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Relato
do Encontro de Salvador (BA)
O
Encontro dos Secretários de Ciência e Tecnologia da Região
Nordeste, realizado em Salvador, no dia 12 de julho de 2001, reconhece:
- que o MCT, seus institutos
e agências, liderados pelo ministro Ronaldo Sardenberg e sua equipe,
vêm conferindo importância ao Programa de Cooperação
Científica e Tecnológica para o Desenvolvimento Regional,
consubstanciando uma agenda que busca estreitar a cooperação
com os Estados e definir uma Política Nacional de C&T capaz
de refletir as realidades locais;
- que a agenda, pela forma com está
sendo construída, a partir do diálogo com o Fórum
Nacional de Secretários de C&T, nos vários encontros
que vêm sendo realizados desde a reunião de Beberibe, no
Ceará, busca a convergência de prioridades entre as políticas
do Governo federal e dos governos estaduais.
Na
reunião de ontem (11 de julho de 2001), tratamos com particular
atenção dos arranjos produtivos locais como carro-chefe
de uma política de desenvolvimento para a nossa região,
e o aprofundamento do debate levou à reflexão sobre outros
itens da agenda que concorrem para o fortalecimento dessa política.
Uma
vez validados os arranjos de cada Estado, as nove secretarias presentes
ao Encontro chegaram ao consenso sobre aspectos fundamentais para a eficácia
do modelo de intervenção acordado:
- a necessidade de uma
firme decisão para a desconcentração do conhecimento,
capaz de implementar na região uma política de investimentos
na infra-estrutura de recursos humanos e laboratoriais, a exemplo do
que foi feito no passado com os atuais Centros de Excelência;
- a necessidade de uma
participação efetiva do Fórum dos Secretários
junto aos Fundos Setoriais, capaz de assegurar regras de enquadramento
e análise que privilegiem as ações regionais acordadas
pelo Comitê Gestor de cada Estado;
- a necessidade de mecanismos que garantam os recursos dos Fundos Setoriais,
em especial o Verde-Amarelo, para as ações negociadas
no Comitê Gestor de cada Estado, sejam elas projetos decorrentes
dos arranjos produtivos, serviços de tecnologia industrial básica,
pólos, parques e incubadoras, entre outros;
- a necessidade de assegurar recursos adicionais para os projetos decorrentes
de arranjos produtivos que se conformam como cadeias regionais importantes
para o desenvolvimento sócio-econômico do Nordeste (caju,
camarão, tilápia, ovinocaprinocultura e apicultura), independente
das definições de prioridade dos Estados;
-a necessidade de uma ação indutora do MCT, capaz de reforçar
grupos regionais emergentes, a partir de negociação com
os Governos Estaduais, priorizando projetos com contrapartidas locais
que poderão ser efetivadas através das entidades estaduais
de amparo à pesquisa;
- a necessidade de uma ação política capaz de viabilizar
o Programa Nacional de Capacitação Tecnológica
da População, em estreito diálogo com os Estados;
- a necessidade de ajustar os editais de apoio à pesquisa aos
propósitos da desconcentração do conhecimento,
evitando que se cristalizem os desequilíbrios regionais;
- a necessidade de assegurar recursos para estudos estratégicos
capazes de identificar oportunidades de investimento e rotas tecnológicas
que assegurem o desenvolvimento sustentável nas regiões
priorizadas pelo Comitê Gestor de cada Estado;
- a necessidade de maior apoio aos sistemas estaduais de informação
em C&T, mobilizando recursos humanos e financeiros para inclusão
de informações sobre os arranjos produtivos nos Portais
dos Estados, evoluindo gradativamente para vortais dos referidos arranjos;
- a necessidade de garantir o Programa Sociedade da Informação
nas ações regionais, como forma de criar capacitação
local utilizando-se de meios modernos da informação e
divulgação científica;
- além disso, decidimos também reforçar o apoio
político dos Governos Estaduais no sentido de assegurar a aprovação
pelo Congresso Nacional dos novos fundos setoriais;
- finalmente, reafirmamos o nosso compromisso de lutar, junto com o
MCT, pela transformação da ciência e tecnologia
em instrumentos de inclusão social para a população
do nosso País.
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