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Fundo de Universalizaçao
dos Serviços de Telecomunicações /1999
Manifesto dos Secretários de Ciência e Tecnologia do País, Presidentes de Fundações de Amparo à Pesquisa, Diretores de Instituto de Pesquisa, Professores e Técnicos do Segmento de Ciência e Tecnologia para agilização da tramitação, no Congresso Nacional, do Projeto de Lei regulamentando o Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust).
Os abaixo-assinados, Secretários de Ciência e Tecnologia do País, Presidentes e Diretores de Fundação de Amparo à Pesquisa, Diretores de Institutos de Pesquisa, Professores e Técnicos reunidos durante a realização a reunião do Fórum Nacional de Secretários de Ciência e Tecnologia, na cidade de Beberibe, Estado do Ceará, nos dias 2 e 3 de dezembro de 1999, vem solicitar dos presidente da Câmara Federal e do Senador Federal a agilização da tramitação do Projeto de Lei que regulamenta o artigo da Lei Geral das Telecomunicações que estabeleceu o Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust), que se encontra, há mais de dois anos, tramitando na Câmara Federal.
A Universalização dos Serviços de Telecomunicações, objeto de preocupação da Anatel, ao criar o Comitê para Universalização dos Serviços de Telecomunicações, está a merecer a total prioridade de nossos representantes, por se tratar de mecanismo fundamental para democratizar o acesso à informação pelos cidadãos brasileiros.
Beberibe, Ceará, dezembro de 1999
Adão Villaverde
Presidente do Fórum e secretário
de C&T do Rio Grande do Sul
Ariosto Hollanda
Secretário de C&T do Ceará
Wanderley de Souza
Secretário de C&T do Rio de Janeiro
Roberto Cláudio
Reitor da Universidade Federal do Ceará
Gilvane Felipe
Secretário de C&T de Goiás
Margareth Spangler
Secretária de C&T de Minas Gerais
Manoel Cabral de Castro
Secretário de C&T do Amapá
Cícero Jorge de Oliveira Lacerda
Coordenador de C&T de Rondônia
Cláudio Marinho
Secretário de C&T de Pernambuco
Francisco Fausto Pereira
Secretário de Planejamento
de Mato Grosso do Sul
Washington Luiz Carvalho
Representante da Secretaria
de Planejamento de Tocantins
Antônio Luiz Barbosa
Secretário de Meio ambiente, Ciência
e Tecnologia do Distrito Federal
Cláudio C Ribeiro
Secretário Adjunto de Ciência
e Tecnologia e Meio Ambiente do Pará
Valdionor de Albuquerque Barros
Presidente da Fapepi
Nelson Hermógenes Freire
Secretário de Indústria, Comércio, Ciência
e Tecnologia do Rio Grande do Norte
Antônio Augusto de Almeida
Assessor, representando
o Secretário de C&T da Paraíba
Honorato A Tomelin
Diretor Geral da Fundação de Ciência
e Tecnologia de Santa Catarina
Gonçalo Farias
Coordenador de C&T do Paraná
Sílvio de Q. Mattoso
Presidente do Ceped, Bahia
Rafael G Oliveira Alves
Presidente do Fundect, Mato Grosso do Sul
Orlando de L. Júnior
Diretor-presidente da Fundação de Amparo
à Pesquisa do Distrito Federal
Lynaldo Cavalcanti de Albuquerque
Secretário-executivo da Abipti
Roberto S. Siqueira
Presidente da Fapesq, Paraíba
José Carlos Aziz Ary
Coordenador do Fundo
de Pesquisa do BNB, Ceará
Marília de Barros Santos
Presidente do Instituto
de C&T do Distrito Federal
Sérgio Wergest
Assessor de C&T do Rio Grande do Sul
Cleilza Ferreira Andrade
Superintendente do CADCT, Bahia
Ricardo de C. M. Vieira
Secretário-adjunto de Planejamento de Alagoas
Odilon Marcuzzo do Canto
Presidente do Cientec do Rio Grande do Sul
Magdala Alencar Teixeira
Presidente do Cetec, Minas Gerais
Fábio Silva
Presidente do Itep, Pernambuco
Paulo Paiva
Presidente da Fapep, Paraíba
José Carlos Cavalcanti
Presidente da Facepe, Pernambuco
Levi de Moura Barros
Embrapa, Ceará
João Lucas Barbosa
Presidente da Funcap, Ceará
João Carlos de Souza Maia
Presidente da Fapemat, Mato Grosso
Sônia Maria Jin
Superintendente de C&T do Mato Grosso do sul
Lúcia Carvalho Cidrão
Diretora Administrativa da Funcap, Ceará
Sílvio Batusansehi
Coordenador de Projetos Especiais da Secretaria de Ciência,
Tecnologia e Desenvolvimento de São Paulo
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Fundo de Universalizaçao dos Serviços de Telecomu-nicações /1999
Lei de Informática/1999
Manifesto sobre a reformulação do Sistema Nacional de C&T
Resolução 001/2003 do Fórum NE
Protocolo de Cooperação Nordeste
Protocolo de Cooperação Meio Ambiente ME
Artigo Pacto Federativo
Carta do Acre
Carta de Brasília
Carta de Brasília 2005
Carta de Fortaleza
Carta da Região Norte
Carta de Manaus
Carta de Porto Alegre - Políticas
Carta de Porto Alegre - PAIS
Manifesto Ministro
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Lei de Informática /1999
Manifesto dos Secretários de Ciência e Tecnologia do País, Presidentes de Fundações de Amparo à Pesquisa, Diretores de Institutos de Pesquisa, Professores e técnicos do segmento de Ciência e Tecnologia para agilização da tramitação, no Congresso Nacional, do Projeto de Lei que altera a Lei Nº 8.248, de 23.10.91. (Lei de Informática), dispondo sobre a capacitação e competitividade do setor de Tecnologia da Informação no Brasil.
Os abaixo-assinados, Secretários de Ciência e Tecnologia do País, Presidente e Diretores de Fundações de Amparo à Pesquisa, Diretores de Institutos de Pesquisa, Professor e Técnicos reunidos durante a realização da reunião do Fórum Nacional de Secretários de Ciência e Tecnologia na cidade de Beberibe, Estado do Ceará, nos dias 2 e 3 de dezembro de 1999, vêm solicitar dos Presidente da Câmara e do Senado Federal a agilização da tramitação do Projeto de Lei Nº 8.248, de 23.10.91 (Lei de Informática), dispondo sobre a capacitação e competitividade do setor de Tecnologia da Informação no Brasil.
A aprovação do Projeto de Lei é fundamental para atrair capital estrangeiro e nacional a ser investido em plantas fabris no País, bem como para fomentar as engenharias de desenvolvimento dos fabricantes e, acima de tudo, contribuirá para o incremento dos recursos voltados à P&D no setor de Tecnologia da Informação no Brasil.
Beberibe, Ceará, dezembro de 1999.
Adão Villaverde
Secretário de C&T do Rio Grande
do Sul e Presidente do Fórum
Ariosto Hollanda
Secretário de C&T do Ceará
Wanderley de Souza
Secretário de C&T do Rio de Janeiro
Roberto Cláudio
Reitor da Universidade Federal do Ceará
Gilvane Felipe
Secretário de C&T de Goiás
Margareth Spangler
Secretária de C&T de Minas Gerais
Manoel Cabral de Castro
Secretário de C&T do Amapá
Cícero Jorge de Oliveira Lacerda
Coordenador de C&T de Rondônia
Cláudio Marinho
Secretário de C&T de Pernambuco
Francisco Fausto Pereira
Secretário de Planejamento
de Mato Grosso do Sul
Washington Luiz Carvalho
Representante da Secretaria
de Planejamento de Tocantins
Antônio Luiz Barbosa
Secretário de Meio ambiente, Ciência
e Tecnologia do Distrito Federal
Cláudio C Ribeiro
Secretário Adjunto de Ciência
e Tecnologia e Meio Ambiente do Pará
Valdionor de Albuquerque Barros
Presidente da Fapepi
Nelson Hermógenes Freire
Secretário de Indústria, Comércio, Ciência
e Tecnologia do Rio Grande do Norte
Antônio Augusto de Almeida
Assessor, representando
o Secretário de C&T da Paraíba
Honorato A Tomelin
Diretor Geral da Fundação de Ciência
e Tecnologia de Santa Catarina
Gonçalo Farias
Coordenador de C&T do Paraná
Sílvio de Q. Mattoso
Presidente do Ceped, Bahia
Rafael G Oliveira Alves
Presidente do Fundect, Mato Grosso do Sul
Orlando de L. Júnior
Diretor Presidente da Fundação
de Amparo à Pesquisa do Distrito Federal
Lynaldo Cavalcanti de Albuquerque
Secretário-executivo da Abipti
Roberto S. Siqueira
Presidente da Fapesq, Paraíba
José Carlos Aziz Ary
Coordenador do Fundo de Pesquisa do BNB, Ceará
Marília de Barros Santos
Presidente do Instituto de C&T do Distrito Federal
Sérgio Wergest
Assessor de C&T do Rio Grande do Sul
Cleilza Ferreira Andrade
Superintendente do CADCT, Bahia
Ricardo de C. M. Vieira
Secretário-adjunto de Planejamento de Alagoas
Odilon Marcuzzo do Canto
Presidente do Cientec do Rio Grande do Sul
Magdala Alencar Teixeira
Presidente do Cetec, Minas Gerais
Fábio Silva
Presidente do Itep, Pernambuco
Paulo Paiva
Presidente da Fapep, Paraíba
José Carlos Cavalcanti
Presidente da Facepe, Pernambuco
Levi de Moura Barros
Embrapa, Ceará
João Lucas Barbosa
Presidente da Funcap, Ceará
João Carlos de Souza Maia
Presidente da Fapemat, Mato Grosso
Sônia Maria Jin
Superintendente de C&T do Mato Grosso do sul
Lúcia Carvalho Cidrão
Diretora Administrativa da Funcap, Ceará
Sílvio Batusansehi
Coordenador de Projetos Especiais da Secretaria
de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento de São Paulo
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Fundo de Universalizaçao dos Serviços de Telecomu-nicações /1999 Lei de Informática/1999 Manifesto sobre a reformulação do Sistema Nacional de C&T
Protocolo de Cooperação Nordeste
Protocolo de Cooperação Meio Ambiente ME
Artigo Pacto Federativo
Carta do Acre
Carta de Brasília
Carta de Brasília 2005
Carta de Fortaleza
Carta da Região Norte
Carta de Manaus
Carta de Porto Alegre - Políticas
Carta de Porto Alegre - PAIS
Manifesto Ministro
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Manifesto sobre a reformulação
do Sistema Nacional de Ciência e Tecnologia
A Diretoria do Fórum Nacional de Secretários de Ciência e Tecnologia esteve reunida no Rio de Janeiro, em 4 de fevereiro de 1999. A reunião teve como pauta principal a reestruturação do Fórum e seus mecanismos de atuação, sobretudo neste momento inicial de instalação dos governos nos Estados. Entretanto, face ao momento atual do País e fundamentalmente no que se refere à reformulação do Sistema Nacional de Ciência e Tecnologia, tema que vem despertando grande interesse na comunidade científica, o encontro manifesta a seguinte opinião:
-
considera que a estrutura organizacional interna do Ministério da Ciência e Tecnologia, apesar de toda sua relevância, não deve ser o foco principal do debate neste momento;
-
considera fundamental que o Ministério da Ciência e Tecnologia discuta com a comunidade científica e entidades representativas da sociedade civil, uma política nacional de Ciência e Tecnologia com objetivos, metas, prioridades e recursos disponíveis claramente estabelecidos;
-
manifesta sua preocupação com a falta de recursos federais para o Sistema Nacional de Ciência e Tecnologia. Enfatiza que os Estados atravessam sérias dificuldades econômicas, não têm condições e nem devem substituir as agências federais no processo de financiamento às atividades científicas e tecnológicas, que sabemos, têm um amplo reflexo no desenvolvimento social e econômico de nosso País;
-
por fim, considera importante e fundamental que seja desencadeado, imediatamente, este processo para discussão e formulação de uma política nacional de Ciência e Tecnologia, com a participação de toda a comunidade, tendo o Fórum Nacional de Secretários de C&T, bem como o Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia, espaço importante para este debate.
Adão Villaverde
Presidente do Fórum Nacional de Secretários Estaduais para Assuntos de Ciência e Tecnologia
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Fórum Regional de Secretários
de Ciência e Tecnologia do Nordeste
RESOLUÇÃO No 001/2003
Os Secretários de Ciência e Tecnologia do Nordeste, reunidos em Fortaleza no dia 29 de agosto de 2003, tendo por base o Protocolo de Intenções firmado nessa mesma data, no qual se estabelece um regime de mútua cooperação para a realização de atividades nas diversas áreas do desenvolvimento científico, tecnológico e da inovação de interesse comum aos nove Estados, resolvem deliberar:
1 - Fica criado o Programa Regional de Biotecnologia (RENORBIO) que integrará todas as ações de pesquisa e desenvolvimento no campo das ciências biológicas e da biotecnologia de interesse dos Estados signatários do Protocolo, o qual funcionará em rede integrada de competências, coordenadas pelo Professor Luiz Antônio Barreto de Castro.
2 - O Coordenador do RENORBIO fica autorizado a representar os interesses do Programa junto às autoridades nacionais e estrangeiras para negociar projetos, propostas de captação de recursos, parcerias e metodologias de trabalho.
3 - Fica estabelecido que cada Secretaria indicará um representante para compor o comitê gestor do Programa que desenvolverá suas atividades sob a coordenação do Professor Luiz Antônio Barreto de Castro, para o que será montada uma rede virtual de comunicação.
4 - Nos termos do Parágrafo Único da Cláusula Primeira do Protocolo de Intenções assinado nesta data, o comitê gestor do RENORBIO tem um prazo de até 90 dias para redigir e propor os Termos de Referência do Programa, onde serão estabelecidas todas as diretrizes, objetivos, metas, orçamentos e metodologia dos primeiros projetos a serem executados.
Fortaleza, 29 de agosto de 2003
SECRETARIA EXECUTIVA DE CIÊNCIA, TECNOLOGIA E EDUCAÇÃO SUPERIOR DO ESTADO DE ALAGOAS - SECTES/AL
Francisco Carvalho
SECRETARIA EXTRAORDINÁRIA DE CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO DO ESTADO DA BAHIA - SECTI/BA
Rafael Lucchesi Ramacciotti
SECRETARIA DE ESTADO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO CEARÁ - SECITECE/CE
Hélio Guedes de Campos Barros
GERÊNCIA DE ESTADO DA CIÊNCIA TECNOLOGIA ENSINO SUPERIOR E DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO - GECTEC/MA
Othon de Carvalho Bastos
SECRETARIA DE ESTADO DA INDÚSTRIA, COMÉRCIO, TURISMO, CIÊNCIA E TECNLOGIA DA PARAÍBA - SICTCT/PB
João da Mata de Sousa
SECRETARIA DE ESTADO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA E MEIO AMBIENTE DE PERNAMBUCO - SECTMA/PE
Cláudio José Marinho Lúcio
SECRETARIA DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO PIAUÍ - SECTEC/PI
Jonathas de Barros Nunes
SECRETARIA DE ESTADO DA INDÚSTRIA, DO COMÉRCIO, DA CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO RIO GRANDE DO NORTE - SINTEC/RN
Carlos Alberto de Sousa Rosado
SECRETARIA DE ESTADO DE PLANEJAMENTO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE SERGIPE - SEPLANTEC/SE
Antônio Carlos Borges Freire
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Minuta - Protocolo de Intenções
PROTOCLO DE INTENÇÕES DE
COOPERAÇÃO TÉCNICA QUE
ENTRE SI CELEBRAM AS
SECRETARIAS DE CIÊNCIA E
TECNOLOGIA DO NORDESTE NO
DOMÍNIO DO DESENVOLVIMENTO
CIENTÍFICO, TECNOLÓGICO E DA
INOVAÇÃO DOS NOVE ESTADOS
A SECRETARIA EXECUTIVA DE CIÊNCIA, TECNOLOGIA E EDUCAÇÃO SUPERIOR DO ESTADO DE ALAGOAS - SECTES/AL, aqui representada por seu titular, Dr. Francisco Carvalho, a SECRETARIA EXTRAORDINÁRIA DE CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO DO ESTADO DA BAHIA - SECTI/BA, aqui representada por seu titular, Dr. Rafael Lucchesi Ramacciotti, a SECRETARIA DE ESTADO DA CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO CEARÁ - SECITECE, aqui representada por seu titular, Dr. Hélio Guedes de Campos Barros, a GERÊNCIA DE ESTADO DA CIÊNCIA TECNOLOGIA ENSINO SUPERIOR E DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO-GECTEC/MA, aqui representada por seu titular, Dr. Othon de Carvalho Bastos, a SECRETARIA DE ESTADO DA INDÚSTRIA, COMÉRCIO, TURISMO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DA PARAÍBA - SICTCT/PB, aqui representada por seu titular, Dr. João da Mata de Sousa, a SECRETARIA DE ESTADO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA E MEIO AMBIENTE DE PERNAMBUCO - SECTMA/PE, aqui representada por seu titular, Dr. Cláudio José Marinho Lúcio, a SECRETARIA DE ESTADO DE INDÚSTRIA E COMÉRCIO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO PIAUÍ - SECTEC/PI, aqui representada por seu titular, Dr. Jonatas de Barros Nunes, a SECRETARIA DE ESTADO DA INDÚSTRIA, DO COMÉRCIO, DA CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO RIO GRANDE DO NORTE - SINTEC/RN, aqui representada por seu titular, Dr. Carlos Alberto de Sousa Rosado, a SECRETARIA DE ESTADO DE PLANEJAMENTO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE SERGIPE - SEPLANTEC/SE, aqui representada por seu titular, Dr. Antônio Carlos Borges Freire, firmam o presente Protocolo de Intenções, mediante as seguintes cláusulas e condições.
Considerando a importância estratégica da ciência, tecnologia e inovação para a promoção do desenvolvimento sustentado e para o enfrentamento dos problemas sociais vivenciados pelos estados nordestinos;
Considerando as diretrizes do Ministério de Ciência e Tecnologia - MCT de desconcentração geográfica dos recursos e de fomento à cooperação entre os atores de C,T&I, como forma de reduzir as desigualdades regionais e otimizar a aplicação de recursos em pesquisa;
Considerando que a cooperação inter-regional e interinstitucional é um instrumento capaz de potencializar o aproveitamento das oportunidades de desenvolvimento tecnológico abertas pelo tratamento preferencial dado à região Nordeste na destinação dos recursos dos fundos setoriais;
Considerando a criação do Instituto Nacional de Pesquisa do Semi-Árido, cujo modelo centra-se na articulação em rede das instituições e centros de pesquisa para o desenvolvimento conjunto de estudos e propostas com vistas ao uso eficiente e sustentado dos recursos da Região;
Considerando o desenvolvimento de tecnologias de informação e de comunicação que diminuem os custos e facilitam a interação das pessoas de diferentes instituições, viabilizando o desenvolvimento de projetos coletivos;
Considerando que a articulação entre as competências complementares das instituições de C,T&I dos diferentes estados nordestinos amplia a capacidade de atender às demandas da Região para o desenvolvimento econômico e social;
CLÁUSULA PRIMEIRA - DO OBJETO
Constitui objeto do presente Protocolo a ação conjunta entre a SECTES/AL, a SECTI/BA, a SECITECE, a GEPLAN/MA, a SICTCT/PB, a SECTMA/PE, a SECTEC/PI, a SINTEC/RN e a SEPLANTEC/SE para o estabelecimento de um regime de mútua cooperação para realização de atividades em diversas áreas, no campo do desenvolvimento científico e tecnológico e da inovação dos nove Estados.
Páragrafo Único - Para consecução do objeto do caput desta cláusula, os Estados signatários estabelecem o prazo de 90 (noventa) dias para a elaboração de um plano de ação nas áreas de interesse comum, previsto no item 1 da Cláusula Terceira.
CLÁUSULA SEGUNDA - DAS ATRIBUIÇÕES E RESPONSABILI DADES
Observadas suas disponibilidades, prescrições legais e disposições regulamentares, poderão os partícipes:
1. contribuir com pessoal técnico para a execução dos programas e projetos a serem desenvolvidos;
2. promover o desenvolvimento de projetos para captação de recursos materiais e financeiros, visando à execução dos programas e projetos analisados e aprovados por ambos os partícipes;
3. permutar dados e informações de interesse comum;
4. estabelecer canais eficientes de comunicação e uma sistemática de consulta nos assuntos de interesse comum.
CLÁUSULA TERCEIRA - DA GESTÃO
Para implementação do objeto deste Protocolo será constituído um Grupo de Trabalho, composto por representantes das secretarias signatárias, com as atribuições que se seguem:
1. estabelecer um Plano de Ação para definição do escopo e temas de interesses comuns nas diversas áreas e especialidades;
2. definir ações táticas e estratégicas para instrumentalização do acordo de cooperação;
3. estabelecer os programas de interesse comum;
4. estabelecer as propostas de projetos, bem como as fontes de financiamento conjunto;
5. propor mecanismos e instrumentos com a finalidade de coordenar, acompanhar e avaliar a execução das atividades referidas.
CLÁUSULA QUARTA - DA EXECUÇÃO DOS PROGRAMAS E PROJETOS
A execução e realização dos programas e projetos, selecionados na forma da Cláusula Terceira, deverão ser instrumentalizadas mediante a lavratura dos respectivos instrumentos jurídicos específicos, os quais serão ajustados entre os partícipes em tempo e modo oportunos.
CLÁUSULA QUINTA - DA VIGÊNCIA
O prazo de vigência do presente Protocolo é de 42 (quarenta e dois) meses, contados a partir da data de sua assinatura, podendo ser prorrogado por mútuo acordo entre as partes, mediante celebração de Termo Aditivo.
CLÁUSULA SEXTA - DA RESCISÃO
O presente Protocolo poderá ser denunciado por desinteresse unilateral ou consensual dos partícipes, mediante notificação, por escrito, com antecedência mínima de 30 (trinta) dias, ou ainda, rescindido por descumprimento de suas cláusulas ou por infração legal.
CLÁUSULA SÉTIMA - DOS CASOS OMISSOS E DA RESOLUÇÃO DE CONFLITOS
As dúvidas, omissões e conflitos decorrentes da realização do presente Protocolo serão resolvidos administrativamente, pelas autoridades que o celebram, por mútuo entendimento.
E por estarem, assim, justos e acordados, firmam o presente instrumento em 01 (uma) via, na presença das testemunhas abaixo arroladas, que a tudo presenciaram, para que surta seus jurídicos e legais efeitos, o qual será xerocopiado em 8(oito) vias, devidamente autenticadas.
Fortaleza, 29 de agosto de 2003
SECRETARIA EXECUTIVA DE CIÊNCIA, TECNOLOGIA E EDUCAÇÃO SUPERIOR DO ESTADO DE ALAGOAS - SECTES/AL
Francisco Carvalho
SECRETARIA EXTRAORDINÁRIA DE CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO DO ESTADO DA BAHIA - SECTI/BA
Rafael Lucchesi Ramacciotti
SECRETARIA DE ESTADO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO CEARÁ - SECITECE/CE
Hélio Guedes de Campos Barros
GERÊNCIA DE ESTADO DA CIÊNCIA TECNOLOGIA ENSINO SUPERIOR E DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO - GECTEC/MA
Othon de Carvalho Bastos
SECRETARIA DE ESTADO DA INDÚSTRIA, COMÉRCIO, TURISMO, CIÊNCIA E TECNLOGIA DA PARAÍBA - SICTCT/PB
João da Mata de Sousa
SECRETARIA DE ESTADO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA E MEIO AMBIENTE DE PERNAMBUCO - SECTMA/PE
Cláudio José Marinho Lúcio
SECRETARIA DE ESTADO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO PIAUÍ - SECTEC/PI
Jonata de Barros Nunes
SECRETARIA DE ESTADO DA INDÚSTRIA, DO COMÉRCIO, DA CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO RIO GRANDE DO NORTE - SINTEC/RN
Carlos Alberto de Sousa Rosado
SECRETARIA DE ESTADO DE PLANEJAMENTO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE SERGIPE - SEPLANTEC/SE
Antônio Carlos Borges Freire
TESTEMUNHAS:
1)........................................... 2)........................................
(Nome e CPF) (Nome e CPF)
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Minuta - Protocolo de Intenções
PROTOCOLO DE INTENÇÕES DE
COOPERAÇÃO TÉCNICA QUE
ENTRE SI CELEBRAM AS
SECRETARIAS DE CIÊNCIAS E
TECNOLOGIA DO NORDESTE NO
DOMÍNIO DOS CONHECIMENTOS
EM RECURSOS HÍDRICOS, CLIMA
E MEIO AMBIENTE
A SECRETARIA EXECUTIVA DE CIÊNCIA, TECNOLOGIA E EDUCAÇÃO SUPERIOR DO ESTADO DE ALAGOAS - SECTES/AL, aqui representada por seu titular, Dr. Francisco Carvalho, a SECRETARIA EXTRAORDINÁRIA DE CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO DO ESTADO DA BAHIA - SECTI/BA, aqui representada por seu titular, Dr. Rafael Lucchesi Ramacciotti, a SECRETARIA DE ESTADO DA CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO CEARÁ - SECITECE, aqui representada por seu titular, Dr. Hélio Guedes de Campos Barros, a GERÊNCIA DE ESTADO DA CIÊNCIA TECNOLOGIA ENSINO SUPERIOR E DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO-GECTEC/MA, aqui representada por seu titular, Dr. Othon de Carvalho Bastos, a SECRETARIA DE ESTADO DA INDÚSTRIA, COMÉRCIO, TURISMO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DA PARAÍBA - SICTCT/PB, aqui representada por seu titular, Dr. João da Mata de Sousa, a SECRETARIA DE ESTADO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA E MEIO AMBIENTE DE PERNAMBUCO - SECTMA/PE, aqui representada por seu titular, Dr. Cláudio José Marinho Lúcio, a SECRETARIA DE ESTADO DE INDÚSTRIA E COMÉRCIO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO PIAUÍ - SECTEC/PI, aqui representada por seu titular, Dr. Jonatas de Barros Nunes, a SECRETARIA DE ESTADO DA INDÚSTRIA, DO COMÉRCIO, DA CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO RIO GRANDE DO NORTE - SINTEC/RN, aqui representada por seu titular, Dr. Carlos Alberto de Sousa Rosado, a SECRETARIA DE ESTADO DE PLANEJAMENTO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE SERGIPE - SEPLANTEC/SE, aqui representada por seu titular, Dr. Antônio Carlos Borges Freire, de acordo com os fundamentos apresentados, concordam em atuar conjuntamente no desenvolvimento dos conhecimentos em recursos hídricos, clima e meio ambiente, e resolvem na melhor forma de direito celebrar o presente Termo de Protocolo de Intenções, mediante as seguintes cláusulas e condições.
Considerando que os conhecimentos sobre o clima, os recursos hídricos e o meio ambiente são essenciais para a formulação de políticas públicas de convivência com o semi-árido brasileiro;
Considerando que os fenômenos climáticos, ambientais e hidrológicos são abrangentes, ultrapassam as fronteiras políticas e que requerem abordagem globais e regionais;
Considerando que a capacitação de recursos humanos é essencial para a geração de novos conhecimentos e criação de novas tecnologias;
Considerando que o Projeto PIRATA ( Pilot Research Moored Array in the Tropical Atlantic), projeto de pesquisa intitulado "A Interação Oceano Atlântico - Atmosfera e seus Impactos no Clima, nos Recursos Hídricos e nas Atividades Econômicas do Nordeste Brasileiro", o qual vem sendo desenvolvido por pesquisadores da USP, INPE, FUNCEME, IRD/França, NOAA/USA e Universidades do Nordeste, no âmbito do Acordo de Cooperação Técnica Brasil - França, Acordo CNPq/IRD - Processo CNPq N.º 910151/98-9. pode contribuir significativamente para o aperfeiçoamento das previsões climáticas no Nordeste brasileiro.
CLÁUSULA PRIMEIRA - OBJETO
O presente Protocolo tem por objeto o estabelecimento de apoio mútuo entre as partes, as quais se propõem a formar uma rede de cooperação, em busca de consolidarem e criarem ferramentas e ações conjuntas para a efetivação de programas em andamento e criação de novos programas no âmbito da política de ciências e tecnologia nacional nos temas ambientais, hidrológicos e climáticos.
PARÁGRAFO ÚNICO - Este instrumento visa atingir maiores resultados através dos seguintes objetivos específicos:
1- Criar um centro climático internacional no Nordeste brasileiro, que será o centro técnico de operações do Projeto PIRATA e que deverá apoiar a Rede CAMISA - Clima do Nordeste e do Atlântico Tropical e o Monitoramento dos Impactos no Semi-Árido, que se destina a somar esforços dos estados e universidades do Nordeste no domínio dos estudos de variabilidade climática global e regional, seus impactos nos recursos hídricos da região e conseqüências sócio- econômicas.
2- Apoiar o Projeto Pirata, buscando que o mesmo seja consolidado e possa contribuir, com informações básicas ao aperfeiçoamento das previsões climáticas regionais.
3- Apoiar estudos integrados das áreas de clima, recursos hídricos e meio ambiente.
CLÁUSULA SEGUNDA - CONDIÇÕES E OBRIGAÇÕES
As partes se obrigam a ajustar dentro de 03 (três) meses, através de instrumento próprio e específico, as suas obrigações, a forma de operacionalização, o comprometimento financeiro, a manutenção das atividades e o que mais couber, para a definição efetiva das atividades e ações que lhes competirão, concretizando o apoio manifestado neste documento.
Parágrafo Único - As partes se comprometem em criar uma comissão interestadual, com vistas a elaboração de uma agenda de compromissos que serão assumidos pelas Secretarias de Ciência e Tecnologia envolvidas no presente Termo.
CLÁUSULA TERCEIRA- DIREITOS E DEVERES
Este protocolo não gera qualquer direito, dever ou obrigação, exceto no que se refere ao disposto na Cláusula Segunda.
CLÁUSULA QUARTA- VIGÊNCIA
O presente instrumento entrará em vigor a partir da data de sua assinatura e terá vigência até que estejam finalizadas as atividades que constituem o objeto do presente termo.
CLÁUSULA QUINTA - DA RESCISÃO
O presente Protocolo poderá ser denunciado por desinteresse unilateral ou consensual dos partícipes, mediante notificação, por escrito, com antecedência mínima de 30 (trinta) dias, ou ainda, rescindido por descumprimento de suas cláusulas ou por infração legal.
CLÁUSULA SEXTA - DOS CASOS OMISSOS E DA RESOLUÇÃO DE CONFLITOS
As dúvidas, omissões e conflitos decorrentes da realização do presente Protocolo serão resolvidos administrativamente, pelas autoridades que o celebram, por mútuo entendimento.
E por estarem, assim, justos e acordados, firmam o presente instrumento em 01 (uma) via, na presença das testemunhas abaixo arroladas, que a tudo presenciaram, para que surta seus jurídicos e legais efeitos, o qual será xerocopiado em 8(oito) vias, devidamente autenticadas.
Fortaleza, 29 de agosto de 2003
SECRETARIA EXECUTIVA DE CIÊNCIA, TECNOLOGIA E EDUCAÇÃO SUPERIOR DO ESTADO DE ALAGOAS - SECTES/AL
Francisco Carvalho
SECRETARIA EXTRAORDINÁRIA DE CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO DO ESTADO DA BAHIA - SECTI/BA
Rafael Lucchesi Ramacciotti
SECRETARIA DE ESTADO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO CEARÁ - SECITECE/CE
Hélio Guedes de Campos Barros
GERÊNCIA DE ESTADO DA CIÊNCIA TECNOLOGIA ENSINO SUPERIOR E DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO - GECTEC/MA
Othon de Carvalho Bastos
SECRETARIA DE ESTADO DA INDÚSTRIA, COMÉRCIO, TURISMO, CIÊNCIA E TECNLOGIA DA PARAÍBA - SICTCT/PB
João da Mata de Sousa
SECRETARIA DE ESTADO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA E MEIO AMBIENTE DE PERNAMBUCO - SECTMA/PE
Cláudio José Marinho Lúcio
SECRETARIA DE ESTADO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO PIAUÍ - SECTEC/PI
Jonata de Barros Nunes
SECRETARIA DE ESTADO DA INDÚSTRIA, DO COMÉRCIO, DA CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO RIO GRANDE DO NORTE - SINTEC/RN
Carlos Alberto de Sousa Rosado
SECRETARIA DE ESTADO DE PLANEJAMENTO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE SERGIPE - SEPLANTEC/SE
Antônio Carlos Borges Freire
TESTEMUNHAS:
1)........................................... 2)........................................
(Nome e CPF) (Nome e CPF)
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Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomu-nicações /1999 Lei de Informática/1999
Manifesto sobre a reformulação do Sistema Nacional de C&T
Resolução 001/2003 do Fórum NE
Protocolo de Cooperação Nordeste
Protocolo de Cooperação Meio Ambiente ME
Artigo Pacto Federativo
Carta do Acre
Carta de Brasília
Carta de Brasília 2005
Carta de Fortaleza
Carta da Região Norte
Carta de Manaus
Carta de Porto Alegre - Políticas
Carta de Porto Alegre - PAIS
Manifesto Ministro |
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Um Pacto Federativo pela Ciência
Devemos ter cooperação entre todas as regiões do país
(Artigo Publicado pela revista Pesquisa Fapesp nº 89 de julho de 2003)
Não há como negar que o Brasil é um país desigual. Não apenas do ponto de vista da concentração de renda, que o põe na vergonhosa posição de antepenúltimo lugar no ranking das nações, em termos de Índice de Gini , segundo relatório da ONU, como também em desigualdades regionais. Assim o capitalismo se desenvolveu em nosso território. Concentrando o seu desenvolvimento na região Sudeste em detrimento de estados de
regiões como o Nordeste, Norte e Centro-Oeste. Com nosso complexo científico e tecnológico, ainda que meritórios esforços e importantes conquistas tenham sido realizadas contra tal, o fenômeno aconteceu do mesmo modo. Sem aprofundar as razões políticas de tal concentração e desequilíbrio, vale a pena discutir um pouco essa assimetria. Fato é que mais de 60% de nossa produção científica e tecnológica se concentra no eixo do Sudeste.
O Fórum dos Secretários de Ciência e Tecnologia tem se debruçado com prioridade sobre essa questão. Em primeiro lugar, por estar em condição privilegiada de representar um espelho da federação. Em segundo lugar, porque se trata de um tema político, ainda que não partidário, mas político no sentido pleno da palavra. Em terceiro lugar, porque entende que a ciência e a tecnologia brasileiras são instrumentos poderosos para reequilibrar o desenvolvimento econômico e social, já que todos reconhecem que essas duas ferramentas se constituem na alavanca do progresso desse milênio. Ou seja, não há como desenvolver o país sem um maior equilíbrio regional.
Não há como desenvolver essas regiões sem essas alavancas. Alguns ainda acreditam que o superdesenvolvimento do eixo sudeste "transbordaria" para as demais regiões. Ledo engano. Ou mesmo, dizem que a competição por recursos é a solução natural para resolver essas desigualdades. Errado também. Vale lembrar um programa desenvolvido nos EUA, na década de 80, pela National Science Foundation (NSF) ao constatar que apenas três centros de excelência contratavam quase 80% dos recursos daquela agência de fomento. As demais entidades ficavam no limbo e no círculo vicioso. Não eram "excelentes" porque não tinham recursos, não tinham recursos porque não eram "excelentes". A NSF então resolveu alocar volumosos recursos e distribuí-los pelos estados que estavam nessa situação.
O resultado é que a competição hoje é bem maior que antes, e não mais entre desiguais, mas entre semelhantes.O fórum também reconhece que ao invés da exacerbada competição devemos ter a ilimitada cooperação entre todas as regiões. Não há a menor possibilidade de essas regiões menos desenvolvidas alcançarem um patamar superior de desenvolvimento científico sem o fortalecimento da sólida base criada em São Paulo e no Rio de Janeiro, para ficar apenas em dois estados que tiveram a oportunidade de se desenvolverem. Por isso, o fórum, reunido no Recife e em Porto Alegre este ano, propôs um pacto federativo pela ciência e tecnologia, pacto esse no qual a cooperação substitua a competição predatória, e onde a federação seja efetivamente respeitada. O papel dos secretários, portanto, cresce de importância, porque o componente político de seus papéis ficou destacado nessa discussão.
As FAP's também se beneficiarão porque deverão ter maior respaldo para suas ações locais e ajudarão a tornar viável o pacto. Foi com alegria e confiança que tal política encontrou no Ministério da Ciência e Tecnologia o apoio decisivo, em especial de seu titular, o ministro Roberto Amaral, que desde cedo prestigiou o fórum e suas decisões como a de construção do Plano de Ação Integrado com os estados, articulando a política nacional de ciência e tecnologia com as políticas estaduais. Bons ventos soprem para esse pacto federativo!
__________________
Fernando Peregrino - Secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação do Rio de Janeiro e presidente do Fórum Nacional dos Secretários Estaduais para Assuntos de C&T
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Lei de Informática/1999
Manifesto sobre a reformulação do Sistema Nacional de C&T
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Carta de Porto Alegre - PAIS
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| Acre |
Reunião conjunta
do Fórum Nacional dos Secretários Estaduais para Assuntos
de C&T e do Fórum das Fundações de Amparo à Pesquisa (FAPs)
Rio Branco, 20 de setembro de 2002.
Reunidos
no Acre, sob a hospitalidade dos que cuidam das nossas fronteiras e zelam
pelas águas da Amazônia, nós, os Secretários
Estaduais de Ciência e Tecnologia e Presidentes de Fundações
de Amparo à Pesquisa -- FAPs, decidimos escrever esta Carta visando:
(1) registrar os avanços da nossa articulação entre
os nossos Estados e deles com o Governo Federal na gestão das políticas
nacional e estaduais de Ciência, Tecnologia e Inovação
(C&T&I), (2) apontar oportunidades, (3) identificar gargalos e
(4) propor uma ação coordenada em defesa da ciência,
tecnologia e inovação nacionais.
Avanços
Neste
momento de eleições em todo o País, consideramos
relevante chamar atenção dos próximos governantes
sobre alguns procedimentos exitosos do nosso esforço de articulação
e promoção das políticas nacional e estaduais de
C&T&I.
É
inegável que avançamos na articulação com
o Ministério de Ciência e Tecnologia. As reuniões
conjuntas dos Fóruns dos Secretários e Presidentes de FAPs
vêm tendo a presença atenta e participativa do Ministro Ronaldo
Sardenberg e sua equipe, o que nos permite a formação de
uma agenda em constante atualização, tanto no nível
nacional quanto no nível regional e dos Estados. No nível
regional, a realização dos fóruns tem permitido uma
rica discussão das potencialidades e demandas de C&T&I
de cada região do Brasil.
Nesse
debate sobre novos rumos, é importante também registrar
o avanço representado pela Conferência Nacional de Ciência,
Tecnologia e Inovação, realizada pelo MCT com ampla participação
dos Estados, em setembro de 2001. Seus resultados estão no Livro
Branco, publicado em junho de 2002, síntese das discussões
e orientações estratégicas emanadas da Conferência
e referencial para a política de C&T&I no País.
A
criação do Fundos Setoriais, nunca é demais repetir,
foi uma grande conquista na modernização e fortalecimento
do sistema de financiamento da C&T&I brasileiras. Nesse novo contexto,
cresceu a sinergia entre governos estaduais e o governo federal, propiciando
o surgimento de novas secretarias estaduais e municipais de C&T, novas
FAPs, novos fundos estaduais de C&T e também de um fórum
que reúne as secretarias municipais de C&T.
Os
Secretários e Presidentes de FAPs somos unânimes em reconhecer
e considerar extraordinária a conquista de uma política
de financiamento à inovação através dos Arranjos
Produtivos Locais -- APLs. Graças à sua metodologia participativa,
que identifica gargalos e oportunidades para a inovação
tecnológica, colocando a C&T&I como estratégia de
desenvolvimento e bem-estar social, os APLs trouxeram de volta a discussão
da agenda esquecida do desenvolvimento local sustentável. A questão
dos APLs também causou impacto sobre a integração
universidade/empresas no nível dos Estados e das regiões,
provocando importantes mudanças de atitudes e comportamentos. Registramos,
ainda, que as externalidades positivas da articulação dos
arranjos são hoje muito significativas, maiores até que
os efeitos diretos do financiamento, que ainda é muito pouco diante
da importância dos APLs para as diversas regiões do País.
Oportunidades
É
evidente a importância que vem assumindo a questão da C&T&I
em todas as agendas públicas do País. Em particular, provoca
expectativas muito positivas entre nós o fato de que todos os candidatos
à Presidência da República com chances de vitória
têm se comprometido, através dos seus programas de governo,
com o destaque para a política de C&T&I como alavanca do
desenvolvimento.
Notamos,
também, que é cada vez maior a adesão de outros ministérios
à agenda de C&T&I, convergindo com a visão que propugnamos
de que a inovação tecnológica é vital para
o desenvolvimento em todo e qualquer setor público ou privado.
Nesse sentido, detectamos grandes oportunidades de articulação
do Ministério da Ciência e Tecnologia e dos Estados com os
ministérios da Saúde, da Educação, do Trabalho
e Emprego, da Integração Nacional, do Desenvolvimento, Indústria
e Comércio, da Agricultura, das Minas e Energia, e também
com as agências regionais de desenvolvimento, com os bancos de investimento,
como o BASA e BN, com instituições como o SEBRAE, entre
outras.
Gargalos
Por
outro lado, estamos muito preocupados com alguns gargalos que já
vimos detectando há algum tempo. Um dos principais é exatamente
o da qualificação e capacitação do pessoal
local e sua organização em redes interdisciplinares para
apresentar projetos aos novos Fundos Setoriais. Esse é um grave
problema nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, onde a atração
e fixação de pessoal qualificado para a criação
de massa crítica em áreas estratégicas passam a ser
cada vez mais cruciais.
Nesse
sentido, vemos com otimismo a criação e fortalecimento de
redes de pesquisadores nessas regiões e delas com as regiões
Sul e Sudeste, envolvendo instituições consolidadas e emergentes.
Vemos nessa cooperação inter-regional uma possibilidade
de definição de estratégias que levem ao atendimento
virtuoso dos percentuais legais dos Fundos Setoriais para as regiões
NO, NE e CO, contribuindo para a reversão do inaceitável
padrão de desigualdade na distribuição inter e intra-regional
dos investimentos em C&T&I.
Ação Coordenada
Sendo
isso o que foi constatado por todos nós aqui reunidos em Rio Branco,
decidimos encaminhar algumas ações que exigirão dos
Secretários e Presidentes de FAPs uma grande capacidade de coordenação:
- Devemos buscar a prática
de projetos cooperados onde couberem, envolvendo empresas e instituições
de P&D e levando em conta a capacitação local e experiências
bem sucedidas;
- Vamos lutar para que o financiamento dos Arranjos Produtivos Locais
vá além do Fundo Verde-Amarelo, em que se encontra preso
a valores muito abaixo das demandas e do potencial de contribuição
que têm os APLs para o desenvolvimento dos nossos Estado e regiões;
- Resolvemos confirmar a importância Grupo de Gestão Compartilhada
recentemente oficializado no âmbito do MCT para integrar as ações
do Ministério no âmbito regional e reforçar a captação
de recursos de outros fundos para os APLs. Nesse sentido, os nossos
fóruns darão mais atenção ao funcionamento
dessa importante instância de articulação.
Decidimos,
finalmente, encaminhar esta Carta para o MCT, para os candidatos a Presidente
da República e para todos os que, de uma forma ou de outra, podem
se incorporar a esse movimento nacional pela Ciência, Tecnologia
e Inovação brasileiras.
Rio Branco
20 de setembro de 2002
Fórum Nacional dos Secretários Estaduais para Assuntos de
C&T e do Fórum das Fundações de Amparo à Pesquisa (FAPs)
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Porto Alegre, 29 de abril de 1999
Excelentíssimo
Senhor:
Dr. Luiz Carlos Bresser Pereira
Digníssimo Ministro
da Ciência e Tecnologia
Brasília – DF
Senhor Ministro:
Ao
tempo em que cumprimenta Vossa Excelência, o Fórum Nacional
de Secretários Estaduais para Assuntos de Ciência e Tecnologia
solicita a sua atenção, em nome de todos os secretários
presentes na reunião ordinária de 26 de abril de 1999, realizada
em Brasília, para o que segue:
-
Os secretários
manifestam a sua satisfação em saber que o Ministério
da Ciência e Tecnologia pretende definir a nova política
de C&T para o País. Nesse sentido, o Fórum se
propõe a, junto com o MCT, envidar todos os esforços,
nos Estados, no sentido de construir uma política nacional
de C&T que tenha como centralidade essa articulação,
atraindo a participação de todos os atores relevantes.
- Para sistematizar a participação
dos secretários de C&T na construção da nova
política, o Fórum decidiu criar 3 comissões operacionais
segundo as agendas já definidas elo MCT para formular a nova
política (e comunicadas ao Fórum pelo secretário-executivo
do Ministério):
a) Gestão de C&T,
b) Financiamento de C&T,
c) C&T para o Desenvolvimento
Regional.
Decidiu-se também
criar uma comissão especial para acompanhar a renovação
dos incentivos da Lei de Informática (Lei 8.248).
Em função
da decisão anterior, as comissões estão compostas
conforme descrito abaixo, com os seus respectivos coordenadores. No
momento oportuno, os coordenadores escolhidos no Fórum estarão
procurando o Ministério para obter mais informações
sobre o andamento dos trabalhos de formulação da política,
segundo as linhas e as agendas propostas pelo MCT, para que os secretários
possam coordenar ações conjuntas com esse objetivo.
As comissão são as seguintes:
- Comissão de Gestão de C&T:
Minas Gerais (coordenadora: Margareth S. Andrade, secretária
de C&T), Santa Catarina e Pernambuco.
- Comissão de C&T para o Desenvolvimento
Regional: Ceará (coordenador, Ariosto Holanda, secretário
de C&T), Amazonas, Pará, Pernambuco, Mato Grosso, Santa
Catarina, Paraíba, Piauí, Mato Grosso do Sul, Rondônia
e Alagoas.
- Comissão de Financiamento de C&T:
Rio Grande do Sul (coordenador: Adão Villaverde), Paraná,
Rondônia, Rio de Janeiro, São Paulo, Distrito Federal,
Ceará e Mato Grosso do Sul.
- Comissão da Lei de Informática
de C&T: São Paulo (coordenador: José Aníbal
Peres de Pontes), Paraná, Rio Janeiro, Pernambuco, Bahia e
Distrito Federal.
-
Durante a reunião,
foram discutidas também as últimas propostas do MCT
para que os Estados assumam encargos e responsabilidades que, historicamente
sempre foram atribuições do Governo Federal. Essas propostas
podem significar uma mudança que não seja meramente
conjuntural no Sistema Federal de C&T, podendo atingi-lo em seu
conjunto, com repercussões nos Sistemas Estaduais a ele associados.
Os secretários se refeririam particularmente às propostas
materializadas na posição expressa pelo MCT relativamente
aos projetos já contratados com as agências federais
de fomento para o ano de 1999, conforme apresentado em reunião
com as FAPs.
A diretoria
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Carta de Manaus
Carta de Porto Alegre - Políticas
Carta de Porto Alegre - PAIS
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| Carta de Fortaleza |
Fórum Nordeste de
Secretários de Ciência e Tecnologia
A ciência
e a tecnologia, articuladas em um ambiente favorável à inovação,
são fatores necessários ao desenvolvimento econômico
e social dos países e essenciais para determinar as condições
de competitividade do setor produtivo e para potencializar os resultados
dos investimentos estratégicos. O conhecimento, o produto mais
nobre dessa articulação, deve estar a serviço da
cidadania e, como tal, oferecido as populações de um país,
independentemente da região.
O Ministério
de Ciência e Tecnologia - MCT está empenhado em promover
o desenvolvimento equilibrado da ciência e tecnologia no território
nacional, fator de redução das desigualdades regionais.
Neste sentido, propugna pela efetiva desconcentração geográfica
dos recursos, com percentuais mínimos de aplicação
nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Com esta orientação,
que abrange os fundos setoriais, abre um leque de oportunidades para as
regiões tradicionalmente preteridas no processo de alocação
de recursos para P&D e representa um marco importante na história
científica e tecnológica do Brasil.
O MCT tem estimulado
também a cooperação entre os atores atuantes na área
de C,T&I - universidades, institutos, empresas, organizações
sociais e gestores públicos dos sistemas estaduais - como forma
de evitar duplicidade de esforços, focalizar as áreas e
fomentar atuação complementar e solidária entre estados
e municípios. Espera, com isto, gerar sinergias que possam otimizar
a aplicação dos recursos em pesquisa cientifica e na transformação
do conhecimento em tecnologia, em beneficio de toda a sociedade.
A criação
do Instituto Nacional de Pesquisa do Semi-Árido, um modelo baseado
em redes de pesquisa, constitui-se em importante iniciativa para o fortalecimento
da capacidade de
resposta as demandas dos agentes públicos e privados por soluções
tecnológicas capazes de propiciar o desenvolvimento sustentado
e a melhoria da qualidade de vida da população da Região
Nordeste.
A afirmação
cientifica do Brasil é requerimento e base para o desenvolvimento.
Por este motivo, lamentando a perda de preciosas vidas humanas no acidente
de Alcântara, os signatários desta Carta manifestam a confiança
na Agência Espacial Brasileira, (AEB), no Centro de Tecnologia Aeronáutica
(CTA) e no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), apoiando
a continuidade do Programa Espacial Brasileiro, com firmeza e determinação,
para que avance no domínio desta imprescindível tecnologia
para o País.
Saudando a
diretriz do MCT e em sintonia com a orientação de uma efetiva
cooperação regional, os secretários responsáveis
pela área de C,T&I dos estados nordestinos, reunidos em Fortaleza,
dão hoje um importante passo para fortalecer o desenvolvimento
cientifico, tecnológico e o sistema regional de inovação.
Este protocolo
de cooperação, assinado entre os estados da região
Nordeste, materializa o propósito de somar esforços, objetivando
o pleno aproveitamento dos incentivos ao desenvolvimento tecnológico
da Região.
Fortaleza, 29 de agosto de 2003
(assinaturas)
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Manaus - Amazonas
de 8 a 10 de julho 2003.
No final da
reunião da representação da região Norte do
Fórum dos Secretários Estaduais para Assuntos de C&T,
ocorrida no período de 8 a 10 em Manaus, foi elaborada uma Carta
que deverá ser entregue às autoridades do setor de C&T.
O Fórum
Regional Norte de Secretários para assuntos de Ciência e
Tecnologia reunido em Manaus, nos dias 8, 9 e 10 de julho de 2003, considerando:
As indicações do Fórum
Nacional de Secretários para assuntos de Ciência e Tecnologia
no que diz respeito à produção de uma agenda regional
de C&T;
O nosso apoio incondicional à
política federal de descentralização e desconcentração
de ações e recursos de C&T em nosso País;
A importância da consolidação
desse Fórum como legítimo interlocutor do sistema regional
de Ciência e Tecnologia;
A necessidade de integração
das políticas estaduais de Ciência e Tecnologia na perspectiva
de reduzir a distância do desenvolvimento científico e tecnológico
da região Norte em relação às outras regiões
do País;
. A importância desse Fórum
como ambiente para troca de experiências entre os Estados da região
Norte na área de C&T;
Ressalta a
importância e a necessidade de:
1) Criação de um programa
de formação e fixação de recursos humanos
avançados para a Região;
2) Um programa integrado de educação
tecnológica voltado para vocações meso e micro-regionais;
3) Compromissar o governo federal com a
implantação e/ou implementação de pelo menos
um centro de excelência em cada Estado da região Norte;
4) Compromissar o governo federal em apoiar
o desenvolvimento de arranjos produtivos locais, fundamentais para o processo
de inclusão social;
5) Implantação e/ou implementação
de programas de tecnologias apropriadas para inclusão social em
todos os Estados da Região;
6) Recuperação, modernização
e ampliação da infra-estrutura de pesquisa científica
e tecnológica da Região;
7) Instalação de uma infra-estrutura
laboratorial de suporte ao desenvolvimento tecnológico (tecnologias
industriais básicas) na Região;
8) Assegurar, mediante todos os instrumentos
legais, a continuidade e sistematicidade de políticas estaduais
de financiamento de Ciência e Tecnologia;
9) Consolidação e fortalecimento
dos sistemas estaduais de Ciência e Tecnologia, com ênfase
na constituição de organismos próprios;
10) Criação de infra-estrutura
de informação e comunicação para dar suporte
às ações de Ciência e
Tecnologia e de políticas públicas;
11) Criação do Fundo de Ciência
e Tecnologia da Amazônia.
Manaus, 10
de julho de 2003
Cláudio
Cavalcante Ribeiro
Coordenador
do Fórum
Secretários Adjunto da Secretaria
Executiva de Ciência,
Tecnologia e Meio Ambiente do Pará
Emanuel
Casara
Secretário
de Estado de Ciência e Tecnologia de Rondônia
João
César Dotto
Diretor Presidente
da Fundação
de Tecnologia do Estado do Acre - FUNTAC
José Maria da Silva
Secretários
de Estado
de
Ciência e Tecnologia do Amapá
Marilene
Corrêa da Silva Freitas
Secretária
de Estado de Ciência
e Tecnologia do Amazonas
Robério
B. Araújo
Presidente
da Fundação Estadual
de Meio Ambiente, Ciência e Tecnologia de Roraima
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OF. Nº 0525/2003 - FÓRUM
Brasília, 25 de setembro
de 2003
Ref. Ação Regional do MCT
Excelentíssimo
Ministro
O Fórum
Nacional dos Secretários Estaduais para Assuntos de C&T,
durante reunião realizada em Manaus (AM), no dia 25 de setembro
de 2003, aprovou as seguintes decisões a serem encaminhadas, relativas
ao relacionamento entre os Estados e o Governo federal na área
de C&T:
o Fórum enviará carta
de elogio ao Presidente da República sobre a reinstalação
do CCT e a sua ampliação com a participação
do representante desta entidade;
o Fórum manifesta seu reconhecimento
à política de interlocução do MCT com os Estados,
através das Secretarias Estaduais de C&T (SECTs);
reconhece o esforço do MCT
na desconcentração de recursos alocados, por meio dos convênios
de cooperação com os Estados, mas reafirma a necessidade
de apoio aos programas e projetos prioritários dos Estados e sugere
a fixação de contrapartidas diferenciadas para os Estados
nas ações de cooperação com esse ministério,
de forma a utilizar critérios com fatores de correção
para os Estados menos desenvolvidos em C&T (o Fórum propõe
a constituição de um Grupo de Trabalho (GT) conjunto com
o MCT e a diretoria do Fórum para apresentação de
uma proposta de critérios);
o Fórum manifesta-se pela
necessidade de operacionalização do FUST com a aprovação
de uma moção pleiteando a participação dos
Estados na outorga das concessões a serem licitadas, atualmente
em estudo pelo MC;
o Fórum reconhece a importância dos programas de Monitoramento
do Clima, Tempo e Recursos Hídricos; Popularização
da Ciência; Arranjos Produtivos Locais; e Tecnologias Apropriadas,
solicitando informações dos mesmos e que sejam fortalecidos
nas ações do MCT;
manifesta-se por uma melhor articulação
do SEBRAE, SENAI e demais organizações do sistema S com
o Sistema Nacional de C&T;
manifesta-se contrário à continuidade do contingenciamento de recursos dos Fundos Setoriais.
Reiterando
a intenção deste Fórum de ampliar a relação
de parceria com esse ministério em prol do desenvolvimento científico
e tecnológico nacional, despedimo-nos.
Cordialmente
Fernando Peregrino
Presidente
Fórum Nacional dos Secretários Estaduais para Assuntos de
C&T
Exmo. Sr.
Dr. Roberto Amaral
Ministro de Estado da Ciência e Tecnologia
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Políticas de
investimentos do MCT e a superação das desigualdades regionais: sugestões do Fórum de Secretários Estaduais
para assuntos de Ciência e Tecnologia.
Porto Alegre, 28 de abril de 2003
Apresentação
de termo de referência: Flávia Nogueira – secretária
de Ciência, Tecnologia e Educação Superior de Mato
Grosso
Debate: consolidação
de infra-estrutura e grupos de pesquisa, formação de redes
interestaduais Sul/Norte, internalização de competências,
capacitação, bolsas estaduais para pós-graduação,
universidades estaduais.
CONTEXTO HISTÓRICO DO DESENVOLVIMENTO CIENTÍFICO BRASILEIRO
O modelo de
desenvolvimento científico no Brasil está muito fortemente
associado ao desenvolvimento das universidades, notadamente as públicas.
No ano de 2000, durante a 52a Reunião Anual da SBPC realizada em
Brasília, a comunidade científica tornou pública
e oficial a realidade de que “praticamente todos os cientistas
e aspirantes brasileiros são oriundos de universidades públicas;
no Brasil, o desenvolvimento do conhecimento acontece graças ao
financiamento público”.
As conseqüências
deste modelo são várias. Entre elas podem ser citadas a
baixa participação histórica da empresa nacional
no investimento em pesquisa e a ainda baixa taxa de inovação
tecnológica. A principal conseqüência, entretanto, é a valorização da pós-graduação,
pois nas linhas de pesquisa ativas dos programas de pós-graduação
é que se produz praticamente todo o conhecimento a ser disponibilizado
ao conjunto da sociedade.
A concentração
regional de programas de pós-graduação com infra-estrutura
adequada e pessoal qualificado para o desenvolvimento científico
é real e deve ser enfrentada pelo poder público, se há
realmente interesse em mitigar ou superar de forma efetiva as desigualdades
regionais em Ciência e Tecnologia. A concentração
se deu em função das decisões iniciais terem se dado
no seio das universidades brasileiras mais antigas, localizadas no eixo
São Paulo-Rio de Janeiro. Aquelas instituições, a
partir da década de 50, começaram a traçar a pós-graduação
com o objetivo de atender a uma nova demanda da sociedade por profissionais
mais qualificados. Já não bastava mais formar bons profissionais
nos cursos clássicos de Medicina, Engenharia, Direito. Era preciso
formar novos profissionais, e prepará-los para o desenvolvimento
tecnológico esperado para os anos seguintes. Este foi o espírito
coroado pela reforma universitária de 68. Para fazer a moderna
pós-graduação, as universidades receberam pesquisadores
estrangeiros, com esforço público deliberado para este fim.
Também neste espírito a criação do CNPq e
da CAPES foram grandes marcos referenciais de uma clara política
de inserção do país no quadro internacional de produção
científica, capitaneada pelas universidades públicas e alguns
poucos institutos de pesquisa. Os profissionais formados nos primeiros
cursos de pós-graduação foram sendo paulatinamente
assimilados pelo sistema, com o intuito de expandir as universidades,
o que também aconteceu no eixo São Paulo-Rio de Janeiro.
Os novos doutores contratados ajudaram a implantar novas universidades
com cursos de graduação e de pós-graduação
concomitantes. Estes cursos têm hoje de 25 a 30 anos e seu sucesso
foi garantido pela aplicação dos PNPGs I e II, que delinearam
uma clara política de fortalecimento da pós-graduação
existente para formar pessoas.
Entretanto,
do ponto de vista do desenvolvimento igualitário do país,
o modelo falhou imensamente na medida em que as universidades públicas
nas regiões mais distantes do eixo foram criadas com quadros docentes
locais, em sua maioria sem titulação. Isto implicou
em elevado investimento em qualificação ao longo dos anos,
em um modelo também falho, agora do ponto de vista das universidades,
que raramente se preocuparam em traçar um plano de capacitação
coerente com as demandas regionais. O resultado foi muito recurso gasto
de forma ineficiente, baixo retorno de titulados à sede, e baixa
capacidade de articulação entre os titulados que retornaram,
uma vez que suas qualificações não foram projetadas
para atingir uma meta comum em termos de implantação de
programas de pós-graduação. Agrava-se ainda mais
o quadro quando, por ocasião dos raros concursos, contrata-se o
doutor que se dispõem a trabalhar nestas regiões, e não
o doutor que efetivamente possa contribuir para atingir algum tipo de
meta comum previamente estabelecida por uma equipe de docentes locais.
Hoje, portanto, quando analisamos a formação de mestres
e doutores e a produção científica no país,
constatamos que o desequilíbrio regional existente na distribuição
de renda, qualidade de vida e poderio econômico se repete nos indicadores
de desenvolvimento científico e tecnológico. O Sudeste é
o grande produtor nacional de conhecimento e de doutores, sendo seguido
pela Região Sul. Embora existam algumas ilhas de excelência
em institutos de pesquisa e universidades públicas fora do eixo
central do país, as outras regiões apresentam considerável
atraso no campo da Ciência e Tecnologia.
Sobre os jovens
doutores que retornam da capacitação, repousa toda a responsabilidade
de implantar programas de pós-graduação, e mais do
que isto, de mantê-los com notas acima de três. Obviamente,
neste contexto, só é possível manter cursos de mestrado,
o que impede o crescimento da equipe e forma um círculo
vicioso difícil de se romper. Em universidades mais jovens,
como é o caso de muitas universidades estaduais, nem mesmo cursos
de mestrado podem ser transformados em metas de curto prazo, uma vez que
toda a energia institucional está sendo direcionada à capacitação.
Este modelo brasileiro padece da falta de pesquisadores com liderança,
pois certamente não se faz pesquisa apenas com recém doutores.
Com relação
à dificuldade de transformação do conhecimento em
produtos tecnológicos e inovação, o modelo também
falhou. Isto tem sido deliberadamente citado por vários analistas
que se referem aos poucos registros de patentes. Fica também evidente
quando se observa o distanciamento da universidade das políticas
de avanços tecnológicos implantadas pelo MCT e outros Ministérios.
Como exemplo pode ser citada a metodologia para o desenvolvimento de arranjos
produtivos locais (APLs) e as metodologias de desenvolvimento estratégico
regional.
Neste contexto,
o MCT, o MEC, o Ministério de Integração Nacional,
e outros Ministérios, de forma conjunta e articulada, deveriam
buscar caminhos alternativos ao rompimento destes entraves. O que se viu
até agora foram algumas tentativas e inúmeros equívocos.
O Governo Federal vem tentando aumentar os investimentos no campo da Ciência
& Tecnologia, inclusive com programas específicos para as regiões
menos desenvolvidas (Projetos Regionais do CNPq). Também tem incentivado
a criação das Fundações de Apoio à
Pesquisa (as FAPs) nos Estados, assim como a criação de
Secretarias de Ciência e Tecnologia. No entanto, tais iniciativas
na geração de conhecimento e tecnologia ainda não
são suficientes para diminuir a distância entre as regiões
mais desenvolvidas e as mais atrasadas.
Nossa expectativa é que esta nova equipe possa ouvir nossas sugestões
e efetivamente implementar mudanças. Por outro lado, é evidente
que as regiões mais favorecidas em termos de infra-estrutura de
pesquisa não chegaram a atual posição de destaque
no cenário nacional simplesmente por contar com privilégios
federais. Há que se destacar a importância do reconhecimento,
por parte do poder público estadual, do papel estratégico
da produção de conhecimentos para o desenvolvimento econômico
e social.
PRINCÍPIOS BÁSICOS PARA A SUPERAÇÃO DAS DESIGUALDADES
1. a superação
das desigualdades deverá se dar sem prejuízo daquelas
regiões melhor consolidadas em termos de infra-estrutura
de pesquisa, pós-graduação e inovação
tecnológica;
2. o Fórum
entende que apesar das linhas de pesquisa ativas nos programas de pós-graduação
representarem o principal “locus” de produção
de conhecimento, deve ser constante a busca por maiores investimentos
privados, uma vez que a empresa que não investe em ciência
e tecnologia será condenada à perda de competitividade no
mercado internacional;
3. os programas
de pós-graduação devem ser melhor distribuídos,
com base em uma nucleação equilibrada dos quadros
científicos pelo território brasileiro;
4. todos os
Estados brasileiros devem ser estimulados e apoiados para formarem
e assimilarem doutores em seus territórios; e
5. deve haver
uma política agressiva de aproximação entre
ministérios e destes com governos locais e regionais interessados
na consolidação da pesquisa, da pós-graduação
e dos avanços tecnológicos nos diferentes Estados da Federação.
SUGESTÕES PARA SUPERAÇÃO DAS DESIGUALDADES
1.
qualificação de pesquisadores
O MEC, por
intermédio do PICDT/CAPES, direcionou, ao longo dos anos, a Política
Nacional de Capacitação. Se por um lado o PICDT (Programa
Institucional de Capacitação Docente e Técnica) facilitava
o acesso dos docentes aos mais diferentes programas de pós-graduação,
ao mesmo tempo não exigia uma Política Institucional de
Capacitação por parte da IES proponente. Com a implantação
do Programa de Qualificação Institucional (PQI), verifica-se
que este, além de limitar o número de participantes, impõe
uma série de exigências e limitações que dificultam
a saída do professor para sua qualificação. Uma destas
exigências, é que a equipe de trabalho já tenha uma
relação prévia de cooperação, ainda
que informal com a IES de destino, para justificar o estabelecimento de
parceria. Esta não é a realidade do país
como um todo. Outro fator a ser considerado, é a drástica
elevação do tempo de serviço exigido dos docentes
a serem apoiados, o restringe enormemente as possibilidades, principalmente
nas Universidades Federais, onde o quadro docente não se renova
expressivamente há muitos anos. Neste contexto, torna-se necessário:
a) que o
MCT reafirme, junto ao MEC, a importância de se rever a política
de capacitação, flexibilizando o apoio e impedindo que
se torne cada vez mais difícil a titulação de um
doutor. Neste contexto, sugerimos que a instituição pública
continue recebendo sua cota de bolsas, no mesmo modelo em que isto era
feito no PICDT. A concessão destas bolsas, entretanto, pode ser
mais criteriosa, sendo aprovada tanto pela universidade quanto pela
CAPES. Em outras palavras, a instituição teria uma cota
e a CAPES concederia a bolsa ao candidato aprovado que comprovasse a
relação entre a sua proposta de capacitação
e as metas estabelecidas pelo Instituto de origem e sua equipe de pesquisa.
Neste momento, os comitês da CAPES seriam importantes para verificar
se as propostas de capacitação e as metas da equipe poderiam
realmente ser atingidas por intermédio da parceria com a instituição
de destino escolhida pelo candidato. De forma complementar, ao candidato
que consegue finalizar seu trabalho no prazo previsto (48 meses), deveria
ser oferecido um pequeno “enxoval “ para sua instalação,
considerando recursos para a vinda de seu orientador para auxiliar nos
primeiros anos de trabalho. Neste ponto pode haver maior contribuição
do MCT. Os Estados, por sua vez, deveriam ser estimulados a complementar
o programa de bolsas, ampliando o apoio a pesquisadores que estão
foram da Universidade pública (órgãos de governo,
por exemplo).
b) que o MCT participe da rediscussão do MINTER;
muitos problemas ocorrem, pois os recursos disponibilizados pela CAPES
não são suficientes para atrair programas para o interior
do país, o que faz com que a universidade receptora se veja na
obrigação de conseguir recursos extras para pagar, principalmente,
pró-labore. Isto causa imensos problemas institucionais e muitas
vezes acaba em cobrança de mensalidades, o que nos parece fortemente
indesejável;
c) que o MCT apóie, com recursos financeiros, a ampliação
da infra-estrutura de pesquisa de grupos que participem de redes inter
e intra-estaduais de pesquisa, e que estejam comprovadamente
investindo em qualificação de seus quadros.
2. apoio a programas de pós-graduação
As diversas
modalidades de bolsas oferecidas pelo CNPq (Recém Doutor, DCR,
DTI, etc) são importantes e devem ser mantidas, mas não
têm se mostrado suficientes para mitigar as dificuldades regionais.
Os Programas de Pós-Graduação existentes contam apenas
com cursos de mestrado e muitos têm nota mínima para credenciamento.
Alguns correm o risco de ser descredenciados, muitas vezes não
por falta de recursos, mas por falta de experiência em publicação
apresentada pela equipe de docentes. Em outros casos, docentes recém-credenciados
enfrentam dificuldades adicionais, pelo o fato de estarem trabalhando
em campi no interior do Estado, onde as dificuldades são ainda
maiores; o cuidado a ser tomado neste caso é o de manter elevada
a auto-estima deste pesquisador, até que seus colegas retornem
da capacitação e que eles possam trabalhar em conjunto na
implantação de programas de pós-graduação.
Assim, é preciso alavancar grupos e programas, a exemplo do que
já se fez em outras universidades, principalmente do nordeste.
Trata-se da atração de doutores experientes para junto de
nossos grupos de pesquisa, doutores estes capazes de nuclear pessoas,
sugerir novas idéias, implantar novas metodologias, discutir dados
e contribuir nas publicações. Estes doutores poderiam ser
estimulados a realizar este trabalho via Programa de Professor
Visitante, em um modelo diferente daquele que se fez até
aqui. Este pesquisador seria premiado por estar contribuindo com a diminuição
das desigualdades regionais, ao mesmo tempo em que se criariam laços
profundos e verdadeiros de cooperação institucional. Este
programa teria a previsão de concessão de bolsa de professor
visitante àquele pesquisador que não precisa mudar de endereço
residencial, mas que se compromete a cumprir uma agenda de trabalho (com
calendário a ser definido caso a caso) na instituição
receptora. Além da bolsa, a cada viagem, ele receberia a passagem
e as diárias correspondentes. O valor da bolsa seria tanto maior
quanto menor fosse o percentual de doutores no Estado que o recebe. Adicionalmente,
o programa de pós-graduação em que este pesquisador
fosse credenciado seria positivamente avaliado pela CAPES, ganhando pontos
por sua ação solidária na formação
de uma rede nacional de pesquisa.
Além
disto, os programas devem contar com Bolsas de Mestrado e Doutorado para todos os seus estudantes sem vínculo empregatício,
devendo também haver comprometimento dos Estados neste programa,
via FAPs. Assim, consideramos importante a manutenção e
ampliação das taxas de bancada, aliadas à ampliação
do número e do valor das bolsas para os programas de pós-graduação.
3. financiamento de C&T
- aumento
do percentual do Fundo dos Fundos a ser destinado a universidades
públicas das regiões menos favorecidas em termos de infra-estrutura,
uma vez que esta tem sido praticamente a única fonte de recursos
de investimento;
- execução plena dos
Fundos Setoriais, de acordo com os percentuais determinados nos
programas e atentando para as necessidades dos Estados, com expansão
de 30 para 50% a cota mínima a ser investida nas regiões
Norte, Nordeste e Centro-Oeste;
- aperfeiçoamento dos programas
regionais de pesquisa (Programa Norte, Nordeste, Sul e Centro-Oeste
de Pós-Graduação), estimulando a parceria da CAPES
e tornando-os menos punitivos por falta de infra-estrutura física
e de pessoal;
- operação financeira dos
Fundos pelas FAPs Estaduais, desde que atendidas algumas condições
mínimas relativas ao sistema de C&T nos Estados; isto garantiria
melhor atendimento das necessidades locais e portanto uma utilização
mais efetiva dos recursos, além de fortalecer os sistemas estaduais
de C&T;
- suporte do MCT na ampliação
das ações relativas aos arranjos produtivos locais (APLs) estimulando o envolvimento dos grupos de pesquisa existentes na região
e outros grupos externos, se for o caso; as ações devem
se dar não só nas áreas mais deprimidas do país
como também naquelas micro-regiões que, mesmo inseridas
em áreas mais desenvolvidas, apresentem baixo IDH;
- apoio na implantação de Parques Tecnológicos compatíveis com a
vocação local, os quais, inclusive, deverão servir
de suporte aos APLs apoiados pelos programas estaduais.
ESTRATÉGIA DE APOIO
O apoio do MCT poderá se dar
em duas vias:
1. participação
intensa, propositiva e articulada nas discussões de outros ministérios
sobre capacitação, bolsas, arranjos produtivos e desenvolvimento
regional, visando o estabelecimento de políticas integradas que
facilitem o trabalho nos Estados; e
2. discussão particular com cada
Estado, visando elaborar um programa de apoio ao longo dos próximos
quatro anos (PAI), visando não apenas o desenvolvimento da pesquisa
e melhoria da infra-estrutura regional, como também o fortalecimento
dos Sistemas Estaduais de Ciência e Tecnologia.
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Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomu-nicações /1999
Lei de Informática/1999
Manifesto sobre a reformulação do Sistema Nacional de C&T
Resolução 001/2003 do Fórum NE
Protocolo de Cooperação Nordeste
Protocolo de Cooperação
Meio Ambiente ME
Artigo Pacto Federativo
Carta do Acre
Carta de Brasília
Carta de Brasília 2005
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Carta da Região Norte
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Carta de Porto Alegre - Políticas
Carta de Porto Alegre - PAIS
Manifesto Ministro |
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PLANOS
ARTICULADOS/INTEGRADOS (PAIS)
ENTRE O MCT E OS ESTADOS:
Sugestões do Fórum de Secretários
Estaduais de Ciência e Tecnologia.
Porto Alegre,
28 de abril de 2003
Apresentação
de termo de referência: Rafael Lucchesi – Secretário
Extraordinário para Assuntos de Ciência, Tecnologia e Inovação
do Estado da Bahia; Fernando Peregrino – Secretário de Ciência,
Tecnologia e Inovação do Estado do Rio de Janeiro.
PROPOSTA: PLANOS ARTICULADOS/INTEGRADOS (PAIS)
Desde
sua posse, o governo da União expressa claramente sua intenção
de promover a maior cooperação dos órgãos
federais com os diversos níveis dos executivos estaduais, articulando
as ações desenvolvidas, com o nítido objetivo de
melhorar a aplicação dos recursos públicos disponíveis
e de potencializar os efeitos do programas e projetos da área de
ciência e tecnologia. Essa posição representa uma
resposta coerente às demandas dos estados brasileiros, que se ressentem
da falta de articulação inter-níveis de governo,
e proposta inovadora para a sustentabilidade dos programas do MCT.
As discussões do âmbito do
Fórum de Secretários Estaduais de C&T consideram positiva
a proposta de integração dos esforços realizados
pelo MCT com as ações desenvolvidas pelos estados da federação.
Essa cooperação permitirá benefícios significativos,
com destaque para os efeitos sinérgicos de aumento da eficiência
das iniciativas e para o incremento da capacidade de alavancagem financeira
dos projetos, um dos pontos essenciais para o sucesso dos mesmos.
É entendimento comum, a necessidade
de que os esforços ora empreendidos devem incluir não apenas
recursos financeiros, mas também técnicos, indispensáveis
para a redução das desigualdades regionais.
A definição de bases comuns
de trabalho, incluindo premissas e prioridades, é condição
prévia para a realização de Planos Articulados/Integrados
(PAIS), linha de ação a ser desenvolvida em conjunto entre
o MCT e os Estados.
Os Planos Articulados/Integrados (PAIS)
devem considerar as seguintes prioridades:
1. Desconcentração regional
do desenvolvimento científico e tecnológico;
2. Popularização da ciência
e tecnologia.
As premissas propostas pelo Fórum de Secretários de C&T
são:
1. Distribuição de recursos
orientados às necessidades do país. As prioridades nacionais
devem ser consideradas como o foco central das ações da
área de C&T. Merecem destaque: a geração de empregos,
a agregação de valor aos produtos nacionais, a substituição
seletiva de importações e a formação de recursos
humanos qualificados, ítens constantes nas diretrizes para a área
de Ciência e Tecnologia do Governo Federal;
2. Consideração do mérito
técnico para aprovação dos planos. A utilização
dos recursos públicos deve ser seletiva e orientada, tendo em vista
necessidades sócio-econômicas, mas principalmente a qualidade
da proposta;
3. Cooperação através
de contrapartidas financeiras e técnicas. Tanto o governo federal
quanto os estaduais devem participar efetivamente dos projetos, não
apenas através da disponibilização de recursos financeiros,
mas também de recursos humanos qualificados para o andamento dos
PAIS;
4. Governança cooperativa dos projetos,
incluindo representação federal e estadual, além
de outros atores envolvidos nos PAIS. Definitivamente, essa questão
é crucial para a realização dos Planos;
5. Necessidade de envolvimento de organizações
empresariais estaduais na formatação e implementação
dos PAIS. A realização dos Planos exige articulação
com o setor produtivo e demais entidades representativas da sociedade
civil, de forma a garantir a sustentabilidade das iniciativas.
OPERACIONALIZAÇÃO
Tendo
em vista a viabilidade da proposta e a realização dos ajustes
necessários, a etapa seguinte inclui a elaboração
de um projeto detalhado para discussão, aprovação
e implantação. Durante a construção do projeto
definitivo, já devem ser contempladas idéias de representações
empresariais e da sociedade civil organizada.
Nos primeiros 12 (doze) meses, o valor estimado para aplicação
do MCT nos Planos Articulados/Integrados (PAIS) é da ordem de R$
200 milhões.
Os recursos devem ser alocados entre as
27 unidades da federação, considerando uma participação
mínima de 0,5% e máxima de 15% por estado, considerando
o mérito técnico das propostas. As contrapartidas dos estados
devem ser diferenciadas, com um mínimo de 20% até o máximo
de 50% do valor global do PAI, cabendo ao Governo Federal, através
do MCT, a negociação específica caso a caso.
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Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomu-nicações /1999
Lei de Informática/1999
Manifesto sobre a reformulação do Sistema Nacional de C&T
Resolução 001/2003 do Fórum NE
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Carta da Região Norte
Carta de Manaus
Carta de Porto Alegre - Políticas
Carta de Porto Alegre - PAIS
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O
Fórum Nacional de Secretários de Ciência e Tecnologia
foi criado com o objetivo de ampliar a articulação entre
os sistemas estaduais de C&T, propiciar trocas de experiências
e informações e gerar convergências para propostas
nacionais que contribuam para estruturação e consolidação
de tais sistemas. O êxito na atuação do Fórum
permitiu lograr elevado grau de legitimidade, constituindo-se como importante
canal de interlocução com o MCT nas últimas gestões
ministeriais, o que fez com que os ministros de C&T estivessem freqüentemente
presentes nos encontros nacionais. O papel desempenhado pelo Fórum
e sua importância para o debate sobre a política nacional
de C&T garantiram sua representação nos principais conselhos
do MCT, em especial o CCT, tendo como referência a participação
dos governos estaduais nas discussões sobre o tema.
Na
estratégia de fortalecer os sistemas estaduais, o Fórum
apresentou-se como possibilidade natural para concepção
conjunta e implantação eficaz de programas que favoreceram
a cooperação e as parcerias entre a União e os Governos
Estaduais para o desenvolvimento da C&T no país. Os resultados
destas parcerias são inequívocos, ilustrados, por exemplo,
pela consolidação das FAP’s e pela ampliação
dos recursos alocados pelos estados em C&T. Diante da possibilidade
de ampliar os êxitos alcançados, o Fórum julga importante
reafirmar alguns posicionamentos:
1.
O Fórum entende que Ciência e Tecnologia deve cumprir com
efetividade seu papel estratégico de alternativa prioritária
para a promoção do desenvolvimento econômico e social
do Brasil, sendo fundamental para isto a alocação crescente
de recursos na área, o que passa inicialmente pelo descontingenciamento
dos recursos dos Fundos Setoriais;
2.
Na mesma linha, o Fórum compreende que o desenvolvimento científico
e tecnológico regional é um dos mais efetivos instrumentos
para o crescimento econômico e a superação de graves
problemas regionais. Concordando com a sinalização do Governo
do Presidente Lula neste sentido, o Fórum percebe como necessária
a adoção de uma perspectiva mais federativa na aplicação
dos recursos no sistema nacional de C&T, contribuindo assim para a
redução das crescentes desigualdades regionais no país;
3.
O Fórum entende que a sua nomeação para Ministro
de Ciência e Tecnologia fortalece politicamente está área
e cria possibilidades de aperfeiçoamento das políticas ministeriais
em curso, extrapolando o discurso e reforçando, efetivamente, o
pacto federativo. Nesta direção, entende-se como estratégico
para o governo e para o país, assegurar o comprometimento de percentual
dos fundos setoriais em aplicações nas regiões Norte,
Nordeste e Centro-Oeste, conforme legislação vigente. Utilizando
o Nordeste a título de exemplo das herdadas distorções
no Sistema Nacional de C&T, os números apontam para a seguinte
aplicação dos recursos totais do MCT: em 2000 com 18% dos
recursos, em 2001 com 15%, em 2002 com 13% e em 2003 com 12%. Isto obviamente
vai de encontro à afirmação da importância
de C&T para o desenvolvimento sustentável.
4.
Neste processo de fortalecimento do Sistema Nacional de C&T, o Fórum
entende como ponto fundamental o crescente direcionamento da atuação
do CNPQ nas regiões menos desenvolvidas, estimulando a formação
de recursos humanos qualificados que cumprem o papel de multiplicadores
para a acumulação de imprescindível capital social.
A citada cooperação estabelecida com as FAP´s vem
logrando resultados significativos na estruturação dos sistemas
estaduais de C&T.
5.
O Fórum acredita que projetos cooperativos que envolvam centros
de pesquisas consolidados com centros emergentes em regiões menos
desenvolvidas constituem-se em alternativa que deve ser explorada. Em
C&T, as ações que utilizam a cooperação
e a articulação como premissa produzem resultados mais satisfatórios,
que implicam num menor desequilíbrio do sistema e numa maior eficácia
na aplicação de recursos.
6.
O Fórum considera de interesse primordial a disposição
do MCT para o desenvolvimento de parcerias estratégicas que fortaleçam
o Sistema Nacional de C&T. Como proposta para o desenvolvimento científico
e tecnológico regional, destacamos a importância da ampliação
de canais de interlocução para o estabelecimento de projetos
conjuntos com as Unidades Federadas. Esta ação também
permite maior eficácia na aplicação dos recursos
para o atendimento das demandas locais.
Por
fim, o Fórum Nacional de Secretários de Ciência e
Tecnologia reafirma a elevada expectativa em torno de sua gestão
face ao grande desejo de fortalecer a ciência e tecnologia no país.
Para isto, estaremos juntos na luta pelo descontingencimento de recursos
e na discussão de políticas e parcerias estratégicas
entre Governo Federal e os Estados para o desenvolvimento de C&T no
Brasil.
Brasília, 16 de março
de 2004.
Denise Aparecida Carvalho
Secretária de Ciência e Tecnologia de Goiás
Presidente do Fórum Nacional de Secretários Estaduais para
Assuntos de C&T
Rafael Esmeraldo Lucchesi
Ramacciotti
Secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação
da Bahia
Representante da Região Nordeste
Kalil Sehbe Neto
Secretário de Ciência e Tecnologia do Rio
Grande do Sul
Representante da Região Sul
Cláudio Cavalcanti
Ribeiro
Secretário Adjunto de Ciência, Tecnologia
e Meio Ambiente do Pará
Representante da Região Norte
Fernando Luiz Herkenhoff Vieira
Coordenador de Ciência e Tecnologia do Espírito
Santo
Representante da Região Sudeste
Flávia Maria de Barros
Nogueira
Secretária de Ciência, Tecnologia
e Ensino Superior do Mato Grosso
Representante da Região Centro-Oeste
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