região pode ser definida como
prioridade para emendas parlamentares e a ela podem ser destinados recursos
no Plano Plurianual (PPA) do Governo federal. Considerando que os atores
de uma meso-região definem suas prioridades, a visão dos
Arranjos Produtivos pode ser inserida nas ações da meso-região.
- O assessor especial do MCT, José Seixas Lourenço, relatou
a dificuldade de articulação com o Ministério da
Integração Nacional (MI), destacando a alta rotatividade
de ministros nessa pasta. Ele aponta a retomada da negociação
com as Agências Regionais (ADA e ADENE) como o caminho para essas
articulações.
- A superintendente de C&T do Mato Grosso do Sul, Sônia Jin,
fez referência ao Projeto Mercosul, conduzido pelo Ministério
da Integração Nacional (MI), como mais uma oportunidade
de captação de recursos para CT&I nos estados.
- O representante do Ministério do Desenvolvimento, Indústria
e Comércio (MDIC), André Ferreira, apresentou a palestra
sobre os Telecentros de Informação e Negócios,
iniciativa do Fórum Permanente das micro e pequenas empresas.
Anunciou o lançamento do Edital para instalação
de 81 Telecentros de Informação e Negócios, feito
pelo Sebrae Nacional, no dia 20 de setembro de 2002. Anunciou ainda
a realização do Seminário Internacional de Telecentros,
em dezembro, em Teresina (PI).
- O presidente do Fórum, Cláudio Marinho, relatou a Reunião
Regional Nordeste realizada em São Luís (MA), no dia 16
de agosto de 2002:
o destacou a oportunidade dos Fundos Setoriais que destinam uma parcela
dos seus recursos para as reuniões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
Relatou a participação do secretário técnico
do Fundo de Energia (CT-Energ) nessa reunião, informando que
os recursos destinados para P&D em energia estão sendo destinados
50% para o CT_Energ, recursos do FNDCT, e 50% para as geradoras e distribuidoras
de energia. O presidente do Fórum destacou a necessidade de uma
maior interação das Secretarias de C&T e FAPs com
as geradoras e distribuidoras de energia.
- O estado do Ceará fez um levantamento dos recursos aplicados
pelos Fundos Setoriais, por estado e região. Esse documento (em
CD ROM) será distribuído às secretarias estaduais
de C&T. Esse levantamento mostrou que as regiões Norte, Nordeste
e Centro-Oeste não estão tendo um bom desempenho nesses
Fundos. Ele recomenda uma articulação intra-regional (entre
estados de uma região) para apresentação de propostas
de projetos mais competitivos, como uma forma de enfrentar o desafio
de captar integralmente o percentual de recursos dos fundos destinados
a essas regiões.
- O presidente do fórum destacou a necessidade de cada estado
definir uma pessoa, um "campeão", para acompanhar o
desempenho dos Fundos Setoriais.
- O assessor especial do MCT, José Seixas Lourenço, apresentou
o documento Roteiro para Caracterização dos Arranjos Produtivos
Locais, de autoria de José Cassiolato e Helena Lastres, que foi
distribuído aos participantes da reunião. Ele destacou
uma característica, presente no mecanismo dos Arranjos Produtivos,
de inversão da lógica da academia, de ter a solução
para depois identificar o problema. Nos Arranjos o que ocorre é
a identificação do gargalo tecnológico, para depois
se viabilizar a solução. Ele destacou ainda que a tendência
é a de que as Câmaras Técnicas dos Arranjos evoluam
para Entidades Tecnológicas Setoriais. Ele comunicou que enviou
ao secretário-executivo do MCT, um ofício questionando
o tratamento que vem sendo dado aos projetos definidos no âmbito
dos Arranjos Produtivos e solicitando a realização de
uma reunião entre o Grupo de Gestão Compartilhada e os
secretários técnicos dos Fundos Setoriais. Ele chamou
a atenção dos secretários para o Fundo do Agronegócio,
cujo início de implementação se dará ainda
este ano, visto que a maior parte dos projetos dos Arranjos produtivos
diz respeito ao Agronegócio. Ele sugere um tratamento diferenciado
nesses fundos para os projetos dos Arranjos Produtivos (demanda qualificada)
e que esse assunto seja tratado por meio de uma manifestação
do Fórum dos Secretários. Ele defendeu ainda uma convergência
das ações referentes aos Arranjos Produtivos desenvolvidas
pelo MCT e SEBRAE.
- O diretor científico da Fapemig, Naftale Katz, recomendou cautela
em relação às ações dos Arranjos
Produtivos, considerando que ainda não há uma avaliação
dos seus resultados. Destacou que é necessário homogeneizar
conceitos e critérios para seleção e avaliação
dos projetos oriundos dos Arranjos Produtivos.
- A superintendente de C&T do Mato Grosso do Sul, Sônia Jin,
sugeriu a elaboração de um documento ao final da reunião,
apresentando conclusões sobre o mecanismo dos Arranjos Produtivos,
contendo sinalizações dos procedimentos exitosos e relatando
os avanços obtidos.
- O diretor de C&T de Goiás, Sérgio Castro, manifestou
que considera o mecanismo dos Arranjos Produtivos uma estratégia
de desenvolvimento regional correta, que tem respaldo em experiências
internacionais, num esforço de estabelecer critérios uniformes
de avaliação. Ele destacou a necessidade de se definir
um canal de interlocução claro, direto e ágil com
a Finep, para tratar dos projetos que estão sendo propostos no
âmbito dos Arranjos Produtivos.
- O assessor especial do MCT, José Seixas Lourenço, alertou
para a data limite de 30 de setembro para apresentação
de propostas de projetos que serão apresentadas ao Grupo de Gestão
Compartilhada.
- O superintendente de C&T de Minas Gerais, Marcílio César
de Andrade, alertou para a necessidade de fazer a interação
academia / empresa, convidando representantes das universidades e institutos
de pesquisa para participarem das reuniões das Plataformas.
- A presidente da Fapepi, Fátima Aquino, relatou os resultados
do Curso de Elaboração de Projetos realizado em Teresina
(PI): 5 projetos aprovados no edital de incubadoras do Sebrae. Ela destacou
que, para o estado do Piauí, os Arranjos Produtivos têm
representado uma política eficaz de integração
academia / empresa / governo estadual / governo municipal. Ela apontou
a necessidade de uma estratégia que solucione as desigualdades
de competências entre os estados e regiões.
- O secretário de C&T e Meio Ambiente do Acre, Edgard de
Deus, destacou o papel do Fórum dos Secretários no desempenho
das ações de regionalização do MCT. Ele
manifestou preocupação com a continuidade / desdobramento
das ações dos Arranjos Produtivos; com a efetivação
dos Comitês Gestores Estaduais; e com a questão da capacitação
nos estados periféricos, apontado a necessidade de se unir esforços
para ampliar capacitar e ampliar quadros nesses estados.
- O assessor especial do MCT, José Seixas Lourenço, voltou
a destacar a necessidade de mobilização das agências
regionais de desenvolvimento (ADA, ADENE, SUFRAMA, BASA, Banco do Nordeste)
para apoiar as ações dos Arranjos Produtivos. Está
programada uma reunião da Regional Amazônia para os dias
7 e 8 de outubro de 2002, em Belém, com a presença de
representantes do MCT, ABIPTI, ADA, SUFRAMA e SEBRAE; e para o dia 21
de outubro está programada uma reunião para tratar das
questões dos Arranjos Produtivos do Nordeste com a ADENE. Está
prevista a instalação de nove Núcleos de Gestão
Tecnológica na região Norte, com o apoio do Banco da Amazônia.
- O presidente do Fórum dos Secretários, Cláudio
Marinho, sinalizou para as fontes de recursos que não estão
sendo exploradas pelas secretarias de C&T, como exemplos o PROEP
(para infra-estrutura de educação profissional nos estados)
e o FAT (para capacitação profissional).
- O presidente do Fórum das FAPs, Francisco Landi, destacou as
reuniões de São Paulo e de Rio Branco como as mais produtivas
e significativas para os dois fóruns. Manifestou a preocupação
com a fixação de gente nos estados das regiões
Norte, Nordeste e Centro-Oeste, para condução dos projetos
dos Arranjos.
DECISÕES:
- Assinado o Convênio
de Cooperação Técnica e Científica entre
o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), o Conselho
Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq),
a Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) e o Estado do Acre, por
intermédio da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia
e Meio Ambiente (SECTMA). Esse convênio tem como objeto o estabelecimento
de um regime de mútua cooperação técnica,
científica e financeira, entre o MCT, o CNPq, a Finep e o Estado
do Acre para realização de ações e esforços
conjuntos em atividades de comum interesse, visando a promover e incentivar
o desenvolvimento científico e tecnológico do Estado.
O convênio tem a duração de 4 anos.
- Foi definida a elaboração da Carta do Acre, a ser assinada
pelos dois fóruns e encaminhada ao ministro da Ciência
e Tecnologia e aos quatro principais candidatos a presidente da República
(Lula, Serra, Garotinho e Ciro), até o dia 27 de setembro de
2002, sintetizando a importância dos Arranjos Produtivos que,
na opinião dos participantes da reunião, representam uma
inovação institucional que demonstra grande capacidade
de alavancagem do desenvolvimento e deve ser continuada. A Carta deverá
apresentar argumentos técnicos de convencimento da importância
de continuidade dessa iniciativa, com o seguinte conteúdo:
- Avanços na área de CT&I na atual gestão do
ministro Sardenberg, traduzindo manifestações sinalizadoras
para os próximos governantes sobre procedimentos exitosos - interação
da equipe do MCT com os dois Fóruns; aumento de sinergia entre
os governos federal e estaduais; criação de secretarias
estaduais de C&T e FAPs, criação do Fórum Nacional
das Secretarias Municipais de C&T; inovações organizacionais
(CGEE, Fundos Setoriais, Grupo de Gestão Compartilhada dos Fundos,
Lei de Inovação, etc.); realização da Conferência
na Nacional de CT&I e elaboração do Livro Branco;
maior integração das universidades e institutos de pesquisa
com as empresas a partir da organização das Plataformas
e dos Arranjos.
- Oportunidades - adesão de outros programas e instituições
ao movimento de organização dos Arranjos Produtivos (MI,
MDIC, Agências Regionais, SEBRAE); consolidar os conceitos e preservar
e proteger o conhecimento gerado na organização dos Arranjos
Produtivos (ativo intangível); programas de governo dos candidatos
que incluem os Arranjos Produtivos;
- Gargalos - capacitação do pessoal para apresentar projetos;
aumento da competitividade dos projetos; fixação de pessoal
qualificado, criação de redes e definição
de estratégias que levem ao atendimento dos percentuais de recursos
destinados às regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste nos
Fundos Setoriais.
- Proposta de ação coordenada - projetos cooperados que
levem em conta a capacitação local, quando couber (exemplo
PPG 7); ampliar alternativas de financiamento dos Arranjos produtivos,
além do Fundo Verde-Amarelo; importância de se ter um interlocutor
ativo dos Arranjos Produtivos na Finep e no CNPq; participação
do Fórum dos Secretários no Grupo de Gestão Compartilhada;
importância do Grupo de Gestão Compartilhada para a captação
de recursos de outros fundos para os Arranjos Produtivos.
- A próxima reunião do Fórum Nacional dos Secretários
e do Fórum das FAPs será realizada em Recife (PE), no
dia 6 de dezembro de 2002, com o objetivo de organizar a transição
para os secretários que estarão assumindo seus cargos
nas secretarias estaduais de C&T e para o novo presidente do Fórum
Nacional, que deverá ser eleito na primeira reunião de
2003.
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